O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
domingo, 25 de agosto de 2013
sábado, 24 de agosto de 2013
domingo, 18 de agosto de 2013
GABRIEL ALBUQUERQUE é graduado em cinema de animação
pela escola de Artes da UFMG. Atualmente é responsável pelo setor
de cinema do Centro cultural SESC/Glória, em Vitória.
É professor da disciplina de Desenho na Universidade Federal
do Espírito Santo, ilustrador e integrante do grupo Cedula de Gravura.
Realiza curtas de animação e coordena oficinas e projetos
na área da cultura no Espírito Santo.
pela escola de Artes da UFMG. Atualmente é responsável pelo setor
de cinema do Centro cultural SESC/Glória, em Vitória.
É professor da disciplina de Desenho na Universidade Federal
do Espírito Santo, ilustrador e integrante do grupo Cedula de Gravura.
Realiza curtas de animação e coordena oficinas e projetos
na área da cultura no Espírito Santo.
Asumir ou não referências dentro de sua prática,
eis a dúvida que, geralmente, assola o inicio
de quase todo processo criativo.
Sem cair na mera citação, Gabriel Albuquerque explicita,
de fato, o seu interesse nessa maneira de lidar com a imagem,
ainda que, às veces, possam parecer ingênuas suas escolhas,
ele tende a realocar estados de espírito. Seus trabalhos possuem
um forte apelo narrativo e isto nos faz perceber que Gabriel
parte de referêntes gráficos facilmente reconhecíveis; como
o cartum, a charge, os quadrinhos, a animação, a tatuagem, etc.
A maioria destes referêntes comprometidos com sua função,
estão, nos trabalhos, mergulhados num oceano caudaloso
do que não pode mais ser objetificado porque é tão somente vestigio.
Oceano que, às vezes, perde a dramaticidade com certas imagens
que com ele contracenam.
JULIO TIGRE
eis a dúvida que, geralmente, assola o inicio
de quase todo processo criativo.
Sem cair na mera citação, Gabriel Albuquerque explicita,
de fato, o seu interesse nessa maneira de lidar com a imagem,
ainda que, às veces, possam parecer ingênuas suas escolhas,
ele tende a realocar estados de espírito. Seus trabalhos possuem
um forte apelo narrativo e isto nos faz perceber que Gabriel
parte de referêntes gráficos facilmente reconhecíveis; como
o cartum, a charge, os quadrinhos, a animação, a tatuagem, etc.
A maioria destes referêntes comprometidos com sua função,
estão, nos trabalhos, mergulhados num oceano caudaloso
do que não pode mais ser objetificado porque é tão somente vestigio.
Oceano que, às vezes, perde a dramaticidade com certas imagens
que com ele contracenam.
JULIO TIGRE
Em uma conversa com o artista, Gabriel revelou-me a sua angústia
ao realizar as escolhas no desvão entre o que quer expressar
e o que realmente expressa. Assim, vejo agora estas escolhas
como imagens projetadas por um náufrago, elas estão alí,
mas são projeções, como miragens, na tentativa de habitar
o inabitado. Neste oceano podemos vislumbrar uma ausência
e uma presença. A ausência está no fato de que o que vemos
em meio às vagas são fragmentos e não a história toda destes
pequeninos personagens.
A presença é a de Hokusai, nesta representação do oceano,
que nos faz recordar este gravador surfista, que se preocupou
pela primeira vez no Japão, de 1760 a 1849, em representar,
entre cenas cotidianas, a dinámica das hondas.
Quase um prenúncio dos tsunamis pelo poder dado a eles
nos enquadramentos de suas gravuras mais célebres nas
"36 vistas do monte Fuji"
JULIO TIGRE
ao realizar as escolhas no desvão entre o que quer expressar
e o que realmente expressa. Assim, vejo agora estas escolhas
como imagens projetadas por um náufrago, elas estão alí,
mas são projeções, como miragens, na tentativa de habitar
o inabitado. Neste oceano podemos vislumbrar uma ausência
e uma presença. A ausência está no fato de que o que vemos
em meio às vagas são fragmentos e não a história toda destes
pequeninos personagens.
