O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
LEONARDO FRÓES
Itaperuna, Rio de Janeiro 1941
Poeta, tradutor e jornalista.
Foi redator de "Jornal do Brasil', "O Globo"
e também da Enciclopédia Británica. Esteve
ligado durante dez anos, ao "Jornal da Tarde"
de São Paulo, onde assinava a coluna Verde.
Foi um dos primeiros a difundir no Brasil,
a conciência ecológica.
Viveu durante alguns anos em Nova Iorque
e em alguns países europeus.
A tradução constitui sua principal atividade
profissional. Traduziu para o português,
livros de William Faulkner, D.H. Lawrence,
Rabindranat Tagore e Lawrence Ferlinghetti.
Desde os anos 70, mora em Petrópolis, região
serrana do Rio de Janeiro, com a sua mulher,
a fotógrafa Regina Lustosa.
Bibliografia
Poesia
Lingua Franca, 1968
A Vida Em Comum, 1969
Esquecí de Avisar Que estou Vivo, 1973
Anjo Tigrado, 1975
Sibilitz, 1981
Assim Missa, 1986
Argumentos Invisíveis, 1995
Um Mosaico Chamado a Paz do Fogo, 1997
Quatorce Quadros Redondos, 1998
Chinês Com Sono Seguido Por Clones do Inglês, 2005
Contos
Contos Orientais
Baseados em Fontes da Antiga Ásia, 2oo3
Biografias
Um Outro Varela, 1990
dados extraídos da Wikipédia
Itaperuna, Rio de Janeiro 1941
Poeta, tradutor e jornalista.
Foi redator de "Jornal do Brasil', "O Globo"
e também da Enciclopédia Británica. Esteve
ligado durante dez anos, ao "Jornal da Tarde"
de São Paulo, onde assinava a coluna Verde.
Foi um dos primeiros a difundir no Brasil,
a conciência ecológica.
Viveu durante alguns anos em Nova Iorque
e em alguns países europeus.
A tradução constitui sua principal atividade
profissional. Traduziu para o português,
livros de William Faulkner, D.H. Lawrence,
Rabindranat Tagore e Lawrence Ferlinghetti.
Desde os anos 70, mora em Petrópolis, região
serrana do Rio de Janeiro, com a sua mulher,
a fotógrafa Regina Lustosa.
Bibliografia
Poesia
Lingua Franca, 1968
A Vida Em Comum, 1969
Esquecí de Avisar Que estou Vivo, 1973
Anjo Tigrado, 1975
Sibilitz, 1981
Assim Missa, 1986
Argumentos Invisíveis, 1995
Um Mosaico Chamado a Paz do Fogo, 1997
Quatorce Quadros Redondos, 1998
Chinês Com Sono Seguido Por Clones do Inglês, 2005
Contos
Contos Orientais
Baseados em Fontes da Antiga Ásia, 2oo3
Biografias
Um Outro Varela, 1990
dados extraídos da Wikipédia
RADIAL X
surto absurdo absorto
ânsia de presença maciça
massa musical momentânea
tonalidades dispersivas da luz
musculatura brutalidade candura
durações do pensamento no éter
formoso remorso da geometria
quebra de situações pontuais
espelhos sutis homologados
sismografias dissolutas
ânimo indeterminado dos ares
voracidade das vontades.
Leonardo Fróes
surto absurdo absorto
ânsia de presença maciça
massa musical momentânea
tonalidades dispersivas da luz
musculatura brutalidade candura
durações do pensamento no éter
formoso remorso da geometria
quebra de situações pontuais
espelhos sutis homologados
sismografias dissolutas
ânimo indeterminado dos ares
voracidade das vontades.
