O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
"La Boca", como é chamado tradicionalmente o antigo cais do porto
de Buenos Aires, foi fundado a meados do século XIX por imigrantes
genoveses que o batizaram com o nome de "República de La Boca"
se tornando o bairro da imigração italiana.
A imigração, de origem operária, era composta de italianos e espanhois,
muitos deles anarquistas, fujidos da Comuna de Paris, que construiram
suas casas (um mixto de cortiço e favela), no cais de entrada à cidade.
A diversidade das cores comque foram pintadas,
se tornando um cartão postal, se deve a que eram utilizados
os restos das tintas empregadas na pintura dos navios.
Por causa da simplicidade de seus moradores, e os aluguéis baratos,
"La Boca" foi escolhido pelos artistas para montar seus ateliês, se
tornando dominio público como "o bairro dos artistas".
de Buenos Aires, foi fundado a meados do século XIX por imigrantes
genoveses que o batizaram com o nome de "República de La Boca"
se tornando o bairro da imigração italiana.
A imigração, de origem operária, era composta de italianos e espanhois,
muitos deles anarquistas, fujidos da Comuna de Paris, que construiram
suas casas (um mixto de cortiço e favela), no cais de entrada à cidade.
A diversidade das cores comque foram pintadas,
se tornando um cartão postal, se deve a que eram utilizados
os restos das tintas empregadas na pintura dos navios.
Por causa da simplicidade de seus moradores, e os aluguéis baratos,
"La Boca" foi escolhido pelos artistas para montar seus ateliês, se
tornando dominio público como "o bairro dos artistas".
EUGENIO DANERI - 1881-1970
Foi discípulo de Ernesto de la Cárcova e Eduardo Sívori,
e destacou-se como retratista e paisagista urbano, tratando
temas do porto de "La boca" e da Isla Maciel, no Riachuelo de Buenos Aires.
Daneri praticou uma pintura realista, seca, de tonalidades cinzentas e terrosas,
utilizando o preto para o desenho das figuras, o que conferia aos seus quadros,
elaborados com grossas camadas de tinta, uma aparência austera e melancólica.
Foi discípulo de Ernesto de la Cárcova e Eduardo Sívori,
e destacou-se como retratista e paisagista urbano, tratando
temas do porto de "La boca" e da Isla Maciel, no Riachuelo de Buenos Aires.
Daneri praticou uma pintura realista, seca, de tonalidades cinzentas e terrosas,
utilizando o preto para o desenho das figuras, o que conferia aos seus quadros,
elaborados com grossas camadas de tinta, uma aparência austera e melancólica.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
ONOFRIO PACENZA - 1904-1971
A pintura de Pacenza, assim como a pintura de Fortunato Lacámera,
outro pintor importante do grupo de artistas de La Boca, está relacionada
com a pintura metafísica do italiano Giorgio de Chirico, e as suas composições
oníricas de cidades abandonadas.
Pacenza é o pintor da solidão dos barracões portuários,
e dos bucólicos casaróes do subúrbio portenho,
que en seus quadros adqüirem a aparência de cenografias teatrais.
Em 1965, suas pinturas participaram de um curta metragem de 11 minutos
junto a Carlos Castagnino, Carlos Alonso, Héctor Basaldua, Victor Rebuffo,
Raúl Soldi e Carlos Torrallardona, sobre o subúrbio, com textos de Ernesto Sábato e música de Anibal Troilo.
A pintura de Pacenza, assim como a pintura de Fortunato Lacámera,
outro pintor importante do grupo de artistas de La Boca, está relacionada
com a pintura metafísica do italiano Giorgio de Chirico, e as suas composições
oníricas de cidades abandonadas.
Pacenza é o pintor da solidão dos barracões portuários,
e dos bucólicos casaróes do subúrbio portenho,
que en seus quadros adqüirem a aparência de cenografias teatrais.
