O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
sábado, 12 de outubro de 2013
domingo, 6 de outubro de 2013
O PASQUIM
Foi um semanário brasileiro
editado entre 26 de junho de 1969 e 11 de novembro de 1991,
reconhecido por seu papel de oposição ao regime militar.
Em meados de 1970 atingiu a tiragem de 200 mil exemplares
se tornando um dos maiores fenómenos do mercado
editorial brasileiro.
A principio uma publicação comportamental (falava sobre sexo,
drogas, feminismo e divorcio) o Pasquim foi se tornando
mais politizado à medida que aumentava a repressão da ditadura,
principalmente depois da promulgação do repressivo ato AI - 5
O Pasquim passou então a ser porta-voz da indignação social brasileira.
O projeto nasceu no fim de 1968, após uma reunião do cartunista Jaguar
e os jornalistas Tarso de Castro e Sergio Cabral.
O trio buscava uma opção para substituir o tabloide humorístico "A Carapuça"
editado pelo recem falecido escritor Sergio Porto.
O nome, que significa "jornal difamador, folheto injurioso" foi sugestão do Jaguar.
Com o tempo, figuras de destaque na imprensa brasileira como Ziraldo, Millôr,
Claudius e Fortuna se juntaram ao time, e a primeira edição saiu nas bancas
em 26 de junho de 1969.
Alem de um grupo fixo de jornalistas, a publicação contava com a colaboração
de nomes como Henfil, Paulo Francis, Ivan Lessa e Sergio Augusto.
Em novembro de 1970 a redação inteira de o Pasquim foi presa depois que
o jornal publicou uma sátira do celebre quadro de dom Pedro as marges
do Ipiranga (de autoria de Pedro Américo). Os militares esperavam que o semanário
saisse de circulação e seus leitores perdessem o interesse,
mas durante todo o período em que a equipe esteve encarcerada - até fevereiro
de 1971 - o Pasquim foi mantido sob a editoria de Millôr (que escapara à prisão),
com colaboradores como Chico Buarque, Antonio Callado, Rubem Fonseca,
Glauber Rocha e diversos intelectuais cariocas.
As prisões continuaram nos anos seguintes, e na década de 1980 bancas que vendiam jornais alternativos como o Pasquim passaram a ser alvo de atentados a bomba. Aproximadamente metade dos pontos de venda decidiram não mais
repassar a publicação, temendo ameaças. Era o inicio do fim do Pasquim.
O Jornal ainda sobreviveu a abertura política de 1985, e graças aos esforços
de Jaguar , o único da equipe inicial a permanecer em o Pasquim, o semanário
continuaria ativo até a década de 1990.
texto extraido da Wikipédia
Foi um semanário brasileiro
editado entre 26 de junho de 1969 e 11 de novembro de 1991,
reconhecido por seu papel de oposição ao regime militar.
Em meados de 1970 atingiu a tiragem de 200 mil exemplares
se tornando um dos maiores fenómenos do mercado
editorial brasileiro.
A principio uma publicação comportamental (falava sobre sexo,
drogas, feminismo e divorcio) o Pasquim foi se tornando
mais politizado à medida que aumentava a repressão da ditadura,
principalmente depois da promulgação do repressivo ato AI - 5
O Pasquim passou então a ser porta-voz da indignação social brasileira.
O projeto nasceu no fim de 1968, após uma reunião do cartunista Jaguar
e os jornalistas Tarso de Castro e Sergio Cabral.
O trio buscava uma opção para substituir o tabloide humorístico "A Carapuça"
editado pelo recem falecido escritor Sergio Porto.
O nome, que significa "jornal difamador, folheto injurioso" foi sugestão do Jaguar.
Com o tempo, figuras de destaque na imprensa brasileira como Ziraldo, Millôr,
Claudius e Fortuna se juntaram ao time, e a primeira edição saiu nas bancas
em 26 de junho de 1969.
