domingo, 8 de junho de 2014

ROBERTO RODRIGUES - "Feitiço" - nanquim


ROBERTO RODRIGUES - Página do jornal "Crítica" com a noticia difamatória que motivou o assassinato



ROBERTO RODRIGUES - "Arrependimento" - nanquim


ROBERTO RODRIGUES - "Dois intelectuais" - nanquim


ROBERTO RODRIGUES - O enterro" - nanquim


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
LUIS TRIMANO
O POEMA ILUSTRADO - O DESENHO A BICO DE PENA
Ilustrações para "A Paixão Medida" 
de Carlos Drummond de Andrade - Editora José Olimpio 
Rio de Janeiro 1980

Retrato de CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - nanquim e esferográfica - 1980


CARLOS DRUMMOND - Ilustração para o poema "A festa do Mangue" - nanquim - detalhe


CARLOS DRUMMOND - Ilustração para o poema "A festa do Mangue" - nanquim - detalhe


CARLOS DRUMMOND - Ilustração para o poema "A paixão medida" - nanquim


A PAIXÃO MEDIDA

Trocaica te amei, com ternura dáctila
e gesto espondeu
teus lambos aos meus com força entrelacei
em dia alcmânico, o instinto ropálico
rompeu, leonino
a porta pantâmetra
gemido trilongo entre breves murmúrios
e que mais, e que mais, no crepúsculo ecóico
senão a quebrada lembrança
de latina, de grega,  inumerável delicia?

CARLOS DRUMMOND - detalhe


CARLOS DRUMMOND - Ilustração para o poema "O prisioneiro" - nanquim


CARLOS DRUMMOND - Ilustração para o poema "Aparição" nanquim


CARLOS DRUMMOND - detalhe


CARLOS DRUMMOND - Ilustração para o poema "Confronto" nanquim


CONFRONTO

Bateu, Amor á porta da Loucura
deixe-me entrar, pediu, sou teu irmão
só tu me limparás da lama escura
a que me conduziu a paixão

A Loucura desdenha recebê-lo
sabendo quanto o Amor vive de engano,
mas estarrece de surpresa ao vê-lo,
de humano que era, assim tão inumano

E exclama: entra correndo, o pouso é teu
mais que ninguém mereces habitar
minha casa infernal, feita de breu

En quanto me retiro, sem destino,
pois não sei de mais triste desatino
que este mal sem perdão, o mal de Amor

CARLOS DRUMMOND - detalhe


sábado, 7 de junho de 2014

CARLOS DRUMMOND - Ilustração para o poema "O que viveu meia hora" - nanquim


CARLOS DRUMMOND - detalhe


CARLOS DRUMMOND - Ilustração para o poema "Nascer de novo" - nanquim - detalhe


CARLOS DRUMMOND - Ilustração para o poema "O marginal Clorindo Gato" - nanquim - detalhe


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
LIVIO ABRAMO
EXPRESSIONISMO E ABSTRACIONISMO

LIVIO ABRAMO - foto: Faiga Ostrower


LIVIO ABRAMO
Araraquara, São Paulo 1903 - Assunção, Paraguai 1992
Abramo foi um gravador de renome internacional, 
integrante de uma familia muito influente na arte, 
na imprensa e na política brasileiras. 
Militante trotkista, sindicalista e membro da "Oposição da Esquerda Internacional" no Brasil, junto com Mario Pedrosa, Livio Xavier, e Aristides Lobo, organização liderada
por León Trotski.
Realiza suas primeiras xilogravuras em 1926, influenciado
pelos temas humanos e sociais do Expressionismo europeu,
e introduz no Brasil a gravura moderna.
Em 1950, ganha um premio no Salão Nacional de Arte Moderna, e viaja a Europa, onde tem contato com a "não-figuração", vegente nesse momento, e que Livio incorporou
no seu trabalho essencialmente expressionista, assim como
elementos do geometrismo cubista, numa fusão vigorosa e imaginativa.
No inicio dos anos 20 entra em contato com a obra 
de Oswaldo Goeldi (1895-1961).
No começo dos anos 1930, influencia-se pela fase antropofágica de Tarsila do Amaral (1886-1973).
Durante o governo de Getúlio Vargas filiou-se ao Partido
Comunista Brasileiro (PCB), do qual foi expulso em 1932.
É preso por motivos políticos duas vezes. Ainda nessa época deixa de gravar para se dedicar ao sindicalismo.
Retorna a gravura em 1935, incorporando a temática social em seu trabalho. 
Em 1947, ilustra o livro "Pelo Sertão" de Afonso Arinos 
de Melo Franco, editado em 1949 pela Sociedade de Bibliófilos do Brasil.
Em 1962, é convidado pelo Itamaraty, a integrar a Missão
Cultural Brasil-Paraguay, posteriormente Centro de Estudos
Brasileiros. 
Muda-se para o Paraguay, onde passa a dirigir o setor
de Artes Plásticas e Visuais da Escola de Belas Artes 
de Assunção, e funda o Instituto Histórico e Artístico 
do Paraguay.
dados extraídos da Wikipédia

