O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
sábado, 12 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
O origami é a arte mais popular de todos os artesanatos;
a arte é muito barata e pode ser feita em qualquer lugar
a qualquer tempo e não requer nenhum equipamento ou
instalações além de uma folha de papel e uma superficie
para poder trabalhar. No entanto a transformação de um
simples pedaço de papel em um agradável modelo de
origami é um tipo de alquimia, tal vez mais nos dias de hoje
com o crescimento da cultura de apertar botões, controlada
por computador e funcionando com bateria
A história do origami é bastante obscura, mas é claro que não
pode ser anterior à invenção do papel há dois mil anos atrás
na China.
O mundo do origami não é chinés e sim japonés e é utilizado
no mundo inteiro com o respeito de ancestral da arte caseira.
Quando a China foi invadida pelo Japão em 610 DC, o segredo
da fabricação do papel viajou com eles e foi imediatamente
assimilado dentro da cultura japonesa, não somente como
origami, mas também como biombos, esteiras, bolsas,
guarda-chuvas, roupas e muitos outros objetos.
Como uma indicação da importância do papel para os japoneses,
a palavra "origami" é formada por "ori" (dobrar) e "kami" que
significa papel. ("kami" tornou-se "gami", quando combinado
com "ori") Na verdade, os primeiros modelos de origami foram
criados com propostas simbólicas ou religiosas, não para recreação.
a arte é muito barata e pode ser feita em qualquer lugar
a qualquer tempo e não requer nenhum equipamento ou
instalações além de uma folha de papel e uma superficie
para poder trabalhar. No entanto a transformação de um
simples pedaço de papel em um agradável modelo de
origami é um tipo de alquimia, tal vez mais nos dias de hoje
com o crescimento da cultura de apertar botões, controlada
por computador e funcionando com bateria
A história do origami é bastante obscura, mas é claro que não
pode ser anterior à invenção do papel há dois mil anos atrás
na China.
O mundo do origami não é chinés e sim japonés e é utilizado
no mundo inteiro com o respeito de ancestral da arte caseira.
Quando a China foi invadida pelo Japão em 610 DC, o segredo
da fabricação do papel viajou com eles e foi imediatamente
assimilado dentro da cultura japonesa, não somente como
origami, mas também como biombos, esteiras, bolsas,
guarda-chuvas, roupas e muitos outros objetos.
Como uma indicação da importância do papel para os japoneses,
a palavra "origami" é formada por "ori" (dobrar) e "kami" que
significa papel. ("kami" tornou-se "gami", quando combinado
com "ori") Na verdade, os primeiros modelos de origami foram
criados com propostas simbólicas ou religiosas, não para recreação.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
O material informativo de textos e imagens,
foi retirado de 3 livros: "Digam-me como é uma árvore - Memôrias" de Marcos Ana -
Umbriel Editores - Barcelona 2007 / "Morrer em Madrid" - Livro contendo
a fotografia do filme documentário de Fréderic Rossif, textos de Madeleine
Chapsal - París 1963 / "Atlas da Guerra Civil Espanhola" - Susaeta Edições - Madrid 2006
MARCOS ANA - Fernando Macarro Castillo, mais conhecido
por Marcos Ana (pseudónimo formado com os nomes dos
seus pais). Poeta espanhol nascido no municipio de Alconada
em 1920. Filho de agricultores, teve a infância marcada por
extremada pobreza. Aos doze anos abandona os estudos e
começa a trabalhar para ajudar a familia. Aos decesseis
ingressa nas Juventudes Socialistas. Em 1936 participa do inicio
da Guerra Civil, servindo nas milicias, no batalhão
"Libertad". Durante o conflito se filia ao Partido Comunista da Espanha.
Luta no Exército Republicano da Frente Popular. Em 1938, ao 19 anos
é preso pelos fascistas e recluido ao penal de Porlier. Depois do cautiveiro
em varios presídios, é libertado pela Anistia Internacional em 1961.
A partir desse momento da inicio a uma campanha internacional pela
anistia dos presos políticos espanhois da ditadura franquista. Em 2010,
Marcos Ana recebeu o prémio René Cassin dos Direitos Humanos.
por Marcos Ana (pseudónimo formado com os nomes dos
seus pais). Poeta espanhol nascido no municipio de Alconada
em 1920. Filho de agricultores, teve a infância marcada por
extremada pobreza. Aos doze anos abandona os estudos e
começa a trabalhar para ajudar a familia. Aos decesseis
ingressa nas Juventudes Socialistas. Em 1936 participa do inicio
da Guerra Civil, servindo nas milicias, no batalhão
"Libertad". Durante o conflito se filia ao Partido Comunista da Espanha.