Leonardo Fróes
SOBRENATUREZA - I
existe uma força que me surpreende lá fora
de mim. Quando a porta roça o quarto
arrebenta em silêncio. Uma força estranha
e familiar às nuvens do meu lento passar
em certas curvas
carregando por exemplo esse galho
que eu sinto me puxar para o fundo
do chão. Chamo-a força dá espécie, cruzamento
de vento e musgo. O fundo poço das dobras
dos olhares de cada dois por acaso
existe uma força que me surpreende lá fora
de mim. Quando a porta roça o quarto
arrebenta em silêncio. Uma força estranha
e familiar às nuvens do meu lento passar
em certas curvas
carregando por exemplo esse galho
que eu sinto me puxar para o fundo
do chão. Chamo-a força dá espécie, cruzamento
de vento e musgo. O fundo poço das dobras
dos olhares de cada dois por acaso
SOBRENATUREZA - II
a força existe na parede dos olhos
samba contida e doida em cada gesto
a força brinca em branco de sorrisos e choros
afoga e surpreende
passa eternamente alheia a quem somos
no simples ato lento de eu me abrir um instante.
estava a língua presa uma longa
na estrada do princípio das coisas
com tudo que podia e não era
e nem na realidade pensava
no simples sentimento da terra
molhada pelo sol das vertentes
ou fundas aspirações latentes
por dentro de um homem centro nenhum
em cada pisada branca no chão.
Leonardo Fróes
a força existe na parede dos olhos
samba contida e doida em cada gesto
a força brinca em branco de sorrisos e choros
afoga e surpreende
passa eternamente alheia a quem somos
no simples ato lento de eu me abrir um instante.
estava a língua presa uma longa
na estrada do princípio das coisas
com tudo que podia e não era
e nem na realidade pensava
no simples sentimento da terra
molhada pelo sol das vertentes
ou fundas aspirações latentes
por dentro de um homem centro nenhum
em cada pisada branca no chão.
Leonardo Fróes
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
UM DIA, UM GATO
Meus sapatos de feltro são canoas que bóiam
na confusão do asfalto. Vejo aflitos, esbarro
em monstros, quase atinjo recém-nascidos largados
no rio caudaloso, mas os braços, o instinto,
fazem-se de remos e desviam meus passos.
Nem mesmo a súbita beleza me prende,
que passa em forma de pessoa. Navego
nos mocasins do ópio da eternidade, meio tonto
com o tinir dos talheres no restaurante.
Meus sapatos de feltro são canoas que bóiam
na confusão do asfalto. Vejo aflitos, esbarro
em monstros, quase atinjo recém-nascidos largados
no rio caudaloso, mas os braços, o instinto,
fazem-se de remos e desviam meus passos.
Nem mesmo a súbita beleza me prende,
que passa em forma de pessoa. Navego
nos mocasins do ópio da eternidade, meio tonto
com o tinir dos talheres no restaurante.
Sigo sem deus, alimentado. E sem nexo,
pensativo no leme dos sapatos querendo
chorar de impotência ante a crueldade. A polícia
no entanto surge e alinha os passos
de porrete na mão. Buzinam insistentemente ao redor
de algum corpo caído, embrulho incômodo. Ondas
de turbulência me eliminam da cena
e dobro sem querer uma esquina, onde encontro um gato.
Leonardo Fróes
pensativo no leme dos sapatos querendo
chorar de impotência ante a crueldade. A polícia
no entanto surge e alinha os passos
de porrete na mão. Buzinam insistentemente ao redor
de algum corpo caído, embrulho incômodo. Ondas
de turbulência me eliminam da cena
e dobro sem querer uma esquina, onde encontro um gato.
Leonardo Fróes
METAFÍSICA E BISCOITO
no meio dos latidos da noite
quando o silêncio atinge a qualidade
dos latidos da morte e as folhas caem
impressionalvelmente sangradas;
no meio frio de um colchão inquieto
com os olhos pensativos resvalando no teto
e as mãos descendo pelo corpo
como a buscar sua realidade longínqua
no meio dos latidos da noite
quando o silêncio atinge a qualidade
dos latidos da morte e as folhas caem
impressionalvelmente sangradas;
no meio frio de um colchão inquieto
com os olhos pensativos resvalando no teto
e as mãos descendo pelo corpo
como a buscar sua realidade longínqua
A imagem fotográfica e aquela que permite
deter o olhar e deste modo fazer emergir
desejos e questionamentos, construindo
vínculos raros em nossas experiências mediáticas.
