O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
A fotografia, responsável pela mudança
na maneira de olhar, tem sido o meio mais rápido
e direto de comunicação visual. Mais ainda que
o cinema ou a televisão que precissam de um local
ou residência para sua exibição. A fotografia está
nas ruas, nos anuncios, nas bancas de jornal,
é presença constante no nosso cotidiano.
O serviço de ilustrador para a imprensa,
desenvolvido durante anos, me fez
reavaliar a importância que a fotografia teve
no desenvolvimento do meu trabalho pessoal.
Desde a adolescência, alem do desenho
com modelo vivo, prática quase extinta hoje,
o ponto de partida para a construção
dos desenhos, eram fotografias. Algumas delas
guardei por quase 50 anos. A observação da realidade
pelo olho de outros artistas, acabou orientando
meu interesse para as imagens produzidas pela lente,
coajuvante do olho, e muitas vezes reveladora de aspectos
que o olho não registra. Suponho que seja esse o fascínio
que a foto nos provoca, fascinio pelo "tempo congelado".
É desse tempo do trabalho nas redações, que vem meu interesse
pelo retrato fotográfico autoral, bastante utilizado
na imprensa comercial e alternativa dos anos 70,
e coexistindo nas páginas dos jornais com as caricaturas
raivosas que publicamos durante a censura fechada.
Sempre me chamou a atenção a "troca"
que se estabelece entre o meu olhar, vivo, e o olhar parado, "congelado"
da pessoa, na foto escolhida para fazer o desenho.
Nessa "troca" surgem sempre "revelações" sobre a vida do retratado.
os gestos do rosto, na sua "teatralidade" revelam o interior.
Também o clima dado pela coloração da luz no momento em que a foto foi tirada,
e o estado de espírito do modelo. Vemos gestos inesperados que "aparecem" nas fotos de pessoas cuja imagem a publicidade acaba tornando efigies. Ícones
rotineiros que invadem as páginas das revistas e jornais como marionetes
sorridentes anunciando falsas promesas de um mundo feliz...
O retrato fotográfico autoral, devolve o retratado ao" mundo real", lhe devolve a humanidade que a publicidade substrai.
na maneira de olhar, tem sido o meio mais rápido
e direto de comunicação visual. Mais ainda que
o cinema ou a televisão que precissam de um local
ou residência para sua exibição. A fotografia está
nas ruas, nos anuncios, nas bancas de jornal,
é presença constante no nosso cotidiano.
O serviço de ilustrador para a imprensa,
desenvolvido durante anos, me fez
reavaliar a importância que a fotografia teve
no desenvolvimento do meu trabalho pessoal.
Desde a adolescência, alem do desenho
com modelo vivo, prática quase extinta hoje,
o ponto de partida para a construção
dos desenhos, eram fotografias. Algumas delas
guardei por quase 50 anos. A observação da realidade
pelo olho de outros artistas, acabou orientando
meu interesse para as imagens produzidas pela lente,
coajuvante do olho, e muitas vezes reveladora de aspectos
que o olho não registra. Suponho que seja esse o fascínio
que a foto nos provoca, fascinio pelo "tempo congelado".
É desse tempo do trabalho nas redações, que vem meu interesse
pelo retrato fotográfico autoral, bastante utilizado
na imprensa comercial e alternativa dos anos 70,
e coexistindo nas páginas dos jornais com as caricaturas
raivosas que publicamos durante a censura fechada.
Sempre me chamou a atenção a "troca"
que se estabelece entre o meu olhar, vivo, e o olhar parado, "congelado"
da pessoa, na foto escolhida para fazer o desenho.
Nessa "troca" surgem sempre "revelações" sobre a vida do retratado.
os gestos do rosto, na sua "teatralidade" revelam o interior.
