O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
sexta-feira, 18 de maio de 2018
quinta-feira, 17 de maio de 2018
segunda-feira, 14 de maio de 2018
CONTOS ILUSTRADOS
É sempre perturbador colocar-se diante do trabalho
de Trimano. Ele incomoda, leva o observador a olhar
de novo, a pensar. Ao mesmo tempo em que o atrai,
pela precisão e qualidade de seu traço. Seu desenho
assume a forma de uma verdadeira pintura gráfica.
As imagens sugerem um toque surrealista e não raro
nos projetam para o reino do absurdo.
O mistêrio da criação está em que se exige do artista
mais do que a simples representação gráfica.
Quando está sentado diante da prancheta um artista
como Trimano, trata-se de uma recriação do mundo
de uma forma visceral.
Nesta série de Contos Ilustrados, Trimano criou ilustrações para oito autores, escolhendo um conto de cada um.
De Hemingway a Cortázar, passando por Edgar Allan Poe,
Loyola Brandão e César Vallejo.
Ele se debruça sobre os textos para lhes insuflar vida,
guiado por sua intuição, sua sensibilidade e experiência.
São as artes do oficio. Oficio que tem uma de suas bases
no real, outras na fotografia e no cinema. São colagens
desenhadas, a nanquim, esferográfica ou guache.
No árduo trabalho de composição, o artista faz e desfaz,
recria camada por camada, numa busca inconciente
e reveladora do que pretende dizer o autor.
O jornalismo foi seu aprendizado de vida. Numa redação
de jornal, Trimano forjou sua própria linguagem gráfica,
aprendeu a trabalhar em preto e branco.
Com formação na escola argentina, reinventou a caricatura
e a ilustração de imprensa. Sempre de uma forma muito
radical, tornando-se o mestre de toda uma geração.
Seus desenhos escancaram, sangram, reviram do avesso
a realidade, para nos colocar diante do inesperado,
como se pode ver nesta exposição de Contos Ilustrados.
Álvaro Caldas
Jornalista e escritor
Rio de Janeiro
2018
É sempre perturbador colocar-se diante do trabalho
de Trimano. Ele incomoda, leva o observador a olhar
de novo, a pensar. Ao mesmo tempo em que o atrai,
pela precisão e qualidade de seu traço. Seu desenho
assume a forma de uma verdadeira pintura gráfica.
As imagens sugerem um toque surrealista e não raro
nos projetam para o reino do absurdo.
O mistêrio da criação está em que se exige do artista
mais do que a simples representação gráfica.
Quando está sentado diante da prancheta um artista
como Trimano, trata-se de uma recriação do mundo
de uma forma visceral.
Nesta série de Contos Ilustrados, Trimano criou ilustrações para oito autores, escolhendo um conto de cada um.
De Hemingway a Cortázar, passando por Edgar Allan Poe,
Loyola Brandão e César Vallejo.
Ele se debruça sobre os textos para lhes insuflar vida,
guiado por sua intuição, sua sensibilidade e experiência.
São as artes do oficio. Oficio que tem uma de suas bases
no real, outras na fotografia e no cinema. São colagens
desenhadas, a nanquim, esferográfica ou guache.
No árduo trabalho de composição, o artista faz e desfaz,
recria camada por camada, numa busca inconciente
e reveladora do que pretende dizer o autor.
O jornalismo foi seu aprendizado de vida. Numa redação
de jornal, Trimano forjou sua própria linguagem gráfica,
aprendeu a trabalhar em preto e branco.
Com formação na escola argentina, reinventou a caricatura
e a ilustração de imprensa. Sempre de uma forma muito
radical, tornando-se o mestre de toda uma geração.
Seus desenhos escancaram, sangram, reviram do avesso
a realidade, para nos colocar diante do inesperado,
como se pode ver nesta exposição de Contos Ilustrados.
Álvaro Caldas
Jornalista e escritor
Rio de Janeiro
2018
sexta-feira, 11 de maio de 2018
GIORGIO DE CHIRICO
Vólos, Grécia 1888 - Roma, Itália 1978
Pintor, co-fundador do movimento chamado Pintura Metafísica, e precursor do Surrealismo.