Em 1965, suas pinturas participaram de um curta metragem de 11 minutos
junto a Carlos Castagnino, Carlos Alonso, Héctor Basaldua, Victor Rebuffo,
Raúl Soldi e Carlos Torrallardona, sobre o subúrbio, com textos de Ernesto Sábato e música de Anibal Troilo.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
BENITO QUINQUELA MARTIN - 1890-1977
Cujo nome de nascimento é Benito Juan Martin,
foi um pintor expressionista portenho, filho de mãe desconhecida
que o abandonou na "Casa de Niños Expósitos", e foi adotado
com a idade de 7 anos, pela familia Chinchella, donos de uma carvoaria.
O "Quinquela" foi uma tradução posterior do sobrenome do padrasto.
É considerado o pintor dos portos e dos trabalhadores da estiva,
e um dos artistas plásticos mais populares do país.
Suas cenas portuárias mostram a atividade e o vigor da vida diária
no cais de "La Boca".
Teve que trabalhar desde criança carregando sacas de carvão,
e esta experiência marcou a sua visão dos trabalhadores brasais
que aparecem em muitas das suas pinturas, realizadas a espátula
em grossas camadas de tinta óleo.
As imagens dos "cemitérios marinhos" com as carcaças dos navios
abandonadas à intempérie que lembram as fantasmagorias do Simbolismo,
ficaram quase inéditas na divulgação do seu trabalho, utilizado pela midia
como cartão postal da cidade.
Em 1938 com o lucro da venda de seus quadros e doações, acabou de contruir
o predio, hoje museu, que leva seu nome e alberga a obra dos artistas boquenses.
Cujo nome de nascimento é Benito Juan Martin,
foi um pintor expressionista portenho, filho de mãe desconhecida
que o abandonou na "Casa de Niños Expósitos", e foi adotado
com a idade de 7 anos, pela familia Chinchella, donos de uma carvoaria.
O "Quinquela" foi uma tradução posterior do sobrenome do padrasto.
É considerado o pintor dos portos e dos trabalhadores da estiva,
e um dos artistas plásticos mais populares do país.
Suas cenas portuárias mostram a atividade e o vigor da vida diária
no cais de "La Boca".
Teve que trabalhar desde criança carregando sacas de carvão,
e esta experiência marcou a sua visão dos trabalhadores brasais
que aparecem em muitas das suas pinturas, realizadas a espátula
em grossas camadas de tinta óleo.
As imagens dos "cemitérios marinhos" com as carcaças dos navios
abandonadas à intempérie que lembram as fantasmagorias do Simbolismo,
ficaram quase inéditas na divulgação do seu trabalho, utilizado pela midia
como cartão postal da cidade.
Em 1938 com o lucro da venda de seus quadros e doações, acabou de contruir
o predio, hoje museu, que leva seu nome e alberga a obra dos artistas boquenses.
FORTUNATO LACÁMERA nasceu em "La Boca",
tema preferido das suas pinturas, em 1887, e morreu
no mesmo bairro em 1951.
Lacámera foi quem melhor representou o visual, a cor
e a luz da paisagem portuária de Buenos Aires.
Junto a Quinquela Martin, outro importante pintor boquense,
foram os fundadores da comunidade artistica da
"República de La Boca", como foi chamada em tom
"separatista", pelos imigrantes genovese, muitos deles anarquistas.
Em 1940 fundou e presidiú até a sua morte,
a "Agrupación de Gente de Artes y Letras - Impulso",
em que reuniú os protagonistas da vida cultural do bairro.
A sua pintura está aparentada à denominada "pintura metafísica"
e se antecipa ao Hiperrealismo.
tema preferido das suas pinturas, em 1887, e morreu
no mesmo bairro em 1951.
Lacámera foi quem melhor representou o visual, a cor
e a luz da paisagem portuária de Buenos Aires.
Junto a Quinquela Martin, outro importante pintor boquense,
foram os fundadores da comunidade artistica da
"República de La Boca", como foi chamada em tom
"separatista", pelos imigrantes genovese, muitos deles anarquistas.
Em 1940 fundou e presidiú até a sua morte,
a "Agrupación de Gente de Artes y Letras - Impulso",
em que reuniú os protagonistas da vida cultural do bairro.
A sua pintura está aparentada à denominada "pintura metafísica"
e se antecipa ao Hiperrealismo.
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