O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
sábado, 13 de junho de 2009
SOBRE A DEFORMAÇÃO FACIAL CHAMADA "CARICATURA" /
É um erro colocar o humor como uma manifestação apenas
engraçada ou hilária. O humor pode ser áspero, amargo ou crítico.
O caricato e a sátira estão registrados como uma constante na
história da arte, como nos insólitos desenhos dos mestres japoneses,
em particular Hokusai. Em outros com tremenda força dramática,
como nos "Disparates" ou "Os Desastres da Guerra" e as "Pinturas
Negras" de Goya. O fascinio da fantasmagoria. Ainda na atualidade,
estão os desenhos do inglés Steadman, violéncia máxima nos
grafismos e humor patético. A chamada "caricatura" está longe de ser
inserida apenas no contexto humoristico. Ela é filha do Expressionismo. /
TRIMANO / São Paulo 1995 /
Jornal Unidade / Sindicato dos Jornalistas de SP. /
trecho de entrevista concedida ao ilustrador Kipper
sexta-feira, 12 de junho de 2009
"...ele busca juntar elementos do desenho erudito, aprendido
nos ateliês dos pintores neo-realistas, com o desenho da imprensa.
Une as artes plásticas as gráficas. Sua caricatura não queria
seguir o caminho tradicional do portrait-charge, e sim alcançar
um rigor plástico maior. Isso resulta em desenhos viscerais, fortes,
com grande carga expressionista. Expõe a alma do retratado nos
periódicos, sem se preocupar em fazê-lo parecer belo." /
ALESSANDRO ALVIM /
Rio de Janeiro 2004 /
texto para o anti-projeto de mestrado
em artes visuais para a UFRJ
"...o trabalho assume sua face humana e/ou desumana.
As imagens que surgem têm feições grotescas, simiescas, ao lado de outras
que sugerem um toque surrealista, e nos projetam para o reino do absurdo.
Por vezes o desenho pode até fazer rir, pelo inusitado da composição,
resvalando para o humor e a ironia, chegando mesmo ao sarcástico, mas
sempre de uma forma visceral. O trágico e cômico face a face ao nosso olhar
incrédulo e curioso, desvendando e expandindo os significados da informação escrita." /
ALVARO CALDAS /
Rio de Janeiro 2003
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