terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

TRIMANO - Marcus Mello - "O filho do matador de boi" - ilustração para o poema "A Ilustração II" - hidrográfica e esferográfica


TRIMANO - Marcus Mello - "O filho do matador de boi" - Ilustração para o poema "Rosinha da Vida" - hidrográfica e esferográfica


EXPOSIÇÃO: O POEMA ILUSTRADO
MARTA KELLY
BUENOS AIRES, ARGENTINA 1943
SÉRIE "PARTITURA"
Inédito

TRIMANO - Retrato de Marta Kelly - hidrográfica e esferográfica


TRIMANO - Série "Partitura"


TRIMANO - Série "Partitura" - hidrográfica e esferográfica


TRIMANO - Série "Partitura" - nanquim


EL MANÁ

Tejen las tejedoras
la trama
los carbones permanecen 
encendidos
volcanes reverberan
ríos se secan
el mar espera
para dar
una gran bocanada
y tragar lo indigerible
lo que no fué lavado
ni resuelto.
Pertenecen los cónclaves
a la primera piedra
con grabado de muerte.
El maná fué un código
que solo vió descifrarse
el que tuvo
hambre y sed.
En el desierto.

Marta Kelly

TRIMANO - Série "Partitura" - hidrográfica e esferográfica


TRIMANO - Série "Partitura" - hidrográfica e esferofráfica


TRIMANO - Série "Partitura" - nanquim


ARDE

Desataron los caballos
del miedo
y comenzó el caos:
palabra galopada

Precipitación de genes
galopando
galopándome

Fúria de antecesores
sin parpados,
anhelando la gota
perlada de identidad

Este azufre errante 
este mercurio que sangra
sucede en mi

Marta Kelly

TRIMANO - Série "Partitura" - nanquim


TRIMANO - Série "Partitura" - nanquim


TRIMANO - Série "Partitura" - nanquim


TRIMANO - Série "Partitura" - detalhe


TRIMANO - Série "Partitura" - nanquim e esferográfica


TRIMANO - Série "Partitura" - nanquim


TRIMANO - Série "Partitura" - nanquim - detalhe


Série "Partitura"

SIN OPCIÓN

Que sea lápida 
esta piedra
de condensaciones
de humores
esta mazmorra
del dolor

Me habrán sacado 
el corazón alguna vez?
con un cuchillo de piedra
en un altar de piedra
en nombre de la prosperidad
de un pueblo
subiendo escalón por escalón
sin opción en la mañana 
de sol

Sabe que al fin
va a quedar
solo
una emanación
de lo Real

Marta Kelly

TRIMANO - Série "Partitura" - nanquim


TRIMANO - Série "Partitura" - nanquim


TRIMANO - Série "Partitura" - nanquim


EXPOSIÇÃO: O POEMA ILUSTRADO
FREDERICO GOMES
"OUTONO & INFERNO"
Editora TOPBOOKS
2012

TRIMANO - Frederico Gomes - "Outono & Inferno" - Retrato de Walt Whitman - Ilustração para o poema "1892-2002" - hidrográfica e esferográfica


1892-2002

Voz rumor dos rios
Voz quase-silêncio das planícies
Voz cantoria dos melros
Voz antivoz das estradas do Oeste
Voz roufenha do vento nas montanhas
Voz dos negros dos índios dos imigrantes
Voz dos becos das docas dos bares
Voz ruído das máquinas
Voz incessante dos mares
Voz dos animais das crianças das mulheres
Voz burburinho da Broadway
Voz de vozes múltiplas de Manhattan
Voz das vozes de toda a América
Vos das vozes das vozes de todos os lugares
whitmannianamente recolhidas em uma única voz:
Walt Whitman - o que eu queria dizer-te
é que relendo as folhas da relva
encontrei perdidas entre as páginas
duas pálidas pétalas de rosa
que ali deixara um moço (uma moça?)
em respeitosa homenagem
mais de um século após a tua morte
e que me pareceram o veludo da pele de tua face
sob a espessa barba - motivo óbvio,
                                                       ó grande urso.
porque ninguém jamais a tocara...
Whitman - o que eu queria dizer-te
é que as acariciei como se fossem tua face
(agora sem a barba) de criança de fêmea de macho

Frederico Gomes

TRIMANO - Frederico Gomes - "Outono & Inferno" - Ilustração para o poema "Quase Sonetos" - nanquim


TRIMANO - Frederico Gomes - "Outono & Inferno" - Ilustração para o poema Villon - nanquim


VILLON

Preferes da puta o sexo-torpeza
ao requinte do sexo turmalina da burguesa.