Após estudar na Grécia e em Munique, instalou-se em Paris
onde fez amizade com o poeta Apollinaire.
Em 1910 começa a trabalhar como ilustrador na editora
Bestetti Edizioni D'Arte, em Roma e Milão.
Em 1925 participou da primeira exposição surrealista.
Em 1924 e 1932 participou da Bienal de Veneza.
A pintura metafísica de De Chirico antecipa elementos
que depois aparecem na pintura surrealista: padrões
arquitetónicos, grandes espaços vazios, manequins
e ambientes oníricos.
No encontro que tiveram em 1917, De Chirico e Carlo Carrá
cunharam o termo pintura metafísica, que De Chirico vinha praticando desde 1910, numa recusa decidida ao Futurismo,
tanto nas soluções formais quanto na ideologia política
nacionalista de orientação fascista.
Menos que interpretar ou alterar a realidade, a sua pintura
dirige-se a outra realidade metafísica da história.
Os cenários projetados pelo pintor entre 1910 e 1915
permitem flagrar os contornos do novo estilo,
que se consolidará entre 1917 e 1920.
Os elementos arquitetónicos mobilizados nas composições -
colunas, torres, praças, monumentos neoclássicos,
chaminés de fábricas, constroem espaços vazios
e misteriosos onde a figura humana, quando presente,
carrega consigo um forte sentimento de solidão.
São meio-homens, meio-estátuas, vistos de costas
ou de longe. Quase não é possível entrever rostos,
apenas siluetas e sombras projetadas pelos corpos
e construções.
Apesar de ter sido um precursor, De Chirico repudiou
a sua obra surreal, e a partir de 1925 começou uma série de pinturas críticas da arte neo-clássica e releituras da escultura greco-romana, que incorpora nas suas composições,
prenunciando à Pop-Art.
dados extraídos da Wikipédia
Vólos, Grécia 1888 - Roma, Itália 1978
Pintor, co-fundador do movimento chamado Pintura Metafísica, e precursor do Surrealismo.
Após estudar na Grécia e em Munique, instalou-se em Paris
onde fez amizade com o poeta Apollinaire.
Em 1910 começa a trabalhar como ilustrador na editora
Bestetti Edizioni D'Arte, em Roma e Milão.
Em 1925 participou da primeira exposição surrealista.
Em 1924 e 1932 participou da Bienal de Veneza.
A pintura metafísica de De Chirico antecipa elementos
que depois aparecem na pintura surrealista: padrões
arquitetónicos, grandes espaços vazios, manequins
e ambientes oníricos.
No encontro que tiveram em 1917, De Chirico e Carlo Carrá
cunharam o termo pintura metafísica, que De Chirico vinha praticando desde 1910, numa recusa decidida ao Futurismo,
tanto nas soluções formais quanto na ideologia política
nacionalista de orientação fascista.
Menos que interpretar ou alterar a realidade, a sua pintura
dirige-se a outra realidade metafísica da história.
Os cenários projetados pelo pintor entre 1910 e 1915
permitem flagrar os contornos do novo estilo,
que se consolidará entre 1917 e 1920.
Os elementos arquitetónicos mobilizados nas composições -
colunas, torres, praças, monumentos neoclássicos,
chaminés de fábricas, constroem espaços vazios
e misteriosos onde a figura humana, quando presente,
carrega consigo um forte sentimento de solidão.
São meio-homens, meio-estátuas, vistos de costas
ou de longe. Quase não é possível entrever rostos,
apenas siluetas e sombras projetadas pelos corpos
e construções.
Apesar de ter sido um precursor, De Chirico repudiou
a sua obra surreal, e a partir de 1925 começou uma série de pinturas críticas da arte neo-clássica e releituras da escultura greco-romana, que incorpora nas suas composições,
prenunciando à Pop-Art.
dados extraídos da Wikipédia
Assinar:
Postagens (Atom)
