terça-feira, 4 de novembro de 2014

YUE MINJUN


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YUE MINJUN


CULTURA OCIDENTAL
X CIVILIZAÇÃO ORIENTAL
Andrei Tarkovski

YUE MINJUN


A arte afirma tudo o que existe de melhor no homem,
a esperança, a fé, o amor, a beleza, a prece... Aquilo
com que sonha, as coisas pelas quais espera... Quando
alguém que não sabe nadar é lançado na água, o instinto
diz ao seu corpo quais movimentos deve fazer para salvar-se. O artista também é levado por uma espécie de instinto,
e sua obra leva mais longe a busca do homem por tudo que é eterno, transcendente, divino - muitas vezes a despeito 
da natureza pecaminosa do próprio poeta.
O que é a arte? È boa ou má? Vem de Deus ou do Diabo?
Da força do homem ou da sua fraqueza? Seria tal vez uma
promesa de comunhão, uma imagem da harmonia social?
Seria esta a sua função? Como uma declaração de amor:
a conciência da nossa mútua dependência. Uma confissão.
Um ato inconsciente que, não obstante, reflete o verdadeiro
sentido da vida - amor e sacrifício.
Por que, ao olharmos para trás, vemos a trajetória percorrida pela humanidade pontuada por desastres e cataclismos?
O que realmente aconteceu com todas aquelas civilizações?
Por que lhes faltou a respiração, por que perderam a vontade de viver e a força moral? Será possível acreditar que tudo aconteceu simplesmente em função de privações materiais? Esta sugestão parece-me grotesca. Alem disso,
estou convendido de que o fato de estarmos hoje na
iminência de destruir outra civilização pode ser perfeitamente explicado pela nossa incapacidade de levar em conta o lado
espiritual do processo histórico. Não queremos admitir para nos mesmos que muitas das desventuras que assediam a humanidade são o resultado de nos termos tornado imperdoáveis, culpados e irremediavelmente materialistas.
Ao nos vermos como os protagonistas da ciência, e para
tornarmos ainda mais convincente a nossa objetividade
científica, fragmentamos o processo unitário e indivisível
do desenvolvimento humano, e, ao fazê-lo, deixamos ao descoberto uma única mola (embora claramente visível),
que declaramos ser a causa principal de tudo, usando-a
não apenas para explicarmos os erros passados, mas
também para esboçarmos nossos projetos futuros. Ou talvez
a queda daquelas civilizações signifique que a história espera, pacientemente, que o homem faça a opção certa,
depois da qual ela não mais será levada a um impasse, nem será forçada a destruir uma tentativa frustrada atrás da outra, na espectativa de que a próxima possa ter mais sucesso. Há algo de errado na opinião amplamente difundida de que não se aprende nada com a história, e de que a humanidade ignora a experiência acumulada. Sem
dúvida, cada catástrofe sucessiva é uma prova de que a civilização em causa estava equivocada; e, quando o homem precisa começar tudo de novo, isso só pode ser
uma confirmação de que, até então, o seu objetivo não era
a perfeição espiritual.
Em certo sentido, a arte é uma imagem do processo que
já chegou ao fim, da culminação desse processo; uma imitação da posse da verdade absoluta (embora apenas
na forma de uma imagem), que desimpede o longo -
na verdade talvez interminável) caminho da história.
Há momentos em que anseia por repousar, ceder,
entregar-se por inteiro a alguma concepção integral do mundo - a dos Vedas por exemplo. O Oriente estava muito
mais próximo da verdade do que Ocidente, mas a civilização ocidental devorou o Oriente com as exigências materiais do seu estilo de vida.
Comparemos a música oriental com a ocidental. O Ocidente
está sempre aos berros: "Eis-me aquí! Olhem para mim!
Vejam-me sofrendo, amando! Como sou infeliz! Como sou feliz! Eu! Meu! Para mim!". Por sua tradição, o Oriente não
diz uma só palavra sobre si mesmo. O individuo deixa-se
absorver inteiramente por Deus, pela Natureza e pelo Tempo, encontrando-se em todas as coisas e descobrindo
todas as coisas em si próprio. Pensemos na música taoista...
Na China, seiscentos anos antes de Cristo... Mas por que, neste caso, uma concepção tão extraordinária não triunfou,
por que entrou em colapso? Por que a civilização que se desenvolveu a partir de tais bases não chegou até nós
na forma de um processo histórico consumado? Devem ter
entrado em conflito com o mundo materialista que os cercava. Assim como a personalidade entra em choque com a sociedade, aquela civilização chocou-se com outra. Foi
destruída não só por essa razão, mas também por causa do confronto com o mundo materialista do "progresso" e da
tecnología. Aquela civilização, porém, foi o ponto final do
verdadeiro conhecimento, o sal do sal da terra. E, segundo
a lógica do pensamento oriental, qualquer tipo de conflito é essencialmente pecaminoso.
Todos nós vivemos num mundo imaginário, criado por nos.
E assim, em vez de disfrutarmos seus benefícios, somos
vítimas de seus efeitos. A única coisa que a humanidade cria
com espírito desinteressado é a imagem artística.

