domingo, 15 de julho de 2012

O retrato fotográfico - ANTON TCHEKOV - Rússia 1860-1904 - Escritor e dramaturgo


O retrato fotográfico - TCHEKOV com León Tolstoy


O retrato fotográfico - TCHEKOV com Máximo Gorki


O retrato fotográfico - TCHEKOV com a esposa


O retrato fotográfico - ROSA LUXEMBURGO Polonia 1871 - Berlim, Alemanha 1919 - Filósofa marxista e co-fundadora do SPD


O retrato fotográfico - FRANZ KAFKA - Tchecoslovaquia 1883-1924 - Escritor


O retrato fotográfico - BOB MCFERRIN - Estados Unidos 1950 - Cantor e ritmista


O retrato fotográfico - JACK LONDON - Estados Unidos 1876-1916 - Escritor e ativista político


O retrato fotográfico - JUAN L. ORTIZ (Juan L.) - Entre Rios, Argentina 1896-1978 - Poeta


O retrato fotográfico - PATRICE LUMUMBA - República Democrática do Congo 1925-1961 - Político e primeiro ministro


O retrato fotográfico - HO CHI MIHN - Vietnã 1890-1969 - Estadista


O retrato fotográfico - ERNESTO 'CHE' GUEVARA - Argentina 1928 - Bolivia 1967 - Médico e comandante guerrilleiro


O Retrato

JACQUES LOUIS DAVID - "A Consagração de Napoleão I" - (detalhe)


Os retratos mais antigos da idade media,
aparecem em pedras funerárias
e como parte de manuscritos iluminados,
sendo um exemplo disso
o auto-retrato da escritora mística Hildegard de Binden.
Por volta de 1300, os retratos de figuras alegóricas
ou bíblicas por parte de mestres como Giotto,
começaram a ganhar relevância nos retábulos
e nas pinturas murais das igrejas.
A clase "media" de cidades como Veneza, Florença,
Nápoles ou Barcelona, financiou obras de arte,
tratando-se com frequência de ricos banqueiros
que assim expiavam o pecado de usura.
Assim nasce o costume de representar os doantes,
ou seja, a pessoa que encomenda a obra religiosa,
na própria composição religiosa,
como ocorre com o marchante-banqueiro
Enrico Degli Scrovegni, retratado no ato 
de doar a famosa "capela dos anjos",
pintada por Giotto, ou ajoelhado aos pés 
da figura sagrada, com frequência em proporções menores como símbolo da sua humildade
frente a divindade.
Nos retábulos aparece também o doador,
geralmente nas alas laterais,
e com o santo padroeiro do seu nome
agindo como intermediário frente a figura da Virgem
ou Jesus Cristo.

sábado, 14 de julho de 2012

OS POETAS
ALEXEI BUENO - "A Árvore Seca"
ilustrações: Trimano

TRIMANO - Ilustração para "Noturno" de Alexei Bueno - nanquim e esferográfica - 2012


NOTURNO


Sobre os seus saltos, sob a lua cheia,
Os travestis desfilam como garças,
Farsa carnal em meio às outras farsas
Que o mundo absurdo no aéreo chão semeia.


São deusas-mães usando liga e meia,
De ancas imensas, madeixas esparsas,
De enormes seios, piscando aos comparsas,
Buscando otários para a escusa teia.


São Vênus neolíticas chamando
Sombras confusas, entre os cães sem casa
E os negros ébrios. Seu barroco bando


Volveu, pulsante, dos tetos das grutas,
E anda na névoa, como numa vasa,
Rotundas popas balouçando enxutas.
A.B.

TRIMANO - Ilistração para "Lázaro" de Alexei Bueno - nanquim e esferográfica - 2012


LÁZARO


Cobrimos o mendigo que dormia
Com jornais, os jornais do extinto dia.


De fora só ficaram os sapatos
Cambaios, já roídos pelos ratos.


Acendemos então, junto, uma vela
e arengamos na luz branca e amarela.


Um círculo de povo já envolvia
Nosso pranto, e o pinguço nem tremia.


Volveu por fim do reino dos defuntos.
Debandada! E ele riu. Ríamos juntos.
A.B.

TRIMANO - Ilustração para "I.M.L." de Alexei Bueno - nanquim e esferográfica - 2012


I. M. L.


Na porta do boteco
Com flores de coroas
Que oferta às moças boas
Ele ergue o seu caneco


De alumínio gravado
Com o escudo do seu time,
E conta o último crime,
e olha o bordel fechado.


Sorrindo, no balcão,
Beberica e, prudente,
Fita a vaga onde, em frente,
Deixou o rabecão.


Então, se há um que lhe peça
Que lembre do seu carro,
Diz, dando um grosso escarro:
- Defunto não tem pressa.
A.B.

TRIMANO - Ilustração para "Lapa" de Alexei Bueno - nanquim e esferográfica - 2012


LAPA

Nesta casa antiga,
Sob estas volutas,
Como ri com as putas
Entre uma e outra briga.


Como virei copos
E extingui charutos,
Discuti com brutos,
Vaiei misantropos.


Urinei nas pias,
Vomitei nas portas,
Com passadas tortas
Vi nascer os dias.


Velha, velha casa,
Como ainda és a mesma
(Não tens dentro a lesma
Que nos afunda e abrasa.)
A.B. 
FREDERICO GOMES 
"Outono & Inferno"
ilustrações: Trimano
"Homem-fraude, Homem-estoque, Homem-escroque,
Homem-escroto,
é o burgués quem mais  recebe lambadas - 
as mesmas que já deram, por exemplo,
Mario de Andrade, D. H. Lawrence 
ou os poetas románticos dos quatro cantos da Terra -
neste Outono & Inferno de Frederico Gomes.
Nada então de assim tão novo?
Até certo ponto, nada,
porque nem mesmo a imolação de tantos artistas,
nos últimos 200 anos,
contribuiu para sofisticar nossa espécie
e destruir a couraça,
a "frieza metálica" dos que então acenderam
à gerência do mundo e a mantêm até hoje"


"Ao contrário de certa poesia débil,
que, sendo bordada com palavras,
apenas contribui para aumentar a desordem,
a deste livro ousa dizer o que quer.
Ela é um reflexo concreto da própria vida do autor,
que tem sido um exemplo de autenticidade,
sempre "desfraldando bandeiras inconformistas",
sempre olhando pensativo dos seus cantos de mesa,
por isso forte lá por dentro, onde ele sabe que 
"escrever / é apenas mais uma forma de silêncio".
LEONARDO FRÓES
extraido do prefacio de "Outono & Inferno" 

TRIMANO - Ilustração para "Villon" de Frederico Gomes - nanquim e esferográfica 2012


VILLON


Preferes da puta o sexo-torpeza
ao requinte do sexo-turmalina da burguesa


Ao Deus sério sobrepujas com deuses estorninhos
como sobrepuja-se à mesa a alegria dos vinhos


Preteres o convívio de mandachuvas iracundos
pela amizade fraternal de boêmios e vagabundos


Vês no tumulto do inferno lugar mais real
do que o fastio de um paraíso de anjos sem sal


Cantas do humano a podridão da morte
para melhor abrandar da vida o inexorável Norte


Preferes a sordidez da casa do hipócrita
à casa da hipocrisia do sórdido, inóspita


- O eterno! Diz um de modo vibrante.
Repeles com tédio e orgulho simultâneos:
                                                             - O instante


Ao culpado, crente ou teórico ofereces
o reino de risos e pássaros de tuas
                                                   antipreces...
F.G





sexta-feira, 13 de julho de 2012

TRIMANO - Ilustração para "Quase Sonetos" de Frederico Gomes - nanquim e esferográfica 2012


QUASE SONETOS


            1


Sou um monstro
selvagem e disforme
sobre teu ventre
- o corpo convexo.
Depois pouso a mão
                     em teu sexo
como se pousasse
            sobre uma ave que dorme.


              2  


Vejo-te-agora
como maçã ou fruta qualquer
que repousasse a imagem
numa tela que Guignard pintara:
         imagem que fulgura
                 em sua forma clara
como fulgura sobre a cama
    teu corpo saciado de mulher


                 3


O retorno à Terra
    após a desordem do coito
é lento, silencioso
- quase inverossímil:
acendo um cigarro,
   mastigas um biscoito,
enquanto limpo-te com o dedo
                           o borrão do rímel. 

