domingo, 25 de agosto de 2013

EDWARD CURTIS - O Indio Norteamericano


GEORGIA O'KEEFFE - "O Deserto" - óleo


GEORGIA O'KEEFFE - "O Deserto" ´óleo


GEORGIA O'KEEFFE - "O Deserto" - óleo


EDWARD CURTIS - O Indio Norteamericano


EDWARD CURTIS - O Indio Norteamericano


EDWARD CURTIS - O Indio Norteamericano


EDWARD CURTIS - O Indio Norteamericano


EDWARD CURTIS - O Indio Norteamericano


EDWARD CURTIS - O Indio Americano


EDWARD CURTIS - O Indio Americano


EDWARD CURTIS - O Indio Norteamericano


EDWARD CURTIZ - O Indio Norteamericano


GEORGIA O'KEEFFE - "O Deserto" - oleo


EDWARD CURTIS - O Indio Norteamericano


EDWARD CURTIS - O Indio Norteamericano


EDWARD CURTIS - O Indio Norteamericano


EDWARD CURTIZ - O Indio Norteamericano


EDWARD CURTIS - O Indio Norteamericano


domingo, 18 de agosto de 2013

EXPOSIÇÃO "DESERTO GRÁFICO"
LUCIANO FEIJÃO & GABRIEL ALBUQUERQUE
DOIS ARTISTAS, QUE SE CONFRONTARAM
COM A SOLITÁRIA TAREFA DE ENCONTRAR UM CAMINHO,
DEIXANDO ATRÁS DE SI ESTES VESTÍGIOS A OCUPAR
ESTE DESERTO DE DÚVIDAS E CERTEZAS NA BUSCA
DE UMA LINGUAGUEM PESSOAL

JULIO TIGRE
GABRIEL ALBUQUERQUE
Exposição "Deserto Gráfico"
LUCIANO FEIJÃO & GABRIEL ALBUQUERQUE
GABRIEL ALBUQUERQUE é graduado em cinema de animação
pela escola de Artes da UFMG. Atualmente é responsável pelo setor
de cinema do Centro cultural SESC/Glória, em Vitória.
É professor da disciplina de Desenho na Universidade Federal
do Espírito Santo, ilustrador e integrante do grupo Cedula de Gravura.
Realiza curtas de animação e coordena oficinas e projetos
na área da cultura no Espírito Santo.

GABRIEL ALBUQUERQUE


GABRIEL ALBUQUERQUE - "Deserto Gráfico 05" - esmalte sintético, nanquim e guache 2012


GABRIEL ALBUQUERQUE - "Deserto Gráfico 09" - esmalte sintético, nanquim e guache 2012


GABRIEL ALBUQUERQUE - "Deserto Gráfico 01" - esmalte sintético, nanquim e guache 2012


Asumir ou não referências dentro de sua prática,
eis a dúvida que, geralmente, assola o inicio 
de quase todo processo criativo. 
Sem cair na mera citação, Gabriel Albuquerque explicita,
de fato, o seu interesse nessa maneira de lidar com a imagem,
ainda que, às veces, possam parecer ingênuas suas escolhas,
ele tende a realocar estados de espírito. Seus trabalhos possuem
um forte apelo narrativo e isto nos faz perceber que Gabriel
parte de referêntes gráficos  facilmente reconhecíveis; como
o cartum, a charge, os quadrinhos, a animação, a tatuagem, etc.
A maioria destes referêntes comprometidos com sua função,
estão, nos trabalhos, mergulhados num oceano caudaloso
do que não pode mais ser objetificado porque é tão somente vestigio.
Oceano que, às vezes, perde a dramaticidade com certas imagens
que com ele contracenam.

JULIO TIGRE

GABRIEL ALBUQUERQUE - "Deserto Gráfico 03" - esmalte sintético, nanquim e guache 2012


GABRIEL ALBUQUERQUE - "Deserto Gráfuco 02" - esmalte sintético, nanquim e guache 2012


GABRIEL ALBUQUERQUE - "Deserto Gráfico 06" - esmalte sintético, nanquim e guache 2012


Em uma conversa com o artista, Gabriel revelou-me a sua angústia 
ao realizar as escolhas no desvão entre o que quer expressar
e o que realmente expressa. Assim, vejo agora estas escolhas
como imagens projetadas por um náufrago, elas estão alí,
mas são projeções, como miragens, na tentativa de habitar
o inabitado. Neste oceano podemos vislumbrar uma ausência
e uma presença. A ausência está no fato de que o que vemos
em meio às vagas são fragmentos e não a história toda destes
pequeninos personagens.
A presença é a de Hokusai, nesta representação do oceano,
que nos faz recordar este gravador surfista, que se preocupou
pela primeira vez no Japão, de 1760 a 1849, em representar,
entre cenas cotidianas, a dinámica das hondas.
Quase um prenúncio dos tsunamis pelo poder dado a eles
nos enquadramentos de suas gravuras mais célebres nas
"36 vistas do monte Fuji"

JULIO TIGRE 

GABRIEL ALBUQUERQUE - "Deserto Gráfico 04" - esmalte sintético, nanquim e guache 2012


GABRIEL ALBUQUERQUE - "Deserto Gráfico 08" - esmalte sintético, nanquim e guache 2012


