O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Ha sessenta e três dias que estou a caminho
e ardo na impaciência de abordar a terra desejada.
A 8 de junho vislumbrámos luzes estranhas que
passavam em ziguezague: pescadores. No céu
sombrio recortava-se um cone preto e denteado.
Contornámos Moorea para descobrir Tahiti. Horas
mais tarde já se anunciava a madrugada e, muito
lentamente, nos aproximámos dos recifes de Tahiti
para franquear o estreito e ancorar sem contratempos
na enseada. Quem muito viajou não achará nesta
pequena ilha o aspecto feérico de baía do Rio de Janeiro,
por exemplo. Alguns picos montanhosos aonde uma
qualquer familia trepou e proliferou, pasado há muito
o dilúvio. Os corais, esses também treparam e envolveram
a nova ilha.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Para mim os dias são cada vez melhores.
Acabei por aprender muito bem a lingua e os meus vizinhos,
os três do lado e os outros mais distantes, quase me olham
como a um deles. Em contato quotidiano com as pedras,
os meus pés descalços familiarizam-se com o chão
e o meu corpo, quase sempre nu, já não receia o sol.
A civilização sai aos poucos de mim e começo a pensar
com simplicidade, a alimentar pouco ódio pelo meu
próximo, a funcionar animalmente, livremente, com a
certeza de que o amanhã é igual ao dia de hoje. Todas
as manhãs o sol se ergue tranquilo, para mim como
para toda a gente. Faço-me descuidado, sereno e amante.
Chegamos a Taravao e devolví o cavalo ao gendarme.
A mulher deste (uma francesa) exclamou (sem malícia,
é verdade, mas sem finura também): - O que? Leva consigo
uma meretriz!.. E os seus olhos-cólera despiram a rapariga
impassível, que entretanto se tornara altiva. A decrepitude
observava a nova floração, a virtude da lei soprava impuramente
sobre o impudor nativo mais puro, sobre a confiança, a fé.
E, no céu tão belo, descobrí com dor essa nuvem suja de fumo.
Envergonhei-me da raça. os meus olhos afastaram-se daquela lama -
depressa esqueci - para se fixar no ouro que eu já amava, bem
me lembro.
Trechos da Carta aos senhores inspectores das colonias,
de passagem nas Marquesas, fim de 1902,
Hivaoa, Ilhas Marquesas: Pretendo apenas
pedir que examineis, vós próprios, quem são
os indígenas aquí, na nossa colónia das Marquesas,
e como funcionam os gendarmes perante eles.
A razão é esta: de dezoito em dezoito meses,
aproximadamente, e por motivos de economia,
é-nos enviada a justiça. O juiz aparece apressado
em julgar, nada conhecendo, nada, do que um indígena
pode ser. Vendo a sua frente uma cara tatuada, diz
consigo mesmo "Aquí está um facínora canibal",
sobretudo quando o gendarme interessado lho afirma.
O governador Edouard Petit referiu o pintor num relatório
que enviou ao Ministro das Colónias, especificando que era
necessário desembaraçar as ilhas "dos maus franceses" ,
"chegados do fim do mundo para alí esconder as infâmias
da sua vida" e os "fermentos da desordem". O Juiz chega,
portanto, e voluntariamente se instala na gendarmeria,
aí toma as refeições, não vendo mais ninguém além do
cabo da esquadra que lhe apresenta os processos com as
suas apreciações "Fulano e fulano, todos bandidos etc.
Veja bem senhor juiz que a não sermos severos com esta gente,
acabamos todos por ser assassinados"...
De um modo geral a população é muito pacífica
e só restam as multas para o delito de embriaguêz.
Nada possuindo, nada tendo para se distrair, os
naturais recorrem em tudo, e por tudo, à bebida
fornecida grátis pela natureza, isto é, sumos de laranja,
de flores de coco, de banana, etc. fermentados por alguns
dias e bem menos prejudiciais que os álcoois da Europa.
Depois desta proibição de beber, muito recente,
e que suprime um comércio lucrativo aos colonos, o
indígena só pensa numa coisa: em beber, fugindo para
isso dos centros e escondendo-se em qualquer lado.
Daí a impossibilidade de encontrar trabalhadores. Equivale
a dizer regresso a selvajaria. O gendarme, esse está
no seu elemento: a caça ao homem. Se, por um lado,
arranjais leis especiais que os impedem de beber,
enquanto os europeus e os negros podem fazê-lo, por outro
as suas palavras, as suas afirmações perante a justiça,
tornam-se nulas, e é inconcebível que lhes digam que são
eleitores franceses, que lhes imponham escolas e patacoadas
religiosas. Singular ironia, a desta consideração hipócrita de
Liberdade, Igualdade, Fraternidade sob uma bandeira francesa,
perante o desolador espetáculo de homens que não passam de carne
para contribuições de toda a espécie e para o arbitrário gendarme.
