sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Odilon Redon - "Homenagem a Goya" - litografia

G
WALDEMAR CORDEIRO - BRASIL

Waldemar Cordeiro - "Rosto" - computador

PINTURA DA ANTIGUIDADE - JAPÃO

"Galo entre as flores" - decoração mural

ADOLF RYSZKA - POLONIA

Adolf Ryszka - "Estudo para retrato de Pablo Casals" - mármore

TOULOUSE-LAUTREC - FRANÇA

Henri de Toulouse-Lautrec - "A Goulue" - lápiz e guache

ZHANG XIAOGANG - CHINA

Zhang Xiaogang - "Paternidade" - acrílico

MAX UHLIG - ALEMANHA

Max Uhlig - "Esboço" - nanquim

LEONARDO DA VINCI - ITALIA

Leonardo da Vinci - "Dois velhos" - crayón

KANETO SHINDO - JAPÃO

Kaneto Shindo - "A Ilha Nua" - 1960 - cartaz

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

ODILON REDON - FRANÇA

Odilon Redon - "Mascarado" - carvão

RETRATO FALADO - BRASIL

"Retrato falado" - lápiz e computador - anónimo

ROBERTO PAEZ - ARGENTINA

Roberto Paez - "Prisioneiro" - crayón

CARTAZISMO - POLONIA

Cartazismo - Polónia

ROMERO CAVALCANTI - BRASIL

Romero Cavalcanti - "O sorriso" - computador

ANDRÉ MASSON - FRANÇA

André Masson - "Dionysos" - nanquim

ROBERT YARBER - USA

Robert Yarber - "A Festa" - acrílico

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Não, nem tudo está perdido. Porque houve Goeldi, santo homem que tive o privilégio de conhecer em pessoa, e Grassmann. Com esses e outros mestres do traço, com esses e os poetas da cor, cujas obras me nutriram, na juventude, em minhas peregrinações por museus, foi que meus olhos de menino espantado começaram a ver sob aparência das coisas. A educação pelo traço, para um escritor, é essencial: assim como as palavras, tendo plasticidade e contorno, são os desenhos imperfeitos que ele consegue fazer, assim o corte, o gesto, o risco, as incisões praticadas por artistas na superficie do mundo é que lhe abrem com mais proveito e largueza as portas da percepção dos fenômenos.

Lula Palomanes - "Orquestra" - nanquim e computação

Nem tudo está perdido. Se o ambiente de arte já foi contaminado pela corrupção do gosto, se o lixo visual e sonoro nos enche olhos e ouvidos, pelas ruas, das mais inúteis bobagens, se um comercialismo vulgar se sacraliza sob o nome pomposo de Mercado, deus da lábia de ouro que ludibria e seduz, nada disso constitui no Ocidente, entretanto, uma novidade nefasta estruturada ou surgida em nossos dias. Ha quase 200 anos, em nossa banda do planeta, essas situações se repetem, tenazes como as doenças crônicas.

Cassio Loredano - "Retrato de Schopenhauer" - nanquim

Schopenhauer, num conjunto de textos publicados em 1851, Parerga und Paralipomena, denunciou que os mesmos males já grassavam então na arte literária. Ao contrapor-se aos "livros ruins" de sua época, que, segundo ele, eram "escritos exclusivamente com a intenção de ganhar dinheiro", o filósofo considerou-os "não apenas inúteis, mas realmente prejudiciais", sendo taxativo ao dizer "Nove décimos de toda nossa literatura atual não têm nenhum outro objetivo a não ser tirar alguns trocados do bolso do público..." / Sejan livros, sejam quadros ou outros objetos de arte, todos sabemos, só não vê quem não quer, que esa mesmice se prolonga até hoje, agravandose à medida que a corrupção do gosto se generaliza e que a fome de lucro fácil se orienta para a valorização do que é ruim, mal feito, xaroposo, vazio de conteudo e por conseqüência nocivo. Uma "abundabte erva daninha", como escreveu Schopenhauer no século 19, "que tira a nutrição do trigo e o sufoca". LEONARDO FRÓES - Rio de Janeiro

Oswaldo Goeldi - xilogravura

Os bueiros decorados do Japão

Japão - bueiros decorados

Remanescentes da milenar tradição de forja da China, apareceram durante os anos 50, em todas as cidades japonesas, os "bueiros decorados", geralmente ilustrados com imagens que representam a paisagem do país. Muitos destes tampos são trabalhados em baixo relevo no ferro, técnica semelhante a xilogravura. Em muitos casos estes relevos são pintados, se asemelhando aos vitrais. Os motivos e estilos mudam de acordo com as cidades de cada região.