extraído do livro ESCULPIR O TEMPO - Martins Fontes - SP 1990

MICHELANGELO BUONAROTI - Capela Sistina - detalhe


A FUNÇÃO DA ARTE
Andrei Tarkovski

Nem mesmo a Igreja é capaz de satisfazer essa sede
de Absoluto que caracteriza o homem, pois, infelizmente,
ela só existe como uma espécie de apêndice, copiando ou,
até mesmo, caricaturando as instituições sociais que organizam nossa vida cotidiana. No mundo atual, tão fortemente voltado para as coisas materiais e tecnológicas,
a Igreja não parece nem um pouco capaz de restabelecer
o equilíbrio através do apelo a um despertar espiritual.
Nesse contexto, parece-me que a função da arte seja a de
exprimir a liberdade absoluta do potencial espiritual do homem. Creio que a arte foi sempre a arma de que o homem
dispôs para enfrentar as coisas materiais que ameaçavam
devorar-lhe o espírito. Não é por acaso que, durante quase
dois mil anos de Cristianismo, a arte se desenvolveu, por
um enorme período de tempo, no contexto de idéias e objetivos religiosos. O simples fato de existir manteve viva,
na humanidade discordante e antagônica, a idéia da harmonia.
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A arte encarnou um ideal; foi um exemplo de perfeito equilíbrio entre princípios éticos e materiais, 
uma comprovação do fato de que esse equilíbrio não é apenas um mito que só existe nos domínios da ideologia,
mas algo que pode concretizar-se nas dimensões do mundo
dos fenômenos. A arte expressou a necessidade de harmonía do homem e sua presteza para lutar contra si mesmo, no interior da sua própria personalidade, numa
tentativa de alcançar o equilíbrio pelo qual sempre ansiou.
Uma vez que a arte exprime o ideal e a aspiração do homem
pelo infinito, ela não pode ser atrelada a objetivos consumistas sem ser violentada em sua própria natureza...
O ideal exprime coisas que não existem no mundo que
conhecemos, mas nos faz lembrar do que deveria existir
no plano espiritual. A obra de arte é uma forma dada a esse ideal que no futuro deve pertencer a humanidade, mas que,
no momento, deve ser patrimônio de poucos.
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A arte, está continuamente convidando as pessoas a fazerem uma reavaliação de si próprias e de suas vidas,
à luz do ideal a que ela dá forma.
O sentido da existência humana, definido por Korolenko
como o direito à felicidade, faz me lembrar do Livro de Jó,
onde se expressa um ponto de vista exatamente oposto:
"O homem nasce para o trabalho, como as faíscas das brasas se levantam para voar". Em outras palavras, o sofrimento faz parte da existência humana, e, na verdade, 
de que outra maneira seríamos capazes de "voar para o alto"? E o que significa o sofrimento? De onde se origina?
Da insatisfação, do abismo entre o ideal e o ponto em que
nos encontramos? Muito mais importante que sentir-se
"feliz" é afirmar a própria alma na luta por aquela liberdade
que é, no verdadeiro sentido, divina.

trecho extraído do livro ESCULPIR O TEMPO - Martis Fontes - SP 1990

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
TRIMANO - ANTOLOGIA BENEDETTI
O POEMA POLÍTICO - O POEMA DO EXÍLIO

TRIMANO - Capa do catálogo da exposição ANTOLOGIA BENEDETTI - Casa de Cultura Laura Alvim - Rio de Janeiro 1989