LIVIO ABRAMO - "Mulheres de Itapecerica da Serra" - xilogravura 1940


LIVIO ABRAMO - "Santos" - xilogravura sobre linoleum - 1929


LIVIO ABRAMO - "Vendedor de palmitos em Itapecerica da Serra" - xilogravura 1937


LIVIO ABRAMO - Ilustrações para "Pelo Sertão" de Afonso Arinos (1905-1990) - xilogravuras - 1946


LIVIO ABRAMO - Idem


LIVIO ABRAMO - Idem


LIVIO ABRAMO - Idem


LIVIO ABRAMO - Idem


LIVIO ABRAMO - "Mulata" - xilogravura 1952


LIVIO ABRAMO - "Negra" - xilogravura (detalhe) 1951


sexta-feira, 6 de junho de 2014

LIVIO ABRAMO - "Rio de Janeiro" - xilogravura 1953


LIVIO ABRAMO - "As chuvas - Paraguai" - xilogravura 1968


LIVIO ABRAMO - "As chuvas - Paraguai" - xilogravura 1968


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
OSWALDO GOELDI
PIONEIRO DO EXPRESSIONISMO NO BRASIL

OSWALDO GOELDI
Rio de Janeiro 1895-1961
Gravador e ilustrador.
Pioneiro do Expressionismo no Brasil.
Filho do cientista suiço Emilio Augusto Goeldi. 
Com apenas 1 ano de idade, muda-se
com a família para Belém, Pará, onde seu pai
dirigia o Museu Paraense de Ciências Naturais,
e onde viveu até 1905, quando se transferem para Berna, Suiça. Aos 20 anos, ingressa no curso de engenharia politécnica, em Zurique, mas não conclui. 
Em 1917, matricula-se na Escola de Artes e Oficios,
em Genebra, porém abandona o curso por julgá-lo
demasiado acadêmico. A seguir passa a ter aulas
nos ateliê dos artistas Serge Pahnke (1875-1950)
e Henry Van Muyden. No mesmo ano realiza
uma exposição individual em Berna, na galeria Wyss,
quando conhece a obra de Alfred Kubin (1877-1959),
sua grande influência artística, com quem se correspondeu
por vários anos. Em 1919, fixa-se no Rio de Janeiro,
e passa a  trabalhar como ilustrador para as revistas
"Para Todos" e "Ilustração Brasileira".
Dois anos depois realiza sua primeira individual no Brasil, no saguão do Liceu de Artes e Oficios. Em 1923 se inicia na xilogravura, e lança o album "10 xilogravuras em madeira de Oswaldo Goeldi" com introdução de Manuel Bandeira (1884-1968).
Em 1937, publica suas primeiras xilogravuras coloridas,
ilustrando "Cobra Norato" de Raul Bopp (1898-1984).
Em 1941, ilustra as obras completas de Dostoiévski, publicadas pela Editora José Olímpio.
Nas imagens urbanas criadas por Goeldi, há sempre uma atmosfera de solidão profunda. Figuras humanas se perdem nas ruas, becos e praças do subúrbio miserável, dominado pela escuridão, só rompida pela luz branca filtrada ou por pequenas superfícies de cor.
Em seu imaginário, ha também os pescadores e o mar,
protagonistas de cenas dramáticas, e a morte, presente
em varias de suas gravuras, pairando sobre a cidade.
dados extraídos da Wikipédia 

GOELDI - "O guarda chuvas vermelho" - xilogravura 1957


GOELDI - "Estrada na pedra - xilogravura


GOELDI - "O passante" - xilogravura


GOELDI - "Suburbio" - xilogravura


GOELDI - "Noite" - xilogravura 1927


GOELDI - O livro ilustrado - xilogravura


GOELDI - O livro ilustrado - xilogravura 1937


GOELDI - "Suburbio" - xilogravura


GOELDI - "Operários" - xilogravura 1949


GOELDI - "Suburbio" - água-forte


GOELDI - "Passante" - lápiz 1945


GOELDI - "Chuva" - lápiz 1950


GOELDI - Capa telada com impressão xilográfica do romance "Cobra Norato" de Raul Bopp - edição artesanal 1937