Luta no Exército Republicano da Frente Popular. Em 1938, ao 19 anos
é preso pelos fascistas e recluido ao penal de Porlier. Depois do cautiveiro
em varios presídios, é libertado pela Anistia Internacional em 1961.
A partir desse momento da inicio a uma campanha internacional pela
anistia dos presos políticos espanhois da ditadura franquista. Em 2010,
Marcos Ana recebeu o prémio René Cassin dos Direitos Humanos.
Prólogo para Marcos Ana
“Digam-me como é uma árvore, digam-me como é a justiça”. Digam para ele Como é uma árvore, porque o cárcere, como um vampiro insaciável, vai absorvendo pouco a pouco as lembranças do mundo exterior. Digam lhe como é a justiça, porque ali onde ele se encontra, entre quatro paredes imundas, ou ante um pelotão de fuzilamento, esta é uma caricatura indigna, uma burla grotesca, a própria máscara do opróbrio. Não precisam lhe dizer como é a dignidade porque ele a conhece intimamente, com ela, ele se tem acostado e com ela tem se levantado; comeram na sua mesa ou lhe ofereceram sua fome; e entre umas e outras horas, enfrentando carcereiros e verdugos, fechando os lábios e os dentes sob terríveis torturas, esses homens inventaram a dignidade humana em lugares onde, segundo as severas normas dos criminais, deveriam acabar perdendo-a. Este livro de Marcos Ana nos conta como isso ocorreu. Se apresentando como memória de uma vida é muito mais que isso, não só porque seu autor repele todas e cada uma das tentações de se olhar complacente ante o espelho, senão, porque na verdade, o rompe, para que em seus múltiplos fragmentos, se reflitam os rostos de seus companheiros de infortúnio. O eu aqui sempre, é o nós.
Este livro é uma lição de humanidade, não porque seu projeto e seu propósito tenha sido de lecionar aos leitores a respeito do caminho reto, como se destas páginas se tivesse que deduzir um código de ética ou um manual de regras de moralidade pública e privada. De uma forma que é ao mesmo tempo descarnado e poético, Marcos Ana examina e descreve, com sutil bisturi e um estilo seguro de seus recursos, a vida na prisão, seus heroísmos e seus desfalecimentos, a solidariedade convertida em instinto, a valentia como um hábito, sem o qual não seria possível sobreviver ao inferno dos dias e das noites, ao medo das madrugadas que traziam a morte, a longa espera duma liberdade, que para muitos deles nunca chegou. Diz para nos como é uma árvore para que não duvidemos de que alguma coisa no mundo, fora de estes muros, segue lutando contra a infâmia, contra a mentira, contra a crueldade enlouquecedora dos inimigos da vida. Diz para nos como é a justiça e onde está, para que lhe possamos arrancar a venda dos olhos e assim possa ver, finalmente, a qualquer um que, de verdade, tem estado servindo, mas que não nos digam como é a dignidade porque isso nos já sabemos, porque inclusive quando parecia que não era mais que uma palavra, nada mais, entendemos que era a pura essência da liberdade no seu sentido mais profundo, esse que nos permite dizer, contra a própria evidencia dos fatos, que estavamos prisioneiros, mas éramos livres. Este livro chega como um sopro de ar fresco, que vem para derrotar o cinismo, a indiferença, a covardia. Também demonstra que existe uma possibilidade real de chegar à esfera do verdadeiramente humano. Marcos Ana tem estado ali. Esteve e estará enquanto ele viva. Agradeçamos lhe a singeleza, a naturalidade com que ele é um homem. Inteiro, autêntico, completo.