Ao Deus sério sobrepujas com deuses estorninhos
como sobrepuja-se à mesa a alegria dos vinhos.

Preteres o convívio de mandachuvas iracundos
pela amizade fraternal de boêmios e vababundos

Vês no tumulto do inferno lugar mais real
do que o fastio de um paraíso de anjos sem sal

Cantas do humano a podridão da morte
para melhor abrandar da vida o inexorável Norte

Preferes a sordidez da casa do hipócrita
à casa da hipocrisia do sórdido, inóspita

- O eterno! Diz um de modo vibrante.
Repeles com tédio e orgulho simultâneos:
                                                             - O instante

Ao culpado, crente ou teórico ofereces
o reino de risos e pássaros de tuas
                                                   antipreces...

Frederico Gomes

EXPOSIÇÃO: O POEMA ILUSTRADO
LUCIANA BRANDÃO CARREIRA
"ENTRE"
Editora VERVE
2014 


TRIMANO - Luciana Brandão Carreira - "Entre" - Retrato de Fernando Pessoa - Ilustração para texto manifesto do NOP - Nova Ordem de Poesia - Belém PA 2009 - hidrográfica e esferográfica


TRIMANO - Luciana Brandão Carreira - "Entre" - Ilustração para o poema "Palavras" - hidrográfica e esferográfica


PALAVRAS

Palavra - pirilampo:
Piscante
Pulsante 
Palpitante
Pululante

Palavra - pássaro:
Planadora
Portadora
Passageira
Peregrina

Palavra - poço:
Pulcro
Pústula
Punção
Portal

Palavra - pétala:
Pistão
Película
Pintura
Poesia pairada para poucos.

Palavra - pólvora:
Projétil
Potência
Partição
Perfuração

Palavra - pérola:
Pontual
Precisa
Pura
Perfeição

Palavra - pergaminho:
Pedra
Ponte
Passarela
Periférica

Palavra - pensamento:
Principal
Profusão
Para Possíveis
Poemas

Luciana Brandão Carreira

TRIMANO - Luciana Brandão Carreira - "Entre" - Ilustração para o poema "Fio D'água" - nanquim


EXPOSIÇÃO: O POEMA ILUSTRADO
ALEXEI BUENO
RIO DE JANEIRO 1963
SÉRIE "LAPA"
2012
Inédito

TRIMANO - Alexei Bueno - Série "Lapa" - Ilustração para o poema "Noturno" - hidrográfica e esferográfica - Estudo sobre escultura de Auguste Rodin


NOTURNO

Sobre os seus saltos, sob a lua cheia,
Os travestis desfilam como garças,
Farsa carnal em meio às outras farsas
Que o mundo absurdo no aéreo chão semeia.

São deusas-mães usando liga e meia,
De ancas imensas, madeixas esparsas,
De enormes seios, piscando aos comparsas,
Buscando otários para a escusa teia.

São Vênus neolíticas chamando
Sombras confusas, entre os cães sem casa
E os negros ébrios. Seu barroco bando

Volveu, pulsante, dos tetos das grutas,
E anda na névoa, como numa vasa,
Rotundas popas balouçando enxutas.

Alexei Bueno

TRIMANO - Alexei Bueno - Série "Lapa" - Ilustração para o poema "Lapa" - hidrográfica e esferográfica


TRIMANO - Alexei Bueno - Série "Lapa" - Ilustração para o poema "Lázaro" - hidrográfica e esferográfica


LÁZARO

Cobrimos o mendigo que dormia
Com jornais, os jornais do extinto dia.

De fora só ficaram os sapatos
Cambaios, já roídos pelos ratos.

Acendemos então, junto, uma vela
E arengamos na luz branca e amarela.

Um círculo de povo já envolvia
Nosso pranto, e o pinguço nem tremia.

Volveu por fim do reino dos defuntos.
Debandada! E ele riu. Riamos juntos.

