quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
A História Humana Contada Pela Arte
LUIS TRIMANO
SÉRIE MODELO DE ARMAR
Ilustrações para: MST - Movimento dos Trabalhadores
Rurais sem Terra e Ligas Camponesas

hidrográfica e esferográfica

"El Barco" - Edição virtual - Monte Alto - Rio de Janeiro - 2020
  

TRIMANO - MST/LIGAS CAMPONESAS


MST 
MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS 
SEM TERRA

O MST é um movimento de ativismo político e social brasileiro de inspiração marxista. Teve origem na oposição
ao modelo de reforma agrária imposto pelo regime militar, que priorizava a colonização de terras devolutas 
em regiões remotas, tais como as áreas ao longo da rodovia Transamazônica, com objetivo de exportação 
de exedentes populacionais e favorecer a integração do território considerada estratégica.
Contrariamente a este modelo, o MST busca fundamentalmente a redistribuição das terras improdutivas.
O Movimento teve origem na década de 1980,
defendendo que a expansão da fronteira agrícola, 
e os mega-projetos, dos quais as barragens são exemplo típico, e a mecanização da agricultura contribuiram
para eliminar as pequenas e médias unidades de produção
agrícola e concentrar a propriedade da terra.
Esse modelo de colonização revelou-se, no entender
do Movimento, inadequado e eventualmente catastrófico
para centenas de famílias, que acabaram abandonadas,
isoladas em um ambiente inóspito, condenadas a cultivar
terras que se revelaram impróprias ao uso agrícola.
Nessa época intensificou-se o êxodo rural - abandono do campo por seus habitantes - com a migração
de mais de 30 milhões de camponeses para as cidades,
atraídos pelo desenvolvimento urbano e industrial,
durante o chamado "milagre brasileiro". Grande parte deles
ficou desempregada ou subempregada, sobretudo no início
dos anos 1980, quando a economia brasileira 
entrou em crise. Alguns tentaram ressistir na cidade
e outros se mobilizaram para voltar à terra.
Desta tensão, movimentos locais e regionais 
se desenvolveram na luta pela terra.
Em 1984, apoiados pela Comissão Pastoral da Terra,
representantes dos movimentos sociais, sindicatos 
de trabalhadores rurais e outras organizações reuniram-se
em Cascavel, Paraná, no "1º Encontro Nacional 
dos Trabalhadores Rurais sem Terra", para fundar o MST.
A pesar de os movimentos organizados pela reforma
agrária no Brasil serem relativamente recentes, remontando
apenas às Ligas Camponesas - associações de agricultores que existiram durante as décadas de 1950 e 1960.
O MST entende-se como herdeiro ideológico de todos
os movimentos de base social camponesa ocorridos
desde que os portugueses entraram no Brasil, quando
a terra foi dividida em sesmarias por favor real,
de acordo com o direito feudal português, que excluia
em princípio grande parte da população do acesso direto
à terra. Contrariamente a esse modelo concentrador
da propriedade fundiária, o MST declara buscar 
a redistribuição das terras. Desde o início do Movimento,
em 1985, foram assassinados 1722 militantes,
segundo a Comissão Pastoral da Terra.

