Barroco é o nome dado ao estilo artístico
que floresceu entre o final do século XVI
e meados do século XVIII, inicialmente na Itália,
difundindo-se em seguida pelos países católicos
da Europa e da América, antes de atingir,
em uma forma modificada, as áreas protestantes
e alguns pontos do Oriente.
Considerado como o estilo correspondente ao absolutismo
e à contrareforma, distingue-se pelo esplendor exuberante.
De certo modo o Barroco foi uma continuação natural
do Renascimento, porque ambos os movimentos
compartilharam de um profundo interesse pela arte
da Antiguidade Clássica, embora interpretando-a
diferentemente. Enquanto no Renascimento o tratamento
das temáticas enfatizava qualidades de moderação,
economia formal, austeridade, equilibrio e harmonia,
o tratamento barroco de temas idênticos mostrava
maior dinamismo, contrastes mais fortes, maior dramaticidade, exuberância, realismo, e uma tendência
ao decorativo, alem de manifestar uma tensão entre o gosto
pela materialidade opulenta e as demandas de uma vida espiritual. Mas nem sempre essas características são bem evidentes ou se apresentam todas ao mesmo tempo.
O Barroco constituiu não apenas um estilo artístico,
mas todo um período histórico e um movimento socio-
cultural, onde se formularam novos modos de entender
o mundo, o ser humano e Deus. As mudanças originadas pelo espírito barroco provem de um grande respeito
pela autoridade da Tradição Clássica, e de um desejo
de superá-la com a criação de obras originais,
dentro de um contexto que já se havia modificado
profundamente em relação ao período anterior.
Desde o Renascimento a Itália se tornara o maior polo
de atração de artistas em toda a Europa, e no início
do século XVI, Roma, sede do papado católico e capital
dos estados pontifícios, se tornara o maior centro irradiador
de influência artística, tendo a igreja como o mais pródigo mecenas. Mas desde lá, tendo passado por invasões
dramáticas, como a que culminou no "saque de Roma"
de 1527, e sofrendo com agitação interna, a Itália havia
perdido muito prestígio e força, ainda que continuasse
a ser a maior referência na cultura europeia. A atmosfera
otimista do Renascimento havia se desvanecido.
Os progressos na filosofia, nas ciências e nas artes,
o florescer do humanismo, não evitaram os ódios,
as guerras, e a fé no homem como imagem da divindade
e no mundo como um novo éden em potencial.
O Renascimento se deparava com o cinismo e a brutalidade
da política, a vaidade do clero, a eterna opressão do povo,
surgindo uma nova corrente cultural a que se deu o nome
de "Maneirismo", erudita, sofisticada, experimental, mas carregada de dúvidas e agitação, e dada a exentricidades pelo cultivo do bizarro. Os pintores maneiristas do século XVI eram menos realistas do que seus antecessores
da Alta Renascença, mas eles reconheceram e ensinaram muito sobre como a vida pode se tornar motivo
de perplexidade: através da sensualidade, do horror, do reconhecimento da vulnerabilidade, da melancolia, do lúdico,
da ironia, da ambiguidade e da atenção a diversas situações
sociais e naturais. Suas concepções tanto reforçaram
como refletiram a preocupação com a qualidade da vida
quotidiana, com o desejo de experimentar e inovar,
e com outros impulsos de índole política.
É possível que toda arte apresente esta postura,
mas o Maneirismo a tornou especialmente visível.
A convocação do "Concilio de Trento", teve profundas
consequências para a arte. Produzida na área de influência
da Igreja Católica: a teologia assumiu o controle e impôs
restrições às exentricidades maneiristas, buscando
reiterar a continuidade da tradição católica, recuperar
o decoro na representação, criar uma arte mais compreemsível para o povo e homogeneizar o estilo.
Desde então tudo devia ser submetido de antemão ao crivo
dos censores, desde o tema, a forma de tratamento
e até mesmo a escolha das cores e dos gestos
dos personagens. Tudo funcionando como uma grande agência de publicidade. Nesse processo a ordem
dos jesuitas foi de especial importância. Pelo seu refinado
preparo intelectual, teórico e artístico, os jesuitas exerceram
enorme influência na determinação dos rumos estéticos e ideológicos seguidos pela arte católica, estendendo
sua presença para a América e o Oriente através de suas inumeras missões de evangelização.
Nesse novo cenário, a arte palaciana e sofisticada
do Maneirismo já não encontrava lugar, e se tornara
especialmente imprópria para a representação sacra.
Enfrentando a poderosa concorrência protestante,
que lhe roubava multidões, a orientação da Igreja Católica
agora era na direção de produzir uma arte que pudesse
cooptar a massa do povo, apelando para o sensacionalismo
e uma emocionalidade intensa.
O estilo produzido por este programa se provou ambiguo:
pregava a espiritualidade mas usava de todos os meios materiais para a sensibilização sensorial do público.
