O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Eu estou "atravessado" na vida e o meu estado mental
não somente "é" mas tem "sido" também abstrato,
de modo que qualquer coisa que se faça por mim, não
"posso pensar" em equilibrar minha vida. Quando "devo"seguir uma regra como aquí no hospício, me sinto tranqüilo. E no alistamento,
aconteceria mais ou menos a mesma coisa. Claro que aquí me
arrisco muito a ser recusado, pois sabem que sou alienado ou pelo menos epiléptico, (tenho ouvido dizer que existem 50 mil epilépticos na
França, dos quais somente 4.000 internados; de modo que não é tão extraordinário) quem sabe em París, falando com Détaille por exemplo ou Caran d'Ache, me incorporem logo. Poderá parecer uma cabeçada peor que a outra; em fim reflitamos, mas para atuar. Na espera, faço o que posso por
trabalhar "não interessa no qué", incluindo a pintura; pois tenho uma boa
vontade aceitável. Mas o dinheiro que custa a pintura... é algo que me
esmaga debaixo de uma sensação de dívida e covardia; e sería conveniente
que isto acabase o mais depressa possível. / Arles 1888 - 1889 /
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Por qué
nos estamos aquí e isto é tudo, ou pelo menos tudo que posso dizer num momento de relativa crise. Um momento em que as coisas estão muitos
tensas entre marchands de quadros de artistas mortos e artistas vivos.
Pois bem, o meu trabalho; arrisco a vida e a minha razão mais
ou menos destruida - bom - mas tú não estás entre os marchands de
homens, que eu saiba; e podes tomar partido, acho, procedendo realmente
com humanidade, mas, o que tú queres? / Cartas a Theo Auvers-sur-Oise
1890
Se os desenhos que te envío são muito duros,
é porque os tenho realizado de tal forma que mais tarde,
se ficarem, possam me servir de referência para a pintura.
Este pequeno jardim de aldeão vertical é soberbo de cor
em relação a natureza, as dálias são de um púrpura rico e escuro,
a dupla fileira de flores é cor de rosa e verde de um lado e alaranjado
quase sem verdor do outro. No meio, uma dália de um branco pálido e
um pequeno granate com flores do mais brilhante alaranjado vermelho,
com frutos verde-amarelos. O terreno cinza, as altas canas "cannes"
de um verde azulado, as figueiras esmeralda, o céu azul, as casas
brancas com janelas verdes e telhados vermelhos; a manhã de sol
pleno, a tarde inteiramente banhada de sombra, levada e projetada pelas figueiras e as canas. / Cartas a Theo - Arles 1888
sábado, 20 de fevereiro de 2010
INTRODUÇÃO / A ORIGEM DOS GNOMOS /
Reconhece-se o a.D. 1200, o ano em que
o sueco Frederik Ugarph encontrou uma estátua de madeira, muito
bem conservada, na casa de um pescador na cidade de Nidaros
(atualmente Trondheim), Noruega. A estátua de 15 cm de altura, sem
contar o pedestal, trazia gravadas as seguintes palavras: / NISSE Riktig
Storrelse / que significa: "Gnomo, estatura real". / A estátua estava em poder da família do pescador há muitos anos e Ugarph encontrou muita dificuldade
ao tentar comprá-la, o que somente ocorreu após muitos dias de negociações. A estátua pertence agora à coleção da família Oliv, em Uppsala.
Exames radiográficos vieram a comprovar que a estátua tem mais de 2.000
anos e que deve ter sido entalhada na raiz de uma árvore já extinta, cuja
madeira é incrivelmente resistente. Segundo consta, a inscrição no pedestal
foi feita muitos séculos após a estátua ter sido esculpida. A descoberta dessa estátua serve para ilustrar aquilo que os gnomos sempre afirmaram: que
suas origens são escandinavas. / Os gnomos, certamente são criaturas da noite e por essa razão tivemos que conducir nossas investigações na
escuridão quase completa. Se tivéssemos permanecido absolutamente fiéis
às nossas observações, muitas das ilustrações deste livro teriam sido
pintadas em azul cinza escuro. Para superar essa dificuldade e fornecer
uma idéia precisa da vida dos gnomos, todas as ilustrações foram feitas
na suposição de que pequeninos seres estavam sendo observados sob a luz do dia. / Rien Poortbliet e Wil Huygen
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