domingo, 2 de novembro de 2014

JOSÉ MEDEIROS - Rio de Janeiro 1969


JOSÉ MEDEIROS - 1950


JOSÉ MEDEIROS - Índio chavante - Expedição Roncador Xingu - 1949


JOSÉ MEDEIROS - Índias Kayapó - Aldeia Gorotire - 1957


JOSÉ MEDEIROS - Iaôs - Candomblé - Bahia 1957


JOSÉ MEDEIROS - Iaôs - Candomblé - Bahia 1967


JOSÉ MEDEIROS - Iaôs - Candomblé - Bahia 1957


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
TICUNA - Pinturas da Floresta
A ARTE ABORIGINE DOS POVOS DO AMAZONAS

Fotografia: JUSSARA GRUBER

TICUNAS (Tikuna, Tukuna ou Maguta)
são um povo amerindio que habita atualmente
a fronteira entre o Perú, o Brasil, e o trapézio amazônico,
na Colômbia. Formam uma sociedade de 50.000 indivíduos,
divididos entre Brasil (36 mil), Colômbia (8 mil) e Perú (7 mil)
(Pesquisar o povo Ticuna na Wikipédia)
As Pinturas da Floresta, reunem os mais belos mitos
e imagens que povoam o imaginário dessa aldeia indígena.
localizada na Floresta Amazônica, na região do alto Solimões. Esboçam diversos aspectos da tradição da tribo,
incluindo signos da fauna e flora nacionais, bem como alusões a personagens sobrenaturais da floresta. Ao evocar
a memória da mata, o olhar do índio revela suas raízes, ritos,
festas, armas e adereços. Mais do que um painel histórico
do cotidiano dos Ticuna, a mostra representa a afirmação
da cultura aborigine e a excelência da sua produção artística.

dados extraídos do catálogo da exposição TICUNA - Pinturas da Floresta - apresentada
no Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro em 2004

sábado, 1 de novembro de 2014

TICUNA - Pinturas da Floresta


TICUNA - Pinturas da Floresta


TICUNA - Pinturas da Floresta


TICUNA - Pinturas da Floresta


TICUNA - Pinturas da Floresta


TICUNA - Pinturas da Floresta


TICUNA - Pinturas da Floresta


TICUNA - Pinturas da Floresta


TICUNA - Pinturas da Floresta


TICUNA - Pinturas da Floresta


TICUNA - Pinturas da Floresta


TICUNA - Pinturas da Floresta


TICUNA - Pinturas da Floresta


TICUNA - Pinturas da Floresta


TICUNA - Pinturas da Floresta


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
ARTE PRIMITIVA & UTILIDADE DA ARTE

TICUNA - Pinturas da Floresta


Alguns teóricos gostam de classificar as artes como
"maiores" e "menores", conforme se relacionem com
as limitações da técnica, do mercado o do caráter
utilitário. Por esse critério, a maior das artes seria 
a poesia, podendo ser realizada apenas com palavras
e gestos, não necessitando de material e técnica, livre
do mercado. A menor delas seria a fotografia, se tratando
de uma elaboração tecnológica com pouco espaço e elaboração pessoal. Seguindo esta mentalidade, no fundo 
do poço encontramos o artesanato, considerado como feito
apenas para o mercado, segundo regras pré-estabelecidas
(quantos artistas consagrados não agem desta forma?)
O artesanato é acussado de visar utilidades práticas, fato
inadmissível numa obra de arte verdadeira. Peças como jarros, cadeiras, porta copos ou imãs de geladeira, sabemos claramente para que foram feitos. Outros objetos tem sua
utilidade menos explícita, podendo ser considerados um
mero adorno, mas isso já basta para ser considerado como
posuidor de alguma utilidade prática.

Usar esse critério para diferenciarmos o artesanato da arte
acaba se mostrando problemático. Mesmo as obras de arte
mais conhecidas e representativas acabam apresentando
algum tipo de utilidade, muitas vezes semelhante aquela
atribuída ao artesanato ou a arte primitiva.
Tanto os objetos da arte clássica como os da arte renascentista foram realizados para serem objeto de adoração ou para favorecerem politicamente quem encomendou. Ainda que também fossem manifestações
bastante pessoais, foram financiadas por pessoas que visavam uma utilidade prática.

A arte ainda hoje se mostra "útil". Os organizadores
de exposições escolhem os artistas visando atrair grande
público, ganhando para si prestigio e poder político. Obras
são negociadas em leilões a altos preços, sendo investimento seguro e uma forma de burlar o imposto de renda.