As imagens eram criadas com formas naturalistas
como meio de serem imediatamente compreendidas
pelo povo inculto, mas faziam uso de complexos recursos
ilusionísticos e dramáticos, de efeito grandioso e teatral,
para aumentar o apelo visual emotivo, e estimular a piedade
e a devoção. São especialmente ilustrativos os paineis pintados nos tetos das igrejas católicas nesse período,
que aparentemente dissolvem a arquitetura e se abrem
para visões sublimes do "paraíso", povoado de santos,
de anjos e do Cristo. Ainda que alimentado pelo movimento
contrarreformista, o Barroco não se limitou ao mundo católico, afetando também áreas protestantes
como Alemanha, Países Baixos e Inglaterra. Em virtude
da colonização da América por países europeus,
naturalmente, o Barroco se transportou para o "Novo Mundo"
encontrando um terreno especialmente favorável nas regiões dominadas por Espanha e Portugal. Ambos os países, sendo monarquias centralizadas e irredutivelmente católicas,
por extensão sujeitas a Roma e adeptas do Barroco. Artistas europeus migraram para América e fizeram escola, e junto
com a grande penetração de misionários católicos,
muitos dos quais eram artistas habilidosos, criou-se
um Barroco multiforme e não raro influenciado pelo gosto
popular. Os artesãos escravos muito contribuiram
para dar a esse Barroco feições únicas. Os principais centros de cultivo do Barroco Americano foram: Perú, Equador, Paraguai, Bolívia, México e Brasil. É de destacar
com especial interesse o chamado "barroco missioneiro",
desenvolvido no âmbito das reduções guaranís do Brasil,
Bolívia, Argentina e Paraguai, aldeamentos indígenas
organizados por misionários católicos no intuito
à de convertê-los à fé cristã e aculturá-los ao modo de vida
ocidental, formando um Barroco híbrido com influência
da cultura nativa, onde floresceram muitos artesãos
e músicos índios, alguns de grande habilidade e talento
próprios.
dados extraídos da Wikipédia
O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
sábado, 18 de março de 2017
REMBRANDT VAN RIJN
Leida, Holanda 1606 - Amsterdã, Holanda 1669
Pintor e gravador, um dos maiores nomes da história da arte europeia e o mais importante da história holandesa.
Suas contribuições à arte surgiram em um período denominado "Século de Ouro dos Países Baixos", no qual
a influência política e cultural, particularmente na pintura,
atingiram seu ápice.
Tendo alcançado sucesso na juventude como pintor
de retratos, seus últimos anos foram marcados
por uma tragédia pessoal e dificuldades financeiras.
No entanto suas gravuras e pinturas foram populares
em toda a sua vida. Sua reputação como artista manteve-se
elevada e por vinte anos ensinou todos os importantes pintores holandeses.
Seus trabalhos de maior destaque são os retratos
de seus contemporâneos, as ilustrações de cenas bíblicas,
e os autorretratos, que formam uma biografia singular
e intimista em que o artista pesquisou a si mesmo.
Rembrandt ficou muito famoso pela quantidade
de autorretratos que realizou, mais de 100 no total,
por 40 anos. Estes autorretratos, que eram leituras psicológicas do autor, foram comparados aos que Vincent
Van Gogh, outro holandês, fez 200 anos depois.
Tanto na pintura como na gravura, Rembrandt expõe
um conhecimento completo da iconografia clássica, que ele moldou para se adequar às exigências da sua própria experiência, assim, a representação de uma cena bíblica
era baseada no seu conhecimento dos textos específicos,
e em suas observações da população judaica de Amsterdã.
dados extraídos da Wikipédia
Leida, Holanda 1606 - Amsterdã, Holanda 1669
Pintor e gravador, um dos maiores nomes da história da arte europeia e o mais importante da história holandesa.
Suas contribuições à arte surgiram em um período denominado "Século de Ouro dos Países Baixos", no qual
a influência política e cultural, particularmente na pintura,
atingiram seu ápice.
Tendo alcançado sucesso na juventude como pintor
de retratos, seus últimos anos foram marcados
por uma tragédia pessoal e dificuldades financeiras.
No entanto suas gravuras e pinturas foram populares
em toda a sua vida. Sua reputação como artista manteve-se
elevada e por vinte anos ensinou todos os importantes pintores holandeses.
Seus trabalhos de maior destaque são os retratos
de seus contemporâneos, as ilustrações de cenas bíblicas,
e os autorretratos, que formam uma biografia singular
e intimista em que o artista pesquisou a si mesmo.
Rembrandt ficou muito famoso pela quantidade
de autorretratos que realizou, mais de 100 no total,
por 40 anos. Estes autorretratos, que eram leituras psicológicas do autor, foram comparados aos que Vincent
Van Gogh, outro holandês, fez 200 anos depois.
Tanto na pintura como na gravura, Rembrandt expõe
um conhecimento completo da iconografia clássica, que ele moldou para se adequar às exigências da sua própria experiência, assim, a representação de uma cena bíblica
era baseada no seu conhecimento dos textos específicos,
e em suas observações da população judaica de Amsterdã.
dados extraídos da Wikipédia
Assinar:
Postagens (Atom)


