No entanto, obrigan-nos a gritar "Viva o senhor governador, viva
a República"
Carta a Georges-Daniel de Monfreid, Tahiti, fevereiro de 1897:
Mal chegou o correio, sem nada ter recebido de Chaudet, com
a minha saúde quase de repente restabelecida, isto é, já sem ter oportunidade de morrer naturalmente, quis matar-me. Fuí esconder-me
na montanha, aonde o meu cadáver seria devorado pelas formigas.
Não tinha revólver mas possuía arsénico por mim entesourado
durante o meu eczema; a dose tería sido demasiada, ou foram
os vómitos que anularam a acção do veneno e o rejeitaram?
Não sei. Depois de uma noite de sofrimento atroz voltei, enfim, a casa.
Durante todo o mês fui assaltado por forte pressão nas têmporas,
tonturas, náuseas ao menor alimento. A resolução estava tomada para o mês de dezembro. Mas antes de morrer quis pintar uma grande tela que
trazia na cabeça e, pelo mês fora, trabalhei dia e noite numa febre inaudita.
Bolas, que não é uma tela feita como um Puvis de Chavannes, estudo ao
natural, depois um cartão preparatório, etc. Tudo isso fiz a despachar, a
ponta de pincel, numa tela de serapilheira cheia de nós e rugosidades.
O aspecto resultou, assim, terrivelmente rude. Dir-se-á que é desleixado, não acabado. É verdade que não nos julgamos bem a nós mesmos mas creio,
todavia, que esta tela não só ultrapassa em valor todas as precedentes
como não farei outra melhor nem parecida. Antes de morrer, nela empreguei
toda a minha energia, uma tal paixão doloroda e em circunstâncias tão
terríveis, uma visão de tal forma nítida e sem correções, que o apressado se anula e a vida surge. Não cheira a modelo, a oficina, a pretensas regras que
sempre violei, algumas vezes com medo. È uma tela de 4,50 x 1,70 mts,
seu título: "De onde vimos? Quem somos? Para onde vamos? Terminei
uma obra filosófica sobre este tema comparado ao Evangelho. Creio que
está bem. Se tiver força para recopiar, mandá-la-ei.
Eu trabalhava febrilmente, duvidando de que não
fosse duradoira aquela vontade. Retrato de mulher:
Vahinê no te tiarê. Trabalhava depressa e com paixão.
Foi um retrato parecido com aquilo que aperceberam
os meus olhos velados pelo coração. Acima de tudo
julgo que ficou parecido com o interior, esse fogo
forte de uma pujança contida. Trazia uma flor na orelha,
e esta ouvia-lhe o perfume. Na sua majestade, nas suas
linhas sobre-elevadas, o rosto lembrava uma frase de
Poe "Não existe beleza perfeita sem alguma singularidade
nas proporções"
Carta a Charles Morice, Tahiti, julho de 1901: Hoje estou de rastos,
vencido pela miséria e, sobretudo, pela doença de uma velhice muito
prematura. Terei tempo de terminar a minha obra? Não ouso esperá-lo.
De qualquer modo faço um último esforço indo instalar-me no próximo mês,
em Fatu-iva, ilha das Marquesas quase antropófaga. Julgo que por lá, com esse elemento tão selvagem, a completa solidão, hei-de ter antes da morte um derradeiro fogo de entusiasmo capaz de rejuvenescer a minha imaginação e arranjar uma conclusão ao meu talento.
Carta a Charles Morice, Atuona, Ilhas Marquesas, abril de 1903: Tal como
previa no trabalho que te enviei, sobre a gendarmeria nas Marquesas,
acabo de cair numa esparrela dessa mesma gendarmeria e ser condenado.
É a minha ruína e un recurso talvez nada valha. De qualquer maneira, é preciso prever tudo e antecipar-me. Bem vês como tinha razão em dizer na carta anterior que agisses depressa e com energia. Se formos vencedores,
a luta será bela e terei feito uma grande obra nas Marquesas. Muitas
iniquidades serão abolidas e vale a pena sofrer por isso. Estou de rastos mas ainda não vencido. O índio que sorri no suplício está vencido? Decididamente, o selvagem é melhor do que nós. Um dia enganaste-te
afirmando que eu não tinha razão ao dizer que era um selvagem. É uma
verdade: sou um selvagem. E os civilizados presentem-no, porque nas minhas obras nada haveria de surpreendente ou desconcertante se não
fosse o "nao-sei-quê-de-selvagem". Por isso são inimitáveis.
