O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
GERAÇÃO BEAT
Os beatniks foram um movimento socio cultural
surgido nos Estados Unidos nos anos 50 e principio dos 60, que subscreveram um estilo de vida anti-materialista,
na sequência da Segunda Guerra Mundial.
O autor do termo foi Jack Kerouac em 1948, e logo depois
o termo Geração Beat se generalizou para caracterizar
o submundo da juventude anti-conformista reunida em
Nova Iorque naquele tempo. O nome surgiu numa conversa
com o novelista John Clellon Holmes, que publicou um romance sobre a Geração Beat (Go), em 1952, junto
com um manifesto no The New York Times.
O adjetivo beat foi introduzido ao grupo por Herbert Huncke,
embora Kerouac tenha espandido o termo.
Beat fazia parte do calão do submundo, o mundo dos vigaristas, tóxicodependentes e pequenos ladrões, onde
Ginsberg e Kerouac procuraram inspiração. A expressão
podia significar oprimido, rebaixado, espezinhado.
Mas para Kerouac tinha uma conotação espiritual,
ele alegou que tinha identificado uma nova tendência
análoga à influente Geração Perdida de Hemingway
e Fitzgerald.
Kerouac criticou o que ele acreditava ser uma distorção
das suas idéias: "A Geração Beat, que foi uma visão
que nós, John Clellon Holmes, Ginsberg e eu tivemos,
foi uma maneira selvagen de uma geração de loucos,
iluminados hipsters, que fez subitamente a América ascender e avanzar seriamente a vadiar e a pedir boleia
em todo lado, esfarrapada, beatificada, bonita de uma nova forma graciosamente feia - uma visão colhida da forma como ouvimos a palavra beat pronunciada nas esquinas da rua Times Square e na Village, na noite dos centros de outras
cidades da América pós-guerra. Beat significa características de uma espiritualidade especial que não
agia em conjunto, eram solitários olhando para fora
da janela da parede nua da nossa civilização..."
Kerouac explicou: "uma tarde fuí a igreja da minha infância
e tive a visão de que beat tinha o significado
de "beatificado".
A filosofia beat era geralmente contra-cultural
e anti-materialista. Alguns escritores do grupo procuraram
religiões orientais como o Budismo e o Taoismo.
No político, a tendência era libertária, embora algumas figuras associadas ao movimento original, como Jack Kerouac e William Burroughs, abraçaram nais tarde idéias conservadores.
Na verdade, a Geração Beat, assim como o Movimento
Hippie é, antes de todos estes, o Existencialismo, fizeram
parte de um movimento maior chamado de "contracultura".
É interessante observar que a Geração Beat representou
a única voz nos Estados Unidos, contra o Macartismo,
política de intolerância que promoveu a chamada "caça
as bruxas", resultando num período de intensa patrulha
anti-comunista, perseguição política e desrespeito
aos direitos civis, o qual durou até meados da década
de 1950.
Formalmente, a poesia beat se aproxima da poesia surrealista, assim como a prosa caótica de Burroughs,
e a escrita simples e espontánea de Kerouac, politicamente
corajosa, mostrando que a expressão literária e artistica,
independe da erudição, e que o kitsch pode elevarse ao
sublime.
texto extraído da Wikipédia
Os beatniks foram um movimento socio cultural
surgido nos Estados Unidos nos anos 50 e principio dos 60, que subscreveram um estilo de vida anti-materialista,
na sequência da Segunda Guerra Mundial.
O autor do termo foi Jack Kerouac em 1948, e logo depois
o termo Geração Beat se generalizou para caracterizar
o submundo da juventude anti-conformista reunida em
Nova Iorque naquele tempo. O nome surgiu numa conversa
com o novelista John Clellon Holmes, que publicou um romance sobre a Geração Beat (Go), em 1952, junto
com um manifesto no The New York Times.
O adjetivo beat foi introduzido ao grupo por Herbert Huncke,
embora Kerouac tenha espandido o termo.
Beat fazia parte do calão do submundo, o mundo dos vigaristas, tóxicodependentes e pequenos ladrões, onde
Ginsberg e Kerouac procuraram inspiração. A expressão
podia significar oprimido, rebaixado, espezinhado.
