sexta-feira, 22 de agosto de 2014

RENASCIMENTO
ARTE SACRA / O RETRATO / POESIA VISUAL

SANDRO BOTICELLI
Florença, Itália 1445-1510
Alessandro di Mariano Filipepi, passou a história
como Sandro Boticelli, o pintor mais notável do século XV.
Foi aprendiz de Andréa del Verrochio entre 1467 e 1470, 
na mesma época que Leonardo da Vinci.
Boticelli dedicou boa parte de sua carreira as grandes familias da Toscana, especialmente os Medici, para os quais
pintou retratos, entre os que se destaca o "Retrato de Giuliano de Medici" e "Adoração dos Magos", obra que
o colocou definitivamente sobre a proteção dessa rica familia
que protagonizava a história política da cidade de Florença
na época.
Em 1481, Boticelli foi chamado a Roma pelo Papa Sisto 4º, para trabalhar junto com Ghirlandaio, Luca Signorelli, Cossimo Roselli e Perugino, na decoração da Capela Sistina, onde realizou os afrescos "As Provações de Moisés", "O Castigo dos Rebeldes" e a "Tentação de Cristo".
Participou dos círculos da corte de Lorenzo de Medici, recebendo a influência do neoplasticismo cristão que
pretendia conciliar as idéias cristãs com as clássicas.
Pintou cenas mitológicas como "A Primavera" (1477)
e "O Nascimento de Vénus" (1483).
São freqüentes também os quadros de temática religiosa.
Os anos que se seguiram a 1494 foram difíceis tanto para Florença como para o pintor. Os Medici perderam o poder
e o monje dominicano Girolamo Savonarola instaurou um governo republicano que criticava a corrupção da igreja.
Boticelli refletiu a tensão desse período.
dados extraídos da Wikipédia   

BOTICELLI


BOTICELLI - Cristo - óleo


BOTICELLI - A Descida da Cruz - óleo


BOTICELLI - detalhe - óleo


BOTICELLI - Cabeça de Cristo - - óleo


BOTICELLI - detalhe - óleo


BOTICELLI - detalhe - óleo


BOTICELLI - A Virgem - óleo


BOTICELLI - Maternidade (A Virgem e o Menino) - óleo


BOTICELLI - Auto-retrato - témpera


BOTICELLI - Retrato - óleo


BOTICELLI - Retrato - témpera


BOTICELLI - "Nascimento de Vênus" - témpera - 1483


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

BOTICELLI - "Nascimento de Vênus" - detalhe


BOTICELLI - "Nascimento de Vênus" - detalhe


BOTICELLI - "Nascimento de Vênus" - detalhe


BOTICELLI - Retrato de Dante Alighieri - óleo


BOTICELLI - Retrato- óleo


BOTICELLI - Retrato - óleo


BOTICELLI - Retrato de Juliano de Médici - óleo


BOTICELLI - Retrato de menino com chapeu preto" - óleo 1470


BOTICELLI - Retrato de Simoneta Vespucci - óleo


BOTICELLI - Retrato - óleo


BOTICELLI - "Dante Alighieri no exílio" - óleo


BOTICELLI - Retrato - óleo


BOTICELLI - "A Primavera" - detalhe


BOTICELLI - "A Primavera" - detalhe


BOTICELLI - "A Primavera" - témpera


terça-feira, 19 de agosto de 2014

A RESPONSABILIDADE DO ARTISTA
Andrei Tarkovski

Para começar, gostaria de retomar a comparação,
ou melhor, o contraste entre literatura e cinema.
a única característica comum entre estas duas
formas de arte inteiramente autônomas
e independentes é, a meu ver, a maravilhosa
liberdade de usar o material como querem.
Já falei antes sobre a dependência mútua entre
a imagem cinematográfica e a experiência do autor
e do espectador. A prosa também, naturalmente,
conta com a experiência emocional, espiritual
e intelectual do leitor, como qualquer outra arte.
Mas o peculiar na literatura é que por mais minuciosos
os detalhes colocados pelo autor em uma página, ainda assim o leitor irá "ler" e "ver" somente aquilo para que foi
preparado pela sua - e só sua - experiência, pela conformação do seu caráter, já que estas formaram 
as predileções e idiossincracias do gosto que se tornaram
parte dele. Nem mesmo as passagens en prosa mais naturalista e detalhadas permanecem sob o controle
do artista: aconteça o que acontecer, o leitor irá percebê-las
de maneira subjetiva.
O cinema é a única forma de arte em que o autor pode se considerar como o criador de uma realidade não convencional, literalmente, o criador do seu próprio mundo.
No cinema, a tendência inata do homem
para a auto-afirmação encontra um dos seus meios 
de realização mais completos e diretos. 
Um filme é uma realidade emocional, e é assim que a plateia
o recebe - como uma segunda realidade.
Por esse motivo a concepção amplamente difundida do cinema como um sistema de signos parece-me profunda
e essencialmente errada. Percebo uma premisa falsa
na própria base da abordagem estruturalista.
Estamos falando sobre os diferentes tipos de relação
com a realidade sobre os quais cada forma de arte fundamenta e desenvolve seu sistema específico de
convenções. Nesse aspecto, coloco o cinema e a música
entre as artes imediatas, já que não precisam de linguagem
mediadora. Este fator determinante fundamental sublinha o parentesco entre música e cinema e, pelo mesmo motivo,
afasta o cinema da literatura, onde tudo é expresso através da linguagem, de um sistema de signos, de hierogligos.
A obra literária só pode ser recebida através de símbolos, de conceitos - pois é isso que as palavras são; mas o cinema,
como a música, permite uma percepção inteiramente imediata, emocional e sensível da obra.
Através das palavras, a literatura descreve um acontecimento, um mundo interior, uma realidade externa que o autor deseja reproduzir. O cinema utiliza-se dos materiais oferecidos pela própria natureza, pela passagem do tempo, manifestos dentro do espaço que observamos
ao nosso redor e no qual vivemos. Certa imagem do mundo
surge na conciência do escritor, e ele então, através de palavras, a transporta para o papel. Mas a película cinematográfica imprime mecanicamente os traços do mundo incondicional que entram no campo de visão da câmera, e a partir deles é posteriormente construída uma imagem do todo.
(continúa)

