terça-feira, 9 de dezembro de 2014

FROMANGER - Série "Boulevard des Italiens" - acrílico


FROMANGER - Série "Boulevard des Italiens" - acrílico


FROMANGER - Série "Boulevard des Italiens" - acrílico


FROMANGER - Série "Boulevard des Italiens" - acrílico


FROMANGER - fotografia modelo para pintura


FROMANGER - Série "Boulevard des Italiens" - acrílico


FROMANGER - Série "Boulevard des Italiens" - acrílico


FROMANGER - Série "Boulevard des Italiens" - acrílico


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
DAVID HOCKNEY
A POP ART INGLESA
REINVENÇÃO DO FAUVISMO

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

DAVID HOCKNEY
Pintor, gravador e fotógrafo
Um dos artistas mais importantes da Pop Art Inglesa. Nasceu em Bradford, Inglaterra, em 1937.
Quando estudante de arte no Royal College de Londres,
faz amizade com Ronald Kitaj, e na exposição Jovens
Contemporâneos, organizada pelo mesmo colegio, seu trabalho se destaca, anunciando, junto com Peter Blake
a chegada da Pop Art na Inglaterra. Ele foi associado ao movimento desde as primeiras obras, nas quais apresentava elementos expressionistas e influência de Francis Bacon.
Uma visita a California, onde posteriormente morou por
muitos anos, o inspirou a fazer uma série de pinturas
de piscinas de grandes dimensões que posteriormente
compuseram um painel mural.
Hockney fez cenografias para o Royal Court Theatre,
e para o Metropolitan Opera, e pintou retratos em diferentes
períodos de sua carreira a partir de 1968.
No início de 1980, começou a produzir colagens-foto, que ele chamou de "marceneiros". Foi o primeiro a utilizar impressões Polaroid a cores, numa "colcha de retalhos",
para fazer fotomontagens com imagens de uma mesma pessoa, tiradas de perspectivas diferentes, que quando
compostas juntas, mudam a percepção visual, numa afinidade com o Cubismo.
A partir de 2005 começa a pintar uma extensa série de paisagens de inspiração fauvista, chegando em sua pesquisa de cor, próximo do Psicodelismo, uma tendência
visual que impregnou os anos 70.

dados extraídos da Wikipédia

HOCKNEY - "Palco" - acrílico 1963


HOCKNEY - Auto-retrato - acrílico - (década de 1970)


HOCKNEY - acrílico


HOCKNEY - acrílico


HOCKNEY - guache


HOCKNEY - acrílico


HOCKNEY - Auto-retrato - acrílico


HOCKNEY - "Piscina" - acrílico


HOCKNEY - "Celia" - lápiz e aquarela 1973


HOCKNEY - "Celia" - lápiz 1973


HOCKNEY - "O irrigador" - acrílico 1967


HOCKNEY - Retrato do pai - bico de pena 1972


HOCKNEY - acrílico


HOCKNEY - acrílico


HOCKNEY - "Celia" - lápiz


HOCKNEY - "Celia" - lápiz e nanquim - 1980


HOCKNEY - acrílico 1971


HOCKNEY - "Piscina com trampolim amarelo" - acrílico 1978


HOCKNEY - "Piscina com trampolim preto" - acrílico 1978


HOCKNEY - acrílico


HOCKNEY - acrílico


HOCKNEY - acrílico


HOCKNEY - "Nick" - lápiz de cor - 1972


HOCKNEY - nanquim


HOCKNEY - "Ann Upton no espelho, com fundo verde" - acrílico 1979


HOCKNEY - "Célia com vestido floreado" - aquarela e nanquim - 1974


HOCKNEY - acrílico


HOCKNEY - hidrográfica


HOCKNEY - acrílico


HOCKNEY - acrílico


HOCKNEY - acrílico


domingo, 7 de dezembro de 2014

CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
O CONHECIMENTO SECRETO - III
David Hockney
Pesquisa Sobre Óptica na Arte Ocidental