Alem de um grupo fixo de jornalistas, a publicação contava com a colaboração
de nomes como Henfil, Paulo Francis, Ivan Lessa e Sergio Augusto.
Em novembro de 1970 a redação inteira de o Pasquim foi presa depois que
o jornal publicou uma sátira do celebre quadro de dom Pedro as marges
do Ipiranga (de autoria de Pedro Américo). Os militares esperavam que o semanário
saisse de circulação e seus leitores perdessem o interesse,
mas durante todo o período em que a equipe esteve encarcerada - até fevereiro
de 1971 - o Pasquim foi mantido sob a editoria de Millôr (que escapara à prisão),
com colaboradores como Chico Buarque, Antonio Callado, Rubem Fonseca,
Glauber Rocha e diversos intelectuais cariocas.
As prisões continuaram nos anos seguintes, e na década de 1980 bancas que vendiam jornais alternativos como o Pasquim passaram a ser alvo de atentados a bomba. Aproximadamente metade dos pontos de venda decidiram não mais
repassar a publicação, temendo ameaças. Era o inicio do fim do Pasquim.
O Jornal ainda sobreviveu a abertura política de 1985, e graças aos esforços
de Jaguar , o único da equipe inicial a permanecer em o Pasquim, o semanário
continuaria ativo até a década de 1990.
texto extraido da Wikipédia
sábado, 5 de outubro de 2013
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HOKUSAI - O LOUCO DA PINTURA
No tempo em que o Japão era um Império
e ao mesmo tempo pouco mais que uma provincia,
existiú um senhor chamado Katsushika Hokusai.
Habilíssimo desde muito cedo no manejo do pincel,
dedicou a sua longa vida a arte do desenho e a estamparia,
documentando tipos e costumes da sociedade da sua época.
Hokusai nasceu em Tóquio no ano de 1760
e morreu na mesma cidade em 1849.
Foi pintor, desenhista e gravador de renome,
e também um misto de andarilho e poeta.
Contam que nas suas andanças, mudou de domicílio cem vezes!
Percorreu o Japão de ponta a ponta desenhando e estampando
a paisagem e suas gentes. O povo o chamava "Gwakiojin",
que significa "o louco da pintura". Dizem que sua obra compreende
mais de 300.000 desenhos! Entre 1867 e 1889, quando suas estampas
começaram a chegar a París, como papel de embrulho da importação de porcelanas, virou a cabeça dos pintores impressionistas,
mudando radicalmente os rumos da arte ocidental.
Em 1834, aos 70 anos, começou a serie "Cem vistas do monte Fuji",
um album de estampas coloridas que mostram de diferentes ángulos da paisagem,
o monte Fují, simbólico e sagrado no Japão.
Outra obra famosa é "Hokusai Mangwa",
uma espécie de enciclopédia de imagens sequenciadas,
realizadas num rolo de papel preso nas extremidades por dois cilindros de madeira.
Para ver as imagens o leitor vai desenrolando a "banda desenhada"
de um dos cilindros, e enrolando no outro.
Versão artesanal da projeção cinematográfica.
Neste sistema de narrativa gráfica, muito comum na arte nipónica,
Hokusai reproduz, em finíssimos desenhos a pincel, todo tipo de figuras,
desde caricaturas, até gráficos simplificados de animais e formas da natureza
para as crianças aprenderem a desenhar.
Conhecedor da rua, retratou com sutil observação, as expressões faciais
e corporais dos vendedores ambulantes, lutadores de sumó, nadadores,
acrobatas e pescadores, marginais e camponeses, e o delicado quotidiano
das mulheres.
O senhor Hokusai viveu até os 89 anos, e já velhinho
dizia que lhe faltava muito ainda para saber desenhar corretamente...
Moral da história: vaidade e inveja é coisa de tolos né?
Trimano 87
No tempo em que o Japão era um Império
e ao mesmo tempo pouco mais que uma provincia,
existiú um senhor chamado Katsushika Hokusai.
Habilíssimo desde muito cedo no manejo do pincel,
dedicou a sua longa vida a arte do desenho e a estamparia,
documentando tipos e costumes da sociedade da sua época.
Hokusai nasceu em Tóquio no ano de 1760
e morreu na mesma cidade em 1849.
Foi pintor, desenhista e gravador de renome,
e também um misto de andarilho e poeta.
Contam que nas suas andanças, mudou de domicílio cem vezes!
Percorreu o Japão de ponta a ponta desenhando e estampando
a paisagem e suas gentes. O povo o chamava "Gwakiojin",
que significa "o louco da pintura". Dizem que sua obra compreende
mais de 300.000 desenhos! Entre 1867 e 1889, quando suas estampas
começaram a chegar a París, como papel de embrulho da importação de porcelanas, virou a cabeça dos pintores impressionistas,
mudando radicalmente os rumos da arte ocidental.
Em 1834, aos 70 anos, começou a serie "Cem vistas do monte Fuji",
um album de estampas coloridas que mostram de diferentes ángulos da paisagem,
o monte Fují, simbólico e sagrado no Japão.
Outra obra famosa é "Hokusai Mangwa",
uma espécie de enciclopédia de imagens sequenciadas,
realizadas num rolo de papel preso nas extremidades por dois cilindros de madeira.
Para ver as imagens o leitor vai desenrolando a "banda desenhada"
de um dos cilindros, e enrolando no outro.
Versão artesanal da projeção cinematográfica.
Neste sistema de narrativa gráfica, muito comum na arte nipónica,
Hokusai reproduz, em finíssimos desenhos a pincel, todo tipo de figuras,
desde caricaturas, até gráficos simplificados de animais e formas da natureza
para as crianças aprenderem a desenhar.
Conhecedor da rua, retratou com sutil observação, as expressões faciais
e corporais dos vendedores ambulantes, lutadores de sumó, nadadores,
acrobatas e pescadores, marginais e camponeses, e o delicado quotidiano
das mulheres.
O senhor Hokusai viveu até os 89 anos, e já velhinho
dizia que lhe faltava muito ainda para saber desenhar corretamente...
Moral da história: vaidade e inveja é coisa de tolos né?
Trimano 87
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"Nas grandes cenas de Goya parece que aparecem
as pessoas do mundo, exato no momento quando
primeiro atingiram o título de "Humanidade sofredora".
Agonizam na página numa verdadeira raiva da adversidade.
Amontoados, gemendo como bebês e baioneta sob céus
de cimento, numa paisagem abstrata de árvores exaustas,
estátuas caindo, asas morcegos e bicos forcas fugidias,
cadáveres carnívoros e afinal todos os monstros da
"imaginação do desastre", elas são reais pacas, é como
se ainda existissem. E existem. Só a paisagem mudou..."
Este trecho de um poema de Lawrence Ferlinghetti, bem
poderia ser um resumo das fotografias de Diane Arbus,
fotógrafa norteamericana da década de 60. Nas suas fotos
em preto e branco estão expostos os temas que sempre
a preocuparam, a falha genética, a solidão dos marginalizados,
e o triste espetáculo da montagem teatral de mal gosto
da vida norteamericana. Os supermercados do espirito.
Estas são fotos surradas, chicoteadas no olho do expectador.
Diane Arbus se suicidou em Nova Iorque, sua cidade natal,
aos 48 anos, em 197l, tomando veneno.
Junto a Robert Frank, Lee Friedlander e Garry Winogrand, faz
parte do grupo de fotógrafos que praticaram a crítica
a complacência do sonho americano.
Trimano 87
texto registro da exposição "Diane Arbus", na galeria Thomas Cohon
de 14 a 30 de janeiro de 1987, no Rio de Janeiro ,
as pessoas do mundo, exato no momento quando
primeiro atingiram o título de "Humanidade sofredora".