Carta a Georges-Daniel de Monfreid, Atuona,
Ilhas Marquesas, Abril de 1903: Acabo de ser vitima de uma tramóia
horrível. Depois de alguns factos escandalosos nas Marquesas,
escrevi ao administrador pedindo que fizesse um inquérito sobre o
caso. Não pensei que os gendarmes fossem todos coniventes, o
administrador do partido do governador, etc... Acontece que o
tenente solicitou uma decisão jurídica a um bandido de juiz, às
ordens do governador e do procurador que eu atingi, me condenou (lei de julho de 1881 sobre a imprensa) por uma carta particular, três meses
de prisão 100 francos de multa. Tenho de ir fazer um recurso ao Tahiti.
Viagem, estadia, sobretudo despesas do advogado, quanto me vão custar?
É a minha ruína e a completa destruição da minha saúde. Todas estas
preocupações me matam.
Quando o destinatário recebeu a carta já Gauguin estava morto, desde 8 de maio
de 1903.
Auto-Retrato ou Em Golgatha, 1896 - óleo sobre tela , 76 x 64 cmts.
Depois de permanecer 2 anos em França, consumido em saudade do Tahiti
e em sífilis, Paul Gauguin regresou à Oceânia para os 8 anos finais da sua vida. A experiência itinerária do NOA NOA só iria encontrar proplongamento
numas breves páginas sobre o Tahiti e as Marquesas, hoje incluídas como
capítulo autónomo do seu livro Avant et Aprés. Solitário e cego, Gauguin morreu na madrugada de 8 de maio de 1903. A sua cabana foi comprada por um leiloeiro americano. Existe ainda um dado curioso nesse desfecho.
Tempos depois, a sua última tela intitulada "Cachoeira na mata", foi leiloada
"de ponta cabeça", título: "Paisagem na neve"...
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
PEQUENA CRONOLOGIA /
1948 - Chego ao mundo em Barcelona,
na primavera / 1957-64 - Por motivos
familiares (meus pais eram artistas)
começo a detestar a arte e os artistas.
Na minha casa só se falava nesse tema /
1962-66 - Trabalho como ourives em varios ateliers /
1964 - Conheço Jordi Batiste, Arnau Alemany e
Jaune Sisa. Influenciado por eles, começo a me
interessar por fotografia e cinema. Estudo na
escola de cinema Aixela, dirigida por Pere Portabella
(tudo isto depois de assistir Blow-Up de Antonioni)
e na escola Massana / 1968 - Conheço Remei Margarit
e colaboro com trabalhos fotográficos para a editora
"Ciclope". Descubro a boa música, Bach, Beatles, Bob Dylan,
Incredible, String Band, Música dispersa. Me reconcilio
com a arte (assim é a vida). / 1970 - Conheço Josep Mascaró
e logo depois começo a desenhar. Diferente de outros oficios,
o desenho comporta grande economia de recursos materiais,
pode ser realizado em qualquer lugar e a qualquer hora
sem grandes preocupações com suportes e técnicas. /
1972 - Descubro Menorca como Colón descubriú América,
por casualidade. Conheço Regan Bice, arquiteto que me
ensina a enxergar a magia da arquitetura vernácula menorquina.
Também conheço a Rafael Trénor, que me ajuda a sentir
a poesia e a prehistória islenha, e a Susan Unger, com quem vivo
a arte inspirada pela paisagem menorquina. / 1973 - Passo um ano nos
Estados Unidos e Canadá onde reviso a história da arte. Descubro
a arte oriental e vejo a pintura de Leonardo, Rembrandt, Picasso,
Matisse, Miró, Dalí e muitos outros. / 1974 - Volto a Menorca onde
resido definitavamente. Não parei de desenhar até hoje. / 1974 - 2005 -
Realizo diversas exposições nos Estados Unidos, França, Alemanha,
Madrid, Barcelona e Menorca. / 1980 - Nasce a minha primeira filha, Ona /
1982 - Um brilhante acontecimento: conheço Núria Gavin com quem
compartilho vida e trabalho. Na nossa estreita colaboração, ela fabrica
com as suas mãos o papel em que desenho. / 1988 - Nasce minha
segunda filha: Cora. / 2001 - Começo a preparar o livro "Arquitetura
e Paisagem de Menorca". / 2006 - Aquí, nas vossas mãos, o fruto de
parte da minha vida. / MARCEL VILLIER RIBAS
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Después de haber cavado este barbecho /
me tomaré un descanso por la grama /
y beberé del agua que en la rama /
su esclava nieve aumenta en mi provecho. //
Todo el cuerpo me huele a recienhecho /
por el jugoso fuego que lo inflama /
y la creación que adoro se derrama /
a mi mucha fatiga como un lecho. //
Se tomará un descanso el hortelano /
y entretendrá sus penas combatido /
por el salubre sol y el tiempo manso. //
Y otra vez, inclinando cuerpo y mano, /
seguirá ante la tierra perseguido /
por la sombra del último descanso.