ANDREI TARKOVSKI - Cena de "A Infancia de Iván"


Amigos, no meio das aulas do curso
eu postei alguns trechos de um livro
do diretor de cinema russo Andrei Tarkovski
intitulado Esculpir o Tempo, onde discute
a relação do artista com o público espectador,
no caso do cinema, e leitor, quando nos referimos
a palavra escrita e a ilustração, seja na literatura,
seja no jornalismo. Eu já citei que a minha primeira
escola de artes visuais, foi o cinema que assistia
quando criança muito antes de estudar arte. E sempre relacionei o cinema, com os quadrinhos pela sequencia, e com a ilustração pela montagem.
A seleção do material para a realização de uma ilustração:
escolha dos cenários onde se passa a história, vestuário
e tipos físicos dos protagonistas, é a mesma que faz
um diretor de cinema para montar seu filme.
Nesse sentido, a dedicação e a espectativa sobre 
as pessoas que recebem o nosso trabalho, é a mesma em qualquer artista, e as questóes levantadas pelo Tarkovski
valem tanto para o cineasta quanto para o ilustrador.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
ANDREW WYETH
REALISMO 
SÉRIE "PINTURAS DE HELGA"

ANDREW WYETH
Chadds Ford, Pensilvânia, Estados Unidos 1917-2009
Foi um pintor realista estadounidense, também conhecido
por fazer uma arte regionalista. Wyeth, alem de pintor, era exelente desenhista e mestre da aquarela. 
Uma das imagens mais conhecidas da arte americana
do século XX, é a sua pintura "O mundo de Cristina",
têmpera realizada quando o artista tinha 31 anos.
O quadro está inspirado na vizinha, Cristina Olson, que sofria de paralisia nas pernas, e morando sozinha, era obrigada a se arrastar pelo campo em volta da sua casa para se locomover.
Wyeth provinha de uma família de artistas, e teve o seu pai,
também pintor e ilustrador, apreciador da poesia de Robert Frost e dos escritos de Henry Toureau, como seu único professor, que o influenciou profundamente.
Outra influência importante no seu trabalho, foi o filme
de King Vidor  intitulado The Big Parade, que retratava
a dinâmica familiar parecida com a sua própria. Wyeth assistiu inúmeras vezes ao filme sendo menino ainda
e Vidor, anos mais tarde fez o documentário Metáfora, onde ele e Wyeth discutem a influência do filme na sua pintura.
Com a orientação de seu pai, ele dominou a figura humana, 
o estudo da aquarela e da têmpera de ovo, uma técnica de pintura que vem dos tempos medievais e consiste na mistura dos pigmentos de cor com a gema do ovo e água,
conseguindo maior transparência nas cores e a mesma durabilidade que o óleo.
Ele estudou história da arte por conta própria, admirando
os mestres da Renascença e pintura norte americana, especialmente Wilson Homer.
É famosa a sua série de desenhos e pinturas de Helga Testorf, realizados ao longo do período 1971-1985, sem
o conhecimento da esposa do pintor nem do marido da modelo, John Testorf, deixando em evidência o relacionamento amoroso de ambos.
Wyeth, ao longo da sua vida, criou trabalhos em nítido contraste com a abstração, que ganhou a arte americana desde meados do século XX.
dados extraídos da Wikipédia   

WYETH - Série HELGA - témpera


WYETH - Série HELGA - lápiz


WYETH - Série HELGA - lápiz


WYETH - Série HELGA - témpera


WYETH - Série HELGA - témpera - detalhe


WYETH - Série HELGA - aquarela


WYETH - Série HELGA - aquarela


WYETH - Série HELGA - témpera


WYETH - Série HELGA - aquarela