segunda-feira, 25 de setembro de 2017

ESCOLA UKIYO-E - HOKUSAI


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sábado, 23 de setembro de 2017

CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
A História Humana Contada Pela Arte
ARTE DO FILETE PORTENHO
FILETAGEM
Arte Popular da Cidade De Buenos Aires
Legado Renascentista
"El Barco" - Edição virtual - Monte Alto - Rio de Janeiro 2017
 
  

FILETAGEM

Filetagem é um estilo de pintura e desenho
tipicamente "portenho", que se caracteriza por linhas 
que se transformam em espirais, de cores fortes, 
uso recorrente da simetria, e efeitos tridimensionais 
através de sombras e perspectivas.
Seu repertório decorativo inclui estilizações de folhas,
animais, cornucopias, flores e galhardetes.
A Filetagem nasceu em Buenos Aires, porto e capital 
da Argentina no final do século XIX, como um ornamento
simples para embelezar carruagens de tração animal e, com o tempo, tornou-se uma arte pictórica própria 
e representativa da cidade. 
Geralmente são incluídas nas decorações frases espirituosas ou poéticas e aforismos humorísticos 
ou filosóficos, as vezes escritos em lunfardo (gíria), 
e com letras ornamentadas, geralmente góticas ou cursivas. Muitos de seus iniciantes faziam parte
das famílias de imigrantes europeus trazendo consigo
alguns elementos artísticos que foram combinados
com os do acervo crioulo, criando um estilo tipicamente 
argentino.
O início do fileteado têm origem nas carroças pintadas
de cinza e puxadas por cavalos, que transportavam os alimentos. Uma anedota, relatada pelo fileteador Enrique
Brunetti, conta que na avenida Paseo Colón, que naquele
então era o limite entre a cidade e o porto, 
existia uma oficina  de carroçarias na que trabalhavam
colaborando em tarefas menores, dois meninos humildes 
de origem italiana, que mais tarde se convertiriam
em destacados fileteadores: Vicente Brunetti, pai de Enrique e Cecilio Pascarella, de dez e treze anos de idade. Um dia o dono lhes pediu que dessem uma demão de pintura 
numa carroça, que na época eram pintadas de cinza. 
Tal vez por travesura, pintaram as chanfraduras da carroça
de vermelho, e o dono gostou da idéia. A partir desse dia
outros clientes quiseram pintar suas carroças com cores,
pelo que outras empresas de carroçarias imitaram a idéia.
Deste jeito teria-se iniciado a decoração das carroças.
A seguinte inovação foi a inclusão de cartazes nos que
figuravam o nome do proprietário, o seu endereço 
e a especialidade que transportava. 
Esta tarefa era, em princípio, realizada por letristas franceses, que em Buenos Aires de dedicavam a pintar
letreiros para os comércios.
O pintor que decorava carroças era chamado fileteador,
pois realizava o trabalho com pincéis de pêlo longo
ou pincéis para filetear. Esta é uma palavra derivada
do latim filum, que significa "fio", ou uma linha fina 
que serve de ornamento.
A aparição do automóvel provocou o fechamento 
das oficinas de carroças. O caminhão eliminou da cena
a carruagem de transporte, mas o caminhão representava
um desafio para o fileteador, pelo fato de ser muito maior e de estar cheio de sinuocidades de difícil acesso.
O trabalho do fileteador chegava no final, 
uma vez construído o veículo. Ele pintava sobre andaimes.
Costumava decorar os painéis laterais de madeira com flores
e dragões, enquanto a tábua principal era ornamentada
com algum tema proposto pelo dono. O fileteador assinava
no tabuão ou junto ao nome da carroçaria.
Quando os ônibus portenhos (chamados de "colectivos")
deixaram de ter o tamanho de carros, passando
a ser uma espécie de caminhão modificado para transportar pessoas, começaram a serem fileteados. Usava-se muito
a linha arabesca e os rodapés em forma horizontal, dando a volta à carroçaria do ônibus. O nome da empresa era escrito
com letras góticas, e no interior fileteava-se ocasionalmente a parte traseira da poltrona do motorista.

dados extraídos da Wikipédia

FILETE PORTENHO


FILETE PORTENHO


FILETE PORTENHO


FILETE PORTENHO


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FILETE PORTENHO


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
A História Humana Contada Pela Arte
ARTE DO PÓS-IMPRESSIONISMO
HENRI DE TOULOUSE-LAUTREC
A Ilustração na Pintura - O Retrato no Cartaz Publicitário
Influência da Fotografia e dos Cartazes Japoneses
    

HENRI DE TOULOUSE-LAUTREC
Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa
Albi, França 1864 - Saint-André-du-Bois, França 1901
Pintor e litógrafo pós-impressionista, conhecido por pintar
a vida boêmia de Paris no final do século XIX.
Sendo ele mesmo um boêmio, faleceu precocemente
aos 36 anos de sífilis e alcoolismo.
Trabalhou por menos de vinte anos, mas deixou um legado artístico importantíssimo, revolucionando o design gráfico
dos cartazes publicitários, e ajudando a definir o estilo que seria porteriormente conhecido como Art Nouveau.
Nascido na nobreza, era herdeiro de uma linhagem aristocrática francesa, seu pai era o conde Alphonse 
de Toulouse-Lautrec Monfa.
Lautrec sofria de uma doença genética rara, caracterizada por ossos frágeis e baixa estatura: ele media apenas 1.50 mts de altura.
Aos dezesseis anos foi estudar pintura com León Bonnat,
professor rígido que não o agradava. Logo foi estudar com
Fernand Cormon, cujo estúdio ficava nas ladeiras suburbanas de Montmartre, e Lautrec mudou-se 
para aquele bairro de má fama onde encontrou seu lugar entre trabalhadores, prostitutas e artistas de caráter duvidoso.
Frequentador assíduo do Moulin Rouge e de outros cabarés,
tinha como tema principal de suas pinturas a vida
da boêmia parisiense, que ele representava com um desenho satírico semelhante ao de Honoré Daumier,
e uma composição influenciada pela fotografia e as gravuras japonesas, dois fatores de grande importância cultural no fim
do século XIX.
Escondido no coração de Montmarte estava o jardim de Pere Foret onde Lautrec pintou uma série de retratos ao ar livre
de Carmen Gaudin (a modelo ruiva que aparece no quadro "A Lavadeira" de 1888.) Quando o cabaré Moulin Rouge abriu as portas, Lautrec foi contratado para fazer os cartazes
anunciando os espetáculos, e posteriormente passou a ter
assento cativo no cabaré, onde suas pinturas 
eram expostas. Em muitos cartazes pintados nessa época,
são retratadas famosas artistas dos cabarés como
Ivette Gilbert, a "dançarina louca" La Goulue, a qual criou o can can francês, e Jane Abril, retratada no cartaz 
"Divan Japonais".
Lautrec fez uma revolução nas artes gráficas e na publicidade do século XIX, cuja influência chegou até
a Modernidade no início so século XX. Além dos cartazes para o Moulin Rouge, fez também cartazes promocionais de outros cabarés e teatros. Foi quando a arte deixou de ser patrocinada pela igreja e os nobres, para ser
comprada pelo comércio crescente gerado pela revolução
industrial.
Em 1899, a vida desregrada e o exesso de alcool, cobram
seu preço, Lautrec sofre de crises e é internado numa clínica psiquiátrica.
Sua saúde vai se deteriorando, sofre ataques de paralisia
e não consegue mais pintar.
Em 9 de setembro de 1901, morreu em consequencia
de um derrame.

dados extraídos da Wikipédia