MIGUEL HERNÁNDEZ - de: "El Rayo que no Cesa"
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
MOACYR FÉLIX DE OLIVEIRA - Rio de Janeiro 1926 -2005 /
Filósofo graduado na Sorbone e advogado. Foi fundador
e diretor de importantes publicações culturais, principalmente
de poesia. Integrante da chamada "Geração de 45". De 1956 a 1958,
foi responsável pela seção de poesia do jornal cultural Para Todos,
editado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), e dirigido por
Jorge Amado e Oscar Niemeyer. Em 1962 e 1963, foi organizador
e prefaciador dos três volumes da série Violão de Rua, seleção
de varios poetas em livro de bolso, feita para o Centro Popular de Cultura
(CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE), interrompida pelo
golpe militar de 64. Foi também diretor, de 1963 a 1971, da Coleção
Poesia Hoje, da editora Civilização Brasileira, que juntamente com as
coleções Poesia Sempre e Poesia Viva, publicaria mais de uma centena
de poetas, em sua maioria jovens estreantes de várias partes do país,
e alguns já então se consagrando ou consagrados, como Carlos Nejar,
Paulo Mendes Campos, Affonso Romano de Sant'Anna, Mario Faustino,
Joaquim Cardoso, Dantas Motta, Nauro Machado, Geir Campos, José
Godoy Garcia, Fernando Mendes Viana, Ivan Junqueira, entre
outros. Nesse meio tempo, em 1956, foi membro do conselho diretor,
e depois, de fins de 1966 até 1972, foi diretor da coleção Perspectivas
do Homem, que compreendia mais de uma centena de livros de filosofia,
política, sociologia, estética e economia, publicada pela editora Civilização
Brasileira, então propriedade do editor Ênio Silveira. Em 1965, Moacyr Félix
foi do conselho de redação e depois secretário da famosa Revista da
Civilização Brasileira, editada por Ênio Silveira. Em 1966, tornou-se
diretor desta revista que foi um marco na história cultural do país, ajudando a
formar toda uma geração de brasileiros. No mesmo ano, foi também um dos idealizadores, junto com Ênio Silveira, da editora Paz e Terra. Durante anos,
até 1972, ocupou alí o cargo de diretor. Alí, ainda, foi secretário, desde a
fundação, e diretor, em 1969, da revista Paz e Terra, fundada em 1966 e
criada com o abjetivo de ser centro de autores e idéias favoráveis aos
valores do humanismo e à incrementação filosófica do movimento da
Teologia da Libertação. Em abril de 1986, Moacyr Félix foi protagonista
de um feito inédito. Em ligação direta do Rio de Janeiro, leu para os
tripulantes da espaçonave Myr, na órbita da Terra, o seu poema que comemorava os 25 anos da subida do primeiro cosmonauta, Yuri Gagarin,
ao espaço. Simultaneamente, seu texto era transmitido em russo para toda
a União Soviética. Foi casado desde 1952 com a sueca Brigitta Lagerblad ( a Kaj) com quem teve três filhos. / OBRA: "Cubo de Trevas" (poemas de 1944
a 1948) Rio de Janeiro - Agir, 1948 / "Lenda e Areia" - Rio de Janeiro -
revista Branca 1950 / "Itinerário de uma Tarde" - Karlshamm (Suécia),
Ragnar Lagerblad Förlag 1953 / "O Pão e o Vinho" (poemas de 1953 a 1959)
Rio de Janeiro, Antunes 1959 / "Canto Para as Transformações do Homem" -
Rio de janeiro - Civilização Brasileira 1964 / "Um Poeta na Cidade e no Tempo" - Rio de Janeiro, Civilização Brasileira 1966 / "Canção do Exilio Aquí" - Rio
de Janeiro - Civilização Brasileira 1977 / "Invenção de Crença e Descrença" -
Rio de Janeiro - Civilização Brasileira 1978 / "Em Nome da Vida" - Rio de
Janeiro - Civilização Brasileira - São Paulo - Massao Ohno 1981 / "Neste Lençol" - Rio de Janeiro - Civilização Brasileira 1977 /
"Singular Plural" - Rio de Janeiro - Editora Record 1998 /
"Introdução a Escombros" - Rio de Janeiro - editora Bertrand do Brasil 1999
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