segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O ETERNAUTA - O filme


O ETERNAUTA - OESTERHELD
Capas das Edições - Varias Épocas 

O ETERNAUTA


O ETERNAUTA


O ETERNAUTA


O ETERNAUTA


O ETERNAUTA


O ETERNAUTA


HÉCTOR OESTERHELD
A Editora Frontera / Revista "Hora Cero"
"O Eternauta"
Ficção política na ficção científica 

Capa da revista Hora Cero, ilustrada por Hugo Pratt - Editora Frontera


Capa da revista Hora Cero, ilustrada por Hugo Pratt - Editora Frontera


O ETERNAUTA - edição brasileira - Ed. Martins Fontes - 2012


HÉCTOR OESTERHELD


HÉCTOR OESTERHELD - Buenos Aires, Argentina 1919-1977
Foi leitor voraz desde cedo. Seus primeiros trabalhos foram
com obras de divulgação científica e livros infantis feitos
na segunda metade da década de 1940. Oesterheld dividia
os escritos com a Geologia, que foi gradativamente perdendo
espaço para seus roteiros. Sua primeira história em quadrinhos
data de 1951, publicada pela Abril. A editora havia sido fundada
na Argentina anos antes por César Cívita, e tinha no catálogo
produções importadas da Itália e também dos Estados Unidos,
com os personagens de Disney. Em 1950, seu irmão, Victor Cívita,
trouxe o material ao Brasil, à então editora Primavera, depois rebatizada
de Abril.
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A editora argentina, aos poucos, passou a produzir histórias no próprio país.
Oesterheld rapidamente se tornou um dos principais escritores da casa.
Começou com Cargamento Negro, sobre dois agentes ingleses. Depois
vieram séries mais famosas, entre elas a de aventuras Bull Rocket e o faroeste
Sargento Kirk, desenhado pelo italiano Hugo Pratt, que, anos depois,
criaria na Europa as histórias de Corto Maltese.
Já como diretor de uma das revistas, Oesterheld produziu, em 1956,
um conjunto de livros de bolso com os principais personagens.
O bom retorno estimulou a criação de uma editora própria, a Frontera,
inaugurada em abril do ano seguinte.
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A editora Frontera iniciou com a publicação de uma revista homônima
e de outra batizada  de Hora Cero. Na nova empreitada, Oesterheld levou consigo
os três principais desenhistas da Abril: Pratt, Alberto Breccia e Francisco Solano López, morto em agosto de 2011 e com quem dividiría a autoria de El Eternauta.
Ambos já haviam transitado por outra história de ficção científica, Rolo, El Marciano
Adoptivo, sobre um professor que descobre uma ameaça extraterrestre e procura
a todo custo evitá-la. Na prática, funcionou como um ensaio para a série que viría.
"Lembro que Oesterheld me chamou e me disse: "Vou lançar uma revista semanal.
O que você quer fazer?" - recorda Solano López, em depoimento registrado no livro 
Solano López en Primera Persona - "E eu lhe disse: "Quero fazer uma ficção científica
realista". El Eternauta surgiu na sequência.
O tom realista mencionado pelo desenhista é percebido desde as primeiras páginas.
O leitor de então, 1957, podia ver as ruas de Buenos Aires como cenário de fundo
dos enigmáticos flocos de neve que tiravam a vida de todos os que entrassem em
contato com eles. A trajetória de Juan Salvo e seu grupo em busca da sobrevivência
era contada como se estivesse ocorrendo naquele exato momento, fora da casa
de quem lia a história. Somava-se a isso o caráter maduro da trama criada pelo
roteirista, voltada para um leitor adulto, e não para as crianças, principal público-alvo
dos quadrinhos da época.
A série foi narrada em capítulos. Semana após semana, os mistérios eram paulatinamente construídos e revelados pelo relato de Germán, alter ego de Oesterheld na trama e a quem Juan Salvo confiou suas aventuras pelo fluxo temporal. "O herói verdadeiro de El Eternauta é um herói coletivo, um grupo humano.
Reflete assim, ainda que sem intenção prévia, meu sentimento íntimo: o único herói
válido é o herói em grupo, nunca o individual, o herói solitário", disse Oesterheld
no prefácio de uma das compilações da série, feita em meados da década de 1970.
O capítulo final foi publicado em setembro de 1959, ano em que a editora de Oesterheld já dava sinais de cansaço financeiro, o que levou a empresa a ser vendida.
O escritor continuou a fazer roteiros de quadrinhos para o novo patrão e também
para o exterior, com alguns trabalhos marcantes, como a série Mort Cinder, parceria
com Alberto Breccia.
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A partir do fim da década de 1960, parte de seus escritos passou por uma transição.
Da biografia em quadrinhos de Ernesto "Che" Guevara ilustrada por Breccia a ficções científicas com vieses anti-imperialistas (clara metáfora do papel geopolítico exercido pelos países desenvolvidos), o roteirista impôs um caráter político a seus quadrinhos.
Um deles, Latinoamérica y El Imperialismo - 450 Años de Guerra, foi publicado
em capítulos pelo semanário El Descamisado, editado pela Juventud Peronista,
um dos principais movimentos de oposição vigentes no país. Foi também um dos
alvos da junta militar instaurada após o golpe iniciado em 1976.
Mesmo El Eternauta passou por esse processo de politização. Em 1969, Oesterheld
foi convidado a reescrever a série para a revista de variedades Gente, desta vez com
desenhos de Alberto Breccia - que criou Germán com o rosto do escritor, 
o que tornava mais explícito que o personagem de fato funcionava como alter ego
do roteirista. A trama era basicamente a mesma, afora algumas mudanças pontuais.
Uma delas casava com o momento político de Héctor na época. Nessa nova versão,
os países desenvolvidos haviam feito um acordo com os extraterrestres: dariam
a América do Sul em troca da sobrevivência.
Seria essa a causa da invasão mortal na Argentina.
A releitura de El Eternauta durou algumas edições. Não era a história que o público
da revista estava preparado para ler. Oesterheld acordou em encerrar a série.
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A data mais provável para o desaparecimento de Oesterheld é 27 de abril de 1977.
Uma versão para o que ocorreu: havia nessa data uma reunião da Juventude Peronista, grupo ao qual Oesterheld havia ingressado. Todos foram avisados
de que a casa havia sido descoberta e alertados a não comparecer ao encontro.
Todos menos o roteirista, o único que foi a reunião, o único que foi detido.
Oesterheld optou pela resistência política anos antes de seu desaparecimento.
Seguiram o mesmo caminho suas quatro filhas. Todos tiveram de viver na clandestinidade. A única que decidiu permanecer em casa foi a esposa de Héctor,
Elsa, com quem se casou em 1947. Foi a única que sobreviveu.