A presença é a de Hokusai, nesta representação do oceano,
que nos faz recordar este gravador surfista, que se preocupou
pela primeira vez no Japão, de 1760 a 1849, em representar,
entre cenas cotidianas, a dinámica das hondas.
Quase um prenúncio dos tsunamis pelo poder dado a eles
nos enquadramentos de suas gravuras mais célebres nas
"36 vistas do monte Fuji"
JULIO TIGRE
LUCIANO FEIJÃO nasceu em Vitória (ES) em 1976.
Graduado em artes plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo.
Atualmente é aluno do mestrado em artes pela mesma intituição.
Participou de exposições individuais e coletivas de desenho e gravura
em Vitória e São Paulo, com destaque para o "SP Estampa" na Casa da Gravura Brasileira, e "Gravura/ES" no Museu de Arte de Espírito Santo em 2012.
É integrante do grupo Célula de Gravura, com pesquisa em litografia.
Trabalhou como professor na disciplina de desenho no Centro de Artes/UFES.
É colaborador regular do jornal Folha de São Paulo, com passagens pelo
"Le Monde Diplomatique Brasil", Editora Abril e Editora Record.
Graduado em artes plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo.
Atualmente é aluno do mestrado em artes pela mesma intituição.
Participou de exposições individuais e coletivas de desenho e gravura
em Vitória e São Paulo, com destaque para o "SP Estampa" na Casa da Gravura Brasileira, e "Gravura/ES" no Museu de Arte de Espírito Santo em 2012.
É integrante do grupo Célula de Gravura, com pesquisa em litografia.
Trabalhou como professor na disciplina de desenho no Centro de Artes/UFES.
É colaborador regular do jornal Folha de São Paulo, com passagens pelo
"Le Monde Diplomatique Brasil", Editora Abril e Editora Record.
sábado, 17 de agosto de 2013
O deserto já motivou a produção de muitas imagens e histórias.
Já foi atrelado a buscas místicas e existenciais, incorporado
como lugar de privações e resistência sem esquecermos
o isolamento e vazio. Uma paisagem onde é quase impossível
encontrar foco.
Ao apresentar a proposta "Deserto Gráfico" Luciano Feijão
e Gabriel Albuquerque propõe, entre outros possíveis
significados para o tema, a idéia de que a folha branca de papel
ainda imaculada é como um campo vasto de possibilidades.
Acostumados a ter uma narrativa por companhia, ela espelhava
uma certa angústia comparada a um vazio interior: o que desenhar?
JULIO TIGRE
Já foi atrelado a buscas místicas e existenciais, incorporado
como lugar de privações e resistência sem esquecermos
o isolamento e vazio. Uma paisagem onde é quase impossível
encontrar foco.
Ao apresentar a proposta "Deserto Gráfico" Luciano Feijão
e Gabriel Albuquerque propõe, entre outros possíveis
significados para o tema, a idéia de que a folha branca de papel
ainda imaculada é como um campo vasto de possibilidades.
Acostumados a ter uma narrativa por companhia, ela espelhava
uma certa angústia comparada a um vazio interior: o que desenhar?
JULIO TIGRE
Se pensarmos na profusão de imagens as quais hoje somos submetidos,
encarar este vazio como o fundo branco de uma tela é no mínimo ingênuo.
O deserto que se pronuncia por trás de nossa retina
é uma massa diversificada de imagens, onde o excesso
não permite também foco, deixando-nos incapacitados
de descrever com detalhes o que realmente vemos.
Os desenhistas nessa proposta aceitaram este desafio e, cada qual a sua maneira,
emprenderam sua jornada neste oceano de referências, que já vieram
como síntese de outras imagens, imagens pós-texto, parafraseando
o pós-histórico de Vilém Flusser em seu texto "O futuro da escrita", quando propõe
uma linha evolutiva onde as imagens pre-históricas que representam o mundo,
aos poucos tornam-se históricas com a escrita. Com a tecnologia chegamos
às imagens técnicas, estas tecno-imagens representam na verdade textos.