Alexei Bueno

TRIMANO - Alexei Bueno - Série "Lapa" - Ilustração para o poema "I. M. L." - nanquim


EXPOSIÇÃO: O POEMA ILUSTRADO
AFONSO LIMA BARRETO
"DIÁRIO ÍNTIMO"
Editora EdiUSP - no prelo
2009 - 2010

TRIMANO - Retrato de Lima Barreto - nanquim


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

LIMA BARRETO - Afonso Henriques de Lima Barreto
Rio de Janeiro 1881-1922
Foi jornalista, um dos mais importantes escritores brasileiros,
e também o crítico mais agudo da República Velha, rompendo com o nacionalismo ufanista, e desmascarando as falsidades da República, que manteve os privilégios
das familias aristocráticas e dos militares.
Em sua obra, de temática social, privilegiou os pobres
e foi severamente criticado por escritores contemporâneos
por seu estilo despojado e coloquial, que acabou influenciando os escritores modernistas.
Fiel ao modelo do romance realista e naturalista, resgatou
as tradições cômicas, carnavalescas e picarescas da cultura
popular. Também queria que sua literatura fosse militante.
Escrever tinha a finalidade de criticar o mundo para despertar alternativas renovadoras dos costumes e das práticas que, privilegiam pessoas e grupos.
Para ele, o escritor tinha uma função social.

dados extraídos da Wikipédia

TRIMANO - Lima Barreto - "Diário Íntimo" - hidrográfica e esferográfica


TRIMANO - Lima Barreto - "Diário Íntimo" - hidrográfica e esferográfica


TRIMANO - Lima Barreto - "Diário Íntimo" - hidrográfica e esferográfica


TRIMANO - Lima Barreto -"Diário Íntimo" - hidrográfica e esferográfica


TRIMANO - Lima Barreto - "Diário Íntimo" - hidrográfica e esferográfica


EXPOSIÇÃO: O POEMA ILUSTRADO
AFONSO LIMA BARRETO
"RECORDAÇÕES DO ESCRIVÃO ISAIAS CAMINHA"
Editora EdiUSP - no prelo
2009 - 2010

TRIMANO - Lima Barreto - "Recordações do escrivão Isaias Caminha" - hidrográfica e esferográfica


TRIMANO - Lima Barreto - "Recordações do escrivão Isaias Caminha" - hidrográfica


TRIMANO - Lima Barreto - "Recordações do escrivão Isaias Caminha" - nanquim e hidrográfica - Estudo sobre uma fotografia de Mario de Andrade


TRIMANO - Lima Barreto - "Recordações do escrivão Isaias Caminha" - nanquim, esferográfica e colagem


TRIMANO - Lima Barreto - "Recordações do escrivão Isaias Caminha" - nanquim e esferográfica


EXPOSIÇÃO: O POEMA ILUSTRADO
MACHADO DE ASSIS 
RIO DE JANEIRO 1839-1908
"COMO SE INVENTARAM OS ALMANAQUES"
Um Diálogo Entre o Tempo e a Esperança
Editora Mercuryo - inédito
2009

TRIMANO - Machado de Assis - "Como se inventaram os almanaques" - Retrato de Machado de Assis - hidrográfica


TRIMANO - Machado de Assis - "Como se inventaram os almanaques" - hidrográfica e colagem - Estudo sobre escultura de Auguste Rodin


TRIMANO - Machado de Assis - "Como se inventaram os almanaques" - hidrográfica


TRIMANO - Machado de Assis - "Como se inventaram os almanaques" - hidrográfica - Estudo sobre escultura de Antoine Bourdelle


TRIMANO - Machado de Assis - "Como se inventaram os almanaques" - hidrográfica e colagem


TRIMANO - Machado de Assis - "Como se inventaram os almanaques" - hidrográfica e colagem


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
HORACIO COPPOLA
MODERNISMO RIOPLATENSE
FOTOGRAFIA DOCUMENTAL DE BUENOS AIRES


HORACIO COPPOLA
Buenos Aires, Argentina 1906-2012
Fotógrafo e cineasta
Filho de imigrantes italianos.
Começou a fotografar com 20 anos de idade.
Viaja a Europa nos anos 20 e 30, onde estuda fotografia
como forma de arte, e novas formas de composição.
Na Alemanha conhece a sua futura esposa, a fotógrafa
Grete Stern, com quem tiveram uma filha, Silvia, e um filho.
Mais tarde eles se divorciaram, e em 1959, Coppola casou-se com a pianista Raquel Palomeque.
De volta a Argentina, em 1936, foi contratado para fotografar
Buenos Aires por seu 400º aniversário, produzindo uma série documental muito importante sobre a história da cidade  As suas fotografias ilustraram a primeira edição de "Evaristo
Carriego", biografia do escritor por Jorge Luis Borges. (1930)
Coppola foi um dos pioneiros da fotografia argentina, estudou na Bauhaus nos anos trinta, e foi figura chave do Modernismo rioplatense.

dados extraídos da Wikipédia

COPPOLA - 1931


COPPOLA - Porto 1931


COPPOLA - 1931