A relação da imagem fotográfica com seu referente,
ou com o real, no transcorrer dos tempos, desde os primórdios da fotografia aos dias atuais, pode ser lida
sob três aspectos: I - Como espelho do real - o discurso
da mimese - onde há semelhança entre a imagem fotográfica e o real. II - Como transformação do real -
o discurso do código e da desconstrução - que modifica
a imagem capturada por meio de cortes, cores
e enquadramentos, posibilitando assim uma transformação
da realidade. III - Como índice, quando o retorno ao referênte é eminente, ou seja, o referênte adere. A foto
em primeiro lugar é índice. Só depois pode tornar-se
parecida e adquire sentido. Nos primórdios , o objetivo da fotografia era o de fixar imagens obtidas através da câmara escura, conhecida já por Leonardo da Vinci.
A descoberta de Daguerre, em 1839, causou extranhamento
e surpressa. As imagens traziam uma fidelidade com o real
e uma riqueza de detalhes jamais vista nas pinturas renascentistas, e que dificilmente as mãos de um pintor
alcançariam, Se os pintores renascentistas e mais tarde os
barrocos, investiam em uma perspectiva realista, jamais
pensaram na pintura como uma transposição direta do mundo concreto para a tela. A fotografia, devido a sua relação direta com o real, encantou um grande número de pessoas e provocou a ira e a desconfiança de vários críticos
e artistas. Dentre eles o poeta francés Charles Baudelaire.
O poeta acusa a fotografia como acusa a futilidade do burgués pela moda. Mesmo assim tinha entre seus amigos
íntimos, o fotógrafo Félix Nadar, que defendia o caráter
artístico da fotografia. Ao criticar duramente a fotografia como arte, Baudelaire acreditava estar salvando a pintura
de uma catástrofe. Ela seria um instrumento, um servidor
da memória, simples testemunho do que foi, seu papel seria, portanto, o de conservar o traço do passado ou o de auxiliar as ciências em seu esforço para uma melhor apreensão da realidade. A preocupação de Baudelaire era com o esquecimento da arte ocasionado pela mecanização
e industrialização da fotografia.
As reações contra a industrialização da arte se deram
no século XIX, por causa do afastamento da "criação" e do "criador", o que provocaria uma perda de sensações, realidades interiores e riqueza do imaginário de cada artista.
Pela primeira vez no processo de reprodução, a mão,
peça fundamental na construção artística, era excluída,
sendo superada pela fotografia, atribuições que agora cabiam unicamente aos olhos. Walter Benjamim, em
"A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica"
reflete sobre as grandes controversias do século XX, entre
pintura e fotografia, disse: "a fotografia permitiu que
a pintura entregasse o "testemunho. Isto anuncia um novo
rumo para a arte. Ela pode se desprender do real, não
precissa ser "testemunho", portanto, não precissa ser indicial". Há pintores que utilizaram a fotografia, ou melhor, se valeram do seu caráter indicial, do traço, pelo seu poder
de lembrança e consequentemente, pelo poder de retorno
ao referênte. Entre as tendências que se valeram da lógica
do índice, podemos mencionar o Surrealismo e a Pop Art.
deter o olhar e deste modo fazer emergir
desejos e questionamentos, construindo
vínculos raros em nossas experiências mediáticas.
A relação da imagem fotográfica com seu referente,
ou com o real, no transcorrer dos tempos, desde os primórdios da fotografia aos dias atuais, pode ser lida
sob três aspectos: I - Como espelho do real - o discurso
da mimese - onde há semelhança entre a imagem fotográfica e o real. II - Como transformação do real -
o discurso do código e da desconstrução - que modifica
a imagem capturada por meio de cortes, cores
e enquadramentos, posibilitando assim uma transformação
da realidade. III - Como índice, quando o retorno ao referênte é eminente, ou seja, o referênte adere. A foto
em primeiro lugar é índice. Só depois pode tornar-se
parecida e adquire sentido. Nos primórdios , o objetivo da fotografia era o de fixar imagens obtidas através da câmara escura, conhecida já por Leonardo da Vinci.
A descoberta de Daguerre, em 1839, causou extranhamento
e surpressa. As imagens traziam uma fidelidade com o real
e uma riqueza de detalhes jamais vista nas pinturas renascentistas, e que dificilmente as mãos de um pintor
alcançariam, Se os pintores renascentistas e mais tarde os
barrocos, investiam em uma perspectiva realista, jamais
pensaram na pintura como uma transposição direta do mundo concreto para a tela. A fotografia, devido a sua relação direta com o real, encantou um grande número de pessoas e provocou a ira e a desconfiança de vários críticos
e artistas. Dentre eles o poeta francés Charles Baudelaire.
O poeta acusa a fotografia como acusa a futilidade do burgués pela moda. Mesmo assim tinha entre seus amigos
íntimos, o fotógrafo Félix Nadar, que defendia o caráter
artístico da fotografia. Ao criticar duramente a fotografia como arte, Baudelaire acreditava estar salvando a pintura
de uma catástrofe. Ela seria um instrumento, um servidor
da memória, simples testemunho do que foi, seu papel seria, portanto, o de conservar o traço do passado ou o de auxiliar as ciências em seu esforço para uma melhor apreensão da realidade. A preocupação de Baudelaire era com o esquecimento da arte ocasionado pela mecanização
e industrialização da fotografia.
As reações contra a industrialização da arte se deram
no século XIX, por causa do afastamento da "criação" e do "criador", o que provocaria uma perda de sensações, realidades interiores e riqueza do imaginário de cada artista.
Pela primeira vez no processo de reprodução, a mão,
peça fundamental na construção artística, era excluída,
sendo superada pela fotografia, atribuições que agora cabiam unicamente aos olhos. Walter Benjamim, em
"A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica"
reflete sobre as grandes controversias do século XX, entre
pintura e fotografia, disse: "a fotografia permitiu que
a pintura entregasse o "testemunho. Isto anuncia um novo
rumo para a arte. Ela pode se desprender do real, não
precissa ser "testemunho", portanto, não precissa ser indicial". Há pintores que utilizaram a fotografia, ou melhor, se valeram do seu caráter indicial, do traço, pelo seu poder
de lembrança e consequentemente, pelo poder de retorno
ao referênte. Entre as tendências que se valeram da lógica
do índice, podemos mencionar o Surrealismo e a Pop Art.
Esse caráter indicial, agora visível na fotografia,
pode ser resgatado desde os primórdio da pintura
e a escultura. Os homens do Paleolítico Superior -
período que se estende desde cerca de 38.000 a.C
até 9.000 a.C, em que o homo sapiens apareceu
na Europa - utilizavam um procedimento empregado
pelos australianos de hoje, que consiste em introduzir
um pó colorido em um tubo oco e soprar. Assim se
procede para conseguir as mãos em padrão, que são
inúmeras nas cavernas de Lascaux, na França. O pintor
colocava a mão na parede e soprava o pó em torno.
É a técnica mais primitiva de decalque ou impressão.
A imagem gerada pelo sopro do pó colorido, se torna um
traço de algo desaparecido, algo que esteve alí e não
está mais.
________________________________________________
A palavra fotografia deriva das palavras gregas photos (luz)
e graphia (escrita), significando escrita da luz. A luz desenha
a sombra da mesma forma que grava o fotograma.
Um fenómeno muito simples, que se deve a propagação
retilínea da luz, pode ser observado com o auxílio de uma câmara escura, aparelho descrito pela primeira vez por Leonardo da Vinci.
A câmara escura é uma caixa fechada, sendo que uma de suas paredes feita de vidro fosco. No centro da parede oposta, há um pequeno orifício. Quando colocamos diante
dele, a certa distância, um objeto fortemente iluminado,
vê se formar sobre o vidro fosco, uma imagem invertida desse objeto.
A câmara escura foi usada por artistas no século XVI para
auxiliar na elaboração de esboços das pinturas. De certo
modo, a máquina fotográfica é uma câmara escura, incrementada com lentes e filme fotográfico.
No inicio do século XX, a relação entre fotografia e arte
se estreitou ainda mais na chamada "arte contemporânea",
em que a arte insiste em se impregnar da lógica indiciária,
própria da fotografia.
