O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Em duas oportunidades ilustrei romances
de coleções dirigidas ao público infanto-juvenil.
O primeiro foi Moby Dick de Herman Melville,
editado pela Abril Cultural em 1972.
O segundo romance foi 4 Dias de Rebelião,
de Joel Rufino dos Santos, editado pela FTD
em 1992. Em ambos os casos tive a impressão
de estar ilustrando um filme.
São textos cinematográficos que me levaram a
observar os historyboards e os quadrinhos,
ambos relacionados com a montagem das cenas
num filme.
de coleções dirigidas ao público infanto-juvenil.
O primeiro foi Moby Dick de Herman Melville,
editado pela Abril Cultural em 1972.
O segundo romance foi 4 Dias de Rebelião,
de Joel Rufino dos Santos, editado pela FTD
em 1992. Em ambos os casos tive a impressão
de estar ilustrando um filme.
São textos cinematográficos que me levaram a
observar os historyboards e os quadrinhos,
ambos relacionados com a montagem das cenas
num filme.
Livro - Quatro dias de rebelião
Quatro dias de rebelião é a história
romanceada da Revolta Contra a Vacina Obrigatória, episódio intrigante da
Primeira República. Durante quatro dias, em novembro de 1904, a população pobre
do Rio de Janeiro tomou conta da cidade, surrando vacinadores, invadindo
prédios públicos, destruindo os lampiões da iluminação pública e as obras da
nova avenida. No quarto dia, políticos de oposição e militares florianistas se
tentaram valer da rebelião popular para derrubar Rodrigues Alves, não o
conseguindo porque a sublevação das ruas extinguiu-se como fogo de palha. No
fundo, a vacina fora simples pretexto. As ruas estavam repletas de
desempregados e desabrigados (o prefeito Pereira Passos ficara conhecido como o
?Bota-Abaixo?), enquanto a política monetarista do presidente anterior
provocava recessão comercial e industrial. O livro enfoca a trincheira popular
da Saúde, e suas personagens heróicas ? algumas de carne e osso, como Manduca;
outras inventadas, como Nero. A base daqueles rebeldes é a antiga rua da Mortona,
travestida em Travessa da Pouca-Vergonha. O cenário é o Rio de Janeiro de 1904,
estreito sorridente, miserável e festivo.
MOBY DICK, é um romance do escritor norte-americano
Herman Melville (1819-1891).
A história começa quando Ismael, já veterano do mar, decide embrenhar-se em outra atividade marítima,
a pesca de baleias.
Para tal, viaja para uma região especializada na referida
pesca. Na véspera do embarque, instala-se numa hospedaría próxima ao cais, onde conhece Queequeg,
um gigante indígena que acaba se tornando seu melhor amigo, Queequeg é arpoador do navio "The Pequod",
cujo capitão, conhecido pelo nome de Ahab, é louco, e persegue uma baleia branca chamada de Moby Dick , que num confronto o deixara aleijado, para matá-la.
A novela tem um final trágico, quando a baleia vira a embarcação afogando toda a sua tripulação, só se salvando
Ismael, o relator.
O livro foi revolucionário para a época, com descrições
intrincadas e as imaginativas aventuras do narrador,
suas reflexóes pessoais, e grandes trechos de não-ficção
sobre variados assuntos referêntes a vida num navio baleeiro.
O romance é inspirado no naufrágio do Essex, navio
comandado pelo capitão George Pollard, que afundou
depois de ser atingido por uma baleia.
Embora Melville tenha obtido grande sucesso no inicio da sua carreira, sua popularidade foi decaindo ao longo dos anos.
Faleceu quase completamente esquecido, sem conhecer
o sucesso que sua mais importante obra, o romance
Moby Dick , alcançaria no século XX.
Melville é da mesma geração que Julio Verne (1828-1905)
autor de narrativas extraordinárias, com as quais Moby Dick
pode ser relacionada, e é aparentado a "escritores aventureiros" americanos, como Jack London (1876-1916) e Ernest Hemingway (1899-1961).