GABRIEL ALBUQUERQUE - "Deserto Gráfico 10" esmalte sintético - nanquim e guache 2012


LUCIANO FEIJÃO
Exposiçao "Deserto Gráfico"
LUCIANO FEIJÃO & GABRIEL ALBUQUERQUE
LUCIANO FEIJÃO nasceu em Vitória (ES) em 1976.
Graduado em artes plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo.
Atualmente é aluno do mestrado em artes pela mesma intituição.
Participou de exposições individuais e coletivas de desenho e gravura
em Vitória e São Paulo, com destaque para o "SP Estampa" na Casa da Gravura Brasileira, e "Gravura/ES" no Museu de Arte de Espírito Santo em 2012.
É integrante do grupo Célula de Gravura, com pesquisa em litografia.
Trabalhou como professor na disciplina de desenho no Centro de Artes/UFES.
É colaborador regular do jornal Folha de São Paulo, com passagens pelo
"Le Monde Diplomatique Brasil", Editora Abril e Editora Record.

LUCIANO FEIJÃO


sábado, 17 de agosto de 2013

O deserto já motivou a produção de muitas imagens e histórias.
Já foi atrelado a buscas místicas e existenciais, incorporado
como lugar de privações e resistência sem esquecermos
o isolamento e vazio. Uma paisagem onde é quase impossível
encontrar foco.
Ao apresentar a proposta "Deserto Gráfico" Luciano Feijão
e Gabriel Albuquerque propõe, entre outros possíveis
significados para o tema, a idéia de que a folha branca de papel
ainda imaculada é como um campo vasto de possibilidades.
Acostumados a ter uma narrativa por companhia, ela espelhava
uma certa angústia comparada a um vazio interior: o que desenhar?

JULIO TIGRE

LUCIANO FEIJÃO - "Deserto Gráfico 10" - crayón 2012


LUCIANO FEIJÃO - "Deserto Gráfico 09" - crayón 2012


Se pensarmos na profusão de imagens as quais hoje somos submetidos,
encarar este vazio como o fundo branco de uma tela é no mínimo ingênuo.
O deserto que se pronuncia por trás de nossa retina
é uma massa diversificada de imagens, onde o excesso
não permite também foco, deixando-nos incapacitados
de descrever com detalhes o que realmente vemos.
Os desenhistas nessa proposta aceitaram este desafio e, cada qual a sua maneira,
emprenderam sua jornada neste oceano de referências, que já vieram
como síntese de outras imagens, imagens pós-texto, parafraseando
o pós-histórico de Vilém Flusser em seu texto "O futuro da escrita", quando propõe
uma linha evolutiva onde as imagens pre-históricas que representam o mundo,
aos poucos tornam-se históricas com a escrita. Com a tecnologia chegamos
às imagens técnicas, estas tecno-imagens representam na verdade textos.

JULIO TIGRE

LUCIANO FEIJÃO - "Deserto Gráfico 03" - crayón 2012


LUCIANO FEIJÃO - "Deserto Gráfico 04" - nanquim 2012


LUCIANO FEIJÃO - "Deserto Gráfico 01" - crayón 2012


O desenho não é somente uma coisa mental.
O desenho tem a memória do pulso, do corpo que é capaz
de alterar o que a mente planeja, porque não somos uma máquina
que reproduz mecanicamente o que foi programado.
Esta memória do corpo no desenho tem a precisão de um instrumento,
uma mecânica de expressão. É com ela que o artista desenhista
elabora na prática seu pensamento e que, por vias diversas,
é capturado pelo olhar e transformado em memória.

JULIO TIGRE

LUCIANO FEIJÃO - "Deserto Gráfico 07" - nanquim 2012


LUCIANO FEIJÃO - "Deserto Gráfico 02" - nanquim 2012


LUCIANO FEIJÃO - "Deserto gráfico 06" - nanquim 2012


Luciano Feijão buscou outro território com seu desenho,
a vastidão interior, para a qual preferimos, muitas vezes, virar as costas,
ocupando-nos de nossa existência mundana. Quem sou eu?
E toda vez que olha o espelho o vê estilhaçar, esfacela-se.
Suas figuras parecem querer representar mais de uma personagem
buscando a habitabilidade neste mundo, que quer povoar este deserto interior
esquartejando-se e duplicando-se, e, novamente, é remontada
em uma nova configuração. Um personagem que se duplica em vários
e acaba por se transformar em nenhum.
A identidade passa do conteúdo para o traço ,
uma tarefa árdua no processo do artista em produzir estas dez pranchas.
Feijão torna suas figuras torturadas numa paisagem de corpos
trabalhados obsessivamente com hachuras.

JULIO TIGRE 

LUCIANO FEIJÃO - "Deserto Gráfico 08" - nanquim 2012


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O CASO MARIO ALVES
BRASIL

O Caso Mario Alves

MARIO ALVES DE SOUZA - Santos Sé 1923 - Rio de Janeiro 1970
Político e militante comunista brasileiro, um dos fundadores do
PCBR. Morto nas dependências do quartel da polícia do exército
do Rio de Janeiro no inicio de 1970 durante a ditadura militar, e
dado hoje como "desaparecido político".
Ver biografía completa de Mario Alves na Wikipédia

O Caso Mario Alves


O Caso Mario Alves


O caso Mario Alves


O Caso Mario Alves


ALERJ - Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro