O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
sábado, 26 de julho de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
A anatomia humana apresenta variações entre individuos,
segundo as idades, raça, sexo e biotipo.
É um vasto universo a ser descoberto pelo artista.
Podemos esquecer o nome de cada músculo ou região óssea, mas não devemos esquecer a realidade física do corpo inerte ou em movimento, para representá-lo
artisticamente. A anatomia artística é uma das bases do "tripé do conhecimento artístico figurativo", ou seja,
é um dos conhecimentos básicos na formação de um artista
figurativo, ao lado do estudo das técnicas e da composição.
O pintor que não deseja realizar obras figurativas pode escolher as texturas, a abstração, as cores, as paisagens,
como tripé para manter sua obra em pé. Mas terá, assim mesmo, que estudar profundamente o tema que pretende
representar, para alcançar a maestria.
Observando a evolução da história da arte, compreendemos
que não existe uma linha progressiva e contínua, onde os artistas teriam evoluido na compreensão e representação
da anatomia. Ocorreram oscilações em épocas diversas,
quando os artistas tiveram maior ou menor interesse
na representação anatómica, e suponho, conhecimento
dessa matéria. Para ilustrar este fato, vale lembrar que
a estética bizantina, onde a realidade anatómica e deixada
em segundo plano, é posterior à arte grega e romana,
que atingiram altos níveis de compreensão e representação
do corpo humano, nos baixo-relevos e esculturas.
A anatomia acompanha o ser humano há milhares de anos;
existem descrições anatómicas em textos antigos, como no
evangelho de São Lucas na Biblia, e na Ilíada de Homero.
Dante Alighieri descreve a "anatomia do diabo" na Divina
Comédia, e Cervantes utiliza termos anatómicos em Dom Quixote.
A anatomia acompanha a civilização, desenvolvendo-se
ao lado do conhecimento do corpo humano. Até o inicio
do século XVI, ainda não existia uma ciência anatómica
claramente definida. Versalius (nome latino de Andreas
van Wesel) nascido em 1514 em Bruxelas, Bélgica, estudava
medicina em Paris, e ainda estudante, praticava disecações
públicas para um grande número de espectadores.
No mundo moderno, novas tecnologias colaboram para que o corpo humano seja desvendado pela pesquisa anatómica,
através de scanners e métodos de cortes em baixa temperatura, que permitem aos estudiosos conhecer o corpo
humano de maneiras, antes impossíveis.
O ser humano foi, pouco a pouco, se especializando
e perdendo o conhecimento universal. Passou a entender
muito sobre um asunto e menos sobre todos os outros.
A inteligência se compartimentou e o sentido da palavra
"artista" se modificou.
A palavra "artista", perde definitivamente seu status renascentista graças a afirmação de Joseph Beuys, de que
para a arte contemporânea, todos, sem exceção, são artistas. Cabe lembrar que este mesmo artista passa dias
enjaulado, coberto de graxa, uivando como um lobo...
Não é mais necessário conhecer diversas matérias, adquirir
conhecimentos essenciais do ofício, ou adestrar o olhar e a mão, como fizeram os artistas a partir do Renascimento.
A arte contemporânea convive com lacunas na representação da figura humana, e com aberrações anatômicas diversas, provenientes do desconhecimento
anatómico, ou, em raras vezes, do exercício estético.
Para realizar obras contemporâneas, devemos aniquilar
a herança cultural dos antepassados, como desejavam
críticos e formadores de opinião do final do século XX?
Em outros setores do saber, como na medicina, matemática,
física, química, engenharia e tantas outras ciências, a experiência dos antepassados contribuiu para a evolução
do conhecimento, trazendo a herança de parâmetros
definidos e conhecimentos claros e comprovados, obtidos
através de árduas pesquisas. Estes conhecimentos são
completados pela pesquisa contemporânea que não cessa de acrescentar novas descobertas aos conhecimentos adquiridos pela herança histórica. O que seria desses setores do conhecimento se, à cada geração, fosse necessário redescobrir a partir do nada, de um ponto inicial
que se iniciaria a partir da negação do já adquirido?
Seguramente voltaríamos à Idade da Pedra.
Sérgio Prata
dados extraídos da Wikipédia
segundo as idades, raça, sexo e biotipo.
É um vasto universo a ser descoberto pelo artista.
Podemos esquecer o nome de cada músculo ou região óssea, mas não devemos esquecer a realidade física do corpo inerte ou em movimento, para representá-lo
artisticamente. A anatomia artística é uma das bases do "tripé do conhecimento artístico figurativo", ou seja,
é um dos conhecimentos básicos na formação de um artista
figurativo, ao lado do estudo das técnicas e da composição.
O pintor que não deseja realizar obras figurativas pode escolher as texturas, a abstração, as cores, as paisagens,
como tripé para manter sua obra em pé. Mas terá, assim mesmo, que estudar profundamente o tema que pretende
representar, para alcançar a maestria.
Observando a evolução da história da arte, compreendemos
que não existe uma linha progressiva e contínua, onde os artistas teriam evoluido na compreensão e representação
da anatomia. Ocorreram oscilações em épocas diversas,
quando os artistas tiveram maior ou menor interesse
na representação anatómica, e suponho, conhecimento
dessa matéria. Para ilustrar este fato, vale lembrar que
a estética bizantina, onde a realidade anatómica e deixada
em segundo plano, é posterior à arte grega e romana,
que atingiram altos níveis de compreensão e representação
do corpo humano, nos baixo-relevos e esculturas.
A anatomia acompanha o ser humano há milhares de anos;
existem descrições anatómicas em textos antigos, como no
evangelho de São Lucas na Biblia, e na Ilíada de Homero.
Dante Alighieri descreve a "anatomia do diabo" na Divina
Comédia, e Cervantes utiliza termos anatómicos em Dom Quixote.
A anatomia acompanha a civilização, desenvolvendo-se
ao lado do conhecimento do corpo humano. Até o inicio
do século XVI, ainda não existia uma ciência anatómica
claramente definida. Versalius (nome latino de Andreas
van Wesel) nascido em 1514 em Bruxelas, Bélgica, estudava
medicina em Paris, e ainda estudante, praticava disecações
públicas para um grande número de espectadores.
No mundo moderno, novas tecnologias colaboram para que o corpo humano seja desvendado pela pesquisa anatómica,
através de scanners e métodos de cortes em baixa temperatura, que permitem aos estudiosos conhecer o corpo
humano de maneiras, antes impossíveis.
O ser humano foi, pouco a pouco, se especializando
e perdendo o conhecimento universal. Passou a entender
muito sobre um asunto e menos sobre todos os outros.
A inteligência se compartimentou e o sentido da palavra
"artista" se modificou.
A palavra "artista", perde definitivamente seu status renascentista graças a afirmação de Joseph Beuys, de que
para a arte contemporânea, todos, sem exceção, são artistas. Cabe lembrar que este mesmo artista passa dias
enjaulado, coberto de graxa, uivando como um lobo...
Não é mais necessário conhecer diversas matérias, adquirir
conhecimentos essenciais do ofício, ou adestrar o olhar e a mão, como fizeram os artistas a partir do Renascimento.
A arte contemporânea convive com lacunas na representação da figura humana, e com aberrações anatômicas diversas, provenientes do desconhecimento
anatómico, ou, em raras vezes, do exercício estético.
Para realizar obras contemporâneas, devemos aniquilar
a herança cultural dos antepassados, como desejavam
críticos e formadores de opinião do final do século XX?
Em outros setores do saber, como na medicina, matemática,
física, química, engenharia e tantas outras ciências, a experiência dos antepassados contribuiu para a evolução
do conhecimento, trazendo a herança de parâmetros
definidos e conhecimentos claros e comprovados, obtidos
através de árduas pesquisas. Estes conhecimentos são
completados pela pesquisa contemporânea que não cessa de acrescentar novas descobertas aos conhecimentos adquiridos pela herança histórica. O que seria desses setores do conhecimento se, à cada geração, fosse necessário redescobrir a partir do nada, de um ponto inicial
que se iniciaria a partir da negação do já adquirido?
Seguramente voltaríamos à Idade da Pedra.
Sérgio Prata
dados extraídos da Wikipédia
quinta-feira, 24 de julho de 2014
AROLD RUDOLF FOSTER,
mais conhecido como HAL FOSTER,
nasceu em Halifax, Nova Escócia, em 1892
e morreu em Spring Hill, Estados Unidos, em 1982.
Foster ficou conhecido como o criador da história
em quadrinhos "Principe Valente".
Em 1928, ele começou uma das primeiras histórias
em quadrinhos de aventura, uma adaptação de
Edgar Rice Burroughs, "Tarzán", desenhada por Foster
até 1937, quando a história foi continuada por Burne Hogarth.
Nesse mesmo ano, ele criou o semanário
"Principe Valente", uma aventura ambientada nos tempos
medievais, e evitou os tradicionais balões de texto,
preferindo ter narração e diálogos em legendas,
o que aproxima os seus desenhos da ilustração literária,
do folhetim e do livro.
As suas ilustrações para quadrinhos são realistas,
e demonstram grande dominio do desenho da figura humana, se afastando das imagens dos comics "robotizados", onde super-homens-máquina substituem
aos humanos. Foster utiliza em seus relatos, desenhos muito limpos e precissos, com grande quantidade
de detalhes, e gestos dos personajes que somente podem ser desenhados por meio de projeção fotográfica, e nos remetem à pintura clássica e ào cinema.
As cenas de "Principe Valente", eram montadas
e fotografadas no estudio, da mesma forma que as cenas
de um filme ou de um anúncio publicitário.
mais conhecido como HAL FOSTER,
nasceu em Halifax, Nova Escócia, em 1892
e morreu em Spring Hill, Estados Unidos, em 1982.
Foster ficou conhecido como o criador da história
em quadrinhos "Principe Valente".
Em 1928, ele começou uma das primeiras histórias
em quadrinhos de aventura, uma adaptação de
Edgar Rice Burroughs, "Tarzán", desenhada por Foster
até 1937, quando a história foi continuada por Burne Hogarth.
Nesse mesmo ano, ele criou o semanário
"Principe Valente", uma aventura ambientada nos tempos
medievais, e evitou os tradicionais balões de texto,
preferindo ter narração e diálogos em legendas,
o que aproxima os seus desenhos da ilustração literária,
do folhetim e do livro.
As suas ilustrações para quadrinhos são realistas,
e demonstram grande dominio do desenho da figura humana, se afastando das imagens dos comics "robotizados", onde super-homens-máquina substituem
aos humanos. Foster utiliza em seus relatos, desenhos muito limpos e precissos, com grande quantidade
de detalhes, e gestos dos personajes que somente podem ser desenhados por meio de projeção fotográfica, e nos remetem à pintura clássica e ào cinema.
As cenas de "Principe Valente", eram montadas
e fotografadas no estudio, da mesma forma que as cenas
de um filme ou de um anúncio publicitário.
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