TRIMANO - Edição espanhol-português - Editora Record 1988


TRIMANO - Retrato de Mario Benedetti - nanquim 1988


MARIO BENEDETTI
Paso de los Toros, departamento de Tacuarembó,
Uruguay 1920 - Montevideu 2009.
Poeta e ensaista, integrante da Generación del 45,
a qual pertenceu também Juan Carlos Onetti.
Benedetti iniciou a carreira em 1949, e ficou conhecido
a partir de 1956, ao publicar Poemas de Oficina, uma de
suas obras mais conhecidas. Alem de poemas, escreveu romances, contos e ensaios, assim como roteiros para
o cinema.
Em 1945 passa a integrar a equipe de redação do semanário
Marcha, de Montevideu, onde permaneceu até 1974, ano em
que o semanário foi fechado pelo governo de Juan Maria
Bordaberry.
Em 1946, casa-se com Luz López Alegre.
Dirige a revista literária Marginalia. 
Em 1949 torna-se membro do conselho de redação
da revista literária Número, importante na época. 
Participa ativamente do movimento contra o Tratado Militar
com os EUA.
Em 1960 publica La Tregua, romance levado as telas de cinema pelo diretor argentino Sergio Renán.
De 1968 a 1971 foi diretor do Centro de Pesquizas 
Literárias da Casa de las Américas, de Havana, Cuba,
do qual foi membro fundador.
Sob o golpe de estado de 27 de junho de 1973 no Uruguai, renuncia ao cargo na Universidade, e parte para o exilio 
em Buenos Aires, indo posteriormente para Cuba, em 1976. 
Volta ao Uruguay em 1983, com o fim da ditadura.
Depois do falecimento da sua querida esposa Luz, em abril
de 2006, Benedetti mudou-se definitivamente para Montevideu, onde morreu aos 88 anos de idade no dia 17
de maio de 2009.
Grande parte da sua obra poética foi marcada pela ditadura e o exílio, e seus livros traduzidos para mais de vinte idiomas. È considerado um autor do primeiro plano na
literatura latino-americana contemporânea.

dados extraídos da Wikipédia 

TRIMANO - Ilustração para o poema "Bandônion" - nanquim


BANDÔNION

Me custa confessá-lo
mas a vida é também um bandônion
há quem sustente que quem toca é deus
mas eu estou certo de que é Troilo,
já que deus apenas toca harpa 
e mal

seja quem for o certo é
que nos espicha num único gesto puríssimo
e logo nos reduz aos poucos a quase nada
e claro nos arranca confissões
queixas que são clamores
vértebras de alegria
esperanças que voltam
como os filhos pródigos
e sobretudo como os estribilhos

me custa confessá-lo
porque o certo é que hoje em dia
poucos
querem ser tango
a natural tendência
é ser mambo ou rumba ou chachachá
ou merengue o bolero ou tal vez cassino
em último caso valsinha ou milonga
passodoble jamais
mas quando deus ou Pichuco ou quem for
toma entre suas mãos a vida bandônion
e lhe sugere que chore ou regozije
a gente sente o tremendo decoro de ser tango
e se deixa cantar e nem se lembra
que lá espera
o estojo

Mario Benedetti
tradução: Julio Luís Gehlen

Troilo = Sobrenome de Anibal Troilo, famoso bandonionista do tango argentino
Pichuco = Apelido de Anibal Troilo



TRIMANO - Ilustração para o poema "Vocês e Nós" - nanquim


TRIMANO - Ilustração para o poema "As Atas do Rancor" - nanquim


AS ATAS DO RANCOR

Pouco a pouco o rancor vai me invadindo
animaliza minha anima lisa
me empresta garras iras maldições
me sobressalta a paciência boba
dá brilho ao ódio como para abutres
me põe em áscuas e ascos

abro o livro e aprendo
a história do rancor  seus pormenores
seus desenvolvimentos e suas pautas
seus herdados instrumentos

mesmo assim me espera uma surpresa
quando fecho o breviário
fica entre minhas mãos
uma beira desarmada e desalmada
um rastro tão tedioso
sem prestígio e sem medula.

então me reduzo ao que sou
vazio de ferramentas culturais
fecho os olhos  mas
que vou fazer
não soño com perdões.

