O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
sábado, 24 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
PHILIP GUSTON - Canadá 1913 - Estados Unidos 1980 /
Começa a desenhar e pintar em 1927, aos 14 anos.
Num período inicial é influenciado pelo Renascimento
e pelos pintores Paolo Ucello, Andrea Mantegna e
Piero della Francesca. Na figuração posterior, tentará
uma integração do "espaço arquitetónico modelado"
da Arte Renascentista, com o espaço geometrizado e
sintético do Cubismo. Nos anos 30 adere ao Movimento
Muralista Mexicano, sendo influenciado por David Alfaro
Siqueiros. Começam a aparecer em seus quadros,
as sinistras figuras
encapuzadas da Ku Klux Klan. Nos anos 50 sua pintura
é influenciada pelo Expressionismo Abstrato liderado
por Jackson Pollock, de quem Guston fora companheiro
de estudos na juventude. No final dos anos 60 se opera
uma mudança radical na sua pintura, voltando para uma
figuração expressionista, caricatural e política, fazendo participar
nas suas composições de ferraduras, latões de lixo, e sapatos
gastos, elementos dos comics e dos desenhos animados.
Imagens surradas nos mostram tudo que vai sendo "excluído"
na grande cidade. Gigantescas caricaturas pintadas com os
materiais tradicionais da pintura: tela e tinta óleo, mas subvertendo
a linguajem ao utilizar grafismos próprios dos quadrinhos
charges e grafites. / "Pintar é voltar sempre a começar pelo principio,
sendose, no entanto, incapaz de ignorar os argumentos habituais
sobre o que te vês a pintar. A tela na qual se trabalha modifica as
anteriores numa cadeia infindável, desconcertante, que parece
nunca terminar" - Philip Guston
AMÉRICA / Allen Guinsberg /
de "Uivo, Kaddish e outros poemas (1953-1960) /
dedicado a: Jack Kerouac, novo Buda da prosa americana,
que borrifou inteligência em onze livros escritos na metade
deste número de anos (1951-1956) - criando uma prosódia
bop espontânea e uma literatura clássica original. Varias
frases e o título de Uivo são tirados dele. / William Seward
Burroughs, autor de Naked Lunch, uma novela sem fim que
deixará todo mundo louco. / Neal Cassady, autor de The
First Third, uma autobiografia (1949) que iluminou Buda. /
Todos esses livros estão publicados no Céu. / tradução:
Cláudio Willer - L&PM 1984
América eu lhe dei tudo e agora não sou nada. /
América dois dólares vinte e sete centavos 17 de janeiro, 1956. /
América não agüento mais a minha própria mente. /
América quando acabaremos com a guerra humana? /
Vá se foder com sua bomba atómica. /
Não estou legal não me encha o saco. /
Não escreverei meu poema enquanto não me sentir legal. /
América quando é que você será angelical? /
Quando você tirará sua roupa? /
Quando você se olhará através do túmulo? /
Quando você merecerá seu milhão de trotskistas? /
América por que suas bibliotecas estão cheias de lágrimas? /
América quando você mandará seus ovos para a Índia? /
Estou cheio das suas exigências malucas. /
Quando poderei entrar no supermercado e comprar o que preciso /
só com minha boa aparência? /
América afinal eu e você é que somos perfeitos não o outro mundo. /
Sua maquinaria é demais para mim. /
Você me fez querer ser santo.
