terça-feira, 24 de agosto de 2010

EQUIPO CRÔNICA / ESPANHA
Grupo de pintores valencianos,fundado em 1963 por Rafael Solbes, Manolo Valdés e Juan Antonio Toledo. O Equipo Crônica se afastou da arte informal e abstracionista para cultivar uma pintura figurativa dentro da tendência Pop Art. Seus trabalhos, de grande formato, criticavam a situação política da Espanha inspirados pelo Guernica de Picasso e a pintura de Diego Velázquez, misturando imagens absurdas e pastiches caricaturais da arte clássica. A sombra do franquismo está presente em toda a sua obra. A parôdia aos retratos de Velázquez está relacionada a utilização que o Ministério de Información y Turismo fazia dessas pinturas em cartazes publicitários com a intenção de exaltar o espírito espanhol. Frente a grandiosa e pitoresca imagem que o regime queria projetar, o Equipo Crônica expressava o clima sombrio desses anos de ditadura, recorrendo a ironia. Com o falecimento de Rafael Solbes em 1981, o grupo se disolveu
RAFAEL SOLBES - Valencia 1940 - 1981 / No inicio da sua carreira, Solbes recebeu influência da "pintura negra" do expressionista José Gutiérrez Solana (Madrid 1886 - 1945). Nas suas "colagens pintadas" utiliza os grandes planos de tintas chapadas, desenhos despersonalizados, e a iconografia criada pelos meios de comunicação, como veículo de expressão crítica.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

MANOLO VALDÉS - Valencia 1942 / Em 1959, depois de cursar dois anos na Escola de Belas Artes San Carlos, abandona os estudos para se dedicar a pintura. Valdés se desligou do Grupo Crônica em 1966, dois anos depois da sua criação. Em 1989 viajou a Nova Iorque onde fixou residência. Montou também estudio em Madrid para a realização de grandes esculturas. Sua pintura, de grandes formatos, indaga na memória social e nos icones da história da arte. Como escultor, é autor de "La Dama del Manzanares" (2003), obra de 13 metros de altura, situada no Parque Lineal de Manzanares (Madrid).
JUAN ANTONIO TOLEDO - Valencia 1940 - 1995 / Um dos expoentes mais importantes do realismo social nos anos 60 e 70. Membro fundador da Estampa popular e do Equipo Crônica, do qual se desligou em 1966. Desenvolveu uma obra individual na qual adapta a linguagem pop a realidade político-social do período. Não sendo constante como pintor, destacou-se como desenhista, valorizando o papel como suporte. Sua pesquisa de experimentação gráfica, é destacável na figuração espanhola da segunda metade do século XX.

domingo, 22 de agosto de 2010

Equipo Crônica - "Série negra" 1972 - acrílico sobre tela

Equipo Crônica - "Manifestación" 1965 - guache e nanquim sobre papel 0,70 x 0,50 cmts

Equipo Crônica - "Cayetana en la cocina" 1967 - acrílico sobre madeira 0,95 x 0,91 cmts

Equipo Crônica - "El recinto I" 1969 - acrílico sobre tela 1,00 x o,90 mts

Equipo Crônica - "El realismo socialista y el Pop-Art en el campo de batalha" 1969 - acrílico sobre tela 2,00 x 2,00 mts

Equipo Crônica - detalhe

Equipo Crônica - "El balcón" 1968 / Óleo sobre tela 1,00 x 0,90 cmts