terça-feira, 16 de março de 2021

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "A Foz de Hudson" de Robert Lowell - hidrográfica e esferográfica - 2021


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "A Foz de Hudson" de Robert Lowell - detalhe


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "A Foz de Hudson" de Robert Lowell - hidrográfica e esferográfica - 2021


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "A Foz de Hudson" de Robert Lowell - detalhe


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "A Foz de Hudson" de Robert Lowell - hidrográfica e esferogrâfica 0 2021


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "A Foz de Hudson" de Robert Lowell - detalhe


 

gelo desce pro mar, qual relógio, em tique-taque.

Um negro torra

sementes de trigo na fumaça do carvão

que escapa de uma barrica perfurada.

Ar químico

invade New Jersey,

e cheira a café. 


Do outro lado do rio

as cumeeiras das fábricas dos subúrbios tostam

ao sol amarelo-súlfur

da paisagem imperdoável.


tradução: Aíla de Oliveira Gomes

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "A Foz de Hudson" de Robert Lowell - hidrográfica e esferográrica - 2021


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "A Foz de Hudson" de Robert Lowell - detalhe


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "A Foz de Hudson" de Robert Lowell - hidrográfica e esferográfica - (releitura de uma fotografia de W.Eugene Smith) - 2021


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "A Foz de Hudson" de Robert Lowell - detalhe


 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

TRIMANO ARTE GRÁFICA

Série O Poema Ilustrado

Ilustrações para "Contando Corpos de Pequeno Porte"

de Robert Bly

hidrográfica e esferográfica

 "El Barco" - Edição virtual

2021


ROBERT BLY - Minnesota - Estados Unidos - 1926 - è poeta e ativista pelos direitos civis.


 

CONTANDO CORPOS DE PEQUENO PORTE


Contaremos os corpos mais uma vez. 


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "Contando Corpos de Pequeno Porte" de Robert Bly - detalhe


 

TRIMABO - Série O Poema Ilustrado - "Contando Corpos de Pequeno Porte" de Robert Bly - detalhe


 

Se pudéssemos tão-somente tornar os corpos menores

tamanho de crânios,

Poderíamos fazer toda uma planície branca de crânios

ao luar! 


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "Contando Corpos de Pequeno Porte" de Robert Bly - detalhe


 

 Se pudéssemos tão-somente tornar os corpos menores

Tal vez tivéssemos

todas as matanças do ano diante de nós na escrivaninha!

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "Contando corpos de Pequeno Porte" de Robert Bly - hidrográfica e esferográfica - 2021


 

Se pudéssemos tão-somente tornar os corpos menores,

Poderíamos introduzir

Um corpo numa aliança e guardar de lembrança para sempre.


tradução: Luiz Olavo Fontes 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "Contando Corpos de Pequeno Porte" de Robert Bly - hidrográfica e esferográfica - releitura de escultura de Rogélio Yrurtia - 2021


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "Contando Corpos de Pequeno Porte" de Robert Bly - detalhe


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "Contando Corpos de Pequeno Porte" de Robert Bly - hidrográfica e esferográfica - 2021


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - "Contando Corpos de Pequeno Porte" de Robert Bly - detalhe


 

domingo, 10 de janeiro de 2021

 TRIMANO ARTE GRÁFICA

Série O Poema Ilustrado

Ilustrações de Luis Trimano para o poema

"O Grito dos que Estão Sendo Comidos Pela América"

de Robert Bly

"El Barco" - Edição virtual - Monte Alto - Rio de Janeiro - 2020-21

ROBERT BLY - Minnesota, Estados Unidos - 1926 - É poeta, ensaista e ativista pelos direitos civis


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "O Grito dos que Estão Sendo Comidos Pela América" de Robert Bly - hidrográfica e esferográfica - 2020-21


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "O Grito dos que Estão Sendo Comidos Pela América" de Robert Bly - detalhe

 


TRIMANO - Série o Poema Ilustrado - Ilustração para "O Grito dos que Estão Sendo Comidos Pela Amérida" de Robert Bly - hidrográfica e esferográfica - 2020-21


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "O Grito dos que Estão Sendo Comidos Pela América" de Robert Bly - detalhe


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "O Grito dos que Estão Sendo Comidos Pela América" de Robert Bly - hidrográfica e esferográfica - 2020-21


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "O Grito dos que Estão Sendo Comidos Pela América" de Robert Bly - detalhe


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "O Grito dos que Estão sendo comidos pela américa" - de Robert Bly - detalhe


 

