segunda-feira, 17 de outubro de 2016


HANS BELLMER
Foi um desenhista e escultor surrealista alemão.
Nasceu em Katowice, Polônia, em 1902.
Por insistência de seu pai trabalhou numa fábrica
de aço e numa mina de carvão, depois de terminar
os exames de qualificação para o ingresso na universidade.
Entre 1922 e 1923 expõe seus desenhos na Polônia.
Enquanto estudava engenharia na Escola Politécnica
de Berlim, conheceu o dadaista John Heartfield e George
Grosz.
 Em 1924 abandonou a engenharia, trabalhou numa impressora de livros e depois como ilustrador.
Naquele inverno fez a sua primeira viagem a Paris.
Após seu casamento em 1927, participou de palestras na Bauhaus, e em 1930 viajou para Itália e a Tunísia.
Em 1933, para mostrar seu repúdio ao fascismo,
e a sua proposta estética decadente, começou a construir
bonecas tridimensionais articuladas, que fotografava
em poses eróticas. Os nazistas as catalogaram de
pornográficas, e as baniram como "arte degenerada".
Alguns desses trabalhos foram publicados em 1934
em edição autoral, outros foram publicados pela revista
surrealista "Le Minotaure" do grupo de Paris.
Em 1938 foi internado junto com Max Ernst,
num acampamento perto de Aix-en-Provence, por causa
da eclosão da Segunda Guerra Mundial. 
Ao ser liberado em 1941, renunciou a nacionalidade alemã
e fugiu para Castres, França, onde se casou com
sua segunda esposa.
Durante os anos de guerra, depois de ensaios 
com a abstração, Bellmer fez desenhos figurativos
cada vez mais próximos do Surrealismo.
Na era do pós-guerra, conseguiu plasmar o aspecto subconsciente da sexualidade em imagens alucinatórias
de sonho, trabalhando com a precisão dos antigos mestres, numa infusão de influências maneiristas e da Art
Nouveau.
Hans Bellmer morreu em fevereiro de 1975, legando 
uma obra em que a representação da obcenidade,
expressa uma rebelião contra a sociedade totalitária.

dados extraídos da Wikipédia   

BELLMER - Retrato de Man Ray - lápiz


BELLMER - Retrato de Wilfredo Lam - lápiz


BELLMER - Retrato de Michel Simon - lápiz


BELLMER - Retrato de Marcel Duchamp - lápiz - projeto para um selo postal


BELLMER - Retrato de Victor Brauner - lápiz


BELLMER - Retrato de Jean Arp - lápiz


BELLMER - Retrato


BELLMER - Retrato


BELLMER - Autorretrato


BELLMER


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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
Ilustração Política
DOUTRINA DO DESTINO MANIFESTO
A ESSÊNCIA DO IMPERIALISMO NORTEAMERICANO 

ROY LICHTENSTEIN


A Doutrina do Destino Manifesto, em inglês Manifest Destiny
expresa a crença de que o povo dos Estados Unidos é eleito
por Deus para civilizar a América, por isso o expansionismo
americano é apenas o cumprimento da vontade Divina.
Be Strong While Having Slaves (Seja Forte Tendo Escravos),
frase de propaganda política do século XIX que usava sua
cultura para que pessoas de outros países achassem que
os Estados Unidos eram o melhor país do mundo, virando
essas pessoas até contra seus países de origem.
O Destino Manifesto se tornou um termo histórico padrão,
frequentemente usado como um sinônimo para a expansão
territorial dos Estados Unidos. 
A Doutrina do Destino Manifesto e formações ideológicas afins foram usadas explicitamente pelo governo e pela
midia norteamericana durante a década de 1840, incluindo
a compra do Alaska. Esta ideologia é a essência 
do imperialismo norteamericano até os dias atuais.
O presidente James Buchanan, no seu discurso de posse
em 1857, deixou bem clara a determinação do domínio 
norteamericano: "A expansão dos Estados Unidos sobre
o Continente Americano, desde o Ártico até a América do Sul, é o destino de nossa raça, e nada pode detê-la".
Da mesma forma, o candidato a presidência do país Mitt
Romney, que afirma-se mais um homem de negocios 
que um estadista, no discurso de abertura de sua campanha, em 2012, disse: "Deus não criou este país para que fosse
uma nação de seguidores. Os Estados Unidos não estão destinados a ser apenas um dos vários poderes globais
en equilíbrio. Os Estados Unidos devem conduzir o mundo
ou outros o farão..."  
O EXTERMINIO DOS POVOS INDÍGENAS
DA AMÉRICA DO NORTE