JULIO TIGRE
encarar este vazio como o fundo branco de uma tela é no mínimo ingênuo.
O deserto que se pronuncia por trás de nossa retina
é uma massa diversificada de imagens, onde o excesso
não permite também foco, deixando-nos incapacitados
de descrever com detalhes o que realmente vemos.
Os desenhistas nessa proposta aceitaram este desafio e, cada qual a sua maneira,
emprenderam sua jornada neste oceano de referências, que já vieram
como síntese de outras imagens, imagens pós-texto, parafraseando
o pós-histórico de Vilém Flusser em seu texto "O futuro da escrita", quando propõe
uma linha evolutiva onde as imagens pre-históricas que representam o mundo,
aos poucos tornam-se históricas com a escrita. Com a tecnologia chegamos
às imagens técnicas, estas tecno-imagens representam na verdade textos.
JULIO TIGRE
O desenho não é somente uma coisa mental.
O desenho tem a memória do pulso, do corpo que é capaz
de alterar o que a mente planeja, porque não somos uma máquina
que reproduz mecanicamente o que foi programado.
Esta memória do corpo no desenho tem a precisão de um instrumento,
uma mecânica de expressão. É com ela que o artista desenhista
elabora na prática seu pensamento e que, por vias diversas,
é capturado pelo olhar e transformado em memória.
JULIO TIGRE
O desenho tem a memória do pulso, do corpo que é capaz
de alterar o que a mente planeja, porque não somos uma máquina
que reproduz mecanicamente o que foi programado.
Esta memória do corpo no desenho tem a precisão de um instrumento,
uma mecânica de expressão. É com ela que o artista desenhista
elabora na prática seu pensamento e que, por vias diversas,
é capturado pelo olhar e transformado em memória.
JULIO TIGRE
Luciano Feijão buscou outro território com seu desenho,
a vastidão interior, para a qual preferimos, muitas vezes, virar as costas,
ocupando-nos de nossa existência mundana. Quem sou eu?
E toda vez que olha o espelho o vê estilhaçar, esfacela-se.
Suas figuras parecem querer representar mais de uma personagem
buscando a habitabilidade neste mundo, que quer povoar este deserto interior
esquartejando-se e duplicando-se, e, novamente, é remontada
em uma nova configuração. Um personagem que se duplica em vários
e acaba por se transformar em nenhum.
A identidade passa do conteúdo para o traço ,
uma tarefa árdua no processo do artista em produzir estas dez pranchas.
Feijão torna suas figuras torturadas numa paisagem de corpos
trabalhados obsessivamente com hachuras.
JULIO TIGRE
a vastidão interior, para a qual preferimos, muitas vezes, virar as costas,
ocupando-nos de nossa existência mundana. Quem sou eu?
E toda vez que olha o espelho o vê estilhaçar, esfacela-se.
Suas figuras parecem querer representar mais de uma personagem
buscando a habitabilidade neste mundo, que quer povoar este deserto interior
esquartejando-se e duplicando-se, e, novamente, é remontada
em uma nova configuração. Um personagem que se duplica em vários
e acaba por se transformar em nenhum.
A identidade passa do conteúdo para o traço ,
uma tarefa árdua no processo do artista em produzir estas dez pranchas.
Feijão torna suas figuras torturadas numa paisagem de corpos
trabalhados obsessivamente com hachuras.
JULIO TIGRE
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
O Caso Mario Alves
MARIO ALVES DE SOUZA - Santos Sé 1923 - Rio de Janeiro 1970
Político e militante comunista brasileiro, um dos fundadores do
PCBR. Morto nas dependências do quartel da polícia do exército
do Rio de Janeiro no inicio de 1970 durante a ditadura militar, e
dado hoje como "desaparecido político".
Ver biografía completa de Mario Alves na Wikipédia
Político e militante comunista brasileiro, um dos fundadores do
PCBR. Morto nas dependências do quartel da polícia do exército
do Rio de Janeiro no inicio de 1970 durante a ditadura militar, e
dado hoje como "desaparecido político".
Ver biografía completa de Mario Alves na Wikipédia
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