Também o clima dado pela coloração da luz no momento em que a foto foi tirada,
e o estado de espírito do modelo. Vemos gestos inesperados que "aparecem" nas fotos de pessoas cuja imagem a publicidade acaba tornando efigies. Ícones
rotineiros que invadem as páginas das revistas e jornais como marionetes
sorridentes anunciando falsas promesas de um mundo feliz...
O retrato fotográfico autoral, devolve o retratado ao" mundo real", lhe devolve a humanidade que a publicidade substrai.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
Desde o inicio do meu trabalho na imprensa, ao "desconstruir" o rosto num retrato caricatural, o que me interessava, mais do que a atualidade do fato comentado ou a ridicularização do personagem em questão, era que fosse um desenho de expressão autônoma. Que refletisse de forma crítica o lado oculto que cada pessoa guarda dentro de si, seus avatares novelescos e a sua história: terrível, bela ou monstruosa, exposta na máscara do rosto.
Tudo isso me fascinava. A presença do material fotográfico na mesa de desenho ao iniciar o trabalho, o jogo das imagens, varias fotografias de uma mesma pessoa, cuja fisionomia mudava até parecer outro em cada foto, lembrando as experiências de Warhol com a cámera Polaroid.
O teatro social que representamos todos, do qual a fotografia sempre foi o melhor documento. E os períodos tortuosos, em que a máscara do rosto se animalizava nas caricaturas fazendo desaparecer qualquer vestígio de humanidade naquelas fases.
Por trás das aparências, os retratos fotograficos nos "informavam"...
Trimano - Rio de Janeiro - maio de 2012
Tudo isso me fascinava. A presença do material fotográfico na mesa de desenho ao iniciar o trabalho, o jogo das imagens, varias fotografias de uma mesma pessoa, cuja fisionomia mudava até parecer outro em cada foto, lembrando as experiências de Warhol com a cámera Polaroid.
O teatro social que representamos todos, do qual a fotografia sempre foi o melhor documento. E os períodos tortuosos, em que a máscara do rosto se animalizava nas caricaturas fazendo desaparecer qualquer vestígio de humanidade naquelas fases.
Por trás das aparências, os retratos fotograficos nos "informavam"...
Trimano - Rio de Janeiro - maio de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
"Guerra e Paz" foi encomendado pelo governo brasileiro
para representar a sede da ONU em Nova York.
O mural, de 14 metros de altura por 10 metros de largura
foi realizado por Portinari entre 1952 e 1956.
Exposto em local de acesso restrito aos delegados das
Nações, no hall de entrada da Assembleia Geral, não
pode ser visto pelo grande público, nem mesmo durante
as visitas guiadas da ONU.
Quando do inauguração do painel, o governo norteamericano
(como já fizera com Chaplin) negou o visto de entrada ao pintor
alegando que se tratava de um membro do Partido Comunista,
e propondo a troca do visto pela negação da militância.
A proposta foi recusada, e a obra foi inaugurada sem a presença
do artista.
"Guerra e Paz" foi visto pela primeira vez pelo grande público,
em 2011.
Depois de restaurado, foi exposto com entrada franca
no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, antes de voltar para a
sede das Nações
.
para representar a sede da ONU em Nova York.
O mural, de 14 metros de altura por 10 metros de largura
foi realizado por Portinari entre 1952 e 1956.
Exposto em local de acesso restrito aos delegados das
Nações, no hall de entrada da Assembleia Geral, não
pode ser visto pelo grande público, nem mesmo durante
as visitas guiadas da ONU.
Quando do inauguração do painel, o governo norteamericano
(como já fizera com Chaplin) negou o visto de entrada ao pintor
alegando que se tratava de um membro do Partido Comunista,
e propondo a troca do visto pela negação da militância.
A proposta foi recusada, e a obra foi inaugurada sem a presença
do artista.
"Guerra e Paz" foi visto pela primeira vez pelo grande público,
em 2011.
Depois de restaurado, foi exposto com entrada franca
no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, antes de voltar para a
sede das Nações
.
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