terça-feira, 14 de janeiro de 2014

BAPTISTÃO - Adoniran Barbosa


BAPTISTÃO - Luiz Inácio Lula da Silva


BAPTISTÃO - Joaquim Barbosa


BAPTISTÃO - Clementina de Jesús


BAPTISTÃO - Albert Einstein


BAPTISTÃO - Papa Bento XVI


BAPTISTÃO - Julio Cortázar


BAPTISTÃO - Aldir Blanc


BAPTISTÃO - (sem crédito do personagem)


BAPTISTÃO - João Guimarães Rosa


BAPTISTÃO - Grande Otelo


BAPTISTÃO - Keith Richards


BAPTISTÃO - Vinicius de Moraes


BAPTISTÃO - Fidel Castro Ruz


BAPTISTÃO - Paulo César Pinheiro


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL

ACOMPANHANDO A PROPOSTA INICIAL DO CURSO ,
DE "DISCUTIRMOS" OS RUMOS DA ILUSTRAÇÃO, A CARICATURA, E AS SUAS
FONTES DE REFERÊNCIA ATRAVÉS DO TEMPO, VOU FAZER UNS PARÉNTESES 
NA CRONOLOGIA MARCADA INICIALMENTE, PARA MOSTRAR ARTISTAS ACTUAIS.
ISTO NOS PERMITIRÁ COMPARAR A ESTÉTICA, AS MUDANÇAS TÉCNICAS,
E AS "COINCIDÊNCIAS" OU "INFLUÊNCIAS CONSCIÊNTES"
DE ARTISTAS QUE VIVERAM EM DIFERENTES ÉPOCAS E LUGARES.

sábado, 11 de janeiro de 2014

CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
AGUSTIN RIGANELLI - Argentina
Escultura - Grupo Boedo 

Agustin Riganelli


AGUSTIN RIGANELLI  nasceu em Buenos Aires, Argentina 1890.
Filho de imigrantes italianos, teve que trabalhar desde criança
numa Buenos Aires ainda provinciana.
Um dia, se deteve na vitrine de uma oficina da marcenaria artistica
e ficou fascinado com o trabalho dos entalhadores.
A partir desse momento decidiú ser escultor, tinha 15 anos,
e ingressou na oficina de marcenaria, trabalhando como entalhador 
de madeira durante um tempo.
Este oficio lhe seria muito útil anos mais tarde na realização dos
seus retratos, cujo polimento impecável caracteriza
a suas esculturas de cabeças.
Em 1920, vivendo na pobreza, realiza a sua primeira exposição
individual na Galeria Costa da rua Florida, que desperta o interesse
da burguesia portenha, e começam as encomendas, principalmente
dos retratos em madeira, uma novidade para a época, quando as esculturas eram realizadas em bronce, mármore ou pedra.
A sua situação económica melhora, é em 1922 viaja a Europa.
Na aturdida década de 20 de pós guerra, o mundo, convicto de que não haveria mais guerra, se dedicava a todas as extravagâncias, esquecendo os problemas
que não podia solucionar. Em París triunfava "le tango argentin", e a famosa
"Escola de París" recebia a todos os atistas incompreendidos ou perseguidos 
no seu país de origem.
Depois de varios meses na França, Riganelli volta a Buenos Aires e encontra a cidade
"modernizada", mas não evoluida culturalmente. Em 1924, quando Emilio Petorutti
expõe seus quadros cubistas, o público os acha horrorosos.
Na literatura também começaram os antagonismos entre o Grupo "Martin Fierro"
de Florida, ligado a classe dominante, cuja orientação era nacionalista, mas chegada
as inovações vanguardistas da cultura francesa, e o Grupo Boedo, que apoiava as
idéias do internacionalismo proletário lideradas pela Revolução Soviética de 1917.
O Grupo "Martin Fierro" acabou em 1928, e a revista "Claridad" sobreviveu convertida em espaço de resistência cultural e política durante os anos 30, quando a ascenção do nazismo levou o mundo a Segunda Guerra Mundial
Agustin Riganelli faleceu em Buenos Aires em 1949. 

Riganelli - "Indio" - figura tumular - pedra - 1924 - Cemitério da Recoleta, Buenos Aires


Riganelli - "Cabeça de menino indio" - madeira - 1913


Riganelli - "La llamarada" - madeira - 1925


Riganelli - Estátua de Florencio Sanchez - bronce


Riganelli - Cabeça de Florencio Sanchez - bronce


Riganelli - "Repouso" - yeso - 1940


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

GRUPO BOEDO - GRUPO MARTIN FIERRO
Os dois grupos culturais que influenciaram
a cultura argentina nos anos 20 e 30

