quinta-feira, 20 de novembro de 2008

James Joice

nanquim

Janio Quadros

nanquim / esta caricatura ganhou o primeiro prêmio
no II Salão de Humor de Niterói em 1982

Janio Quadros

nanquim (detalhe)
É assombroso como, no Brasil, talentos imensos irrompem e acabam esquecidos, sem traço na memôria nacional / Seja na política, nas artes, nos esportes, na literatura, na ciência, em fim, em todas as áreas. O Fafs, Flavio Faria Souto, por exemplo. Nos anos 70 brilhou nas páginas do Pasquim, da Política, Opinião, e outros jornais, a maoria da imprensa alternativa, em plena ditadura, ilustrou livros. Em 1982 foi premiado no Segundo Salão de Humor de Niterói. Depois tomou um chá de sumiço. Tempo depois foi encontrado pelo Trimano que foi fazer uma exposição em Joinville. Segundo seu relato tinha aberto um bar em forma de moinho de vento, uma variação da história de Dom Quixote. Parece que estava afastado do desenho. Prometeu, depois de muito papo e birita, voltar ao Rio. Antes mandou para Trimano, uma pasta com essas caricaturas de espantosa qualidade. De passagem por Joinville. Trimano ficou sabendo que ele tinha falecido. Pelo menos, fica aquí a nossa homenagem a um carica- turista excepcional. JAGUAR Março de 2006 / Texto publicado na revista Argumento do Rio de Janeiro

general Geisel

sábado, 15 de novembro de 2008

ARTISTAS LATINOAMERICANOS Florencio Molina Campos - Argentina
Don FLORENCIO MOLINA CAMPOS, extraordinário intêrprete de
temas gauchos, nasceu em San Nicolás, provincia de Buenos Aires,
Argentina, no ano de 1891.
Desde muito cedo teve contato com os habitantes da provincia de
Entre Rios, nas suas estadias na fazenda paterna, observando
as paisagens e as cenas do ambiente rural.
Estas observações mais tarde se transformariam nas
vigorosas caricaturas que lembram os antigos
títeres de madeira e as máscaras das "murgas" carnavalescas.
Depois da morte do pai em 1907, teve que trabalhar, primeiro
nos Correios, e mais tarde na Sociedade Rural Argentina.
Em 1926, inaugura a sua primeira exposição no Galpão Central
da Sociedade Rural. O então presidente Marcelo T. de Alvear
visita a exposição e adqüire duas obras.
Entre 1931 e 1944 realiza uma extensa série de pinturas publicadas
em calendários pela firma Alpargatas, de grande popularidade
na época.
Também ilustrou o "Fausto Criollo" de Estanislao del Campo, editado
pela Kraft.
Molina Campos morreu em Buenos Aires em 1959

"Igualito a su tata" - guache 1935

"Sudiadanoj" - guache 1943

"Tata viejo" - guache 1933

"La galera" - guache 1936

"Mirá lo pacarito nena" - guache 1935

"V' a correr sangre" - guache 1934

"Pa tizon del infierno" - guache 1933

"Pa nuevos horizontes" - guache 1940

ARTISTAS LATINOAMERICANOS / Mauricio Planel Rossiello / Uruguai

Mauricio Planel

MAURICIO PLANEL ROSSIELLO /
Montevideo / Uruguai 1965 /
Estudos: Escola Nacional de Belas Artes de Montevideo /
Cursos com: Gabor Gestzi / Amador Pérez, na PUC - Rio /
Pojucan, no MAM - Rio /
Gringo Cardia / Renato Alarcão, Estudio "Marimbondo" /
Rico Lins / e Jorge Cassol.
Reside no Rio de Janeiro
EL COLLAGE /
A colagem é uma técnica que consiste em adicionar imagens
retiradas de diversas fontes, captadas em tempos e lugares diferentes
e faze-las converger numa mesma composição.
A colagem na sua fussão altera o tempo das imagens, criando um tempo
de fantasia.
Esta foi uma das disciplinas seguidas por Picasso, Braque e os Dadaistas
no inicio do século XX, e que marcou a visualidade da arte contemporánea, principalmente da Pop-Art, um dos movimentos que mais utilizou esta
técnica de montagem.
Na América Latina e no mesmo período, podemos citar o trabalho
monumental do mexicano David Alfaro Siqueiros, com seus gigantescos
murais de "colagens pintadas" representando temas de denúncia social,
pré-nuncio da Pop-Art.
E na América do Norte, Romare Bearden, com suas pinturas-colagem,
utilizando fotos cortadas de revistas, representando a vida dos negros
e do Jazz.
No cinema temos o exemplo dos films da União Soviética dos anos 20,
relacionados com o Futurismo pela importância que os cineastas soviéticos
davam a montagem exacerbada das imagens e a violência máxima da
projeção, criando assim efeitos de extraordinário dinamismo, tal como
preconizado pelos futuristas.
O cinema visto como uma imensa "colagem mural" em movimento!
A colagem, principalmente nas grandes cidades, onde inúmeros estímulos
visuais participam do ambiente urbano em aberta competição, se nos
apresenta como uma das formas ideais de expressão.
Tudo é uma grande colagem no entorno urbano, tudo é sobreposição,
criando as vezes caóticos e apavorantes visuais. Cabe ao artista organiza-los.
O ilustrador uruguaio Mauricio Planel, é "colagero". Tem um blog que
leva por título "El Collage": em espanhol, onde podemos apreciar seus
trabalhos.
Fino montador de imagens digitalizadas, cria fábulas visuais que nos
remetem ao cinema, acompanhadas sempre de textos da sua autoria.
Existem nas colagens de Mauricio, mistêrio nos relatos, e varias vertentes
de leitura nas suas composições surrealistas. Existe também "essa coisa negra"
e melancólica, a marca rioplatense.
Polo Sur?, Ratas com asas?, O caçador cego?, Berlim Alexanderplast?
Tudo desaparece nesse mundo dos sonhos, nada mais interessa.
Só nos interessa a certeza do vôo...
Luis Trimano - Rio de Janeiro 2008
Texto produzido especialmente para a apresentação
de "El Collage", na revista GRÁFICA de Oswaldo Miranda,
o "Mirán" de Curitiba.