Agonizam na página numa verdadeira raiva da adversidade.
Amontoados, gemendo como bebês e baioneta sob céus
de cimento, numa paisagem abstrata de árvores exaustas,
estátuas caindo, asas morcegos e bicos forcas fugidias,
cadáveres carnívoros e afinal todos os monstros da
"imaginação do desastre", elas são reais pacas, é como
se ainda existissem. E existem. Só a paisagem mudou..."
Este trecho de um poema de Lawrence Ferlinghetti, bem
poderia ser um resumo das fotografias de Diane Arbus,
fotógrafa norteamericana da década de 60. Nas suas fotos
em preto e branco estão expostos os temas que sempre
a preocuparam, a falha genética, a solidão dos marginalizados,
e o triste espetáculo da montagem teatral de mal gosto
da vida norteamericana. Os supermercados do espirito.
Estas são fotos surradas, chicoteadas no olho do expectador.
Diane Arbus se suicidou em Nova Iorque, sua cidade natal,
aos 48 anos, em 197l, tomando veneno.
Junto a Robert Frank, Lee Friedlander e Garry Winogrand, faz
parte do grupo de fotógrafos que praticaram a crítica
a complacência do sonho americano.
Trimano 87
texto registro da exposição "Diane Arbus", na galeria Thomas Cohon
de 14 a 30 de janeiro de 1987, no Rio de Janeiro ,
---
CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
O HOMEM DO PINCEL JAPONÉS
Este é o formidável Pratt!
Um mestre do quadrinho mundial.
Portador de uma história pessoal povoada de lances
románticos e aventureiros,
acontecidos em varios países do mundo.
Criador de personagens rudes e ternas,
Hugo Pratt é um dos mais importantes criadores
de narrativa gráfica contemporánea.
O seu desenho está emparentado a grafia
dos mestres japoneses como Hokusai,
pioneiro dos atuais quadrinhos,
que utilizava o pincel e o nanquim
como únicas ferramentas para se expressar.
Nasceu em Remini, Itália em 1927.
Começõu a trabalhar em 1945.
Durante a Segunda Guerra Mundial foi prisioneiro dos ingleses
e confinado a um campo de refugiados na África.
Posteriormente, fujido da Itália, lutou ao lado das tropas aliadas
na liberação do seu país, ocupado pelos nazistas.
Recolhido por um bando de salteadores da Bacia do Danakil,
viveu longo período nos desertos.
O convivio de todos esses anos de guerra e marginalidade
lhe ensinou a psicologia e o perfil dos mais variados tipos humanos,
os quais estão expressos nas suas histórias à maneira
de Melville ou Hemingway.
É criador das personagens "Sargento Kirk" e "Corto Maltese",
este último ficou sendo o "alter-ego" do desenhista,
protagonistas de belas narrações acontecidas no Pacífico
intituladas "La Bataglia del Mare Salato".
Rebeldia, firmeza e agilidade são os elementos do contexto do Pratt,
o "Homem do pince japonés".
Trimano 1987
O HOMEM DO PINCEL JAPONÉS
Este é o formidável Pratt!
Um mestre do quadrinho mundial.
Portador de uma história pessoal povoada de lances
románticos e aventureiros,
acontecidos em varios países do mundo.
Criador de personagens rudes e ternas,
Hugo Pratt é um dos mais importantes criadores
de narrativa gráfica contemporánea.
O seu desenho está emparentado a grafia
dos mestres japoneses como Hokusai,
pioneiro dos atuais quadrinhos,
que utilizava o pincel e o nanquim
como únicas ferramentas para se expressar.
Nasceu em Remini, Itália em 1927.
Começõu a trabalhar em 1945.
Durante a Segunda Guerra Mundial foi prisioneiro dos ingleses
e confinado a um campo de refugiados na África.
Posteriormente, fujido da Itália, lutou ao lado das tropas aliadas
na liberação do seu país, ocupado pelos nazistas.