CHINA - Recipiente de bronce com desenho de onda - 1100 - 771 a. Cs

Japão - bueiros decorados

Japão - bueiros decorados

CHINA - Insensário em formato de fénix - bronce - 475 - 221 a. C

Japão - bueiros decorados

CHINA - Recipiente para vinho - bronce - dinastia Zhou do Oeste - 1100 - 771 a.C

Japão - bueiros decorados

Japão - bueiros decorados

Japão - bueiros decorados

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

GÉRARD FROMANGER - França
GÉRARD FROMANGER - França 1939 / A partir do nascimento da Pop-Arte, no final dos anos 50, a constante utilização da fotografia e das técnicas de reprodução mecánica, como o poster e a capa de disco LP, mudaram radicalmente as formas de se expressar arte. Podemos citar como ejemplo, dois artistas da Pop norteamericana: Robert Rauschemberg, que revolucionou as técnicas de impressão com as suas serigrafias monumentais, e Andy Warhol, que violentou o suporte, aproveitando os objetos da publicidade comercial, e levando o super-mercado para dentro das galerias, numa tentativa de destruir o conceito de "espaço privado" para público entendido, e aproximando a arte do consumo. Na Pop-Arte europeia, o interesse foi dirigido para a desconstrução da arte do passado, como as releituras humoristicas do grupo valenciano "Equipe Crónica" (1964 - 1981). Fromanger foi um artista importante deste período, e quem mais trabalhou empregando soluções gráficas na sua pintura. Nesta série retratando os boulevars de París, destaca os "cenários" da grande cidade, omitindo a descrição dos transeuntes, que aparecem no primeiro plano, recortados contra o fundo em fantasmais siluetas de cor chapada.

Fromanger - París 1968

Fromanger

Fromanger

Fromanger

Fromanger

Fromanger

Fromanger

Fromanger

terça-feira, 6 de setembro de 2011

OS ESCULTORES
RASEC - BRASIL

RASEC - escultor

CÉSAR SANTOS GUERRA "RASEC" - Rio de Janeiro 1953 - 2011 - O escultor RASEC, meu amigo por mais de 30 anos, traçou, durante a sua trajetória, um caminho autónomo, porem integrado ao sentimento do negro na luta pela preservação da sua cultura original. Alinhado entre os artistas que, desde Mario de Andrade até hoje, tiveram e têm a preocupação de organizar nossa produção cultural, atentos ao esvaziamento dos modismos do mercado, êle construiu uma obra pequena em quantidade, mas virtuosa no oficio e profunda no estudo da estética que caracterizou a escultura africana desde a antiguidade. "O dominio da ferramenta e o "poder das mãos" numa transformação constante e incessante da matéria, da casca ao cerne, para a conquista do movimento escultural" no dizer do arquiteto Paulo Pena Filho. RASEC, nascido e criado no tradicional bairro carioca de Santa Teresa onde transcorreu a sua vida, participou ativamente dos movimentos da cultura afro-brasileira. Destacamos os eventos: "Ciclo de Homenagem a Zumbi - Escola de Artes Visuais do Parque Laje" / "O Negro na Cultura Brasileira - Funart- MAM" / "Panorama de Arte Negra I e II - Estação do Metrô Cinelândia" / "Evento Cultural do Negro - Maison de France" / "Participação na cenografia do film "Quilombo dos Palmares" de Cacá Diegues" / no exterior: "Afro American Historical And Cultural The Arts - Museu Philadelphia - Pensilvania USA" / "Caribean Center Visual Arts - New York USA". Disse dêle o escultor Roberto Moriconi, também morador da comunidade: "Suas figuras esculpidas na madeira, hieráticas e ao mesmo tempo fortes e sensuais, sem negar as raizes africanas, nos sussurram a lembrança de que o suor do negro está misturado a cada coisa criada neste país".

RASEC - escultor

RASEC - escultor

RASEC - escultor