sexta-feira, 29 de abril de 2011

RALPH STEADMAN - MADE IN USA

MADE IN USA - Ralph Steadman

RALPH STEADMAN - Inglaterra 1936 / Ilustrador e caricaturista, famoso nos anos 70 pela sua participação no semanário nova iorquino Rolling Stones, produzindo charges e caricaturas escrachadas sobre a corrupção e a violência da sociedade norteamericana. Nos seus desenhos se posicionava em favor dos direitos civis dos negros e contra a guerra do Vietnã. É também ilustrador de livros como "Alice No País Das Maravilha" de Lewis Carroll, "A Ilha Do Tesouro" de Robert Louis Stevenson e "Farenheit 451" de Ray Bradbury.

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

quinta-feira, 28 de abril de 2011

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

MADE IN USA - Ralph Steadman

OS POETAS
EZRA POUND - USA 1885-1972

George Grosz - "Os banqueiros" - nanquim

"COM USURA" - Canto XLV / Com usura homem algum tera casa de boa pedra. / Cada bloco talhado com polidez e bem ajustado, para que o esboço envolva suas faces. / Com usura homem algum tem paraiso pintado na parede de sua igreja, harpes et luz, ou a virgem receba a mensagem, e um halo projeta-se do inicio. / Com usura homem algum ve Gonzaga, seus herdeiros e concubinas. / Pintura alguma é feita pra ficar, nem pra com ela conviver. / Só é feita a fim de vender, e vender depressa. / Com usura, pecado contra a Natureza, sempre teu pão será rançosas códeas, sempre teu pão será de papel seco, sem trigo da montanha, sem farinha forte. / Com usura uma linha cresce turva. / Com usura não há clara demarcação, e homem algum encontra sua casa. / O talhador não talha sua pedra. / O tecelão não vè o seu tear. / COM USURA / Não vai a lã ate a feira. / Carneiro não dá ganho com usura. / A usura é uma peste. / Usura engrossa a agulha nas mãos da moça. / E só pára a perícia de quem fia. / Pietro Lombardo não veio via usura, nem Piero della Francesca , nem Zuan Bellini. / Não pela usura foi pintada "La Calunnia". / Assim, Angelico não veio via usura, nem veio Ambrogio Praedis. / Não veio igreja alguma de pedra talhada com a incisão: adamo me fecit. / Nem via usura St Trophime. / Nem via usura Saint Hilaire. / Usura oxida o cinzel. / Ela enferruja o oficio e o artesão. / Ela corroe o fio no tear. / Ninguém aprende a tecer ouro em seu modelo. / O azul é necrosado; pela usura não se borda carmesim, / A esmeralda não acha o seu memling. / A usura mata o filho nas entranhas. / Impede o jovem de fazer a corte. / Leva paralisia ao leito, deita-se entre a jovem noiva e seu noivo. / CONTRA NATURAM / Trouxeram meretrizes para elêusis / Cadáveres dispostos no banquete / As ordens da usura. / N.B - USURA: gravame por uso de poder aquisitivo, taxado sem considerar as posibilidades de produção. Freqüentemente sem relação com as possibilidades de produção. (Daí a quebra do banco dos Medici) / Tradução: José Lino Grunewald

quinta-feira, 14 de abril de 2011

MANIFESTO

RICARDO CARPANI - "Operários" - óleo

É evidente que no nosso país, com excessão de alguns valores isolados, não surgiú até o presente momento, uma expressão plástica trancendente que definisse a nossa personalidade como povo. Os artistas não podemos permanecer indiferentes perante este fato, e consideramos imprescindível levarmos avante um profundo estudo da origem desta frustração. Se analizarmos a obra da maior parte dos pintores argentinos, principalmente aquêles que a crítica têm levado ao primeiro plano, observamos uma total alienação do nosso meio. E observamos o plágio sistemático e a repetição constante de velhas e novas fórmulas que, na sua versão original constituem autênticas descobertas artistísticas, mas, copiadas sem sentido crítico se transformam em balbucios de impotentes.

PASCUAL DI BIANCO - "Encontro" - óleo

Os motivos que determinam esta situação estão nos alicerses da vida económica e política da qual a cultura é complemento. Uma economia alienada e obediente ao capital imperialista, que origina o colonialismo cultural e artistístico que padecemos. As oligarquias, gente aliada ao imperialismo, controla direta e indiretamente os mecanismos que movem a nossa cultura, enaltecendo ou sumindo no esquecimento os artistas, e "selecionando" só aquêles que les servem. Constitue, por ser a clase mais abastada, o principal mercado comprador de obras de arte. Em virtude dos interesses que representa, se caracteriza no plano cultural, por uma mentalidade submisa aos valores extranjeiros, desprezando o verdadeiramente nacional e popular.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

