sábado, 22 de novembro de 2014

FLÁVIO DE CARVALHO - Retrato de Assis Chateaubriand - nanquim 1971


FLÁVIO DE CARVALHO - nanquim 1956


FLÁVIO DE CARVALHO - nanquim


FLÁVIO DE CARVALHO - nanquim 1942


FLÁVIO DE CARVALHO - Performance: "Experiência Nº 3" - (apresentação do saiote ao público) - 1956


FLÁVIO DE CARVALHO - Dois projetos de cadeiras modernistas - madeira pintada - Bienal de Veneza 1950


FLÁVIO DE CARVALHO - Projeto abitacional - São Paulo 1936


FLÁVIO DE CARVALHO - Idem


FLÁVIO DE CARVALHO - Projeto do Palácio de Governo - São Paulo 1927


FLÁVIO DE CARVALHO - Fazenda Capuava - São Paulo 1970


SÉRIE TRÁGICA - AGONIA DA MÃE - 9 DESENHOS 
LÁPIZ - 1947

FLÁVIO DE CARVALHO - Série Trágica


FLÁVIO DE CARVALHO - Série Trágica


FLÁVIO DE CARVALHO - Série Trágica


FLÁVIO DE CARVALHO - Série Trágica


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

FLÁVIO DE CARVALHO - Série Trágica


FLÁVIO DE CARVALHO - Série Trágica


FLÁVIO DE CARVALHO - Série Trágica


FLÁVIO DE CARVALHO - Série Trágica


FLÁVIO DE CARVALHO - Série "Trágica"


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
NÁSSARA
A CARICATURA ABSTRATA

ANTÔNIO NÁSSAR, na cobertura do navio, voltando dos Estados Unidos, em 1939


ANTÔNIO GABRIEL NÁSSARA, mais conhecido 
por NÁSSARA 
Rio de Janeiro 1910-1996.
Compositor carnavalesco e caricaturista.
Foi o grande inovador do traço na caricatura para a imprensa brasileira. De todos os desenhistas dessa época, a proposta
gráfica de "mestre Nássara", era a que mais se alinhava
com a estética modernista, na ruptura das formas
acadêmicas. Seu desenho (que ele realizava utilizando uma caneta tinteiro de arquiteto chamada "tiralinhas", hoje praticamente extinta), desconstroi as formas da face, sem perder a semelhança com o retratado, numa economia de traços que chega ao signo. 
Nássara é o "reinventor" do portrait-charge, praticando uma grafia abstrata relacionada com a Arte Moderna, e referência
do atual grafite.
Carioca filho de libaneses, começou a compor marchinhas
carnavalescas na década de 1930, disputando e vencendo
concursos com Lamartine Babo, Noel Rosa e Ary Barroso.
Frequentou os cursos da Escola de Belas Artes, mas não se formou.
Trabalhou nos jornais: "Carioca", "O Globo", "Última Hora", "Pasquim", e Revista "O Cruzeiro".
Seu maior sucesso como compositor foi a marcha "Alá-lá-ô",
em parceria com Haroldo Lobo, ficando conhecido por seu estilo de parodiar ou citar composições famosas em suas próprias músicas. É tido também como o primeiro autor
de um jingle comercial brasileiro.
Em 1990, foi homenajeado com uma exposição coletiva de
caricaturistas, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.

Trimano

dados extraídos da Wikipédia

NÁSSARA - Ary Barroso - Jornal "Carioca" - nanquim 1935


NÁSSARA - Jean Paul Sartre - Jornal "Última Hora" - nanquim 1952


NÁSSARA - Janio Quadros - Jornal "Pasquim" - nanquim 1974


NÁSSARA - Arthur Bernardez - Revista "Diretrizes" - nanquim 1948


NÁSSARA - Janio Quadros - Jornal "Pasquim" - nanquim 1975


NÁSSARA - desenhando com seu "peculiar tiralinhas"