Mario Benedetti
tradução: Julio Luís Gehlen

TRIMANO - Ilustração para o poema "País Depois" - nanquim


TRIMANO - Ilustração para o poema "Propriedade do Perdido" - nanquim


PROPRIEDADE DO PERDIDO

É minha a inocência
ânfora de cristal tão desvalida
que nada me sugerem seus pedaços

a juventude é minha
e é ainda atávico susurro
rescaldo prévio ou impossível fogo

o rosto do meu pai
tão meu é que acode a meus espelhos
para comprometer-me em seus dilemas

é meu o primeiro salmo
débil embelezado entre as árvores
cerzido com as linhas do esquecimento

meu broto de amor
que era quimera e foi descobrimento
para soltar arroubos como um lastro

meu o muro de deus
com sua gretada e fosca pele de pedras
e suas mil garatujas de receio

e a mão fraterna
tão minha é que surge das ruínas
para estreitar minha mão e exumar-me

tudo o que perdí
é meu irremediavelmente meu
tão distante de mim que é desamparo

Mario Benedetti
tradução:Julio Luís Gehlen

TRIMANO - Ilustração para o poema "Sem Terra Sem Céu" - nanquim


TRIMANO - Ilustração para o poema "Um Pai-Nosso Latino-Americano" - nanquim


TRIMANO - Ilustração para o poema "Amor de Tarde" - nanquim


AMOR DE TARDE

É uma pena você não estar comigo
quando olho o relógio e já são quatro
e termino a planilha e penso 10 minutos
e estico as pernas como todas as tardes
e faço assim com os ombros para relaxar as costas
e estalo os dedos e arranco mentiras

É uma pena você não estar comigo
quando olho o relógio e já são cinco
e eu sou uma manivela que calcula juros
ou duas mãos que pulam sobre quarenta teclas
ou um ouvido que escuta como ladra o telefone
ou um tipo que faz números e lhes arranca verdades

É uma pena você não estar comigo
quando olho o relógio e já são seis
Você podia chegar de repente
e dizer "e aí?" e ficaríamos
eu com a mancha vermelha dos seus lábios
você com o risco azul do meu carbono

Mario Benedetti
tradução: Julio Luís Gehlen

TRIMANO - Ilustração para o poema "Por Que Cantamos" - nanquim


POR QUE CANTAMOS

Se cada hora vem com sua morte 
se o tempo é um covil de ladrões
os ares já não são tão bons ares
e a vida é nada mais que um alvo móvel

você perguntará por que cantamos

se nossos bravos ficam sem abraço
a pátria está morrendo de tristeza
e o coração do homem se fez cacos
antes mesmo de explodir a vergonha

você perguntará por que cantamos

se estamos longe como um horizonte
se lá ficaram árvores e céu
se cada noite é sempre alguma ausência
e cada despertar um desencontro

você perguntará por que cantamos

cantamos por que o rio está soando
e quando soa o rio / soa o rio
cantamos por que o cruel não tem nome
embora tenha nome seu destino

cantamos pela infância e porque tudo
e porque algum futuro e porque o povo
cantamos porque os sobreviventes
e nossos mortos querem que cantemos

cantamos porque o grito só não basta
e já não basta o pranto nem a raiva
cantamos porque cremos nessa gente
e porque venceremos a derrota

cantamos porque o sol nos reconhece
e porque o campo cheira a primavera
e porque nesse talo e lá no fruto
cada pergunta tem a sua resposta

cantamos porque chove sobre o sulco
e somos militantes desta vida
e porque não podemos nem queremos
deixar que a canção se torne cinzas