PAULO RAMOS - extraído de O Eternauta - Editora Martins Fontes 2012

domingo, 2 de fevereiro de 2014

O Eternauta


FRANCISCO SOLANO LÓPEZ - Buenos Aires, Argentina 1928-2011 - Começou a sua carreira como ilustrador de quadrinhos em 1953, na Editorial Columba, dedicada a edição de histórias em quadrinhos. - No mesmo ano desenha "Frisco Kid", adaptação de um romance de Jack London, para Editorial Abril. - Em 1955 ilustra "Bull Rocket", personagem criado por Héctor Oesterheld. - Ésta série da inicio a uma das parcerias mais famosas dos quadrinhos entre Solano López e Oesterheld, que em 1957 funda com seu irmão, a Editorial Frontera. Nesse período ele e Solano López criariam varias histórias publicadas pela revista "Frontera", como Ernie Pike, também ilustrada por Hugo Pratt. - O ponto alto da dupla é a série "El Eternauta", lançada em "Hora Cero" semanal, em 1957, e que foi publicada durante dois anos. - Em 1959, muda-se para Madrid e depois para Londres. Entre 1963 e 1968 trabalha para a editora inglesa Fleetway. - No final de 1960 regressa a Argentina. - Em 1976 volta a colaborar com Oesterheld, realizando "El Eternauta" II, publicada na revista Skorpio. A série incorporava diversas idéias políticas de Oesterheld, que neste período era militante do grupo "Montoneros". Acredita-se que este trabalho tenha sido uma das causas do seu desaparecimento em 1977. - O pesado clima político na Argentina e o desaparecimento de Oesterheld, levaram Solano López a emigrar para Espanha. Por volta de 1983, morou um tempo no Rio de Janeiro, antes de voltar definitivamente para a Argentina, onde morreu em 2011.


