O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
domingo, 5 de dezembro de 2010
5 - "SE DIRIGIR AO PÚBLICO COMO SE
FOSSEM CRIATURAS DE POUCA IDADE" /
A maior parte da publicidade dirigida ao
grande público, utiliza discurso, argumentos,
personagens e entoação particularmente
infantis, muitas vezes próximas da debilidade
mental. Como se o espectador fosse uma criatura
de pouca idade ou um deficiente mental. Quanto
mais se tenta enganar o espectador, maior a
tendência em adotar um tom infantil. Porqué?
Se nos dirigirmos a uma pessoa como se ela
tivesse 12 anos ou menos, ela tenderá, por causa
da sugestienabilidade, a formular uma resposta
mais infantil ainda, desprovida do senso crítico
de um adulto.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
6 - "UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL
MUITO MAIS QUE A REFLEXÃO" / Fazer
uso do aspecto emocional é uma técnica
clássica para provocar um curto-circuito
na análise racional e, finalmente, neutralizar
o senso crítico dos individuos. / Por outra
parte, a utilização do registro emocional
permite abrir a porta do inconsciente para
implantar ideias, desejos, medos e compulsões,
e induzir determinados comportamentos.
7 - "MANTER O POVO NA IGNORÂNCIA
E A MEDIOCRIDADE" / Fazer com que o público
seja incapaz de compreender as tecnologias
e métodos utilizados para o seu controle e
escravidão. / A qualidade da educação dada as classes
sociales "consideradas" inferiores, deverá ser
a mais pobre e mediocre possível, fazendo com que
a distância entre as classes "consideradas" altas
permaneça inalterável no tempo e seja impossível
de se alcançar uma auténtica igualdade e oportunidades
para todos.
9 - "REFORÇAR A AUTOCULPABILIDADE" /
Fazer com que o individuo acredite que somente êle
é o culpado da sua desgraça por causa da sua pouca
inteligência e da incapacidade dos seus esforços. /
Assim, em lugar de se revoltar contra o "sistema"
económico e social, o individuo culpa a si mesmo. /
Isto gera um estado depressivo que acaba inibindo
a sua ação. / Sem ação, não haverá reação nem revolução.
10 -"CONHECER OS INDIVIDUOS MELHOR
DO QUE ÊLES MESMOS SE CONHECEM" /
No percurso dos últimos
50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado
um distanciamento cada vez maior entre os conhecimentos
do público e os conhecimentos posuidos e utilizados
pelas elites dominantes. / Graças a biologia, a neurobiologia
e a psicologia aplicada, o "sistema" têm disfrutado de um
conhecimento avançado do ser humano, tanto na forma
física como na psicologica. / o "sistema" têm conseguido
conhecer melhor o individuo comúm do que êle se conhece
a si mesmo. / Isto significa que na maior parte dos casos
o "sistema" exerce um controle maior e um grande poder
sobre os individuos, maior que o controle que êles têm
sobre si mesmos.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Quem é esse aí? - perguntava com um sorriso
de zomba o editor de conhecido matutino carioca
olhando para um desenho de Cassio Loredano.
Ao que ele respondia sério e já perdendo a paciência:
- "Esse aí, é um desenho sobre a cara de fulano de tal..."
- "Você está louco, esse aí não é fulano de tal, nunca na vida!"
- retrucava o editor, e acresentava! - "Eu não vou publicar
isso aí, de jeito nenhum!" - Fazia bastante tempo que os dois
estavam nessa conversa, e o Loredano entendendo que o outro
não ia aceitar mesmo o seu trabalho." - "Então publica uma foto!"
- arrematou, cabreiro. Dito isto, sentou-se na ponta da mesa do editor,
e começou a arrancar, com os dentes, diminutos pedaços do
desenho, que mastigava e cuspia sistematicamente no chão.
Minutos depois, um picadinho de partículas de papel branco se
espalhavam por cima das mesas, das cadeiras, e em volta, no chão.
O desenho, uma abstração do líder africano Patrice Lumumba,
tinha virado picadinho, para surpressa da redação , e angústia
minha. Saímos do jornal e fomos encher a cara de cerveja no
bar mais próximo. Um belo trabalho tinha se perdido, mas,
em compensação, naquela noite o Cassio interpretou no balcão
do bar, acompanhado de uma caixa de fósforos, o repertório
quase completo de Noel Rosa... Era o ano de 1976, outros tempos,
outras conversas, e outros editores, mas a discussão continua sendo a mesma.
De lá para cá, foram surgindo novos profissionais,
tentando levar em frente aquela proposta que parecia
tão descabelada aos editores, e que ainda hoje pode
parecer a alguns. O mercado de trabalho mudou e,
aquilo que há 10 anos atrás foi força e talento na
imprensa brasileira, se transformou na imprensa
televisiva, esvaziando assim em muito o jornalismo
escrito. Vazio, rotina, deserção e até justificado desânimo,
aconteceu com muita gente. Mas também aconteceram
mudanças nos critérios e nas formas de expressão.
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