O artista primitivo, por sua vez, não vê sentido na divisão
entre arte e artesanato. Todo objeto que realiza tem sua utilidade, mesmo que invisível aos nossos olhos. Poderíamos portanto dizer que tudo o que ele faz é artesanato  Por outro lado, esses objetos utilitários são
o principal meio pelo qual as sociedades primitivas
manifestam seus valores, seus temores e sua história.

Se olharmos com cuidado a forma como os "primitivos"
encaram a sua arte, veremos o quanto a sua arte é livre.
Seus utensilhos poderiam muito bem não conter nenhum tipo de intervenção artística e se manteriam eficientes da mesma forma.

Através de seus ritos, sua música, seus adornos, ou ainda, qualquer atividade que não esteja ligada a atender suas
necessidades mais práticas, o ser humano se reconhece como pessoa. A través da arte que chamam de "primitiva",
os membros de uma comunidade se identificam como povo.
E através da arte que o homem primitivo toma contato
com a sua própria identidade.

dados extraídos da Wikipédia

CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
NAIF BRASILEIROS

G.T.O - Roda viva


GERALDO TELES DE OLIVEIRA - G.T.O
Minas Geraes - 1913-1990

G.T.O - Carro - (peça móvel com ritmo de maracatú) - 1973


G.T.O - Luta de ginástica - 1973


G.T.O - Roda viva - 1973


G.T.O - Roda viva - 1974


G.T.O - Festividades religiosas - 1973


MADALENA SANTOS REINBOLT
Rio de Janeiro - 1919-1977

MADALENA SANTOS REINBOLT - Lagoa de março - bordado 1974


MADALENA SANTOS REINBOLT - Floresta - bordado


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

MADALENA SANTOS REINBOLT - Admirando a lua e a natureza no caminho de Teresópolis - bordado 1975