MARIO MOLLARI - "Camponesas na colheita" - óleo

O resultado disto tudo, é que o artista para triunfar, tem que renunciar a sua liberdade criadora, "acomodando" seu trabalho ao gosto e as exigências da clase dominante. Isto implica em divórciar-se das maiorias populares que constituem o elemento fundamental da nossa realidade nacional. Desta forma, ao virar as costas para as necessidades e lutas do homem latinoamericano, esvazia de conteudo sua obra, castrando-a de todo significado, pois já não tem nada trancendente a dizer. Se limita então a um inconsequente jogo com os elementos plásticos, de um virtuosismo inexpressivo, em alguns casos de exelente técnica, mas de forma alguma arte, já que esta se concretiza quando se produz uma total identificação do artista com a realidade do seu meio. Não se deve pensar que esta seja uma afirmação arbitrária, constitue um problema relacionado a essência da arte. Uma arte nacional é a única possibilidade de se fazer arte. Nas melhores obras dos grandes artistas da nossa história, percebemos o espírito da sociedade que as engendrou. Não pode ser de outra maneira, já que o artista é um homem e todo homem constroi seu pensamento segundo os elementos sociais que determinaram sua educação. O artista em quanto produtor da sociedade, ao se expressar artisticamente, com sentido profundo e sinceridade, dará expressão ao meio que o circunda.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

JUAN MANUEL SANCHEZ - "Fábricas e trilhos" - óleo

O ritmo do crescimento histórico, varia de uma sociedade para outra. Esa variação é o elemento principal na origem das nacionalidades. Consequentemente, todas as obras artisticas, pelo fato de ser uma expressão social, também são uma expressão nacional. Podemos dizer que a arte surge como resultado de uma necessidade de expressão individual, que depois se tornará uma expressão nacional, pois o individuo é produto da nação, e culminará, finalmente, em expressão universal, sendo que os problemas trancendentais do homem são universais. O problema do surgimento de uma arte nacional em nosso país, determina o verdadeiro alcance que tem para nos o termo "nacional". Unidade geográfica, idiomática e racial, uma história comum, problemas comuns, e uma solução que só será possível numa ação conjunta, fazem da América Latina uma unidade nacional perfeitamente definida. A grande nação latinoamericana, já teve em Orozco, Rivera, Tamayo, Guayasamin e Portinari, fieis intêrpretes que partindo das raizes da realidade, produziram uma arte de trancendência universal. Este fenómeno não tem acontecido no nosso país
A arte da América Latina, considerando as caraterísticas sociais e políticas do nosso continente, deve estar necessáriamente voltada para a expressão de conteudos revolucionários, e formas revolucionárias também, no livre jogo dos elementos plásticos, prescindindo da anedota. A anedota poderá ter uma importáncia capital para o artista quando abordar uma temática que sente profundamente e na qual encontra inspiração. Mas, em última instância, não justifica ou determina o valor intrínseco da obra de arte: o absurdo de certa pintura pretendidamente revolucionária, que se limita a descrever cenas de "revolucionarismo" dudoso, utilizando um realismo caduco e superado (referência ao Realismo Socialista da URRS). Não é de se extranhar então, que pela sua inoperancia, esta pintura seja tolerada e até favorecida por aquêles que combatem toda expressão autenticamente nacional e revolucionária.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

RICARDO CARPANI - "Desempregado" - detalhe - lápiz

É imprescindível deixar de lado todo tipo de dogmatismo em matêria de estética. Cada um deve trabalhar utilizando os elementos plásticos de acordo com o seu temperamento, aproveitando as últimas descobertas e os novos caminhos que vão se abrindo no panorama artístico mundial, e que constituem o resultado da evolução da humanidade. Esses novos elementos deverão ser utilizados com sentido criativo e pessoal, expressando um conteudo trancendente. Toda tentativa de criação de uma arte nacional, tem sido sistemáticamente rejeitada ou censurada por alguns críticos a serviço da imprensa controlada pelo capital imperialista, e tem apelado aos mais variados recursos: do ataque direto, em nome de uma universalidade abstrata, até a "imposição" de manifestações que nem podemos chamar de arte. A nossa proposta significa afastar da criação artistica, a submissão económica e política que é imposta as maiorias. No momento em que a arte chama e acorda o inconsciente coletivo da humanidade, põe em movimento as mais confusas aspirações e desejos, exalta e sublima todas as repressões a que se submete o homem moderno. Constitue um poderoso e irressistível instrumento de libertação. A arte é o "libertador" por exelência, e as multidões se reconhecem nela. A sua alma coletiva descarrega nela suas mais profundas tensões para recobrar suas energias e esperanças. Por tudo isso, para nos, a arte é uma insubistituível arma de combate, o instrumento precioso pelo qual o artista se integra na sociedade e a expressa, activa, e não passivamente, não como um espelho, sim como modelador.
Das mãos da nova geração de artistas latinoamericanos deverá surgir a arte deste continente, que ainda não realizou a sua unidade. Quem sabe esta arte venha a nos mostrar a história, antes dos fatos. Não será a primeira vez que a arte se antecipa aos acontecimentos económicos ou políticos, nisso reside a sua grandeza: partindo da realidade a prefigura e renova. Estes objetivos serão alcançados, se entendermos que a arte não pôde nem deve estar alienada da difussão militante e educadora das obras em realização. A arte revolucionária da América Latina deve ser monumental e pública. O povo que a nutre deve conviver com ela no seu cotidiano. Da pintura de cavalete, como luxuoso vicio solitário, devemos passar resolutamente a arte das massas, ou seja: a arte. / Grupo ESPARTACO - Buenos Aires - Abril de 1961