Mas para Kerouac tinha uma conotação espiritual,
ele alegou que tinha identificado uma nova tendência
análoga à influente Geração Perdida de Hemingway
e Fitzgerald.
Kerouac criticou o que ele acreditava ser uma distorção
das suas idéias: "A Geração Beat, que foi uma visão
que nós, John Clellon Holmes, Ginsberg e eu tivemos,
foi uma maneira selvagen de uma geração de loucos,
iluminados hipsters, que fez subitamente a América ascender e avanzar seriamente a vadiar e a pedir boleia
em todo lado, esfarrapada, beatificada, bonita de uma nova forma graciosamente feia - uma visão colhida da forma como ouvimos a palavra beat pronunciada nas esquinas da rua Times Square e na Village, na noite dos centros de outras
cidades da América pós-guerra. Beat significa características de uma espiritualidade especial que não
agia em conjunto, eram solitários olhando para fora
da janela da parede nua da nossa civilização..."
Kerouac explicou: "uma tarde fuí a igreja da minha infância
e tive a visão de que beat tinha o significado
de "beatificado".
A filosofia beat era geralmente contra-cultural
e anti-materialista. Alguns escritores do grupo procuraram
religiões orientais como o Budismo e o Taoismo.
No político, a tendência era libertária, embora algumas figuras associadas ao movimento original, como Jack Kerouac e William Burroughs, abraçaram nais tarde idéias conservadores.
Na verdade, a Geração Beat, assim como o Movimento
Hippie é, antes de todos estes, o Existencialismo, fizeram
parte de um movimento maior chamado de "contracultura".
É interessante observar que a Geração Beat representou
a única voz nos Estados Unidos, contra o Macartismo,
política de intolerância que promoveu a chamada "caça
as bruxas", resultando num período de intensa patrulha
anti-comunista, perseguição política e desrespeito
aos direitos civis, o qual durou até meados da década
de 1950.
Formalmente, a poesia beat se aproxima da poesia surrealista, assim como a prosa caótica de Burroughs,
e a escrita simples e espontánea de Kerouac, politicamente
corajosa, mostrando que a expressão literária e artistica,
independe da erudição, e que o kitsch pode elevarse ao
sublime.
texto extraído da Wikipédia
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
FOTOGRAFIA DOCUMENTAL
Déborah Rodrigues Borges
Fotografia de compromisso social.
Surge a meados do século XX.
Aproximação com o fotojornalismo.
Registro aprofundado de temas factuais.
Trabalho desenvolvido com mais profundidade
do que a cobertura fotojornalística diária.
Desde o início, a fotografia documental
compartilha com o fotojornalismo o objetivo
de produzir um testemunho visual da realidade.
Entretanto, a imprensa, em meados do século XIX
não atribuirá a fotografia documental o mesmo status
do fotojornalismo.
Os temas consagrados pela fotografia documental,
que são referência ainda hoje para a fotografia e o
fotojornalismo, não atraíam o interesse do público
tanto quanto as coberturas fotográficas de guerras.
As guerras eram o tema privilegiado pelo fotojornalismo e, assim, projetos fotográficos que mostravam outras
realidades - a pobreza, a misêria, o trabalho infantil,
a exploração humana - não alcançavam a mesma importância no mercado editorial.
Somente com o avanço das tecnolgias de impressão
de fotografias esse tipo de publicação alcançará maior
importância no mercado.
Nos primordios da fotografia documental, o interesse dos
aficionados estava voltado para o registro de viagens
e curiosidades etnográficas de meados do século XIX.
O levantamento etnográfico dos indios norte-americanos
feito por Edward Curtis e Adam Vroman.
A fotografia de intenção documental e orientação
colonialista européia na África e no Oriente (cartões postais
como meio de fazer um "inventário" do mundo).
Com a fotografia documental, estabelece-se uma das grandes motivações da fotografia no século XX: o desejo
de conhecer o outro, de saber como o outro vive,
o que pensa, como vê o mundo, com o que se importa.
