O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Esperança abanou a cabeça; mas, logo depois estendeu-lhe a mão.
-Va lá, disse ela; ambos velhos, não será longo o consórcio.
- Pode ser indefinido.
- Como assim?
O velho Tempo pegou da noiva e foi com ela para um espaço
azul e sem termos, onde a alma de um deu à alma do outro
o beijo da eternidade. Toda a criação estremeceu deliciosamente.
A verdura dos corações ficou ainda mais verde.
Esperança, daí em diante, colaborou nos almanaques.
Cada ano, em cada almanaque, atava Esperança uma fita verde.
Então a tristeza dos almanaques era assim alegrada por ela;
e nunca o Tempo dobrou uma semana que a esposa
não pusesse um mistêrio na semana seguinte.
Deste modo todas elas foram passando, vazias ou cheias,
mas sempre acenando com alguma coisa que enchia a alma
dos homens de paciência e de vida. Assim as semanas,
assim os meses, assim os anos.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
HORACIO PILAR - Buenos Aires, Argentina 1935 - 1999 /
Amigo incondicional dos "tempos bravos, casado,
4 filhos, universitário, artesão, jornalista, titirero, carpinteiro,
funcionário público, publicitário, empleado. Foi castigado
com desemprego, perseguições, cárceres e desterro pelo
seu localismo político e falta de solenidade. Obras publicadas:
Poemas (1959 - Ed. Mano) - 5 Poetas: González Trejo, Gorbea,
Peroni, Pilar y Sicardi (1960 - Ed. Mano) - Amor y Conocimiento
(1967 - Ed. Mano)
La delgada nostalgia / destilando sus siempres
pasajeros, sus fugaces jamases, / sus presentes
ligeros. / Y la quimera de tocar con las manos /
lo que vuela lejano. / Si la memoria confunde los
espacios, / no es olvido la ausencia, es presente
el olvido. / El ajuar del exilio / es puro sentimiento. /
Ante el recuerdo mudo / el aliento golpea con sus
puños brumosos / y la letra se apoya sobre la puerta
y entra. / de: EXILIO II - 1979
El fuego junto al muro /
por dentro de estas ruinas / con sus manos
calientes va levantando el humo / que se
derrama afuera como lana carpida. /
El resplandor sonámbulo convoca la mirada, /
su perfume dorado baja por mi garganta. /
y cristales sonoros con inquietud de chispas /
encienden los espejos del recuerdo. /
Abajo, madre brasa en frágil cáscara /
contra el aire desgaja su naranja /
en boca del vacío. Con su incesante giro lo alimentan, /
y aplacando el pensar del pensamiento /
borran la distancia sobre el tiempo /
con sus nadas ardientes. / de: EXILIO I - 1976
La casa abandonada, / mi hambrienta soledad, /
y estas ramas heladas que gané a la tormenta, /
son razones de hogar que las llamas consumen. //
Afuera, en los patios del cielo, / recrudecen los truenos
traidos por el viento, / látigos y relámpagos ruedan
entreverados, / lentas tropas de nubes cierran el horizonte. //
En busca de madera retorno hacia la noche. /
de: EXILIO I - 1976
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