O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
ALBERTO BRECCIA nasceu em Montevideo, Uruguay em 1919.
Com 3 anos de idade mudou-se com sua familia para o bairro de
Mataderos, suburbio de Buenos Aires.
O nome do bairro se deve a que, nessa região
estavam instalados os currais onde se sacrificava o gado.
Após deixar a escola, Breccia trabalhou numa fábrica
de embalagem de tripas.
Em 1938 consegue emprego na revista "El Resero", onde
escreveu materias e desenhou as capas.
Em 1939 começou a carreira profissional na editora de Manuel Lainez,
ilustrando as revistas "Rataplan", "El Gorrión", e "Kid Rio Grande"
Em 1950, junto com Hugo Pratt e outros ilustradores, fundam a
Escola Panamericana de Arte, um projeto único até hoje, de uma escola
de artes gráficas dedicada ao ensino da ilustração e dos quadrinhos.
Em 1957 conhece Héctor Oesterheld, escritor e dono da editora Frontera,
que publicava a revista de quadrinhos "Hora Cero", uma referência
na ilustração editorial argentina dessa época.
Para "Hora Cero", Breccia desenhou varios personagens criados por Oesterheld
que ficaram famosos, como o repórter de guerra Ernie Pike, cujas histórias
também foram ilustradas por Hugo Prat, e onde o personagem principal
é caracterizado com a fisionomia do escritor.
Em 1962 a dupla Oesterheld-Breccia produziú uma das histórias mais importantes
da sua parceria: "Mort Cinder", uma história de terror.
Em 1969, Oesterheld reescreveu o roteiro de "O Eternauta" para a revista argentina
"Gente", Breccia desenhou a história com um estilo decididamente experimental,
recorrendo a diversas técnicas. O trabalho resultante, foi anticonvencional e anticomercial e recebeu a desaprovação do "digestivo" público da revista,
dedicada as fofocas dos chamados "colunáveis". Breccia recusou-se a modificar
seu estilo, e a história parou de ser publicada.
Alberto Breccia, Vicente Solano López e Hugo Pratt, transformaram o desenho das histórias em quadrinhos, mecánico e sem vida nos idos de 50, em ilustrações com referências nas artes visuais e na literatura mais próximo do estilo dos gibis europeus
que dos comics americanos. Este refinamento de um género considerado até pouco tempo atrás, infantil e de pouco valor intelectual, foi semelhante ao aparecimento de música clássica nos ie-ie-ie dos Beatles.
Nessa nova forma de relato, os protagonistas passam a se comportar não
como bonecos e sim como atores cinematográficos, e as histórias deixam de ser
clichés para expressarem conteúdos mais próximos da literatura livresca.
Breccia é um desenhista de humor negro, "goyesco", que lembra
também o cinema expressionista. Seu desenho sempre foi autoral e experimental, duas atitudes anticomerciais, mais próprias do artista ilustrador que do ilustrador
prestador de serviços, e na sua última fase foi quase abstrato. Esta é a sua lição.
Existem semelhanças entre Breccia e Frank Miller na forma de iluminar as cenas
e os rostos com planos cortantes de preto e branco, que nos levam a evocação
do cinema negro americano. No caso de Frank Miller, o envolvimento do seu desenho com o cinema, o levou a co-dirigir a versão filmada da sua história "Sin City".
Com 3 anos de idade mudou-se com sua familia para o bairro de
Mataderos, suburbio de Buenos Aires.
O nome do bairro se deve a que, nessa região
estavam instalados os currais onde se sacrificava o gado.
Após deixar a escola, Breccia trabalhou numa fábrica
de embalagem de tripas.
Em 1938 consegue emprego na revista "El Resero", onde
escreveu materias e desenhou as capas.
Em 1939 começou a carreira profissional na editora de Manuel Lainez,
ilustrando as revistas "Rataplan", "El Gorrión", e "Kid Rio Grande"
Em 1950, junto com Hugo Pratt e outros ilustradores, fundam a
Escola Panamericana de Arte, um projeto único até hoje, de uma escola
de artes gráficas dedicada ao ensino da ilustração e dos quadrinhos.