Três tendências artísticas que têm a fotografia como fundamento, incorporadas à arte norte americana na segunda metade do século XX, no limiar do Modernismo
e na passagem do que hoje consideramos como arte
contemporânea, são: o Expressionismo Abstrato, a Pop
Art e o Hiper Realismo.
________________________________________________
EXPRESSIONISMO ABSTRATO
Foi um movimento pictórico norte americano
muito popular no pós-guerra, e o primeiro
a atingir influência mundial.
Ganhou esse nome por combinar a intensidade
emocional do Expressionismo Alemão, com
a estética anti figurativista das escolas abstratas
europeias, como o Futurismo, a Bauhaus e o
Cubismo Sintético.
Um dos principais nomes do Expressionismo Abstrato
foi Robert Rauschenberg, que usava em suas obras
a tradição dadaista da colagem, transformando grandes
superfícies, telas, paredes, em acúmulo de materiais,
em sobreposições de suportes, de camadas de pintura, de imagens, de texturas e até mesmo de objetos.
Nesse contexto de agrupamento de objetos, a fotografia
passa a ter um sentido duplo em suas obras - de pintor
e não de fotógrafo - A fotografia é ao mesmo tempo
um objeto e um suporte material, incorporada na obra pintada. Suas combinações ou agrupamentos não são
somente regidos pela lógica da montagem, mas igualmente
com a lógica do traço, de índice.
POP ART
Com raízes no Dadaísmo de Marcel Duchamp,
começou a tomar forma no final da década de 1950,
quando alguns artistas, após estudarem os símbolos
e produtos do mundo da propaganda nos Estados
Unidos, passaram a transformá-los em tema de suas obras.
Representavam assim, os componentes mais ostensivos
da cultura popular, de poderosa influência na vida cotidiana
da segunda metade do século XX. Retorna a arte figurativa,
com outra roupagem, em oposição ao Expressionismo Abstrato que dominava a cena estética, desde o final
da Segunda Guerra Mundial.
Sua iconografia era a da televisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade.
Um gosto cada vez mais insistente pela encenação
e formalização do objeto de consumo, o estereótipo,
o já pronto, o cliché, o cotidiano, latas de sopa, Marilyn,
Elvis, etc, um interesse maior de tudo que precede do
múltiplo, da cópia do original, da transporte fotográfico.
A relação entre a Pop Art e a fotografia é privilegiada,
pois não é simplesmente utilitária nem estético-formal,
é quase ontológico, sendo que a fotografia exprime a filosofia da Pop Art.
HIPER REALISMO
Também conhecido como realismo fotográfico ou
foto realismo, é uma tendência que busca mostrar
nas obras uma abrangência muito grande de detalhes,
tornando-as quase idênticas a uma fotografia ou
a uma cena da realidade. Destacaram-se nesta tendência,
artistas plásticos fotógrafos como Chuck Close e Richard
Estes.
As obras hiper reais, por apresentarem uma exatidão
de detalhes minuciosa e impessoal, geram um efeito de irrealidade, são paradoxais, no sentido de que são tão
perfeitas que parecem reais. O objetivo do Hiper Realismo
não é a reprodução, mas a representação que acrescenta,
que é excessiva.
________________________________________________
A fotografia indicou novos rumos para a arte.
Assim nos valemos de idéias de Picasso,
que constam de um diálogo do pintor com
o fotógrafo Brassai, seu amigo, em 1939.
Disse Picasso: "Quando você vê tudo que
é possível exprimir através da fotografia,
descobre tudo que não pode ficar por mais
tempo no horizonte da representação picturial.
Por que o artista continuaria a tratar de sujeitos
que podem ser obtidos com tanta precissão
pela objetiva de um aparelho de fotografia?
Seria absurdo, não é?
A fotografia chegou no momento certo, para
libertar a pintura de qualquer anedota, de
qualquer literatura, e até do sujeito".
Matheus Mazini Ramos
pode ser resgatado desde os primórdio da pintura
e a escultura. Os homens do Paleolítico Superior -
período que se estende desde cerca de 38.000 a.C
até 9.000 a.C, em que o homo sapiens apareceu
na Europa - utilizavam um procedimento empregado
pelos australianos de hoje, que consiste em introduzir
um pó colorido em um tubo oco e soprar. Assim se
procede para conseguir as mãos em padrão, que são
inúmeras nas cavernas de Lascaux, na França. O pintor
colocava a mão na parede e soprava o pó em torno.
É a técnica mais primitiva de decalque ou impressão.
A imagem gerada pelo sopro do pó colorido, se torna um
traço de algo desaparecido, algo que esteve alí e não
está mais.
________________________________________________
A palavra fotografia deriva das palavras gregas photos (luz)
e graphia (escrita), significando escrita da luz. A luz desenha
a sombra da mesma forma que grava o fotograma.
Um fenómeno muito simples, que se deve a propagação
retilínea da luz, pode ser observado com o auxílio de uma câmara escura, aparelho descrito pela primeira vez por Leonardo da Vinci.
A câmara escura é uma caixa fechada, sendo que uma de suas paredes feita de vidro fosco. No centro da parede oposta, há um pequeno orifício. Quando colocamos diante
dele, a certa distância, um objeto fortemente iluminado,
vê se formar sobre o vidro fosco, uma imagem invertida desse objeto.
A câmara escura foi usada por artistas no século XVI para
auxiliar na elaboração de esboços das pinturas. De certo
modo, a máquina fotográfica é uma câmara escura, incrementada com lentes e filme fotográfico.
No inicio do século XX, a relação entre fotografia e arte
se estreitou ainda mais na chamada "arte contemporânea",
em que a arte insiste em se impregnar da lógica indiciária,
própria da fotografia.
Três tendências artísticas que têm a fotografia como fundamento, incorporadas à arte norte americana na segunda metade do século XX, no limiar do Modernismo
e na passagem do que hoje consideramos como arte
contemporânea, são: o Expressionismo Abstrato, a Pop
Art e o Hiper Realismo.
________________________________________________
EXPRESSIONISMO ABSTRATO
Foi um movimento pictórico norte americano
muito popular no pós-guerra, e o primeiro
a atingir influência mundial.
Ganhou esse nome por combinar a intensidade
emocional do Expressionismo Alemão, com
a estética anti figurativista das escolas abstratas
europeias, como o Futurismo, a Bauhaus e o
Cubismo Sintético.
Um dos principais nomes do Expressionismo Abstrato
foi Robert Rauschenberg, que usava em suas obras
a tradição dadaista da colagem, transformando grandes
superfícies, telas, paredes, em acúmulo de materiais,
em sobreposições de suportes, de camadas de pintura, de imagens, de texturas e até mesmo de objetos.
Nesse contexto de agrupamento de objetos, a fotografia
passa a ter um sentido duplo em suas obras - de pintor
e não de fotógrafo - A fotografia é ao mesmo tempo
um objeto e um suporte material, incorporada na obra pintada. Suas combinações ou agrupamentos não são
somente regidos pela lógica da montagem, mas igualmente
com a lógica do traço, de índice.
POP ART
Com raízes no Dadaísmo de Marcel Duchamp,
começou a tomar forma no final da década de 1950,
quando alguns artistas, após estudarem os símbolos
e produtos do mundo da propaganda nos Estados
Unidos, passaram a transformá-los em tema de suas obras.
Representavam assim, os componentes mais ostensivos
da cultura popular, de poderosa influência na vida cotidiana
da segunda metade do século XX. Retorna a arte figurativa,
com outra roupagem, em oposição ao Expressionismo Abstrato que dominava a cena estética, desde o final
da Segunda Guerra Mundial.
Sua iconografia era a da televisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade.
Um gosto cada vez mais insistente pela encenação
e formalização do objeto de consumo, o estereótipo,
o já pronto, o cliché, o cotidiano, latas de sopa, Marilyn,
Elvis, etc, um interesse maior de tudo que precede do
múltiplo, da cópia do original, da transporte fotográfico.
