O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Autorretrato / óleo
Roberto Rodrigues - Rio de Janeiro 2006 / 2029
Um dos maiores ilustradores brasileiros, assassinado
aos 23 anos, em lugar do pai, Mário Rodrigues, dono
do jornal Crítica, por uma mulher, alvo de calúnia em
matêria publicada pelo jornal, com desenho do Roberto.
Simbolismo, romantismo tardío e decadência estão
presentes nas suas ilustrações. O subúrbio, as paixões humanas,
e o atelier compartido com Portinari.
Como seu irmão, o dramaturgo Nelson Rodrigues,
faz aguda crítica aos costumes da sociedade
carioca da época. Simbolismo e elementos do
Art-Nouveau convergem no seu desenho.
Beardsley e Egon Schiele, também os desenhos
de Victror Brecheret, e as influências da Arte Oriental,
iniciada pelos Impressionistas e moda nos anos 20
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
A cada animal que abate ou come sua própria espécie /
E cada caçador com rifles montados em camionetas /
E cada miliciano ou atirador particular /
com mira telescópica /
E cada capataz sulista de botas com seus cães /
& espingardas de cano serrado /
E cada policial guardião da paz com seus cães /
treinados para rastrear & matar /
E cada tira a paisana ou agente secreto /
com seu coldre oculto cheio de morte /
E cada funcionário público que dispara contra o público /
ou que alveja-para-matar criminosos em fuga /
E cada Guarda Civil em qualquer país que guarda os civis /
com algemas & carabinas /
E cada guarda-fronteiras em tanto faz qual posto de barreiras /
em tanto faz qual lado de qual Muro de Berlim /
cortina de Bambu ou de Tortilha /
E cada soldado de elite patrulheiro rodoviário em calças de /
equitação sob medida & capacete protetor /
de plástico & revólver em coldre ornado /
de prata /
E cada radiopatrulha com armas antimotim & sirenes e cada tanque /
antimotim com cassetetes & gás lacrimogênio
E cada piloto de avião com foguetes & napalm sob as asas /
E cada capelão que abençoa bombardeiros que decolam /
E qualquer Departamento de Estado de qualquer superestado que vende /
armas aos dois lados /
E cada Nacionalista em tanto faz que Nação em tanto faz /
qual mundo Preto Pardo ou Branco /
que mata por sua Nação /
E cada profeta com arma de fogo ou branca e quem quer que reforce /
as luzes do espírito á força ou reforce o poder /
de qualquer estado com mais Poder /
E a qualquer um e a todos que matam & matam & matam & matam /
pela Paz /
Eu ergo meu dedo médio /
na única saudação apropriada
Prisão de Santa Rita, 1968
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