domingo, 21 de dezembro de 2008

TRIMANO / Série "Urbana" - desenhos 1980 / 83./ Galerias do IBEU - Rio de Janeiro 1983

sábado, 20 de dezembro de 2008

Operários de obra, carregadores, passageiros de ónibus, de trem. Trabalhando, sofrendo, indo, chegando. Anónimos na multidão, mas cada qual com sua individualidade. Que Trimano explora, de forma fragmentada em 40 desenhos a nanquim expostos na galeria do IBEU. Á sua individual, Trimano deu o título de Série Urbana, "feita a partir de uma reflexão sobre as imagens da rua e das pessoas que nela transitam". Dando mais énfase a rostos e mãos, "muito expressivos no ser humano", ele transforma essas imagens do cotidiano em colagens, a partir de fotografias de jornais e rediofotos. Prontas as colagens, o artista as projeta e desenha, exagerando olhos, bocas, mãos, elementos que se destacam no seu trabalho. Tudo o mais é assesório,´pedaços de caixote, fundos de lixeiras, sucatas de carro, detalhes que, mesmo retalhados, dão a composição uma unidade clássica. Para Trimano sua série Urbanas é o resultado de várias influências, a começar pelo expressionismo argentino da década de 60. Este marcou-lhe tanto quanto o expressionismo alemão, e mais ainda, o desenho japonés de nanquim, (Hokusai). Trimano vê, no inicio do seu trabalho, influência dos muralistas mexicanos Rivera, Orozco e Siqueiros, e também de Portinari e Di Cavalcanti, "principalmente as caricaturas de Di da década de 40", uma caracterterística teatral. "Em cada janela de um ónibus, há um rosto diferente. E que diferentemente se expressa, rindo, chorando, lendo, falando, calando-se. Como se representasse no grande teatro que é a rua". Fundo a rostos e mãos, um desenho se destaca por ser o único de fato individualizado, isto é, sem fragmentação, "Retrato do escultor Rasec", (um trabalho mais lírico, menos catártico), que junto aos retratos de Tizuko e Yuko, iniciam uma nova série: "Os retratos". Maria Eduarda A. de Souz Trechos da matêria publicada no Jornal do Brasil / Caderno B - 1983

série Urbana / cartaz da exposição

nanquim

série Urbana / "Retrato de Tizuko"

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série Urbana / "Carregadores"

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série urbana / "O Grito"

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série Urbana / "Menino Iraniano"

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série Urbana / "Retrato de Yuko"

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série Urbana / "OS" - Carregador de sacas

nanquim

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

ARTISTAS DA ÁMÉRICA LATINA./ PAULO CAVALCANTE / Brasil

Paulo Cavalcante

PAULO CAVALCANTE / Rio de Janeiro 1962./ Junto a Lula Palomanes, Glauco da Cruz e Walter Luiz Vasconcellos, integra o grupo de desenhistas que edita, junto a editora Garamond, a revista de artes gráficas "Papel Brasil"./Começa a publicar seus desenhos no Pasquim em 1984, e inicia a sua colaboração na imprensa carioca./ Cavalcante realiza as suas colagem no computador, compostas de vinhetas e diversos elementos gráficos retirados de fontes diferentes. Neste "campo de ação", ele desconstrói e reconstrói o desenho criando uma "outra ordem", subvertendo a forma e formulando novas imagens e leituras. Como ilustrador da imprensa diária, parte da análise crítica de determinados fatos do mundo real, e chega a construir composições pelas quais se paseiam extranhos seres, bonecos, marionetes eletromecánicas protagonistas desta farsa do mundo dos homens./´Série Sagrada e carnificina diária neste "teatrinho" de diabólico humor./ Tánatos ronda essas imagens,/ Crua testemunha da violência dos fatos, o artista atua, o olho do artista atua./ Humor negro e "novo humor"./ Comicidade? Comicidade macabra no açougue, no super mercado... TRIMANO - Rio 2008
"Arte não é para mim uma questão estética./ O desenho não é um fim em si mesmo, sem sentido./ Não é garrancho musical, que só pode ser sentido ou adivinhado pelos homens cultos de nervos aguçados./ O desenho tem que se submeter novamente a um fim social" GEORGE GROSZ / 1924

série "Papel Brasil" 2000-02

nanquim e computador