O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
domingo, 9 de novembro de 2014
FANG LIJUN
Handan, Provincia de Hebei,
República Popular da China 1963.
Em 1990, houve um movimento cultural
na China conhecido como Realismo Cínico,
do qual Lijun era membro. Viver na China
nesses momentos críticos, moldou sua visão
de mundo e seus pontos de vista sobre a arte
e os valores humanos.
No início de 1992, mudou-se para a aldeia
Yuanmingyuan, comunidade criada pelos artistas
com o propósito de enfrentar a adversidade
econômica e cultural do período, e poder pintar
e se expressar livremente. Mas, sem receber
nenhum tipo de financiamento, Lijun como outros
pintores da sua geração, passaram por momentos
extremadamente difíceis para conseguir realizar
a sua obra. Ele fez a sociedade olhar para os artistas
como pessoas normais, em vez de párias excêntricos.
O termo Realismo Cínico, não pode cobrir integralmente
todo o sentido da realidade da vida. Nas pinturas do Realismo Cínico há uma sensação de deboche, caricatura
e ridicularização das circunstâncias. Diferente do Realismo
Clássico, austero e humanista. Disse Lijun: "O bastardo
pode ser enganado uma centena de vezes, mas ele ainda
cai para o mesmo velho truque. Nos preferimos ser chamados de perdedores, furos, casos perdidos ou canalhas, mais nunca sermos enganados de novo..."
dados extraídos da Wikipédia
Handan, Provincia de Hebei,
República Popular da China 1963.
Em 1990, houve um movimento cultural
na China conhecido como Realismo Cínico,
do qual Lijun era membro. Viver na China
nesses momentos críticos, moldou sua visão
de mundo e seus pontos de vista sobre a arte
e os valores humanos.
No início de 1992, mudou-se para a aldeia
Yuanmingyuan, comunidade criada pelos artistas
com o propósito de enfrentar a adversidade
econômica e cultural do período, e poder pintar
e se expressar livremente. Mas, sem receber
nenhum tipo de financiamento, Lijun como outros
pintores da sua geração, passaram por momentos
extremadamente difíceis para conseguir realizar
a sua obra. Ele fez a sociedade olhar para os artistas
como pessoas normais, em vez de párias excêntricos.
O termo Realismo Cínico, não pode cobrir integralmente
todo o sentido da realidade da vida. Nas pinturas do Realismo Cínico há uma sensação de deboche, caricatura
e ridicularização das circunstâncias. Diferente do Realismo
Clássico, austero e humanista. Disse Lijun: "O bastardo
pode ser enganado uma centena de vezes, mas ele ainda
cai para o mesmo velho truque. Nos preferimos ser chamados de perdedores, furos, casos perdidos ou canalhas, mais nunca sermos enganados de novo..."
dados extraídos da Wikipédia
sábado, 8 de novembro de 2014
ZHANG XIAOGANG
Kunming, Provincia de Yunnan,
República Popular da China 1958
As obras de Xiaogang, inspiradas em fotografias
de familia do período da Revolução Cultural, geralmente
em preto e branco, reproduzem a linguagem fotográfica
em pinturas de grandes tamanhos. Seus retratos do
"novo realismo", evocam também a tradição surrealista
européia, e a preocupação com a noção de "identidade"
dentro da cultura chinesa do coletivismo.
As alterações físicas dos modelos: cabeças e olhos grandes e mãos pequenas, assim como planos de cor compostos de forma simbólica encima dos rostos, conferem as cenas,
um clima de tensão psicológica.
dados extraídos da Wikipédia
Kunming, Provincia de Yunnan,
República Popular da China 1958
As obras de Xiaogang, inspiradas em fotografias
de familia do período da Revolução Cultural, geralmente
em preto e branco, reproduzem a linguagem fotográfica
em pinturas de grandes tamanhos. Seus retratos do
"novo realismo", evocam também a tradição surrealista
européia, e a preocupação com a noção de "identidade"
dentro da cultura chinesa do coletivismo.
As alterações físicas dos modelos: cabeças e olhos grandes e mãos pequenas, assim como planos de cor compostos de forma simbólica encima dos rostos, conferem as cenas,
um clima de tensão psicológica.
dados extraídos da Wikipédia
CHANG XUGONG
Tangshan, Hebei, República Popular da China 1957
Pintor-bordador
Nas suas "pinturas bordadas", Chang Xugong, exalta
o homem chinés, em retratos trabalhados com cores puras
e bordados em seda, o que realça a cor,
conseguindo uma luminosidade oposta ao plano "fosco"
da tinta óleo e acrílica. A imagem deixa de ser "um quadro", para se transformar numa "peça gráfica", mais
próxima do cartaz do que da pintura. Em muitas das suas obras Xugong faz zombaria dos "novos valores" impostos
pelo consumismo norteamericano à China, continente
muito antigo, com centos de formas folclóricas e culturas tradicionais. Ele representa modelos sorridentes, vestindo roupas da moda ocidentais, multi coloridas, como os vendedores dos anúncios publicitários, rodeados de dólares e objetos de consumo urbano, disse: " Nos tendemos a esquecer nossas tradições, na busca das últimas tendências, muitas vezes destinadas à apagar nossa memoria..." Em obras como Dólar e Euro séries,de 2003,
os modelos são apresentados sem fundo, sugerindo a sua total desconexão das tradições de seu país, sua história recente e seu passado. Em vez disso, eles se apegam às armadilhas da riqueza recém descoberta, motos, telefones celulares e casacos de pele, num desfile ostentatório.
A combinação da mão e a máquina de costura ressalta
o "kitsch" dos temas.
No tratamento das figuras, e no tom crítico das composições
as pinturas-bordadas de Xugong, me lembraram as séries
tropicalistas das pinturas do brasileiro Glauco Rodrigues.
dados extraídos da Wikipédia
Tangshan, Hebei, República Popular da China 1957
Pintor-bordador
Nas suas "pinturas bordadas", Chang Xugong, exalta
o homem chinés, em retratos trabalhados com cores puras
e bordados em seda, o que realça a cor,
conseguindo uma luminosidade oposta ao plano "fosco"
da tinta óleo e acrílica. A imagem deixa de ser "um quadro", para se transformar numa "peça gráfica", mais
próxima do cartaz do que da pintura. Em muitas das suas obras Xugong faz zombaria dos "novos valores" impostos
pelo consumismo norteamericano à China, continente
muito antigo, com centos de formas folclóricas e culturas tradicionais. Ele representa modelos sorridentes, vestindo roupas da moda ocidentais, multi coloridas, como os vendedores dos anúncios publicitários, rodeados de dólares e objetos de consumo urbano, disse: " Nos tendemos a esquecer nossas tradições, na busca das últimas tendências, muitas vezes destinadas à apagar nossa memoria..." Em obras como Dólar e Euro séries,de 2003,
os modelos são apresentados sem fundo, sugerindo a sua total desconexão das tradições de seu país, sua história recente e seu passado. Em vez disso, eles se apegam às armadilhas da riqueza recém descoberta, motos, telefones celulares e casacos de pele, num desfile ostentatório.
A combinação da mão e a máquina de costura ressalta
o "kitsch" dos temas.
No tratamento das figuras, e no tom crítico das composições
as pinturas-bordadas de Xugong, me lembraram as séries
tropicalistas das pinturas do brasileiro Glauco Rodrigues.
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