Mario Benedetti
tradução: Julio Luís Gehlen

TRIMANO - Ilustração para o poema "Consternados Raivosos" - nanquim


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
JOSÉ MEDEIROS
PIONEIRO DO FOTO-JORNALISMO BRASILEIRO

foto: Walter Firmo


JOSÉ MEDEIROS
Teresina, Piauí, Brasil 1921 - Abruzzo, L'Aquila, Itália 1990
José Medeiros foi um importante repórter fotográfico da equipe que fez a revista O Cruzeiro, e tornou-se modelo
de uma nova visão dentro do oficio de fotógrafo da época. 
A fotografia desempenhou um importante papel no processo
de concientização e informação da sociedade brasileira, 
com destaque para os anos conturbados da ditadura militar, quando a fotografia procurava ângulos que objetivavam driblar a censura e mostrar através das imagens, 
os momentos e situações adversas que não podiam ser abordadas nos textos.
Medeiros foi, ao lado do francés Jean Manzon, um dos
precursores do foto-jornalismo moderno no Brasil.
Aos 25 anos, já com trabalhos realizados para revistas como
Tabu, Rio e Sombra, foi convidado por Manzon para integrar
a redação da O Cruzeiro, onde permaneceu por 15 anos.
Ao longo da sua estada na revista publicou uma série de
foto-reportagens sobre os setores mais deficitários da sociedade, disse ele: "...a fotografia tem, aliás, como tudo,
uma função política. A fotografia não conta necessariamente
o real, pelo contrário ela pode mentir pra burro. A pessoa
por traz da câmera pode mostrar o que quiser. 
Eu por exemplo, para não defender interesses do patrão, 
do governo, saia pela tangente fazendo reportagens sobre
negros e índios...".
Em 1949, Medeiros participou da Expedição Roncador Xingu
A questão indígena se tornou então bastante recorrente
em sua obra. Foi um dos fotógrafos de O Cruzeiro que se
"especializou" em reportagens sobre populações indígenas.
Em 1962, ao sair da O Cruzeiro fundou a agência IMAGE
com Flavio Damm e Yedo Mendonça. Em 1965 começou
a trabalgar como diretor de fotografia cinematográfica, sendo
responsável por filmes como "A Falecida" de León Hirszman
e "Chica da Silva" de Cacá Diegues.

dados extraídos da Wikipédia

domingo, 2 de novembro de 2014

Capa do catálogo da exposição "José Medeiros o Poeta da Luz - 50 Anos de Fotografia" - FUNARTE 1986


JOSÉ MEDEIROS - Estação Leopoldina - Rio de Janeiro 1950


JOSÉ MEDEIROS - Cemitério de Ambatu - Equador - Terremoto de 1949


JOSÉ MEDEIROS - Lapa - Rio de Janeiro - 1957


JOSÉ MEDEIROS - Colônia Juliano Moreira- Rio de Janeiro


JOSÉ MEDEIROS - Rio de Janeiro 1969


JOSÉ MEDEIROS - 1950


JOSÉ MEDEIROS - Índio chavante - Expedição Roncador Xingu - 1949


JOSÉ MEDEIROS - Índias Kayapó - Aldeia Gorotire - 1957


JOSÉ MEDEIROS - Iaôs - Candomblé - Bahia 1957


JOSÉ MEDEIROS - Iaôs - Candomblé - Bahia 1967


JOSÉ MEDEIROS - Iaôs - Candomblé - Bahia 1957


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
TICUNA - Pinturas da Floresta
A ARTE ABORIGINE DOS POVOS DO AMAZONAS

Fotografia: JUSSARA GRUBER

TICUNAS (Tikuna, Tukuna ou Maguta)
são um povo amerindio que habita atualmente
a fronteira entre o Perú, o Brasil, e o trapézio amazônico,
na Colômbia. Formam uma sociedade de 50.000 indivíduos,
divididos entre Brasil (36 mil), Colômbia (8 mil) e Perú (7 mil)
(Pesquisar o povo Ticuna na Wikipédia)
As Pinturas da Floresta, reunem os mais belos mitos
e imagens que povoam o imaginário dessa aldeia indígena.
localizada na Floresta Amazônica, na região do alto Solimões. Esboçam diversos aspectos da tradição da tribo,
incluindo signos da fauna e flora nacionais, bem como alusões a personagens sobrenaturais da floresta. Ao evocar
a memória da mata, o olhar do índio revela suas raízes, ritos,
festas, armas e adereços. Mais do que um painel histórico
do cotidiano dos Ticuna, a mostra representa a afirmação
da cultura aborigine e a excelência da sua produção artística.

dados extraídos do catálogo da exposição TICUNA - Pinturas da Floresta - apresentada
no Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro em 2004