TRIMANO - Ilustração para "1892-2002" de Frederico Gomes - nanquim e esferográfica 2012


1892-2002


Voz rumor dos rios
Voz quase-silêncio das planícies
Voz cantoria dos melros
Voz antivoz das estradas do Oeste
Voz roufenha do vento nas montanhas
Voz dos negros dos índios dos imigrantes
Voz dos becos das docas dos bares
Voz ruído das máquinas
Voz incessante dos mares
Voz dos animais das crianças das mulheres
Voz burburinho da Broadway
Voz das vozes múltiplas de Manhattan
Voz das vozes de toda a América
Voz das vozes das vozes de todos os lugares
whitmannianamente recolhidas em uma única voz:
Walt Whitman - o que eu queria dizer-te
é que relendo as folhas de relva
encontrei perdidas entre as páginas
duas pálidas pétalas de rosa
que alí deixara um moço (uma moça?)
em respeitosa homenagem
mais de um século após a tua morte
e que me pareceram o veludo da pele de tua face
sob a espesa barba - motivo óbvio,
                                                         ó grande urso,
porque ninguém jamais a tocara...
Whitman - o que eu queria dizer-te
é que as acariciei como se fossem tua face
(agora sem a barba) de criança de fêmea de macho.
F.G
MARTA KELLY 
"Partitura"
ilustrações: Trimano

TRIMANO - Série "Partitura" - Retrato de Marta Kelly - nanquim e esferográfica - 2012


TRIMANO - Série "Partitura" - "O fantasma da "Giralda" I - nanquim e esferográfica - 2012


TRIMANO - Série "Partitura" - 'O fantasma da "Giralda" II - nanquim e esferográfia - 2012


O Retrato Fotográfico

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O retrato fotográfico - CHARLES DARWIN - Inglaterra 1809-1882 - Naturalista


O retrato fotográfico - JUAN GELMAN - Argentina 1930 - Poeta


O retrato fotográfico - CÉSAR ABRAHAM VALLEJO - Perú 1892 - París 1930 - Poeta


O retrato fotográfico - GABRIEL GARCIA MARQUEZ - Colombia 1927 - Escritor


O retrato fotográfico - ASTOR PIAZZOLLA - Argentina 1921-1992 - Compositor e bandoneonista


O retrato fotográfico - JEAN SIBELIUS - Finlándia 1865-1957 - Compositor


O retrato fotográfico - BESSIE SMITH - Estados Unidos 1894-1937 - Cantora de blues


O retrato fotográfico - MÁXIMO GORKI (Alexei Peshkov) - Rússia 1868-1936 - Escritor


O retrato fotográfico- CLAUDE MONET - França 1840-1926 - Pintor


O retrato fotográfico - PIERRE RENOIR - França 1841-1919 - Pintor


quarta-feira, 11 de julho de 2012

 Impressionismo 
 A Paisagem Argentina

FERNANDO FADER - Burdeos,França 1882 - Córdoba, Argentina 1935 - "Vereda florida - óleo 1918 - (detalhe)


FERNANDO FADER - óleo


FERNANDO FADER - "Depois da chuva" - óleo


FERNANDO FADER - "Entardecer no deserto" - óleo


FERNANDO FADER - "O poço velho" - óleo 1917 - (detalhe)


CESÁREO BERNALDO DE QUIRÓS - "Entre Rios 1879 - Vicente López, Provincia de Buenos Aires 1969 - "Campos dourados - óleo 1933 - (detalhe)


CESÁREO BERNALDO DE QUIRÓS - "Alagado de Entre Rios" - óleo 1944 - detalhe)


CESÁREO BERNALDO DE QUIRÓS - "Porto velho" - óleo 1944 - (detalhe)


RAMÓN SILVA - Buenos Aires 1890-1919 - "Campo de trigo ao sol" - óleo 1916 - (detalhe)


ANTONIO PEDONE - Itália 1899 - Córdoba 1973 - "O Horto" - óleo 1921 - (detalhe)


FRAY GUILLERMO BUTLER - Córdoba 1880 - Buenos Aires 1961 - "Cordilheira - óleo 1938 - (detalhe)