O GRITO DOS QUE ESTÃO SENDO COMIDOS

PELA AMÉRICA

Robert Bly


O grito dos que estão sendo comidos pela América

Outros pálidos e macios estão sendo armazenados

para mais tarde


E Jefferson

Que viu a esperança em novas aveias


As casas selvagens continuarão

Com seus longos cabelos crescendo entre os dedos

dos pés

Que à noite se levantam

E descem correndo as longas estradas brancas


As barragens trocam o rio pela solidão do deserto


Ministros que mergulham de cabeça na terra

A carne pálida

Que se espalha culposa em novas literaturas


Isto é porque estes poemas são tão tristes

Antigos mortos correndo pelos campos


A massa afundando aos poucos

A luz no rosto das crianças se apagando aos seis

ou sete anos


Cedo o mundo se dissolverá nas pequenas colônias

dos que foram salvos

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - Ilustração Para "O Grito dos que Estão Sendo Comidos Pela América" de Robert Bly - hidrográfica e esferográfica - 2020-21


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "O Grito dos que Estão Sendo Comidos Pela América" de Robert Bly - detalhe


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "O Grito dos que Estão Sendo Comidos Pela América " de Robert Bly - hidrográfica e esferográfica - 2020-21


 

TRIMANO - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para 'O Grito dos que Estão Sendo Comidos Pela América" de Robert Bly


 

domingo, 20 de dezembro de 2020

TRIMANO ARTE GRÁFICA

Série O Poema Ilustrado

Ilustrações de Luis Trimano para o poema

" Fugindo às Pressas da Terra" de Robert Bly

"El Barco" - Edição virtual - Monte Alto - Rio de Janeiro - 2020



ROBERT BLY - Minnesota - Estados Unidos - 1926 - Poeta, ensaista e ativista.


 

Fugindo às Pressas da Terra

Robert Bly


Os pobres, os aturdidos e os idiotas

Estão conosco: vivem no ataúde do sol

E no esquife da lua, enquanto eu saio esta noite

Vendo-a rodar seu escuro carrinho de mão

Por todas as várzeas do céu

E as estrelas se alçando inexoravelmente.

Negra lua! Sinistras lágrimas!

Sombra dos cortiços e dos triunfantes mortos!

TRIMANO ARTE GRÁFICA - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "Fugindo às Pressas da Terra" de Robert Bly - hidrográfica e esferográfica - 2020

 


TRIMANO ARTE GRÁFICA - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "Fugindo às Pressas da Terra" de Robert Bly - detalhe


 

TRIMANO ARTE GRÁFICA - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "Fugindo às Pressas da Terra" de Robert Bly - hidrográfica e esferográfica - 2020


 

TRIMANO ARTE GRÁFICA - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "Fugindo às Pressas da Terra" de Robert Bly - detalhe


 

Alguns homens perfuraram o peito com uma extensa agulha

A fim de seus corações cessassem de bater.

Outros deitaram blocos de gelo em suas camas

Para ali se finarem. Mulheres

Os cabelos lavaram, e se enforcaram

Nas suas longas tranças. Uma outra subiu

Num alto olmo sobre seu gramado

Abriu uma caixa, e engoliu aranhas venenosas...

 

TRIMANO ARTE GRÁFICA - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "Fugindo às Pressas da Terra" de Robert Bly - hidrográfica e esferográfica - 2020


 

TRIMANO ARTE GRÁFICA - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "Fugindo às pressas da Terra" de Robert Bly - detalhe


 

O tempo de exortação já passou. Ouvi

cadeiras de ferro arranhamdo o chão em hospícios.

Enquanto o pássaro, transido de frio, encolhece no inverno

Na noite ventosa de novembro.

Os mineiros deixam seus poços

Como uma súbita enchente,

Como um arrozal desentegrando-se.

Oa homens choram quando escutam estórias de alguém

ressurgido dentre os mortos.

TRIMANO ARTE GRÁFICA - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "Fugindo às Pressas da Terra" - hidrográfica e esferográfica - 2020


 

TRIMANO ARTE GRÁFICA - Série O Poema Ilustrado - Ilustração para "Fugindo as Pressas da Terra" de Robert Bly - detalhe


 

domingo, 6 de dezembro de 2020

TRIMANO ARTE VISUAL

Série O Poema Ilustrado

Ilustrações para o poema "A Última" de W. S. Merwin

hidrográfica e esferográfica

"El Barco" - Edição virtual - Monte Alto - Rio de Janeiro - 2020



 

W. S. MERWIN

Estados Unidos 1927 - Havaí 2019

Poeta norte-americano pós-modernista.

Durante o movimento anti-guerra em 1960, 

caracterizou-se por uma narrativa indireta, sem pontuação.