Recolhido por um bando de salteadores da Bacia do Danakil,
viveu longo período nos desertos.
O convivio de todos esses anos de guerra e marginalidade
lhe ensinou a psicologia e o perfil dos mais variados tipos humanos,
os quais estão expressos nas suas histórias à maneira
de Melville ou Hemingway.
É criador das personagens "Sargento Kirk" e "Corto Maltese",
este último ficou sendo o "alter-ego" do desenhista,
protagonistas de belas narrações acontecidas no Pacífico
intituladas "La Bataglia del Mare Salato".
Rebeldia, firmeza e agilidade são os elementos do contexto do Pratt,
o "Homem do pince japonés".
Trimano 1987
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
APRESENTAÇÃO
O Curso de Ilustração Editoria propõe
um estudo da figuração na arte ocidental
a partir do Renascimento Italiano e Alemão,
escolas que deram especial importância a
representação da figura humana na ilustração
de temas. Foi a partir do Renascimento
que os pintores começaram a utilizar lentes
a procura da veracidade na representação da realidade.
O Curso propõe também uma revisão das escolas
e técnicas que marcaram a arte do século XX.
Serão abordadas formas de expressão provenientes
de épocas e culturas diferêntes, até chegarmos
ao mosaico em que se tornou a visualidade contemporânea.
O mural, antiga modalidade de arte coletiva, próximo da ilustração,
é abordado com especial interesse, assim como a reprodução
mecánica capaz de reproducir uma imagem milhões de vezes,
polpularizando-a e rompendo assim com o elitismo
da comercialização de imagens que caracteriza o mercado de arte.
Esta atitude tornou a ilustração uma ferramenta eficaz de comunicação
na politizada e censurada década de 70, quando os artistas,
intelectuais e produtores culturais tomaram o espaço das páginas
de jornais e revistas para se manifestarem contra a censura.
Serão vistos, o desenho sequenciado da mangá japonesa, as histórias
em quadrinhos, os storyboards, o fotojornalismo, o cinema
e as técnicas tradicionais da pintura de cavalete e gravura, fusionando
imagens muito antigas como as das culturas Mayas e Africana, junto com outras
surgidas da tecnologia digital.
Entendemos que: todas essas linguagens, cada uma com a sua técnica especifica,
independentemente de época e lugar, têm por finalidade ilustrar uma história.
O Curso de Ilustração Editoria propõe
um estudo da figuração na arte ocidental
a partir do Renascimento Italiano e Alemão,
escolas que deram especial importância a
representação da figura humana na ilustração
de temas. Foi a partir do Renascimento
que os pintores começaram a utilizar lentes
a procura da veracidade na representação da realidade.
O Curso propõe também uma revisão das escolas
e técnicas que marcaram a arte do século XX.
Serão abordadas formas de expressão provenientes
de épocas e culturas diferêntes, até chegarmos
ao mosaico em que se tornou a visualidade contemporânea.
O mural, antiga modalidade de arte coletiva, próximo da ilustração,
é abordado com especial interesse, assim como a reprodução
mecánica capaz de reproducir uma imagem milhões de vezes,
polpularizando-a e rompendo assim com o elitismo
da comercialização de imagens que caracteriza o mercado de arte.
Esta atitude tornou a ilustração uma ferramenta eficaz de comunicação
na politizada e censurada década de 70, quando os artistas,
intelectuais e produtores culturais tomaram o espaço das páginas
de jornais e revistas para se manifestarem contra a censura.
Serão vistos, o desenho sequenciado da mangá japonesa, as histórias
em quadrinhos, os storyboards, o fotojornalismo, o cinema
e as técnicas tradicionais da pintura de cavalete e gravura, fusionando
imagens muito antigas como as das culturas Mayas e Africana, junto com outras
surgidas da tecnologia digital.