Deve haver algum jeito de resolver isso. /
Burroughs está em Tanger acho que ele não vai voltar mais
isso é sinistro. / Estará você sendo sinistra ou isso é uma brincadeira?
sábado, 17 de julho de 2010
Estou tentando entrar no assunto. /
Recuso-me a abrir mão das minhas obsessões. /
América pare de me empurrar sei o que estou fazendo. /
América as pétalas das ameixeiras estão caindo. /
Faz meses que não leio os jornais todo dia alguém é julgado /
por assassinato. /
América fico sentimental por causa dos Wobblies. /
América eu era comunista quando criança e não me arrependo. /
Fumo maconha toda vez que posso. /
Fico em casa dias seguidos olhando as rosas no armário. /
Quando vou ao Bairro Chinês fico bêbado e nunca consigo /
alguém para trepar. /
Eu resolvi vai haver confusão. /
Você devia ter me visto lendo Marx. /
Meu psicanalista acha que estou muito bem. /
Não direi as Orações ao Senhor. /
Eu tenho visões místicas e vibrações cósmicas. /
América ainda não lhe contei o que você fez com Tio Max /
depois que ele voltou da Russia.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Eu estou falando com você. /
Você vai deixar que sua vida emocional seja conduzida pelo /
Time Magazine? / Estou obcecado pelo Time Magazine. /
Leio-o toda semana. / Sua capa me encara toda vez que passo furtivamente pela confeitaria da esquina. / Leio-o no porão da Biblioteca Pública de Berkeley. / Está sempre me falando de responsabilidades. Os homens de /
negócios são sérios. Os produtores de cinema são sérios. / Todo mundo
é sério menos eu. / Passa pela minha cabeça que eu sou a América. /
Estou de novo falando sozinho. / A Ásia ergue-se contra mim. /
Não tenho nenhuma chance de chinês. / É bom eu verificar meus recursos
nacionais. / Meus recursos nacionais consistem em dois cigarros de maconha / milhões de genitais uma literatura pessoal impublicável a 2.000
quilômetros por hora e conco mil hospícios. / Nem falo das minhas prisões
ou dos milhões de desprivilegiados que vivem nos meus vasos de flores
à luz de quinhentos sóis. / Aboli os prostíbulos de França, Tanger é o próximo
lugar. / Ambiciono a Presidência apesar de ser Católico.
América como poderei escrever uma litania nesse seu estado de bobeira? /
Continuarei como Henry Ford meus versos são tão individuais /
como seus carros mais ainda todos têm sexos diferentes. /
América eu lhe venderei meus versos a 2.500 dólares cada com /
500 de abatimento pela sua estrofe usada. / América liberte Tom Mooney /
América salve os legalistas espanhóis. / América Sacco e Vanzetti não podem morrer / América sou os garotos de Scottsboro / América quando eu tinha sete anos minha mãe me levou a uma reunião da célula do Partido Comunista eles nos vendiam amendoins um bocado por um bilhete
um bilhete por um centavo e todos podiam falar todos eram angelicais e
sentimentais para com os trabalhadores era tudo tão sincero você não imagina que coisa boa era o Partido em 1935 Scott Nearing era um velho
formidável gente boa mesmo Mãe Bloor me fazia chorar uma vez vi
Israel Amsters cara a cara. Todo mundo devia ser espião.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
América na verdade você não quer ir à guerra. /
América são eles os Russos malvados. /
Os Russos os Russos e esses Chineses. E esses Russos. /
A Rússia quer nos comer vivos. O poder da Rússia é louco. /
Ela quer tirar nossos carros das nossas garagens. /
Ela quer pegar chicago. Ela precisa um Reader's Digest vermelho. /
Ela quer botar nossas fásbricas de automóveis na Sibéria. /
A grande burocracia dela mandando em nossos postos de gasolina. /
Isso é ruim. Ufa. Ela vai fazê os Índio aprendê vermelho. /
Ela quer pretos bem grandes. Ela quer nos fazê trabalhá dezesseis
horas por dia. Socorro
quarta-feira, 14 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
América tudo isso é muito sério. /
América essa é a impressão que eu tenho ao assistir televisão. /
América isso está certo? /
E melhor eu pôr as mãos à obra. /
É verdade que não quero me alistar no Exército ou girar tornos /
em fábricas de peças de precissão. De qualquer forma sou /
míope e psicopata. / América estou encostando meu delicado ombro na roda.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
O PRIMEIRO RETRATO FALADO / Possivelmente
ninguém tenha ouvido falar de Percy Legroy
Mapleton. No entanto Mapleton como seu peculiar
retrato ocupam um lugar de destaque na história
da criminalistica e da investigação policial moderna.
Ele ficou conhecido como o "assassino da ferrovia",
apelido criado pela imprensa da época. Em 1881,
Mapleton esteve envolvido na morte de duas pessoas
enquanto viajava no trem que fazia o trajeto Londres-
Brington. Apesar de interrogado varias vezes, não
conseguiram provas para incriminá-lo e foi libertado.
Pouco tempo depois um novo cadáver foi achado
próximo a ferrovia, e novas pistas apontaram Mapleton
como culpado. Foi distribuida uma descrição detalhada
que foi publicada no "Daily Telegraph". Com a ajuda de
um desenhista e de várias pessoas que conheciam Mapleton,
fizeram um desenho com seu aspecto. Este foi o primeiro
retrato-falado da história que foi estampado num cartaz
com a chamada "Procura-se" e distribuido por toda a
Inglaterra. O resultado não foi animador pois a grande
espectativa mediática originada, fez com que centenas
de Mapleton fossem vistos por todo o país. Finalmente
ainda que não pelo retrato falado, Mapleton foi preso.
Muito vaidoso e insatisfeito com a forma como aparecia no
primeiro retrato-falado da história, preocupou-se de que o
ilustrador encarregado de cobrir o julgamento o desenhase
bem parecido, com aparência serena. Declarado culpado
foi executado em 29 de novembro de 1881. O retrato-falado
passou a fazer parte das investigações policiais por todo o mundo.
TECNOLOGIA FAZ O RETRATO-FALADO
FICAR QUASE IGUAL A FOTOGRAFIA /
A computação gráfica permite fazer
um retrato-falado que se aproxima da
realidade, aumentando as chances de
reconhecimento. A maneira de fazer os
retratos-falados mudou. Os desenhos
se mantem, mas as figuras são quase
fotográficas. A imagem colorida é montada
a partir de um banco de dados da própria
policia. O perito monta o retrato no computador,
onde ele tem um arquivo com o biotipo
tipicamente brasileiro. O primeiro passo
é escolher o formato do rosto, depois são
inseridos os olhos, o nariz e a boca. É feita
a montagem e o aprimoramento, até se chegar
o mais próximo possível do real. Antes disso,
o retrato era feito a mão, por desenhistas.
Com o banco de dados existentes no departamento
de arte forense, fica muito mais fácil a pessoa bater
o olho e reconhecer o suspeito.
O desenho feito a mão não foi totalmente abandonado
no trabalho de identificação. No departamento de
investigações criminais de São Paulo, por exemplo,
há quase 20 anos, trabalha um perito muito experiente
que supera qualquer computador. Esse género de
desenho, nunca foi valorizado como trabalho de arte,
correspondendo mais a área técnica, e considerado
como serviços prestados por un funcionário da polícia,
e não por um artista plástico. No entanto, é necessário
conhecer anatomia e posuir razoável prática na arte
do desenho, conhecimentos próprios da formação do
artista plástico, para se realizar um retrato convincente.
A substituição do lápiz pela eletrónica, despersonaliza
a técnica do retrato, embora facilite o reconhecimento.
O pintor hiperreralista Chuck Close, tem utilizado a fotografia
3 X 4, relacionada com o retrato-falado e as fotos dos
documentos de identidade, como base para a realização
dos seus retratos gigantes em superficies de grandes dimensões
que chegam a ultrapassar os 3 metros. No desenho imaginário
de uma identidade, onde cobra destaque o fator psicológico,
podemos perceber a habilidade do desenhista,
qualidade esta que desaparece na computação, com
a eliminação do desenho artesanal.
terça-feira, 29 de junho de 2010
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