MARIA AUXILIADORA DA SILVA
São Paulo - 1938-1974

MARIA AUXILIADORA DA SILVA - Candomblé - óleo 1972


MARIA AUXILIADORA DA SILVA - Colheita de flores - óleo 1972


MARIA AUXILIADORA DA SILVA - Festa - óleo 1971


JOSÉ VALENTIM ROSA
Minas Geraes - 1914-1999

JOSÉ VALENTIM ROSA - pedra sabão 1975


JOSÉ VALENTIM ROSA - Peixe grejilla - peroba do campo 1975


JOSÉ VALENTIM ROSA - Mulher da selva - peroba do campo 1975


JOSÉ VALENTIM ROSA - Aranha tocaxiris - peroba do campo 1975


JOSÉ ANTONIO DA SILVA
São Paulo - 1909-1996

JOSÉ ANTONIO DA SILVA - Enterro no carro de bois - óleo 1969


JOSÉ ANTONIO DA SILVA - Colheita de algodão 1948


JOSÉ ANTONIO DA SILVA - Buqué - óleo 1948


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
ARTE NAIF = ARTE PRIMITIVA

JOSÉ ANTONIO DA SILVA


Arte Naif (ingênua, em francés) ou Arte Primitiva Moderna
é, em termos gerais, a arte que é produzida por artistas
em formação académica. Caracteriza-se pela simplicidade
e pela ausência de elementos formais da arte tradicional ocidental, como a perspectiva, harmonia cromática, composição, desenho clássico com correção anatómica,
ou mesmo referências tradicionais das pinturas de gênero.
O primeiro pintor a ser chamado de Naif foi o funcionário
da alfândega francesa Henri Rousseau, quando expós
pela primeira vez seus trabalhos no Salão dos Independentes em Paris, em 1886.
O que é Arte Primitiva?
Podemos encarar a Arte Primitiva como a arte primeira,
ou seja, aquela que representa as primeiras formas
de manifestação artística da humanidade. Incluimos nesta
classificação, tanto as primeiras obras de arte feitas pelo homem, quanto as obras realizadas pelas comunidades
que adotam o estilo de vida anterior a civilização.
Quando começamos a tentar discutir qual arte é fruto de uma civilização ou de um povo primitivo, começamos
a perceber que esta classificação pode esbarrar numa série
de preconceitos. As esculturas em bronze da Nigêria
ou em pedra da América Central, com as quais os europeus
se defrontaram no século XVI, não ficam atrás de suas
similares contemporânea.
Apesar de arqueólogos e historiadores de arte não terem
dúvidas em chamar de civilização os impérios africanos
e americanos, autores dessas obras de arte, muitos críticos
de arte ainda teimam em classificar essas obras como
Arte Primitiva. A justificativa dessa classificação está 
na definição de Arte Primitiva como arte dos povos não letrados.
Seguindo este parámetro, chama-se de Arte Primitiva,
tanto uma sofisticada escultura asteca em cristal, quanto
um cordão de dentes de capivara dos mais simples.
Muitos historiadores de arte, quando usam este critério
com seriedade, incluem nesta categoria os povos europeus
que não conheciam a escrita, como os celtas 
ou os germanos.
A história da arte, mesmo citando a importância de povos
da África e Asia, abordam principalmente a trajetória européia. Focalizando sua evolução a partir da arte grega
e do amadurecimento dos ideais estéticos da libertação
da rigidez nas oficinas ao final da Idade Média, suas crises
com a Revolução Industrial até hoje, e com a sua ampla
divulgação pelos meios de comunicação.
Os historiadores de arte definem como artistas verdadeiros
os individuos que tentam tornar sua obra única, inovadora,
ou desconcertante, que olham criticamente a arte de seu tempo, ao perceberem as deficiências, assumem conscientemente a proposta de superá-las. Curiosamente,
só reconhecem a participação de artistas europeus ou que
seguiram suas trilhas. 
Para estes historiadores, a Arte Primitiva não participa
dessa evolução, se situando anterior ou paralelo a ela. Alegam que o artista primitivo não teria propostas pessoais
a expressar em sua arte, somente se preocupando
em representar os valores de sua comunidade.
Essa tendência acaba menosprezando outras regiões com
tragetórias mais complexas, como China, India, América
Central e África Ocidental. Acabamos considerando varios
tipos diferêntes de arte, arte chinesa, arte egipcia, arte primitiva... dessa forma convencionou-se em chamar a arte europeia como A Arte, sendo tratada como objeto de folklore, qualquer manifestação artística que siga outros padrões.
Outra limitação está em presupor que o artista primitivo
estivesse preocupado apenas em representar os valores
pré-estabelecidos de sua comunidade. Ao lado dessa preocupação, existe a necessidade, ainda que inconsciente
de exprimir suas próprias experiências. Na Arte Primitiva
realmente existe uma relação íntima entre a arte 
e o cotidiano, mas não é apenas o dia a dia da comunidade
que influencia a sua arte. Também a sociedade acaba sendo
fortemente influenciada por suas manifestações artísticas.

dados extraídos da Wikipédia
CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
DJANIRA DA MOTTA E SILVA
O PRIMITIVO LATINOAMERICANO


DJANIRA DA MOTTA E SILVA
Avaré, São Paulo 1914 - Rio de Janeiro, Brasil 1979
Pintora, gravadora, ilustradora.
Aos 23 anos e internada com tuberculose no Sanatório Dória, em São José dos Campos, onde fez seu primeiro
desenho: um Cristo no gólgota. Com a melhora, continua
o tratamento no Rio de Janeiro, e reside em Santa Teresa
por causa do seu ar puro. Em 1930, aluga uma pequena casa no bairro e instala uma pensão familiar. Um de seus
hóspedes, o pintor Emeric Marcier, a incentiva e lhe da
aulas de pintura. Djanira também frequenta, à noite,
o curso de desenho do Liceu de Artes e Oficios.
Nesse período trava contato com o casal Arpád Szenes
e Maria Helena Vieira da Silva, com Milton da Costa,
Carlos Scliar e outros que vivem em Santa Teresa 
e frequentam o meio artístico.
Em 1942 expõe pela primeira vez no 48º Salão Nacional
de Belas Artes. No ano seguinte realiza sua primeira exposição individual na Associação Brasileira de Imprensa.
Em 1945 viaja para New York, onde entra em contato com
Fernand Léger, Joan Miró e Marc Chagall. 
De volta ao Brasil, pinta o mural "Candomblé", para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, Bahia,
e um painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viaja a estudo para a União
Soviética.
A sua pintura dos anos 40 é geralmente sombria, utiliza
tons rebaixados, como cinza, marrom e preto, mas já
apresenta o gosto pela disciplina geométrica. Na década
seguinte, sua palheta se diversifica, com o uso de cores
vibrantes.
Em 1950, em sua estada em Salvador conhece José Shaw
da Motta e Silva, funcionário público, e com ele se casa.
Em 1958, realiza o painel monumental de azulejos para a capela do túnel Santa Bárbara, no Catumbí, Rio de Janeiro.
Na década de 1970, desce às minas de carvão de Santa
Catarina para conhecer de perto a vida dos mineiros,
e viaja a Itabira para ver o serviço de extração de ferro.
Trabalha com xilogravura, gravura em metal, e faz desenhos
para tapeçaria e azulejaria.
Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio, realiza
uma grande retrospectiva de sua obra.
Disse Mario Pedrosa (1900-1981) se referindo a pintora:
"Djanira é uma artista que não improvisa, não se deixa arrebatar, e, embora possuam uma aparência ingênua
e instintiva, seus trabalhos são consequência de cuidadosa
elaboração para chegar à solução final".

dados extraídos da Wikipédia