O grupo Boedo ou (Grupo de Boedo), formado pelos gravadores:
Adolfo Bellocq, Guillermo Facio Hébequer, Abraham Vigo e José Arato,
e pelo escultor Agustin Riganelli, se caracterizou pela expressão
de temas sociais e pela ideologia de esquerda, e recebeu esse nome
por causa de que o ponto de reunião do grupo, a redação da revista
"Claridad", de orientação anarquista, estava sediada no bairro operário
de Boedo.
A Editorial "Claridad" foi fundada em 1922 pelo escritor e jornalista
de idéias socialistas Antonio Zamora, que tinha trabalhado escrevendo
crônicas sobre o movimento operário para o diário "Crítica".
Por volta de 1924 começaram a se reunir na revista, escritóres e artistas
de esquerda, entre os quais se destacaram: Leónidas Barletta,
Elias Castelnuovo, Álvaro Yunque, Roberto Arlt, e o poeta Nicolás Olivari,
consolidando assim, um espaço para a expressão dos ideais libertários. 
Nos anos seguintes, Leónidas Barletta esteve na direção do "Teatro do Povo",
uma sala de espetáculos fundada na época, localizada no centro de Buenos Aires,
e conservou durante décadas, o espírito do já inexistente Grupo Boedo.
______________________________________________________________________

O Grupo de Florida, também chamado Grupo "Martin Fierro" en homenagem
ao poema épico de José Hernández, símbolo do espírito nacional,
foi um agrupamento informal de artistas da vanguarda portenha,
que atuaram em Buenos Aires nos anos 20 e 30.
Se chamou Grupo de Florida por causa do seu ponto de confluência, 
a sede da revista "Martin Fierro", situada na esquina da tradicional rua Florida
com Tucumán, no centro da cidade.
A revista, fundada em 1924 foi co-dirigida posteriormente pelo poeta Oliverio
Girondo, quem escreveu o manifesto do grupo, publicado no quarto número, 
em 1924.
Foram seus colaboradores mais importantes: Jorge Luis Borges, Leopoldo
Marechal, Oliverio Girondo, Raúl González Tuñón e Ricardo Güiraldes.
O Grupo de Florida se caracterizou fundamentalmente pela procura de inovações
vanguardistas, apoiando o Surrealismo, o Dadaismo e todas as correntes
europeias da época.
Tradicionalmente, o Grupo de Florida é ubicado como oposto ao Grupo Boedo,
mesmo que os limites entre ambos nunca estiveram definitivamente demarcados.
Se atribue ao Grupo de Florida, uma identificação com as elites económicas,
em confronto com o Grupo Boedo, cujos membros provinham da clase operária,
e davam a máxima importância aos conteúdos sociais e políticos.

JOSÉ ARATO
Argentina - Grupo Boedo
REALISMO SOCIAL
BUENOS AIRES 1893-1929

José Arato - água-forte


José Arato - água-forte


ABRAHAM VIGO
Argentina - Grupo Boedo
REALISMO SOCIAL
MONTEVIDEO, URUGUAI 1893 - BUENOS AIRES, ARGENTINA 1957

Abraham Vigo - Auto-retrato - litografia


Revista "Claridad"


Abraham Vigo - água-forte


GUILLERMO FACIO HÉBEQUER
Argentina - Grupo Boedo
CRÔNICA URBANA - LITOGRAFIAS

Guillermo Facio Hébequer


GUILLERMO FACIO HÉBEQUER  nasceu em Montevideo, Uruguai 1889,
e faleceu em Vicente López, Provincia de Buenos Aires, Argentina em 1935.
Facio Hébequer destacou-se como desenhista-litógrafo,
nos estudos do natural da vida dos pobres e da bohemia
decadente da Buenos Aires dos anos 30.
A sua produção pictórica é pequena, nela predominam
o protesto social e o realismo.
Em 1914 abandona definitivamente a pintura e passa a se dedicar
exclusivamente à gravura em metal e a litografia.
Seus cadernos de crónicas visuais de Buenos Aires, são um registro único 
nas artes gráficas da Argentina, de um artista que dirijiú seu olhar
para a temática social com tanto interesse, até o ponto de se tornar
uma referência para os desenhistas de varias gerações.
Duas influências importantes na sua obra são, a de Francisco de Goya,
e da gravadora expressionista alemã Käthe Kollwitz.
Hébequer, nos seus precissos apontamentos sobre temas urbanos,
se nos apresenta como um gravador, dedicado a "ilustração jornalistica",
da mesma forma como Daumier e Doré, dois extraordinários cronistas visuais,
o fizeram no século XIX.

Facio Hébequer - Estudo de maternidade - lápiz


Facio Hébequer - Estudos de cabeças - litografia


Facio Hébequer - "Cuanto menos se piensa, mejor se duerme" - litografia


Facio Hébequer - Página ilustrada - litografia


Facio Hébequer - "Indigentes" - água-forte


Facio Hébequer - Cena portuária - litografia


Facio Hébequer - Série "Buenos Aires" - litografia


Facio Hébequer - Página ilustrada - litografia


Facio Hébequer - "Estibadores" - litografia


Facio Hébequer - Estudo de maternidade - lápiz