O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
O QUERERES / Onde queres revólver sou coqueiro /
E onde queres dinheiro sou paixão /
Onde queres descanso sou desejo /
E onde sou só desejo queres não /
E onde não queres nada, nada falta /
E onde voas bem alto eu sou o chão /
E onde pisas o chão minha alma salta /
E ganha liberdade na amplidão //
Onde queres familia sou maluco /
E onde queres romántico, burgués /
Onde queres Leblón sou Pernambuco /
E onde queres eunuco, garanhão /
Onde queres o sim e o não, tal vez /
E onde vês eu não vislumbro razão /
Onde queres o lobo eu sou o irmão /
E onde queres cowboy eu sou chinês
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Ah! bruta flor do querer /
Ah! bruta flor do querer //
Onde queres o ato eu sou espirito /
E onde queres ternura eu sou tesão /
Onde queres o livre decassílabo /
E onde buscas o anjo sou mulher /
Onde queres prazer sou o que dói /
E onde queres tortura, mansidão /
Onde queres um lar, revolução /
E onde queres bandido sou herói //
Eu queria quererte e amar o amor /
Construir-nos dulcíssima prisão /
Encontrar a mais justa adequação /
Tudo métrica e rima e nunca dor /
Mas a vida é real e de viés /
E vê só que cilada o amor me armou /
Eu te quero (e não queres) como sou /
Não te quero (e não queres) como és /
Ah! bruta flor do querer /
Ah! bruta flor do querer //
Onde queres comicio, flipper-video /
E onde queres romance, rock'n roll /
Onde queres a lua eu sou o sol /
E onde a pura natura, o inseticidio /
Onde queres mistério eu sou a luz /
E onde queres um canto, o mundo inteiro /
Onde queres quaresma, fevereiro /
E onde queres coqueiro sou obus //
O quereres e o estares sempre a fim /
Do que em mim é de mim tão desigual /
Faz-me querer-te bem, quererte mal /
Bem a ti, mal ao quereres assim /
Infinitamente pessoal /
E eu querendo querer-te sem ter fim /
E querendo-te aprender o total /
Do querer que há e do que não há em mim.
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