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


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O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


O Eternauta


Veremos a continuação, o trabalho de alguns artistas plásticos
que ficaram na Argentina durante o processo ditatorial  (1976-1983),
orientados pelos grupos de "Nueva Figuración" 
e "Movimiento Espartaco", ambos  posicionados contra
as ditaduras que governaram o país depois da
derrubada do governo peronista em 1955.
Nos quadrinhos teve dois desenhistas
considerados pioneiros no género: José Solano López
e Alberto Breccia "El viejo" que participaram desse tempo trágico
denominado "guerra suja".
Em 1957 aparece o primeiro número da famosa revista
"Hora Cero" cujo editor era o escritor Héctor Oesterheld,
desaparecido político desde 1977, dono da Editora Frontera,
dedicada a publicação de histórias de ficção ilustradas.
A revista, única no género, revolucionou os quadrinhos
argentinos, publicando histórias desenhadas por artistas de traço inovador
como Breccia, Solano López e Hugo Pratt, italiano, considerado argentino
pela importância do seu desenho nas artes gráficas do país.
Nesse mesmo ano, a revista lança uma novela de ficção científica
intitulada "O Eternauta" de autoria de Oesterheld ilustrada por Solano López 
de 1957 a 1961, que ficaria famosa como uma alegoria contra os totalitarismos.


  
  

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
JUAN CARLOS DISTEFANO
Escultura argentina do século XX

JUAN CARLOS DISTEFANO


JUAN CARLOS DISTÉFANO - Buenos Aires, Argentina 1933
Escultor formado pela Escola Nacional de Belas Artes de Buenos Aires,
Distefano revolucionou a escultura utilizando o acrílico,  material de uso industrial, para trabalhar suas figuras.
Durante a ditadura militar (1976-1983) foi exilado político na Espanha de 1977 a 1980.
Seus temas, sempre  carregados de dramaticidade, denunciam as ações perpetradas
pelo terrorismo de estado na Argentina.

JUAN CARLOS DISTEFANO - acrílico


JUAN CARLOS DISTEFANO - "Mujer adonmecida" - acrílico


JUAN CARLOS DISTEFANO - acrílico


JUAN CARLOS DISTEFANO - "Primera tentativa de vuelo" - acrílico - 1989


JUAN CARLOS DISTEFANO - "El fisgón" - acrílico - 1990-91


JUAN CARLOS DISTEFANO - acrílico


JUAN CARLOS DISTEFANO - acrílico


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

JUAN CARLOS DISTEFANO - "Vaso quebrado" - poliester 1988-89


JUAN CARLOS DISTEFANO - "Torso" - poliester 1988-90


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
OSWALDO GUAYASAMIN
"La Capilla del Hombre" - O Rosto Humano

OSWALDO GUAYASAMIN


GUAYASAMIN - La Capilla del Hombre


LA CAPILLA DEL HOMBRE
É um museu de arte construído pelo pintor equatoriano
Oswaldo Guayasamin em homenagem ao ser humano.
O projeto foi concebido em 1985, a sua construção começõu
em 1995, e foi concluído em 2002, depois da morte do artista.
Nas palavras do próprio Guayasamin "Este museu é dedicado
a todos os povos da América Latina, é uma chamada para sua
unidade do México à Patagônia"