Herman Melville (1819-1891).
A história começa quando Ismael, já veterano do mar, decide embrenhar-se em outra atividade marítima,
a pesca de baleias.
Para tal, viaja para uma região especializada na referida
pesca. Na véspera do embarque, instala-se numa hospedaría próxima ao cais, onde conhece Queequeg,
um gigante indígena que acaba se tornando seu melhor amigo, Queequeg é arpoador do navio "The Pequod",
cujo capitão, conhecido pelo nome de Ahab, é louco, e persegue uma baleia branca chamada de Moby Dick , que num confronto o deixara aleijado, para matá-la.
A novela tem um final trágico, quando a baleia vira a embarcação afogando toda a sua tripulação, só se salvando
Ismael, o relator.
O livro foi revolucionário para a época, com descrições
intrincadas e as imaginativas aventuras do narrador,
suas reflexóes pessoais, e grandes trechos de não-ficção
sobre variados assuntos referêntes a vida num navio baleeiro.
O romance é inspirado no naufrágio do Essex, navio
comandado pelo capitão George Pollard, que afundou
depois de ser atingido por uma baleia.
Embora Melville tenha obtido grande sucesso no inicio da sua carreira, sua popularidade foi decaindo ao longo dos anos.
Faleceu quase completamente esquecido, sem conhecer
o sucesso que sua mais importante obra, o romance
Moby Dick , alcançaria no século XX.
Melville é da mesma geração que Julio Verne (1828-1905)
autor de narrativas extraordinárias, com as quais Moby Dick
pode ser relacionada, e é aparentado a "escritores aventureiros" americanos, como Jack London (1876-1916) e Ernest Hemingway (1899-1961).
quarta-feira, 21 de maio de 2014
CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
A FOTOGRAFIA NO CINEMA
SERGUEI EISENSTEIN
QUE VIVA MÉXICO!
A FOTOGRAFIA DE EDUARD TISSÉ
_________________________________
SERGUEI EISENSTEIN
Riga, Império Russo 1898 - Moscou, União Soviética 1948
________________________________________________
FILMOGRAFIA
1923 - O Diário de Glumov
1924 - A Greve
1925 - O Encouraçado Potemkin
1927 - Outubro
1928 - A Linha Geral
1931 - Que Viva México!
1935 - O Prado de Benjine
1938 - Alexander Nevski
1944 - Ivan O Terrível - parte I
1945 - Ivan O Terrível - parte II
A FOTOGRAFIA NO CINEMA
SERGUEI EISENSTEIN
QUE VIVA MÉXICO!
A FOTOGRAFIA DE EDUARD TISSÉ
_________________________________
SERGUEI EISENSTEIN
Riga, Império Russo 1898 - Moscou, União Soviética 1948
________________________________________________
FILMOGRAFIA
1923 - O Diário de Glumov
1924 - A Greve
1925 - O Encouraçado Potemkin
1927 - Outubro
1928 - A Linha Geral
1931 - Que Viva México!
1935 - O Prado de Benjine
1938 - Alexander Nevski
1944 - Ivan O Terrível - parte I
1945 - Ivan O Terrível - parte II
QUE VIVA MÉXICO! foi um projeto inacabado
do cineasta vanguardista russo Serguei Eisenstein,
sobre a cultura do México da época pre-hispânica
até à Revolução Mexicana (1910-1920). A produção
do filme foi marcada por dificuldades financeiras
e finalmente abandonada. Este foi seu maior projeto
de filme e a maior tragédia pessoal. Eisenstein chegou
no México em dezembro de 1930, patrocinado
pelo escritor Sinclair Lewis e sua esposa. Em 1933,
Einsenstein pediu aos Sinclair mais fundos, mas foram-lhe
recusados. Com o vencimento do prazo do visto do seu passaporte, Eisenstein viu-se obrigado a regressar a União Soviética.
O material original nunca foi montado e foi vendido para um produtor americano, reconstruído e exibido com o título de Tempestade sobre o México.