EDWARD CURTIS


No início da sua história, os Estados Unidos
eram formados por treze colônias. Ao se libertar
da Inglaterra, houve a necessidade de expansão
para o Sul e para o Oeste. O comércio e a industria
estavam crescendo rapidamente, havendo portanto a necessidade de aumentar os seus limites de atuação.
Ao passar do tempo, iniciou-se um sentido maior 
de patriotismo no povo das treze colônias. O avanço
pelo continente gerou muitas batalhas contra os índios
americanos. Nestas batalhas, foram exterminadas
muitas nações indígenas que viviam há milhares de anos
naquelas terras. Cada vez que havia uma vitória contra
o "inimigo", formava-se um sentimento de superioridade
sobre os outros povos, realimentando o sentimento
expansionista. Nesse contexto, pode-se citar Benjamin
Franklin quando dizia: "Se faz parte dos designios
da Providência extirpar esses "selvagens" para abrir espaço
aos cultivadores de terra, parece-me oportuno que o rum
seja o instrumento apropriado. 
Ele já aniquilou todas as tribos que antes habitavam 
a costa".
O SENTIMENTO 
DE SUPERIORIDADE RACIAL

MURALISMO DE LOS ÁNGELES, CALIFORNIA


Esta "superioridade racial" acabou se transformando
com o tempo na ideologia do Destino Manifesto,
que se realimentou gerando uma idéia fixa de predestinação
dos norteamericanos sobre os outros povos americanos
descendentes de indígenas hispánicos e escravos negros.
Capítulo aparte era o sentimento de superioridade racial dos norteamericanos sobre os negros, estes, eram considerados
um "elo" entre os animais e os seres humanos.

A AMÉRICA PARA OS AMERICANOS
Em 1821 o senador por Massachusetts, Edward Everett,
demonstrando o pensamento estadounidense sobre
os seus vizinhos da América Latina declarou: "Nem com todos os tratados que possamos fazer, nem com todo 
o dinheiro que emprestamos, poderemos transformar
seus Bolivars em Washingtons..."
Quando os norteamericanos referem-se a si mesmos
como "americanos", somente repetem a frase 
mais conhecida do presidente James Monroe, proferida
no congresso estadounidense em 1823: A América para
os americanos. 
O contexto se refería à interferência européia
nas então colônias em fase de independência.
No início do século XX, durante a política do Big Stick
de Theodoro Roosevelt, foi adotado no sentido imperialista
conhecido como "Corolário Roosevelt à Doutrina Monroe",
que consistia em considerar a "América 
para os norteamericanos".         
A INVASÃO DO TEXAS

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

ROBERT RAUSCHENBERG - "Águia" - pintura e colagem


Entre 1820 e 1830, os norteamericanos começaram
a invadir lentamente o território do Texas, que pertencia
a República do México. Era uma invasão benigna, a través
da compra de terras, muito baratas. 
Ao entrar em território mexicano, os grandes latifundiários
levaram consigo as oligarquias e o trabalho escravo.
(O comportamento era muito parecido com o "coronelismo")
No México não havia escravatura, pois era proibida
pela Constituição. Em 1835, o governo mexicano aprovou
a Constituição Centralista Mexicana, reforçando a proibição
da escravidão no território do país. Os grandes oligarcas
norteamericanos, donos daquelas terras financiaram, então,
uma revolução e proclamaram a independência do Texas
em 1836, que passou a ser um protetorado dos Estados Unidos.

A REPÚBLICA DO TEXAS
 Tão logo foi reconhecida a independência da república
do Texas pelos norteamericanos, fez-se um pedido formal
de anexação à nação vizinha, sob a alegação de que
os laços raciais do povo texano eram muito mais estreitos
com os Estados Unidos do que com o México. Desta forma,
em 1845, o Texas foi anexado ao território estadounidense.
Após a libertação do Texas, o povo mexicano da região
de fronteira era muito violento, aumentando o índice
de criminalidade. Medidas de contenção do banditismo
geraram muitos desentendimentos entre os dois países.
Em 1846, houve um conflito de fronteiras entre os Estados Unidos e o México, e os norteamericanos acabaram declarando a guerra ao país vizinho invadindo seu território
e "libertando" a California, Novo México, Nevada, Arizona e Utah. Metade do território mexicano foi perdido para 
os Estados Unidos, e grande parte do povo latino da região,
ou foi morto, ou expulso para o que restou do México.

dados extraídos literalmente da Wikipédia