Entendemos que: todas essas linguagens, cada uma com a sua técnica especifica,
independentemente de época e lugar, têm por finalidade ilustrar uma história.
PERÍODO DE DURAÇÃO DO CURSO = 6 MESES
SÃO 20 AULAS ACOMPANHADAS DE PALESTRA INFORMATIVA
E PROJEÇÃO DE IMAGENS, MINISTRADAS UMA VEZ POR SEMANA
CADA AULA É DIVIDIDA EM DOIS TEMPOS DE UMA HORA E MEIA CADA,
COM INTERVALO DE MEIA HORA PARA DEBATE
O CURSO ANALIZA 4 DISCIPLINAS DA ILUSTRAÇÃO:
A CARICATURA NA IMPRENSA
A ILUSTRAÇÃO NA IMPRENSA
A ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
O POEMA ILUSTRADO
SÃO 20 AULAS ACOMPANHADAS DE PALESTRA INFORMATIVA
E PROJEÇÃO DE IMAGENS, MINISTRADAS UMA VEZ POR SEMANA
CADA AULA É DIVIDIDA EM DOIS TEMPOS DE UMA HORA E MEIA CADA,
COM INTERVALO DE MEIA HORA PARA DEBATE
O CURSO ANALIZA 4 DISCIPLINAS DA ILUSTRAÇÃO:
A CARICATURA NA IMPRENSA
A ILUSTRAÇÃO NA IMPRENSA
A ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
O POEMA ILUSTRADO
CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
Aula I - Parte I
A GERAÇÃO DE 80
Em 1880, junto com a chegada da modernidade de inspiração europeia
começa, em Buenos Aires, a organização da classe operária
em sindicatos, e a reivindicação por melhores condições de vida
para os trabalhadores. A distribuição da riqueza na mão de poucos
e as precarias condições de sobrevivencia do trabalhador na cidade
e no campo, agravam a situação social.
Grupos de imigrantes, principalmente italianos, começam a ter peso político,
e associações de trabalhadores organizados de extração socialista e anarquista
promovem greves em todos os centros urbanos do país.
Desse panorama político, surge um grupo de pintores, que embora tendo estudado
e se formado na Europa, eram avesos a idéia de que a modernidade e o progresso só seriam possíveis seguindo os modelos europeus.
Ernesto de la Cárcova, Eduardo Sívori, Pio Collivadino e outros,
mesmo influenciados pelo Realismo e o Pre-Impressionismo franceses,
buscaram realizar uma pintura cuja temática expressasse o espírito nacional.
Começam a ocupar as telas dos pintores, imagens do cotidiano do povo,
da vida dos gaúchos e do indio dos pampas,
substituindo os retratos da burguesia e as paisagens decorativas.
Ernesto de la Carcova, autor de "Sin Pan y Sin Trabajo", obra pioneira
do realismo social argentino, na qual estão implicitos os ideais libertários
levados pela imigração italiana, foi pintada entre 1892 e 1893,
cuando o artista tinha 27 anos.
Um ano mais tarde, em 1894, incorporou-se ao "Centro Obrero Socialista"
que tinha começado a publicar o famoso jornal "La Vanguardia".
Integrantes da GERAÇÃO DE 80
ERNESTO DE LA CARCOVA 1866-1927
EDUARDO SÍVORI 1847-1918
PIO COLLIVADINO 1869-1945
ANGEL DELLA VALLE 1855-1903
REYNALDO GIÚDICI 1853-1921
EDUARDO SCHIAFFINO 1858-1935
Aula I - Parte I
A GERAÇÃO DE 80
Em 1880, junto com a chegada da modernidade de inspiração europeia
começa, em Buenos Aires, a organização da classe operária
em sindicatos, e a reivindicação por melhores condições de vida
para os trabalhadores. A distribuição da riqueza na mão de poucos
e as precarias condições de sobrevivencia do trabalhador na cidade
e no campo, agravam a situação social.
Grupos de imigrantes, principalmente italianos, começam a ter peso político,
e associações de trabalhadores organizados de extração socialista e anarquista
promovem greves em todos os centros urbanos do país.
Desse panorama político, surge um grupo de pintores, que embora tendo estudado
e se formado na Europa, eram avesos a idéia de que a modernidade e o progresso só seriam possíveis seguindo os modelos europeus.
Ernesto de la Cárcova, Eduardo Sívori, Pio Collivadino e outros,
mesmo influenciados pelo Realismo e o Pre-Impressionismo franceses,
buscaram realizar uma pintura cuja temática expressasse o espírito nacional.
Começam a ocupar as telas dos pintores, imagens do cotidiano do povo,
da vida dos gaúchos e do indio dos pampas,
substituindo os retratos da burguesia e as paisagens decorativas.
Ernesto de la Carcova, autor de "Sin Pan y Sin Trabajo", obra pioneira
do realismo social argentino, na qual estão implicitos os ideais libertários
levados pela imigração italiana, foi pintada entre 1892 e 1893,
cuando o artista tinha 27 anos.
Um ano mais tarde, em 1894, incorporou-se ao "Centro Obrero Socialista"
que tinha começado a publicar o famoso jornal "La Vanguardia".
Integrantes da GERAÇÃO DE 80
ERNESTO DE LA CARCOVA 1866-1927
EDUARDO SÍVORI 1847-1918
PIO COLLIVADINO 1869-1945
ANGEL DELLA VALLE 1855-1903
REYNALDO GIÚDICI 1853-1921
EDUARDO SCHIAFFINO 1858-1935
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
ROBERT LONGO - desenhista e escultor hiperrealista
norteamericano, nasceu em Nova Iorque em 1953.
Seus modelos, fotografados se movimentando como marionetes,
e suas gigantescas e ameaçadoras ondas, parecem anunciar
tragédias ecológicas e nucleares.
É virtuoso do desenho a carvão e grafite.
Recebeu influência do cinema, da televisão e das bandas desenhadas
ou histórias em quadrinhos, e ganhou notoriedade a través da sua série
intitulada "Men in The Cities", onde retrata com desenhos a carvão,
figuras humanas contorcidas.
norteamericano, nasceu em Nova Iorque em 1953.
Seus modelos, fotografados se movimentando como marionetes,
e suas gigantescas e ameaçadoras ondas, parecem anunciar
tragédias ecológicas e nucleares.
É virtuoso do desenho a carvão e grafite.
Recebeu influência do cinema, da televisão e das bandas desenhadas
ou histórias em quadrinhos, e ganhou notoriedade a través da sua série
intitulada "Men in The Cities", onde retrata com desenhos a carvão,
figuras humanas contorcidas.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
O jornal OPINIÃO foi um semanário brasileiro
que circulou entre 1972 e 1977.
Chegou a atingir a tiragem de 38.000 exemplares
semanais em seu primeiro ano, tamanha a repercussão
no cenário nacional.
Destacou-se, ao lado do PASQUIM e do MOVIMENTO
como um jornal da chamada "imprensa alternativa",
concentrando-se na veiculação de artigos escritos
por jornalistas e intelectuais em oposição ao regime
militar.
O editor era o repórter Raimundo Pereira, e a equipe de arte
esteve formada por: Elifas Andreato: diretor de arte e autor
do projeto gráfico, pelos ilustradores: Cassio Loredano,
Carlos Clémen, Luis Trimano, Pedro Terra (Petchó), Laercio
D'Ángelo Ribeiro, Milton Rodrigues Alves, e o gravador
Rubem Grilo.
Dentre seus colaboradores, destavam-se: Antonio Callado,
Darcy Ribeiro, Celso Furtado, Otto Maria Carpeaux,
e Oscar Niemeyer.
OPINIÃO também reproduzia, em português, materias publicadas
pelo jornal francês Le Monde e o britânico The Guardian.