POLO SUR

FLORENCE 3

FUNDO 3

O CAÇADOR CEGO

PARÍS 68

REFLEXO (Berlim Alexanderplast)

TEMP

VOANDO

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A ILUSTRAÇÃO EDITORIAL

"Trimano Desenhos e Ilustrações" / Relume Dumará

A LEVEZA DO PESO /
No traço distorcido, contundente, irônico, ás vezes cruel e impiedoso,
outras vezes lírico e delicado, surrealista e atormentado, que deforma
e informa mas sempre palpitando expressão e vida, Trimano deixou
impresso um retrato deste país brasileiro numa época marcante de sua
história recente. São retratos mesmo, reveladores da turbulência do período
em que foram feitos, com a precisão e o detalhe de revelar a alma dos
seus personagens, como se fosse êle um repórter que não se limitasse a
contar os fatos, que precisasse revirá-los e revolvé-los para que no papel
surgisse então o que eles tivessem de mais visceral. Um artista, um
narrador requintado, dono do seu meio de expressão, capaz de desnudar
no desenho o sublime e o infame, a hipocrisia, a injustiça, a indole, o
caráter, o carma, se quiserem, na exata medida da sutileza que comporta
uma caricatura, uma ilustração. O assim chamado momento revelador
de uma vida capturado pela linguagem do traço, que invade e transpõe
a instância do inefável, no sentido mesmo daquilo que não se consegue
exprimir por palavras. Uma revolução gestada no interior daqueles anos
de tensão, a princípio imperceptível, subterrânea, mas que aos poucos
foi se tornando cada vez mais visível. A ilustração adquiriu autonomia,
ocupou espaço nos jornais, nas capas das revistas, nas mais variadas
publicações, e acabou mudando a face dos veículos impressos do país.
Uma revolução que se passou no campo das artes gráficas.
ALVARO CALDAS / Rio de Janeiro 1999
Trecho do texto escrito especialmente para o livro:
"Trimano / Desenhos e Ilustrações"
Editora Relume Dumará 1997

Revista Boletim Técnico / SENAC 1993

Revista 'Tempo e Presença" / SEDI - 1988

"O julgamento de Berlim" / Meio Ambiente - O Indio

Revista "Tempo e Presença" - SEDI 1988

"Memória, identidad e dilemas"

Retrato de João Cabral de Mello Neto

Nanquim e caneta esferográfica /
jornal "Letras e Artes" - Rio de Janeiro 1992

Revista LEIA - São Paulo 1892

"Escritóres latinoamericanos no exilio" - nanquim

Revista "Dados e Idéias" - SERPRO / Rio 1978

Poesia Precoçombiana / Revista Fotóptica 1973

Projeto de capa de livro / Inédito

Retrato de Jean Paul Sartre / nanquim

Revista programa da peça "O Inferno São Os Outros"
Teatro Glória - 1993

Educação no Brasil / Revista PROPOSTA 1991

"Juizado - Meninas nos arames"

"Educação no Brasil" - Revista PROPOSTA 1991

"Crianças do Tocantis" - sobre foto de Mario de Andrade
do livro "Turista aprendiz"
ARTISTAS DA AMÉRICA LATINA Luciano Feijão / Brasil

Luciano Feijão

LUCIANO FEIJÃO
Nascimento: 29 de agosto de 1976 / Vitória - ES. Brasil
Designer e ilustrador
Imagens para os encartes das bandas:
"GRITOS" e "AURIA"
Como surge a temática desta série. Estas trabalhando sobre um tema próprio
ou tens referencial de outros textos? /
A temática surge inicialmente a partir do entendimento do texto. Neste caso,
a partir das letras das músicas e do som que a banda toca.
Tento criar uma relação conceitural entre algumas frases mais impactantes
com imagens de referência que possam ter algum tipo de ligação com o tema proposto.
Com o material de referência em mãos, faço uma série de estudos a lápiz
procurando sempre um tipo de metáfora visual que possa complementar a idéia
que vem do texto. Nestas ilustrações usei as letras das músicas para pensar nas
imagens mais adequadas.
Vejo bandas de palavras que se entrecruzam com as formas anatómicas.
Como ocorre a inclusão do texto?
Separei algumas letras e escolhi trechos mais interessantes, Depois escreví num
papel, passei pro computador e trabalhei no Photoshop, interagindo as frases com
a figura humana, como se as palavras estivessem ao vento.

banda GRITOS / I

METAL / RENASCIMENTO
Ilustrações para os encartes das bandas
"GRITOS" e "AURIA" /
Grafite,nanquim,colagem e Photoshop.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

banda GRITOS / II

banda GRITOS / III

Estudos / caneta

Estudos / caneta

banda AURIA / I

Ilustrações para o encarte da banda AURIA

banda AURIA / II

banda AURIA / III

banda AURIA / IV

banda AURIA / V