NÁSSARA - Silas de Oliveira e Natal da Portela - Jornal Pasquim - nanquim 1980


NÁSSARA - Ary Barroso - Revista Diretrizes - nanquim 1947


NÁSSARA - Goebbels - Revista "O Cruzeiro" - nanquim 1943


NÁSSARA - Revista Diretrizes - nanquim 1941


NÁSSARA - Capa do Jornal "Pasquim" - 1978


NÁSSARA - Jornal "Pasquim" - nanquim


NÁSSARA - Otto Maria Carpeaux - nanquim - jornal Pasquim - 1978


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
SEMANA DE ARTE MODERNA DE 1922
O MODERNISMO BRASILEIRO

VICTOR BRECHERET - Fauno - nanquim 1921


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A Semana de arte Moderna também chamada
Semana de 22, ocorreu em São Paulo no ano
de 1922, entre os dias 11 e 17 de fevereiro, 
no Teatro Municipal da Cidade.
O governador do Estado de São Paulo da época,
Washington Luiz, apoiou o Movimento, especialmente
por meio de René Thiollier, que solicitou o patrocínio
para levar os artistas do Rio de Janeiro: Plínio Salgado
e Menotti del Picchia, membros do seu partido, 
o Republicano Paulista. 
Apesar do designativo Semana, o evento ocorreu em três dias. Em cada dia da semana se trabalhou um aspecto cultural: pintura, escultura, poesia, literatura e música.
O evento marcou o inicio do Modernismo no Brasil,
e tornou-se referência nacional do século XX.
A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira
renovação da linguagem na busca da experimentação,
e da liberdade criadora na ruptura com o passado.
O evento marcou época ao apresentar novas idéias
e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio
de concertos, antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte plástica
exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura, com
desenhos arrojados e modernos.
O adjetivo "novo" passou a ser usado em todas as manifestações que propunham linguagens interessantes.
Participaram da Semana de 22: Mario de Andrade, Oswald
de Andrade, Victor Brecheret, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Menotti del Picchia, Guilherme de Almeida, Sergio
Milliet, Heitor Villa Lobos e Emiliano Di Cavalcanti, entre outros.
A Semana de Arte Moderna ocorreu em uma época cheia
de turbulências políticas e sociais, econômicas e culturais.
As novas vanguardas surgiam e o mundo se espantava
com as novas linguagens desprovidas de regras.
Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana de 22
não foi bem entendida em sua época. Ela se encaixa
no contexto da República Velha (1889-1930), controlada
pelas oligarquias cafeeiras - as familias quatrocentonas.
O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República
e a elite paulista, totalmente influenciada pelos padrões
estéticos tradicionais.
O objetivo dos modernistas era o de renovar o ambiente
cultural da cidade, com: "a perfeita demostração do que
há em nosso meio nas artes e as letras, sob um ponto de vista rigorosamente atual", como informava o jornal Correio Paulistano, órgão do Partido Paulista, em 29 de janeiro
de 1922.


TARSILA DO AMARAL - Operários - óleo 1933


A nova intelectualidade brasileira dos anos 20, viu-se
em um momento de necessidade de abandono dos
antigos ideais estéticos do século XIX ainda em moda
no país.
Exemplares do "Futurismo Italiano" de Filippo Marinetti
chegavam ao Brasil e começavam a influenciar alguns
escritores, como Oswald de Andrade e Guilherme
de Almeida.

Alguns eventos que motivaram a Semana de 22:

1912 - Oswald de Andrade retorna da Europa, impregnado
do Futurismo de Marinetti, e declara: "estamos atrasados cinquenta anos em cultura, chafurdados ainda em pleno
"parnasianismo".
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1913 - O pintor lituano Lasar Segall realiza "a primeira
exposição de pintura não acadêmica em nosso país",
nas palavras de Mario de Andrade.
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1914 - Primeira exposição de Anita Malfatti, que retorna da Europa trazendo influências pós-impressionistas.
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Publicação de "Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema"
livro de poemas de Mario de Andrade em protesto contra
a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
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Publicação de Moisés e Juca Mulato, poema regional
de Menotti del Picchia, que obteve sucesso junto ao público.
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Publicação de "A cinza das Horas" de Manuel Bandeira.


VICENTE DO REGO MONTEIRO


1917 - Segunda exposição de Anita Malfatti em São Paulo
exibindo quadros expressionistas (na sua estada na Europa,
Anita foi aluna do pintor expressionista Lovis Corinth, quem
marcou a sua obra). A mostra foi mal recebida pelo público
da provinciana São Paulo, e o escritor de histórias infantis Monteiro Lobato, (crítico de arte improvisado) escreveu uma crítica destructiva sobre a pintora, intitulada "Paranoia ou Mistificação", publicada pelo jornal O Estado de São Paulo. Este artigo foi o "estopim" do Modernismo Brasileiro, já que provocou a união dos jovens artistas, levando-os a discutir a necessidade de divulgar coletivamente o Movimento.
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1919 - Publicação de "Carnaval" de Manuel Bandeira,
já com versos livres.
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Exposições de quadros de Vicente do Rego Monteiro,
em Recife e no Rio de Janeiro, explorando a temática indígena.
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Mostra de desenhos e caricaturas de Di Cavalcanti, denominada "Fantoches da Meia Noite", em São Paulo.
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Na época a midia reagiu de forma conservadora ao movimento da Semana de 22, referindo-se aos modernistas
como "subversores da arte" ou "espíritos cretinos e débeis"
conceitos empregados pelos nazistas anos mais tarde, na
montagem das suas exposições de obras confiscadas aos
artistas e museus, intituladas "Arte Degenerada", com o propósito de ridicularizar a Arte Moderna. Mas, teve uma exeção, o jornal Correio Paulistano, que apoiou os lançamentos e críticas do Movimento.

dados extraídos da Wikipédia
CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
EMILIANO DI CAVALCANTI
O SER NACIONAL
A MULHER BRASILEIRA

EMILIANO DI CAVALCANTI
(Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo)


Pintor modernista, ilustrador, caricaturista e muralista.
Começou a trabalhar ainda adolescente, fazendo ilustrações
para a revista Fon-Fon, publicação que consagrou-se principalmente na caricatura política e na charge social.
Em 1916 transferiu-se para São Paulo, onde ingressou 
na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. 
Começa a pintar e torna-se amigo de Mario e Oswald de
Andrade. Entre 11 e 18 de fevereiro de 1922, participa do
grupo de artistas e escritores que organizaram a Semana de
Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo, criando para essa ocasião, as peças promocionais do evento: catálogo e programa. Faz a sua primeira viagem a Europa
em 1923, permanecendo em Paris até 1925. 
Expôs em diversas cidades: Londres, Berlim, Bruxelas
e Amsterdã, em Paris conheceu Picasso, Léger e Matisse.
Em 1926 retorna ao Brasil e ingressa ao Partido Comunista.
Cria os painéis de decoração do Teatro João Caetano no
Rio de Janeiro.
Em 1932, funda, junto com Flavio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado o Clube dos Artistas Modernos.
Filia-se ao partido Comunista Brasileiro.
Sofre a primeira prisão durante a Revolução Constitucionalista de 1932. 
Casa-se com a pintora Noêmia Mourão. 
Publica o álbum A Realidade Brasileira, série de doze desenhos satirizando o militarismo da época.
Viaja a Lisboa onde expõe no Salão O Século, ao retornar
é preso novamente. 
Em 1936, escondeu-se na Ilha de Paquetá, onde é preso junto com Noêmia. Libertado por amigos, segue para Paris, lá permanecendo até 1940.
Com a iminência da Segunda Guerra, deixa Paris e retorna ao Brasil, fixando-se em São Paulo. Um lote de mais de quarenta obras despachadas da Europa não chegam a destino extraviando-se.
Passou a combater abertamente o abstracionismo através
de conferências e artigos. Viajou para Uruguai e Argentina,
expondo em Buenos Aires. Em 1946, retornou a Paris em busca dos quadros desaparecidos, nesse mesmo ano expõe na Associação Brasileira de Imprensa do Rio de Janeiro.
Ilustra livros de Vinicius de Moraes, Álvarez de Azevedo
e Jorge Amado.
Em 1947 se separa de Noêmia Mourão.
Expõe na Cidade do México em 1949.
Participa da I Bienal de São Paulo em 1951.
Doa mais de quinhentos desenhos ao museu de Arte Moderna do Rio de janeiro.
Em 1956 publica o relato biográfico "Viagem da Minha Vida"
pela Editora Civilização Brasileira.
Recebe a proposta de Oscar Niemeyer para a criação das imagens das tapeçarias decorativas do Palacio da Alvorada.
Pinta as estações da Via Sacra da Catedral Metropolitana
de Nossa Senhora Aparecida, em Brasilia.
Ganhou uma sala especial na Bienal Interamericana 
do México, recebendo medalha de ouro.
Em 1966 seus trabalhos desaparecidos na década de 40
foram localizados nos porões da Embaixada Brasileira.
A sua pintura "Cinco Moças de Guaratinguetá" foi reproduzida em selo postal.
Di Cavalcanti faleceu no Rio de Janeiro em 26 de outubro de 1973.

dados extraídos da Wikipédia
  

DI CAVALCANTI - Cena de bar - litografia 1933


DI CAVALCANTI - Auto-retrato - óleo 1943


DI CAVALCANTI - Autobiografia ilustrada - Editora Civilização Brasileira - Rio de Janeiro 1955


DI CAVALCANTI - Ilustração - nanquim


DI CAVALCANTI - Ilustração - nanquim


DI CAVALCANTI - Ilustração - nanquim


DI CAVALCANTI - A negra "Cinturinha" - óleo 1955


DI CAVALCANTI - Roda de samba - óleo 1929


DI CAVALCANTI - Paisagem do subúrbio carioca - óleo 1930


DI CAVALCANTI - Carnaval (Mascarada) - óleo 1940


DI CAVALCANTI - Paisagem com grande árvore verde - óleo 1959


DI CAVALCANTI - Ciganos (A refeição dos camponeses) - óleo


DI CAVALCANTI - Nascimento de Vénus - óleo 1940