Nas décadas de 1980 e 1990, a sua poesia esteve

centrada na filosofia budista e na ecologia.

 

A ÚLTIMA

TRIMANO ARTE VISUAL - Série O Poema Ilustrado - "A Última" - hidrográfica e esferográfica - 2020


 

Eles decidiram estar por toda parte. Por que não?

Todos os lugares eram deles porque sim.

Eles tinham mãos de láminas e tinham o desprezo dos                                                                                        pássaros.

No caminho que fica entre as pedras, decidiram.

E então começaram a derrubar.


E eles cortaram tudo. Por que não?

Todas as coisas eram deles porque era assim que eles                                                                                   pensavam.

Ela caiu em suas próprias sombras e eles a levaram.

Alguma coisa para ter, alguma coisa para guardar.


Cortando tudo eles chegaram até a água.

E quando o dia acabou ainda restava uma de pé.

Eles foram embora e deixaram para derrubá-la no dia 

                                                                        seguinte.

A noite aninhou-se nos seus últimos galhos.

A sombra da noite juntou-se à sombra sobre a água.

A noite e a sombra formaram uma só cabeça.

E a que restava decidiu que ficaria.


Pela manhã eles cortaram o que restava.

Como as outras a última caiu em sua própria sombra.

Em sua própria sombra sobre a água.

Eles a carregaram a sombra permaneceu na água.


Eles encolheram os ombros e começaram a tentar remover

                                                                                a sombra.

Cortaram até o nível do chão a sombra continuou intacta.

Cobriram a sombra de tábuas ela apareceu por cima.

Iluminaram a sombra ela ficou mais escura mais brilhante.

Explodiram a água a sombra balançou.

Decidiram fazer uma enorme fogueira com as raízes.

Uma fumaça negra subiu entre a sombra e o sol.

A nova sombra se espalhou sem alterar a antiga.

Eles encolheram os ombros foram buscar pedras.


Voltaram e viram que a sombra estava crescendo.

Atiraram pedras sobre ela ela continuou crescendo.

Enquanto olhavam para os lados, ela continuava crescendo.

Decidiram transformar aquilo tudo em pedra.

Trouxeram mais pedras e as jogaram sobre a sombra.

A sombra se sobrepunha sem fim e continuava crescendo.

Isso foi um dia.

Na manhã seguinte aconteceu o mesmo ela continuava                                                                                    crescendo.

TRIMANO ARTE VISUAL - Série O Poema Ilustrado - "A Última" - detalhe


 

TRIMANO ARTE VISUAL - Série O Poema Ilustrado - "A Última" - hidrográfica e esferográfica - 2020


 

TRIMANO ARTE VISUAL - Série O Poema Ilustrado - "A Última" - detalhe


 

Eles tudo fizeram tudo permaneceu igual.

Resolveram retirar a água debaixo da sombra.

Retiraram e a água baixou de nível.

A sombra continuou no mesmo lugar de antes.

Continuou crescendo e se espalhou pela terra.

 Eles começaram a raspar a sombra com máquinas.

As máquinas tocavam nela ela penetrava nas máquinas.

Eles começaram a tratar a sombra a porradas.

Quando os paus atingiram a sombra ela penetrava neles.

Eles começaram a bater na sombra com os punhos.

Quando os punhos batiam na sombra ela penetrava neles.

Isto foi no outro dia.


No dia seguinte eles começaram tudo de novo ela continuou

                                                                                crescendo.

Acenderam luzes contra a sombra.

Por onde a sombra passava as luzes se apagavam.

Começaram a pisar na margem da sombra e ela agarrou

                                                                                  seus pés.

E quando a sombra agarrou seus pés eles caíram.

E quando ela alcançou seus olhos eles ficaram cegos.

A sombra cresceu sobre os que caíram e eles sumiram.

Os que podiam enxergar ficaram parados.

Os que ficaram cegos e entraram nela sumiram

suas sombras foram engolidas.

Depois os seus corpos foram engolidos.

Então os outros fugiram.

Os sobreviventes saíram pelo mundo e viveriam se a sombra

                                                                          lhes permitisse.

Foram o mais longe possível.

Os que tinham mais sorte levando suas sombras.


tradução: Nei Leandro de Castro

TRIMANO ARTE VISUAL - Série O Poema Ilustrado - "A Última" - hidrográfica e esferográfica - auto-retrato - 2020


 

TRIMANO ARTE VISUAL - Série O Poema Ilustrado - "A Última" - hidrográfica e esferográfica - 2020


 

TRIMANO ARTE VISUAL - Série O Poema Ilustrado - "A Última" - detalhe