O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
sábado, 17 de julho de 2010
Estou tentando entrar no assunto. /
Recuso-me a abrir mão das minhas obsessões. /
América pare de me empurrar sei o que estou fazendo. /
América as pétalas das ameixeiras estão caindo. /
Faz meses que não leio os jornais todo dia alguém é julgado /
por assassinato. /
América fico sentimental por causa dos Wobblies. /
América eu era comunista quando criança e não me arrependo. /
Fumo maconha toda vez que posso. /
Fico em casa dias seguidos olhando as rosas no armário. /
Quando vou ao Bairro Chinês fico bêbado e nunca consigo /
alguém para trepar. /
Eu resolvi vai haver confusão. /
Você devia ter me visto lendo Marx. /
Meu psicanalista acha que estou muito bem. /
Não direi as Orações ao Senhor. /
Eu tenho visões místicas e vibrações cósmicas. /
América ainda não lhe contei o que você fez com Tio Max /
depois que ele voltou da Russia.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Eu estou falando com você. /
Você vai deixar que sua vida emocional seja conduzida pelo /
Time Magazine? / Estou obcecado pelo Time Magazine. /
Leio-o toda semana. / Sua capa me encara toda vez que passo furtivamente pela confeitaria da esquina. / Leio-o no porão da Biblioteca Pública de Berkeley. / Está sempre me falando de responsabilidades. Os homens de /
negócios são sérios. Os produtores de cinema são sérios. / Todo mundo
é sério menos eu. / Passa pela minha cabeça que eu sou a América. /
Estou de novo falando sozinho. / A Ásia ergue-se contra mim. /
Não tenho nenhuma chance de chinês. / É bom eu verificar meus recursos
nacionais. / Meus recursos nacionais consistem em dois cigarros de maconha / milhões de genitais uma literatura pessoal impublicável a 2.000
quilômetros por hora e conco mil hospícios. / Nem falo das minhas prisões
ou dos milhões de desprivilegiados que vivem nos meus vasos de flores
à luz de quinhentos sóis. / Aboli os prostíbulos de França, Tanger é o próximo
lugar. / Ambiciono a Presidência apesar de ser Católico.
América como poderei escrever uma litania nesse seu estado de bobeira? /
Continuarei como Henry Ford meus versos são tão individuais /
como seus carros mais ainda todos têm sexos diferentes. /
América eu lhe venderei meus versos a 2.500 dólares cada com /
500 de abatimento pela sua estrofe usada. / América liberte Tom Mooney /
América salve os legalistas espanhóis. / América Sacco e Vanzetti não podem morrer / América sou os garotos de Scottsboro / América quando eu tinha sete anos minha mãe me levou a uma reunião da célula do Partido Comunista eles nos vendiam amendoins um bocado por um bilhete
um bilhete por um centavo e todos podiam falar todos eram angelicais e
sentimentais para com os trabalhadores era tudo tão sincero você não imagina que coisa boa era o Partido em 1935 Scott Nearing era um velho
formidável gente boa mesmo Mãe Bloor me fazia chorar uma vez vi
Israel Amsters cara a cara. Todo mundo devia ser espião.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
América na verdade você não quer ir à guerra. /
América são eles os Russos malvados. /
Os Russos os Russos e esses Chineses. E esses Russos. /
A Rússia quer nos comer vivos. O poder da Rússia é louco. /
Ela quer tirar nossos carros das nossas garagens. /
Ela quer pegar chicago. Ela precisa um Reader's Digest vermelho. /
Ela quer botar nossas fásbricas de automóveis na Sibéria. /
A grande burocracia dela mandando em nossos postos de gasolina. /
Isso é ruim. Ufa. Ela vai fazê os Índio aprendê vermelho. /
Ela quer pretos bem grandes. Ela quer nos fazê trabalhá dezesseis
horas por dia. Socorro
quarta-feira, 14 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
América tudo isso é muito sério. /
América essa é a impressão que eu tenho ao assistir televisão. /
América isso está certo? /
E melhor eu pôr as mãos à obra. /
É verdade que não quero me alistar no Exército ou girar tornos /
em fábricas de peças de precissão. De qualquer forma sou /
míope e psicopata. / América estou encostando meu delicado ombro na roda.
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