domingo, 9 de dezembro de 2012

Frans Hals - detalhe


A prova visual

Giotto - detalhe


Nestas 3 pinturas vemos o antes, o durante e o depois.
O arranjo da natureza-morta (1303-06) de Giotto - um
detalhe de um afresco - não tem sinal de óptica A taça
de vinho e a compoteira de prata seiscentista de Pieter
Claesz são uma oportunidade de ostentar com que
realismo ele é capaz de pintar. O detalhe de
O bar no Follies Bergère (1881-2), de Manet, demonstra
o regresso da "desarmonia" à pintura européia.
extraido de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Pieter Claesz


Eduard Manet - detalhe


GIOTTO DI BONDONE 
Itália 1266-1337
pre Renascimento
(antes do aparecimento das lentes)

Giotto di Bondone - pre-Renascimento


Giotto di Bondone - pre-Renascimento - detalhe


Giotto di Bondone - pre-Renascimento - detalhe


Giotto di Bondone - pre-Renascimento - detalhe


Giotto di Bondone - pre-Renascimento


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Posso ter certeza de que Robert Campin e Jan van Eyck
tinham conhecimento de espelhos e lentes - os dois
elementos básicos da câmara moderna - pois pintaram
alguns em vários de seus quadros dos anos 1430 
(e, naquela época, pintores e fabricantes de espelhos
eram ambos membros da mesma guilda). Lentes e
espelhos ainda eram raros na época, e os artistas devem
ter ficado fascinados pelos estranhos efeitos produzidos.
Como pessoas que faziam imagens, certamente ter-lhes-a
causado admiração o fato de figuras inteiras, ou mesmo
recintos inteiros, poderem ser vistos em pequenos espelhos
convexos. Seguramente não é uma coincidência que tais
espelhos chegassem à pintura ao mesmo tempo que um
maior grau de individualidade aparecesse no retrato.
  

Robert Campin - 1438


Jan van Eyck - 1436


Tendo de inicio observado que a pintura
no fim da Renascença era muito mais naturalista
que o fora a princípio, agora podemos ser bem
mais específicos: a mudança rumo a um maior
naturalismo ocorreu subitamente no fim dos
anos 1420, ou no começo dos anos 1430, em
Flandres. Terá sido por causa da óptica? Que
outra explicação averia? Por que artistas como
Campin e Van Eyck de repente passam a produzir
imagens bem mais modernas, "de aparência
fotográfica? Hoje estamos habituados a imagens
projetadas por uma lente. Uma cámara
funciona porque uma imagem  do "mundo real"
é projetada num filme. Teriam Campin e Van Eyck
visto o mundoprojetado desse modo?
extraido de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney

Hans Holbein - detalhe - 1532


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Caravaggio é, de fato, um mestre em montar "a cena", narrando a história
no espaço da pintura não em muita profundidade. O olho vaga de lá para cá 
na superficie da pintura, não plano adentro. A parede estabelece a profundidade
como fixa.
Comparemos com "A Flagelação de Cristo" de Piero della Francesca.
Piero não é um diretor com atores a sua frente do modo que é Caravaggio..
Ele mexe braços e pernas de acordo com seu conhecimento das leis da
geometria e perspectiva, do modo como "sabe" serem as figuras, não
do modo como as "vê".
extraido de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney 

Piero della Francesca - "Flagelação de Cristo" - 1450


Caravaggio pintou seu alaudista 70 anos depois
da xilogravura de Dürer, e, é claro, a tecnologia
das máquinas de desenho tal vez tivesse avançado
naquela altura. Mas já não seriam tais máquinas antiquadas
em 1525? Não estaria Dürer reproduzindo um método
antigo e agora obsoleto de desenhar elipses e curvas
em perspectiva? Os Embaixadores de Hans Holbein foi
pintado em 1533, somente oitos anos depois da gravura
de Dürer. Está repleto de objetos curvos e esféricos, 
os quais teriam sido difíceis de fazer a olho, e no entanto
todos eles são maravilhosamente "precisos" em seu escorço.
Holbein poderia ter usado a máquina de Dürer para pintar
o alaúde na estante de baixo.
extraido de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney