sexta-feira, 31 de julho de 2009

O CRUZEIRO DO SUL (la mufa) Sinto falta do Cruzeiro do Sul / quando a sede me faz erguer a cabeça / para beber teu vinho negro de meia-noite. / E sinto falta das esquinas com armazens dormilões / onde o perfume do mate treme na pele do ar. / Compreendo que isto está sempre lá / como um bolso onde a cada instante / a mão busca uma moeda o canivete o pente / a mão infatigável de uma estranha memória / que reconta seus mortos. J.C

París, 1979 - foto: Pepe Fernández

Molino del Salado, Segóvia.,1983 - foto: Mario Muchnik

Campo - foto: Juan José Raffaele

foto: E. Gamondés

"Não se deve sacrificar a literatura à política nem banalizar a política em benefício de um esteticismo literário. Eu não acreditaria no socialismo como destino histórico para a América Latina se não estivesse movido por razões de amor." / J.C
ARTISTAS DA AMÉRICA LATINA ANDRÉS CASCIANI
ANDRÉS CASCIANI - Mendoza - Argentina - 1982 / Egressado da Escola Provincial de Belas Artes de Mendoza. / Licenciado em Artes Visuais pela Universidad Nacional de Cuyo. / Realizou 6 exposições individuais. A mais recente em 2009 nas Salas Culturales de la Caja de la Salud na cidade de Mendoza. Participou na realização de grupos escultóricos do artista Osvaldo Chiavazza, e na realização de um mural no Museu de Chacras, junto ao artista Luis Scafati. / Desde 2004 trabalha como ilustrador no jornal "El Sol "de Mendoza.

Andrés Casciani

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Um desenho vale por mil palavras, dizem os chineses. Desenhar é construir uma ideia com outros instrumentos diferentes das palavras. / Paradoxalmente, quando tentamos definir essa ação primária que é o desenhar, a confrontamos com outra linguagem. Essa linguagem na qual estamos submersos, prescinde das palavras. / A pesar da poluição visual nos movimentamos num mundo deconceitos. / Tal vez este seja o principal motivo que nos aproxima dos desenhos de Andrés Casciani. Eles propõem outro tipo de reflexão não digo nova, pois a palavra nova já é velha. Elaborados com a urgência e a irreverência que nutrem a sua juvenil energia, são uma explosão, um vulcão em plena erupção. / Nas suas figuras lateja algo de trágico e violento. São feitos com a mesma substância com que se faz um poema. / Andrés ama desenhar. Esta paixão tem o acompanhado sempre. Já passou a prova de fogo na sua formação artistica, perante as acadêmicas testemunhas de Marcelo del Campo (mais conhecido como Marcel Duchamp), as quais não conseguiram o "evangelizar". Tampouco o distrairam outros cantos de sereia. / Seu vóo só está começando. Certamente no decorrer dos anos, teremos muitas outras provas do seu talento. / O mais importante de estes seus belos desenhos, é que contem a semente do que virá. Luis Scafati - 2008

DIA GRIS - nanquim e guache

ESTAMPIDA - tinta

SOLDADITOS - nanquim e colagem

SOLDADITOS - nanquim -

ICO ICO - nanquim e guache -

FULBO - nanquim

DIA GRIS - nanquim e guache

CRUZ - tinta

CABEÇA - tinta - 2007

ICO ICO - nanquim e guache - 2008