GIOTTO DI BONDONE - afresco - detalhe


Tal como a maioria dos pintores, imagino, quando observo
pinturas estou tão interessado em "como" foram pintadas
quanto em "o que" dizem ou "por que" foram pintadas (essas
questões, é claro, são relacionadas). Tendo eu próprio 
pelejado para usar a óptica, descobrí que estava agora observando as pinturas de um novo modo. Era capaz de
identificar características ópticas e, para surpresa minha,
podia vê-la na obra de outros artistas - e a coisa remontava
aos anos 1430, ao que parecia. Creio que foi no fim do século XX que isso se tornou evidente. Foi necessária
a tecnologia nova, sobretudo o computador, para vê-lo.
Os computadores deram lugar a impressões coloridas
mais baratas e de melhor qualidade, conduzindo a uma
grande melhora nos últimos 15 anos no padrão de livros
de arte (mesmo 20 anos atrás, a maioria ainda era em
preto e branco). E agora com fotocopiadoras coloridas
e impressoras pessoais qualquer um pode ter acesso
a reproduções baratas mas de boa qualidade em casa,
e assim pôr lado a lado obras que estavam antes separadas
por imensas distâncias. Foi isso o que fiz em meu estúdio
e o que me permitiu ver a coisa em toda a sua amplitude.
Somente ao reunir desse modo as imagens que comecei 
a notar coisas; e tenho certeza de que essas coisas só
poderiam ser vistas por um artista, um fazedor de marcas,
que não está tão afastado, ou da ciência, quanto um historiador de arte. Afinal, estou dizendo apenas que os
artistas sabiam em outro tempo usar uma ferramenta,
e que esse conhecimento se perdeu.

GIOTTO DE BONDONE - Itália 1266-1337 - afresco, vista parcial - Pintura anterior ao Renascimento e a utilização da óptica


GIOTTO DE BONDONE - afresco - detalhe


Como vimos, os artistas encontraram meios de superar
as características impostas pelas limitações do equipamento,
fazendo "colagem" de varios elementos numa pintura maior -
mas esses elementos ainda são vistos de frente 
e em close-up. São as habilidades composicionais dos artistas que nos convencem de que tudo está situado num espaço coerente.
Quando as lentes convencionais se tornaram grandes o bastante e de qualidade boa o suficiente para serem usadas
no lugar de um espelho côncavo. varios artistas fizeram essa
transição mas ela é vista com a máxima clareza na obra de
Caravaggio. Ele usou a lente com tamanha imaginação
que seu exemplo cedo exerceu influência por toda a Europa.
  

MICHELANGELO CARAVAGGIO - vista parcial


LEONARDO DA VINCI - Retrato de Genebra de' Benci - óleo 1474


Em meu mural sobresai nossa velha amiga Mona Lisa (1503). Seu retrato foi o primeiro a evidenciar feições
tão suaves. O sutil sombreado ao redor dos olhos e boca
são completamente diversos de tudo que aparecera antes,
incluindo o próprio retrato de Ginevra de Benci, pintado
30 años antes. Terá Leonardo usado a óptica para a Mona
Lisa? Não sei, mas o certo é que ele observara imagens nítidas do mundo tridimensional numa superficie plana e
em cores vivas. Ele com certeza tinha conhecimento das lentes. Em seus cadernos de notas, ele descreve a câmara escura e imagens produzidas por ela. Suas fenomenais habilidades de desenhista são bem conhecidas,
e ele tal vez tenha precisado somente ver a imagem projetada para recriar sua aparência.

LEONARDO DA VINCI - A Gioconda - óleo 1506


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
O CONHECIMENTO SECRETO - II
David Hockney
PESQUISA SOBRE ÓPTICA NA ARTE OCIDENTAL

ANTHONY VAN DICK


Detalhes de armaduras de Van Dick,
formidavelmente pintadas, o que seria
muito difícil de fazer sem a utilização
da óptica.

ANTHONY VAN DYCK