dados extraídos da Wikipédia
 

TRIMANO - MST/LIGAS CAMPONESAS


TRIMANO - MST/LIGAS CAMPONESAS


TRIMANO - MST/LIGAS CAMPONESAS


TRIMANO - MST/LIGAS CAMPONESAS


TRIMANO - MST/LIGAS CAMPONESAS - Releitura de gravura de Kathë Kollwitz


LIGAS CAMPONESAS

As Ligas Camponesas foram organizações
de camponeses formadas pelo Partido Comunista
Brasileiro (PCB) a partir de 1945. 
Foi um dos movimentos mais importantes em prol
da reforma agrária e da melhoria das condições de vida
do campo no Brasil. Elas foram abafadas depois do fim
do governo de Getúlio Vargas, e só voltaram a agir
em 1954, inicialmente no estado de Pernambuco,
e posteriormente na Paraíba, no Rio de Janeiro
e em Goiás.
A partir daí, as Ligas Camponesas exerceram intensa
atividade até a queda de João Goulart, em 1964.
O mais conhecido líder do primeiro período foi Gregório
Lourenço Bezerra, e do segundo, Francisco Julião
Arruda de Paula.
As Ligas foram criadas pelo PCB durante o governo
ditatorial de Getúlio Vargas, e nas vésperas do fim
da Segunda Guerra Mundial, se estabelecendo
em vários municípios do país, entre os trabalhadores rurais
de todo tipo (pequenos agricultores, familiares, parceiros,
sem terras, assalariados e diaristas com dois objetivos:
o primeiro era aumentar o número de eleitores do PCB,
e o segundo era identificar os interesses da classe
e organizar a luta ao seu favor.
Com a queda do governo de Getúlio Vargas
e a eleição do general Eurico Gaspar Dutra para presidente,
uma nova Constituição foi promulgada em 1946.
O Brasil alinhava-se então com os Estados Unidos e,
no contexto internacional do início da Guerra Fria,
posicionava-se contra os socialistas da União Soviética.
Em 1947, a nova postura do Estado colocou o PCB
na ilegalidade, abafando também as Ligas Camponesas,
(mesmo antes da cassação do mandato do Partido
no entanto, as Ligas já sofriam a depressão das autoridades)
Elas só voltariam a agir em 1954.
O segundo período de existência começou no Engenho
Galiléia, na cidade de Vitória de Santo Antão,
em Pernambuco. Foi formada então a "Sociedade Agrícola
e Pecuária de Plantadores de Pernambuco" (SAPPP),
que tinha três fins específicos: 1 - auxiliar os camponeses
com despesas funerárias, evitando que os falecidos fossem
despejados em covas de indigentes (caixão emprestado).
2 - prestar assistência médica, jurídica e educacional
aos camponeses.
3 - formar uma cooperativa de crédito capaz de livrar aos poucos o camponés do domínio do latifundiário.
Mas a SAPPP foi logo acusada de objetivos políticos
socialistas, proibida de agir na região, e foi atacada
para ser dissolvida à força. Seus integrantes, porém,
resistiram e encontraram apoio jurídico para institucionalizar
a associação atuando legalmente a partir de 1955.
No Engenho Galiléia trabalhavam cerca de 140 famílias
de camponeses em regime de "foro": em troca de cultivar
a terra deviam pagar uma quantidade fixa em espécie
ao proprietário dela. É importante frisar que esse engenho
já se encontrava em "fogo morto", ou seja, inadequado
para plantio de cana de açúcar.
A SAPPP, a princípio, aceitou o apoio do proprietário
do Galiléia e o convidou para assumir a presidência
da Sociedade. Advertido, entretanto, por outros proprietários
da região de que o convite era uma proposta comunista
e de que teria finalidade política, o proprietário do engenho
ordenou que a SAPPP fosse desfeita imediatamente,
ameaçando os camponeses de expulsão e até de aumentar
o valor do foro. Os camponeses decidiram lutar, mas sabiam
que isolados no campo não conseguiriam resistir
por muito tempo. Resolveram, então, buscar apoio 
na cidade, encontrando na figura do advogado Francisco
Julião o apoio e o respaldo jurídico que precisavam.
Francisco Julião, que já tinha se pronunciado a favor
dos camponeses, institucionalizou a Associação.
Graças a ele, em 1º de janeiro de 1955, a SAPPP
passou a funcionar legalmente, e em 1959, eles conseguiram a desapropriação do engenho.
A imprensa rapidamente chamou a SAPPP de liga,
fazendo referência ao movimento criado pelo PCB.
Enquanto isso, o movimento espalhava-se pelo interior
do estado. A vitória dos galileus estimulou bastante
as lideranças camponesas que sonhavam com uma reforma
agrária. No início da década de 60, as ligas já haviam
se difundido pelo nordeste brasileiro. atingindo repercussão
nacional e internacional no contexto da Revolução Cubana,
em 1959. Suas ideias reformistas, contudo, eram associadas
ao temor socialista, que os países opositores
tinham na época. Com a instalação do regime militar 
em 1964, as principais lideranças do PCB e das Ligas
foram assassinadas, presas ou tiveram que fugir e,
assim, as Ligas Camponesas deixaram de existir.

dados extraídos da Wikipédia
 

TRIMANO - MST/LIGAS CAMPONESAS - Francisno Julião


TRIMANO - MST/LIGAS CAMPONESAS - Francisco Julião


TRIMANO - MST/LIGAS CAMPONESAS - Gregório Bezerra


TRIMANO - MST/LIGAS CAMPONESAS - Gregório Bezerra


TRIMANO - MST/LIGAS CAMPONESAS - Releitura de gravura de Kathë Kollwitz


TRIMANO - MST/LIGAS CAMPONESAS


TRIMANO - MST/LIGAS CAMPONESAS - Goulart e os Generais


TRIMANO - MST/ LIGAS CAMPONESAS


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
A História Humana Contada Pela Arte
OS FOTÓGRAFOS
MARTÍN CHAMBI
O Resgate dos Povos Originários
A Arte da América Latina
"El Barco" - Edição virtual - Monte Alto - Rio de Janeiro - 2020    

MARTIN CHAMBI - Martín Chambi Jimenez
Puno, Peru 1891 - Cuzco, Peru 1973
Foi um fotógrafo originário do sul do Peru.
Ele foi um dos primeiros grandes fotógrafos indígenas
da América Latina, reconhecido pelo profundo valor
documental, histórico e étnico de suas fotografias.
Foi prolífico na produção de retratos, das cidades
e dos campos dos Andes Peruanos.
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"Lo horrible, lo suntuario, lo lentísimo,
lo augusto, lo infructuoso,
lo aciago, lo crispante, lo mojado, ,o fatal,
lo todo, lo purísimo, lo lóbrego,
lo acerbo, lo satánico, lo táctil, lo profundo..."

César Vallejo

"Eu li que no Chile acredita-se que os índios
não têm cultura, que são incivilizados,
que são intelectualmente e artisticamente inferiores
quando comparados com os brancos e europeus.
Mais eloqüente do que a minha opinião, no entanto,
são os testemunhos gráficos. A minha esperança
é que as testemunhas imparciais e objetivas
examinarão esta evidência.
Eu sinto que sou um representante da minha raça;
meu povo fala através das minhas fotografias"

Martín Chambi Jimenez

dados extraídos da Wikipédia
  

MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


MARTIN CHAMBI


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MARTIN CHAMBI