Em 1957 conhece Héctor Oesterheld, escritor e dono da editora Frontera,
que publicava a revista de quadrinhos "Hora Cero", uma referência
na ilustração editorial argentina dessa época.
Para "Hora Cero", Breccia desenhou varios personagens criados por Oesterheld
que ficaram famosos, como o repórter de guerra Ernie Pike, cujas histórias
também foram ilustradas por Hugo Prat, e onde o personagem principal
é caracterizado com a fisionomia do escritor.
Em 1962 a dupla Oesterheld-Breccia produziú uma das histórias mais importantes
da sua parceria: "Mort Cinder", uma história de terror.
Em 1969, Oesterheld reescreveu o roteiro de "O Eternauta" para a revista argentina
"Gente", Breccia desenhou a história com um estilo decididamente experimental,
recorrendo a diversas técnicas. O trabalho resultante, foi anticonvencional e anticomercial e recebeu a desaprovação do "digestivo" público da revista,
dedicada as fofocas dos chamados "colunáveis". Breccia recusou-se a modificar
seu estilo, e a história parou de ser publicada.
Alberto Breccia, Vicente Solano López e Hugo Pratt, transformaram o desenho das histórias em quadrinhos, mecánico e sem vida nos idos de 50, em ilustrações com referências nas artes visuais e na literatura mais próximo do estilo dos gibis europeus
que dos comics americanos. Este refinamento de um género considerado até pouco tempo atrás, infantil e de pouco valor intelectual, foi semelhante ao aparecimento de música clássica nos ie-ie-ie dos Beatles.
Nessa nova forma de relato, os protagonistas passam a se comportar não
como bonecos e sim como atores cinematográficos, e as histórias deixam de ser
clichés para expressarem conteúdos mais próximos da literatura livresca.
Breccia é um desenhista de humor negro, "goyesco", que lembra
também o cinema expressionista. Seu desenho sempre foi autoral e experimental, duas atitudes anticomerciais, mais próprias do artista ilustrador que do ilustrador
prestador de serviços, e na sua última fase foi quase abstrato. Esta é a sua lição.
Existem semelhanças entre Breccia e Frank Miller na forma de iluminar as cenas
e os rostos com planos cortantes de preto e branco, que nos levam a evocação
do cinema negro americano. No caso de Frank Miller, o envolvimento do seu desenho com o cinema, o levou a co-dirigir a versão filmada da sua história "Sin City".
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
O ETERNAUTA
Apresentação de cenas da versão filmada de "O Eternauta",
novela de ficção cientifico-política de Héctor Oesterheld,
ilustrada em quadrinhos por Francisco Solano López entre 1957 e 1961
na revista "Hora Cero", da qual Oesterheld era editor.
"O Eternauta" relata uma suposta invasão de Buenos Aires por seres alienígenas que utilizam uma chuva de flocos venenosos para exterminar a população.
Os fatos sinistros que marcaram a história argentina nas décadas de 1970-80 deixando miles de desaparecidos, transformaram "O Eternauta" num relato premonitório e alegórico.
No Brasil, a novela foi lançada em 2012 pela Editora Martins Fontes.
O ETERNAUTA
Apresentação de cenas da versão filmada de "O Eternauta",
novela de ficção cientifico-política de Héctor Oesterheld,
ilustrada em quadrinhos por Francisco Solano López entre 1957 e 1961
na revista "Hora Cero", da qual Oesterheld era editor.
"O Eternauta" relata uma suposta invasão de Buenos Aires por seres alienígenas que utilizam uma chuva de flocos venenosos para exterminar a população.
Os fatos sinistros que marcaram a história argentina nas décadas de 1970-80 deixando miles de desaparecidos, transformaram "O Eternauta" num relato premonitório e alegórico.
No Brasil, a novela foi lançada em 2012 pela Editora Martins Fontes.
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