Em 1979, Grigori Aleksandrov, a partir dos storyboards
originais de Eisenstein, compilou uma aproximação à montagem que fora planejada. A história era altamente
estruturada, e consistia em quatro novelas ou cenários,
mais um prólogo e um epílogo. A banda sonora para cada história iria ter uma canção folklórica mexicana distinta.
Alem disso, cada um dos episódios narraría a história
de um par romántico, mostraria o culto aos mortos na imagem das caveiras, e culminaria com a ridicularização
da morte.
A fotografia, como em todos os filmes de Eisenstein, é de Eduard Tissé.
dados extraídos da Wikipédia
_________________________________________________
Uma década depois, em 1942, Orson Welles visitou o Brasil,
contratado pela produtora americana RKO, para filmar um
documentário sobre o carnaval carioca que levou por título
"É Tudo Verdade". A idéia dos produtores era de um filme
"cliché", que mostrasse um Brasil "banana e pandeiro"
para servir de propaganda à "política da boa vizinhança"
dos Estados Unidos para com os países da América Latina, principalmente o Brasil.
Welles, ao contrário do esperado, fez um documetário austero em preto e branco, mostrando a miséria dos camponeses nordestinos, e acompanhou a travessia
de quatro pescadores cearenses numa jangada
com destino ao Rio de Janeiro, com a missão
de levar reivindicações ao presidente Getúlio Vargas.
Nas proximidades do Rio, uma onda virou a jangada e um dos pescadores, o lider do grupo, morreu afogado,
isto fez com que o governo boicotasse o filme,
e os produtores americanos mandassem suspender as filmagens.
do cineasta vanguardista russo Serguei Eisenstein,
sobre a cultura do México da época pre-hispânica
até à Revolução Mexicana (1910-1920). A produção
do filme foi marcada por dificuldades financeiras
e finalmente abandonada. Este foi seu maior projeto
de filme e a maior tragédia pessoal. Eisenstein chegou
no México em dezembro de 1930, patrocinado
pelo escritor Sinclair Lewis e sua esposa. Em 1933,
Einsenstein pediu aos Sinclair mais fundos, mas foram-lhe
recusados. Com o vencimento do prazo do visto do seu passaporte, Eisenstein viu-se obrigado a regressar a União Soviética.
O material original nunca foi montado e foi vendido para um produtor americano, reconstruído e exibido com o título de Tempestade sobre o México.
Em 1979, Grigori Aleksandrov, a partir dos storyboards
originais de Eisenstein, compilou uma aproximação à montagem que fora planejada. A história era altamente
estruturada, e consistia em quatro novelas ou cenários,
mais um prólogo e um epílogo. A banda sonora para cada história iria ter uma canção folklórica mexicana distinta.
Alem disso, cada um dos episódios narraría a história
de um par romántico, mostraria o culto aos mortos na imagem das caveiras, e culminaria com a ridicularização
da morte.
A fotografia, como em todos os filmes de Eisenstein, é de Eduard Tissé.
dados extraídos da Wikipédia
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Uma década depois, em 1942, Orson Welles visitou o Brasil,
contratado pela produtora americana RKO, para filmar um
documentário sobre o carnaval carioca que levou por título
"É Tudo Verdade". A idéia dos produtores era de um filme
"cliché", que mostrasse um Brasil "banana e pandeiro"
para servir de propaganda à "política da boa vizinhança"
dos Estados Unidos para com os países da América Latina, principalmente o Brasil.
Welles, ao contrário do esperado, fez um documetário austero em preto e branco, mostrando a miséria dos camponeses nordestinos, e acompanhou a travessia
de quatro pescadores cearenses numa jangada
com destino ao Rio de Janeiro, com a missão
de levar reivindicações ao presidente Getúlio Vargas.
Nas proximidades do Rio, uma onda virou a jangada e um dos pescadores, o lider do grupo, morreu afogado,
isto fez com que o governo boicotasse o filme,
e os produtores americanos mandassem suspender as filmagens.
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