É interessante observar, ainda, um aspecto do desenvolvimento da fotografia documental: na imprensa,
ela é adotada primeiro pelos tabloides, e só mais tarde
pelos grandes jornais e pelas revistas ilustradas. Isso porque
as temáticas abordadas se enquadravam melhor, na época,
ao interesse do jornalismo "sensacionalista".
Em abril de 1935, o presidente norte-americano Franklin
Roosevelt criou a Resettlement Administration para encontrar soluções aos problemas que afetavam a população do setor rural.
Em 1937, a Resettlement Administration converteu-se em
Farm Security Administration (FSN), que desenvolve
trabalhos até 1949, com um conjunto de responsabilidades
que incluiam o apoio a pequenos administradores e a
reorganização das comunidades arruinadas pela Grande
Depressão motivada pelo crash de Wall Street em 1929.
Para documentar os trabalhos que tinham que ser empreendidos foi utilizada a fotografia, e estes documentos fotográficos se tornaram um dos mais significativos arquivos
da história norte-americana.
Colaboraram neste trabalho os fotógrafos: Arthur Rothstein,
Walker Evans, Carl Mydans, Ben Shahn, Dorothea Lange,
Russel Lee, Jack Delano, Marion Post Wolcott e John Vachon.
Déborah Rodrigues Borges
Fotografia de compromisso social.
Surge a meados do século XX.
Aproximação com o fotojornalismo.
Registro aprofundado de temas factuais.
Trabalho desenvolvido com mais profundidade
do que a cobertura fotojornalística diária.
Desde o início, a fotografia documental
compartilha com o fotojornalismo o objetivo
de produzir um testemunho visual da realidade.
Entretanto, a imprensa, em meados do século XIX
não atribuirá a fotografia documental o mesmo status
do fotojornalismo.
Os temas consagrados pela fotografia documental,
que são referência ainda hoje para a fotografia e o
fotojornalismo, não atraíam o interesse do público
tanto quanto as coberturas fotográficas de guerras.
As guerras eram o tema privilegiado pelo fotojornalismo e, assim, projetos fotográficos que mostravam outras
realidades - a pobreza, a misêria, o trabalho infantil,
a exploração humana - não alcançavam a mesma importância no mercado editorial.
Somente com o avanço das tecnolgias de impressão
de fotografias esse tipo de publicação alcançará maior
importância no mercado.
Nos primordios da fotografia documental, o interesse dos
aficionados estava voltado para o registro de viagens
e curiosidades etnográficas de meados do século XIX.
O levantamento etnográfico dos indios norte-americanos
feito por Edward Curtis e Adam Vroman.
A fotografia de intenção documental e orientação
colonialista européia na África e no Oriente (cartões postais
como meio de fazer um "inventário" do mundo).
Com a fotografia documental, estabelece-se uma das grandes motivações da fotografia no século XX: o desejo
de conhecer o outro, de saber como o outro vive,
o que pensa, como vê o mundo, com o que se importa.
É interessante observar, ainda, um aspecto do desenvolvimento da fotografia documental: na imprensa,
ela é adotada primeiro pelos tabloides, e só mais tarde
pelos grandes jornais e pelas revistas ilustradas. Isso porque
as temáticas abordadas se enquadravam melhor, na época,
ao interesse do jornalismo "sensacionalista".
Em abril de 1935, o presidente norte-americano Franklin
Roosevelt criou a Resettlement Administration para encontrar soluções aos problemas que afetavam a população do setor rural.
Em 1937, a Resettlement Administration converteu-se em
Farm Security Administration (FSN), que desenvolve
trabalhos até 1949, com um conjunto de responsabilidades
que incluiam o apoio a pequenos administradores e a
reorganização das comunidades arruinadas pela Grande
Depressão motivada pelo crash de Wall Street em 1929.
Para documentar os trabalhos que tinham que ser empreendidos foi utilizada a fotografia, e estes documentos fotográficos se tornaram um dos mais significativos arquivos
da história norte-americana.
Colaboraram neste trabalho os fotógrafos: Arthur Rothstein,
Walker Evans, Carl Mydans, Ben Shahn, Dorothea Lange,
Russel Lee, Jack Delano, Marion Post Wolcott e John Vachon.
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