Atlas da Guerra Civil Espanhola. Durante a guerra, mais de 30.000 crianças foram enviadas a outros países. Na repressão que se seguiu a queda da República, 300.000 mil crianças foram vendidas ou adotadas com falsos registros, e os seus país, militantes ou participantes repúblicanos, assessinados pela ditadura franquista. Este tipo de prática somente acabou no final da década de 80.
terça-feira, 3 de abril de 2012
"Morrer em Madrid" - Dolores Ibarruri "La Pasionaria ", deputada pelo Partido Comunista Espanhol, chama á união dos sindicatos e dos partidos: anarquistas do CNT e da F.A.I, catalães de Companys, socialistas do U.G.T e de Largo Caballero, bascos de Aguirre, marxistas do P.O.U.M, todos unidos como os dedos de uma mão! O punho fechado torna-se o símbolo da unidade.
diz para mim como é o beijo
duma mulher: me de o nome
do amor, eu não me lembro.
ainda as noites se perfumam
de trêmulos enamorados
de paixão sob a lua?
ou sô fica esta fossa,
a luz de uma fechadura
e a canção de minhas lajes?
vinte - e - dois... já esqueço
a dimenção das coisas,
sua cor, seu aroma... escrevo.
as palpadelas: "o mar", "o campo"...
digo "bosque" e perdi
a geometria de alguma árvore.
falo por falar, de coisas
que os anos me apagaram
(não posso seguir, escuto
as pisadas do custódio)
tradução: Eliseo Escobar
duma mulher: me de o nome
do amor, eu não me lembro.
ainda as noites se perfumam
de trêmulos enamorados
de paixão sob a lua?
ou sô fica esta fossa,
a luz de uma fechadura
e a canção de minhas lajes?
vinte - e - dois... já esqueço
a dimenção das coisas,
sua cor, seu aroma... escrevo.
as palpadelas: "o mar", "o campo"...
digo "bosque" e perdi
a geometria de alguma árvore.
falo por falar, de coisas
que os anos me apagaram
(não posso seguir, escuto
as pisadas do custódio)
tradução: Eliseo Escobar
"Morrer em Madrid" - Franco afirma: "Somos católicos. En España, ou se é católico ou não se é nada" / o cardeal Goma y Toma, primaz de Espanha, declara: "Não pode haver outra pacificação que não seja a das armas, convem extirpar toda a podridão da legislação laica" - montenhor Diaz Gomarra, bispo de Cartagena, diz: "Abençoados sejam os canhões se, nas brechas que abrirem, florir o Evangelho".
MEU CORAÇÃO É UM QUINTAL
a Maria Teresa León
A terra não é redonda:
é um quintal quadrado
onde giram os homens
sob um céu de estanho
sonhei que o mundo era
um redondo espetáculo
embrulhado no céu,
com cidades e campos
em paz, com trigos e beijos,
com rios, montes e lagos
mares onde navegam
corações e barcos.
mas o mundo é um quintal.
um quintal onde giram
os homens sem espaço.
a Maria Teresa León
A terra não é redonda:
é um quintal quadrado
onde giram os homens
sob um céu de estanho
sonhei que o mundo era
um redondo espetáculo
embrulhado no céu,
com cidades e campos
em paz, com trigos e beijos,
com rios, montes e lagos
mares onde navegam
corações e barcos.
mas o mundo é um quintal.
um quintal onde giram
os homens sem espaço.
as vezes quando subo
a minha janela, apalpo
com meus olhos a vida
de luz que eu vou sonhando.
e então eu digo "O mundo
é alguma coisa mais que um quintal
e estas lajes terríveis
onde estou a me consumir".
e escuto colinas livres,
vozes nos álamos,
a conversa azul do rio
que singe meu patíbulo.
"e a vida" me dizem
os aromas, o canto
vermelho dos pintassilgos,
a música no copo
branco e azul do dia.
o riso de um garoto...
Mas é sonhar desperto:
minha grade é o costado
dum sonho que da ao campo.
amanheço e já tudo
- fora dos sonhos - é quintal.
um quintal onde giram
os homens sem espaço.
a minha janela, apalpo
com meus olhos a vida
de luz que eu vou sonhando.
e então eu digo "O mundo
é alguma coisa mais que um quintal
e estas lajes terríveis
onde estou a me consumir".
e escuto colinas livres,
vozes nos álamos,
a conversa azul do rio
que singe meu patíbulo.
"e a vida" me dizem
os aromas, o canto
vermelho dos pintassilgos,
a música no copo
branco e azul do dia.
o riso de um garoto...
Mas é sonhar desperto:
minha grade é o costado
dum sonho que da ao campo.
amanheço e já tudo
- fora dos sonhos - é quintal.
um quintal onde giram
os homens sem espaço.
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