O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
domingo, 21 de outubro de 2012
O quadro de Veermer Moça lendo uma carta à janela , agora em Dresden,
é habitualmente considerado uma obra inicial.
Mostra uma jovem a uma janela aberta, numa grande tensão interior e atenção,
a ler uma carta de amor que lhe fora dirigida. Vemo-la de perfil, mas o seu rosto
reflecte-se num pequeno ãngulo, levemente colorido, das vidraças da janela.
O facto da janela estar aberta serve, superficialmente, claro, para aumentar
a quantidade de luz que entra no quarto um tanto escuro.
O reposteiro de seda amarelo-esverdeado é um trabalho artístico de execução
brilhante.
É dificil concluir se é para ser visto como parte do quadro, uma cortina no quarto,
como outras que Veermer usou, puxada para um dos lados para mostrar o que
está a se passar, ou se - como no quadro de Rembrandt da Sagrada Familia,
1646, agora em Kassel - serve para criar a ilusão de uma cortina protetora
suspensa em frente do quadro.
A mulher está perdida em pensamentos, completamente absorvida na leitura
da carta que acaba de receber.
Tal como a rapariga do quadro de Dresden, está de frente para a janela,
o que não é visível, embora o brilho da parede à esquerda sugira a presença
dessa fonte de luz. A mulher pode estar grávida.
As especulações na literatura mais antiga sobre se a mulher representada aquí
seria a sua esposa, que teve varias gravidezes, não são decisivas para
a interpretação deste quadro. Ainda que Catharina Bolnes,nome da esposa,
tivesse sido modelo do artista, o quadro não deverá ser visto como um documento
intencionalmente biográfico.
extraido de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney
é habitualmente considerado uma obra inicial.
Mostra uma jovem a uma janela aberta, numa grande tensão interior e atenção,
a ler uma carta de amor que lhe fora dirigida. Vemo-la de perfil, mas o seu rosto
reflecte-se num pequeno ãngulo, levemente colorido, das vidraças da janela.
O facto da janela estar aberta serve, superficialmente, claro, para aumentar
a quantidade de luz que entra no quarto um tanto escuro.
O reposteiro de seda amarelo-esverdeado é um trabalho artístico de execução
brilhante.
É dificil concluir se é para ser visto como parte do quadro, uma cortina no quarto,
como outras que Veermer usou, puxada para um dos lados para mostrar o que
está a se passar, ou se - como no quadro de Rembrandt da Sagrada Familia,
1646, agora em Kassel - serve para criar a ilusão de uma cortina protetora
suspensa em frente do quadro.
A mulher está perdida em pensamentos, completamente absorvida na leitura
da carta que acaba de receber.
Tal como a rapariga do quadro de Dresden, está de frente para a janela,
o que não é visível, embora o brilho da parede à esquerda sugira a presença
dessa fonte de luz. A mulher pode estar grávida.
As especulações na literatura mais antiga sobre se a mulher representada aquí
seria a sua esposa, que teve varias gravidezes, não são decisivas para
a interpretação deste quadro. Ainda que Catharina Bolnes,nome da esposa,
tivesse sido modelo do artista, o quadro não deverá ser visto como um documento
intencionalmente biográfico.
extraido de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney
sábado, 20 de outubro de 2012
A principal evidência da utilização da Física
como ferramenta para esta obra e a diferença
no foco entre dois elementos da pintura: a cesta
no alto e o cesto de pão. Se observanos a cesta
ao fundo da cena e o cesto de pão em primeiro
plano, vemos que o cesto de pão está fora de
foco em relação à cesta. Uma pessoa a "olho nu"
não conseguiria retratar essa realidade assim
distorcida, a não ser que utilizasse algum tipo
de lente.
extraido de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney
como ferramenta para esta obra e a diferença
no foco entre dois elementos da pintura: a cesta
no alto e o cesto de pão. Se observanos a cesta
ao fundo da cena e o cesto de pão em primeiro
plano, vemos que o cesto de pão está fora de
foco em relação à cesta. Uma pessoa a "olho nu"
não conseguiria retratar essa realidade assim
distorcida, a não ser que utilizasse algum tipo
de lente.
extraido de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
A MINHA REALIDADE
Eu faço, sem dúvida,
pintura e escultura,
desde sempre.
Desde a primeira vez que comecei
a desehar e pintar.
E faço-o para viver na realidade,
para me defender,
para me alimentar,
para ser mais sólido.
Para me firmar
e me defender melhor.
Para atacar melhor.
Para juntar,
e avançar o mais possível
a todos os níveis,
em todas as direções.
Para me defender contra a fome
e o frio, contra a morte.
Para ser o mais livre possível,
para procurar com todos os meios
a minha disposição,
para ver melhor e melhor
compreender o que me rodeia.
E compreender melhor
para ser mais livre.
Para me consumar o mais possível
em tudo o que faço.
Para correr a minha aventura,
para descobrir novos mundos,
para fazer minha guerra,
é o prazer, é a jóia,
mas é a guerra.
é o prazer de ganhar ou de perder.
Alberto Giacometti
Eu faço, sem dúvida,
pintura e escultura,
desde sempre.
Desde a primeira vez que comecei
a desehar e pintar.
E faço-o para viver na realidade,
para me defender,
para me alimentar,
para ser mais sólido.
Para me firmar
e me defender melhor.
Para atacar melhor.
Para juntar,
e avançar o mais possível
a todos os níveis,
em todas as direções.
Para me defender contra a fome
e o frio, contra a morte.
Para ser o mais livre possível,
para procurar com todos os meios
a minha disposição,
para ver melhor e melhor
compreender o que me rodeia.
E compreender melhor
para ser mais livre.
Para me consumar o mais possível
em tudo o que faço.
Para correr a minha aventura,
para descobrir novos mundos,
para fazer minha guerra,
é o prazer, é a jóia,
mas é a guerra.
é o prazer de ganhar ou de perder.
Alberto Giacometti
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