A relação entre a Pop Art e a fotografia é privilegiada,
pois não é simplesmente utilitária nem estético-formal,
é quase ontológico, sendo que a fotografia exprime a filosofia da Pop Art.
HIPER REALISMO
Também conhecido como realismo fotográfico ou
foto realismo, é uma tendência que busca mostrar
nas obras uma abrangência muito grande de detalhes,
tornando-as quase idênticas a uma fotografia ou
a uma cena da realidade. Destacaram-se nesta tendência,
artistas plásticos fotógrafos como Chuck Close e Richard
Estes.
As obras hiper reais, por apresentarem uma exatidão
de detalhes minuciosa e impessoal, geram um efeito de irrealidade, são paradoxais, no sentido de que são tão
perfeitas que parecem reais. O objetivo do Hiper Realismo
não é a reprodução, mas a representação que acrescenta,
que é excessiva.
________________________________________________
A fotografia indicou novos rumos para a arte.
Assim nos valemos de idéias de Picasso,
que constam de um diálogo do pintor com
o fotógrafo Brassai, seu amigo, em 1939.
Disse Picasso: "Quando você vê tudo que
é possível exprimir através da fotografia,
descobre tudo que não pode ficar por mais
tempo no horizonte da representação picturial.
Por que o artista continuaria a tratar de sujeitos
que podem ser obtidos com tanta precissão
pela objetiva de um aparelho de fotografia?
Seria absurdo, não é?
A fotografia chegou no momento certo, para
libertar a pintura de qualquer anedota, de
qualquer literatura, e até do sujeito".
Matheus Mazini Ramos
ROBERT RAUSCHENBERG
Texas 1915 - Flórida, Estados Unidos 2008
Foi um artista pintor e serígrafo que transitou
pelo Expressionismo Abstracto e pela Pop Art.
Estudou na Academia Julian, em Paris, e com
Josef Albers, antes de se fixar em Nova Iorque,
onde fez amizade com Jasper Johns e com o
compositor John Cage.
Rauschenberg é considerado um dos artistas
de vanguarda da década de 1950, pois foi nessa época,
que, depois das séries de superfícies com jornal
amassado, começou a produzir a chamada combine
painting, utilizando garrafas de Coca Cola, embalagens
de produtos industrializados e pássaros empalhados
para a criação de uma pintura composta não somente
da massa pigmentária, mas incluindo também objetos.
Esses trabalhos foram precursores da Pop Art.
Rauschenberg fes parte do Movimento Dadá em Nova
Iorque, empregando processos de colagem fotográfica
e serigrafia, e produzindo impressões diretas de objetos
imagísticos sobre placas sensibilizadas.
Na década de 1960, usou o silk-screen para imprimir
imagens fotográficas em grandes extensões de tela
e gigantescas placas de acrílico, unificando a composição através de grossas pinceladas de tinta.
dados extraídos da Wikipédia
Texas 1915 - Flórida, Estados Unidos 2008
Foi um artista pintor e serígrafo que transitou
pelo Expressionismo Abstracto e pela Pop Art.
Estudou na Academia Julian, em Paris, e com
Josef Albers, antes de se fixar em Nova Iorque,
onde fez amizade com Jasper Johns e com o
compositor John Cage.
Rauschenberg é considerado um dos artistas
de vanguarda da década de 1950, pois foi nessa época,
que, depois das séries de superfícies com jornal
amassado, começou a produzir a chamada combine
painting, utilizando garrafas de Coca Cola, embalagens
de produtos industrializados e pássaros empalhados
para a criação de uma pintura composta não somente
da massa pigmentária, mas incluindo também objetos.
Esses trabalhos foram precursores da Pop Art.
Rauschenberg fes parte do Movimento Dadá em Nova
Iorque, empregando processos de colagem fotográfica
e serigrafia, e produzindo impressões diretas de objetos
imagísticos sobre placas sensibilizadas.
Na década de 1960, usou o silk-screen para imprimir
imagens fotográficas em grandes extensões de tela
e gigantescas placas de acrílico, unificando a composição através de grossas pinceladas de tinta.
dados extraídos da Wikipédia
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