O fim do jornal se deu por conta das restrições impostas pela censura.
OPINIÃO, junto com MOVIMENTO e PASQUIM, foi um dos jornais
mais afetados pela censura, resistindo a quatro anos e meio
de pressões: 221 edições foram feitas sob censura prévia.
Em alguns casos mais da metade do jornal era censurada,
obrigando os redatores a escreverem sempre mais matérias que o necessário.
As ilustrações censuradas, voltavam com um ou varios carimbos estampados
pelo desenho,com a inscrição: CENSURADO, e rabiscados com lápiz de cera
azul ou vermelho, inutilizando a ilustração.
Das 10.548 páginas escritas pelos colaboradores do jornal, somente 5.796
chegaram aos leitores. As partes censuradas eram por vezes substituidas
por tarjas pretas.
Alem dos problemas com a censura, a sede do jornal sofreu um atentado a bomba,
promovido pela auto-intitulada Aliança Anticomunista Brasileira, na madrugada
de 15 de novembro de 1976.
En su penúltima edição, o jornal anuncia que o próximo número só seria lançado
se estivesse livre de censura. Desta forma, a edição 231 foi lançada sem ter sido
submetida a avaliação prévia pela censura federal, em Brasilia, como ocorria
normalmente. Na sequência, os exemplares foram apreendidos nas bancas,
e o jornal encerrou suas atividades.
extraído da Wikipédia
que circulou entre 1972 e 1977.
Chegou a atingir a tiragem de 38.000 exemplares
semanais em seu primeiro ano, tamanha a repercussão
no cenário nacional.
Destacou-se, ao lado do PASQUIM e do MOVIMENTO
como um jornal da chamada "imprensa alternativa",
concentrando-se na veiculação de artigos escritos
por jornalistas e intelectuais em oposição ao regime
militar.
O editor era o repórter Raimundo Pereira, e a equipe de arte
esteve formada por: Elifas Andreato: diretor de arte e autor
do projeto gráfico, pelos ilustradores: Cassio Loredano,
Carlos Clémen, Luis Trimano, Pedro Terra (Petchó), Laercio
D'Ángelo Ribeiro, Milton Rodrigues Alves, e o gravador
Rubem Grilo.
Dentre seus colaboradores, destavam-se: Antonio Callado,
Darcy Ribeiro, Celso Furtado, Otto Maria Carpeaux,
e Oscar Niemeyer.
OPINIÃO também reproduzia, em português, materias publicadas
pelo jornal francês Le Monde e o britânico The Guardian.
O fim do jornal se deu por conta das restrições impostas pela censura.
OPINIÃO, junto com MOVIMENTO e PASQUIM, foi um dos jornais
mais afetados pela censura, resistindo a quatro anos e meio
de pressões: 221 edições foram feitas sob censura prévia.
Em alguns casos mais da metade do jornal era censurada,
obrigando os redatores a escreverem sempre mais matérias que o necessário.
As ilustrações censuradas, voltavam com um ou varios carimbos estampados
pelo desenho,com a inscrição: CENSURADO, e rabiscados com lápiz de cera
azul ou vermelho, inutilizando a ilustração.
Das 10.548 páginas escritas pelos colaboradores do jornal, somente 5.796
chegaram aos leitores. As partes censuradas eram por vezes substituidas
por tarjas pretas.
Alem dos problemas com a censura, a sede do jornal sofreu um atentado a bomba,
promovido pela auto-intitulada Aliança Anticomunista Brasileira, na madrugada
de 15 de novembro de 1976.
En su penúltima edição, o jornal anuncia que o próximo número só seria lançado
se estivesse livre de censura. Desta forma, a edição 231 foi lançada sem ter sido
submetida a avaliação prévia pela censura federal, em Brasilia, como ocorria
normalmente. Na sequência, os exemplares foram apreendidos nas bancas,
e o jornal encerrou suas atividades.
extraído da Wikipédia
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