quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Vitor Meirelles - Desenhista - crayón e giz branco


Vitor Meirelles - Desenhista - crayón


Vitor Meirelles - Desenhista - crayón e giz branco


CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
Amigos.
Comecei o curso focalizando dois artistas da chamada
Geração de 80 Ernesto de la Carcova e Eduardo Sívori,
ambos pioneiros do realismo social na Argentina.
A seguir, vimos os pintores da comunidade italiana de La Boca.
Proseguimos com os muralistas modernos Spilimbergo, Castagnino e Berni,
e concluimos a última aula mostrando o desenhista húngaro Lajo Szalay, emigrado para a argentina nos anos 50 e integrado ao grupo dos muralistas.
Nas próximas duas aulas veremos dois pintores brasileiros,  
do mesmo período que os da Geração de 80 argentina, e como estes,
educados na Europa, são Vitor Meirelles e Pedro Américo, ambos famosos
pelas suas monumentais pinturas de fatos relevantes da história brasileira.
Exelentes desenhistas e ilustradores.
A primeira amostragem será: Vitor Meirelles, os desenhos preparatórios
para "A Batalha dos Guararapes". 

domingo, 1 de dezembro de 2013

CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
LAJOS SZALAY
A ILUSTRAÇÃO NO DESENHO

Lajos Szalay


LAJOS SZALAY - Ôrmezô 1909 - Miskoc 1995
Foi um desenhista húngaro que, depois da invasão
do seu país pela União Soviética em 1956, se "auto-exilou" 
na Provincia de Tucumán, na Argentina, onde deu
aulas como profesor de desenho deixando uma influência notória
em varias gerações de artistas.
Lajos Szalay e Lino Spilimbergo foram os renovadores do desenho figurativo argentino. 
Estas duas influências estão presentes na obra de Carlos Alonso, 
que por sua vez influenciou os desenhistas dos anos 60. 
Podemos ver, em Szalay e em Alonso, 
como podemos ver também em Castagnino,
um interesse especial pelo "tema" a ser ilustrado,
que os puristas da arte chamavam despectivamente de anedótico,
considerando a pintura figurativa, ilustração e não pintura.
E em verdade muita arte figurativa tida como "pintura",
pode ser vista hoje, depois do aparecimento do abstracionismo,
como ilustração. 
Os artistas figurativos que consideravam a ilustração uma continuidade do seu trabalho de pintores e muralistas, seguiram o caminho oposto
ao determinado pela moda que anunciava a morte "oficial" da figura,
e praticaram uma figuração que unia naturalmente a pintura e a ilustração.
Isto aconteceu em 1960, faz meio século..., e foi uma atitude pioneira desses artistas, percebemos isso quando observamos o alto nível plástico e intelectual que alcançaram a ilustração e os quadrinhos na atualidade. 
Szalay pode ser tomado como um exemplo de artista independente, 
com uma temática própria,  que traz para a ilustração o seu desenho 
erudito de artista plástico, da mesma forma como Alonso e Castagnimo, elevando assim o género, e abrindo espaço para a ilustração de arte no circuito das galerias. 
O primeiro contato que tive com o desenho de Lajos Szalay, foi a través de um pequeno livro das suas ilustrações, publicado pela editora KRAFT de Buenos Aires,
em 1960. O que me chamou a atenção foram as suas cenas da estupros e assesinatos durante a invasão soviética, brutal como toda invasão militar, e a resistência heroica da população civil.
Nesses desenhos, notei a utilização de referências fotográficas na posição das figuras e na observação dos detalhes (algumas  dessas fotografias reconhecí mais tarde nas páginas da revista LIFE), e o parentesco com os desenhos de Otto Dix e George Grosz.
A partir daí, o trabalho de Lajos Szalay, testemunha ocular do conflito, ficou gravado na minha memória como a crónica da tragédia húngara.
Por esse cenário de violência, transitam soldados, amantes, santos, figuras bíblicas,
anjos justiceiros e a morte, uma constante na sua obra de militante cristão.

sábado, 30 de novembro de 2013

Lajos Szalay - nanquim - capa de catálogo


Lajos Szalay - nanquim


Lajos Szalay - nanquim


Lajos Szalay - nanquim


Lajos Szalay - nanquim


Lajos Szalay - nanquim


Lajos Szalay - nanquim


Lajos Szalay - nanquim


Lajos Szalay - nanquim


Lajos Szalay - nanquim


Lajos Szalay - nanquim


Lajos Szalay - nanquim


Lajos Szalay - nanquim


Lajos Szalay - nanquim


Lajos Szalay - nanquim


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

CURSO DE ILUSTRAÇÃO EDITORIAL
SERGIO SERGI
A gravura expressionista argentina

Sergio Segi - "A guerra" - xilogravura


"A gente deve escolher um caminho, não querer obter metas.
Em arte não existem metas, o caminho é acidentado,
a meta inatingível, como num clima kafkiano"
Sergio Sergi
______________________________________________

SERGIO SERGI nasceu na cidade de Trieste, na Áustria em 1896.
1915 - Egressa da Real e Imperial Instituto Gráfico de Viena.
1916/1918 - Participa da Primeira Guerra Mundial.
1919 - Reinicia a labor artística. Realiza a sua primeira xilogravura: "A guerra".
1920/1925 - É nomeado restaurador da Superintendencia das Obras
da Antiguidade e Arte da Itália, para as provincias de Trieste.
Aparece o livro "Pittori e scultori di Trieste" com 24 gravuras da sua autoria.
1927 - Participa da Mostra da Incisão em Florença.
Emigra para a Argentina, se radicando na provincia de Santa Fe.
Se naturaliza cidadão argentino. Trabalha como professor de desenho
na Escola Complementar para Adultos Nº 3 de Santa Fe.
1935 - Nomeado restaurador de obras no museu "Rosa Galisteo de Rodríguez",
casa com Gladys Adams, com quem terá dois filhos: Sergio e Fernando.
1939 - Participa da organização da Escola Provincial de Artes Plásticas de Santa Fe.
Grava "O chapeu novo".
1943 - Se radica na provincia de Mendoza.
1943/1947 - Trabalha como professor de desenho e pintura na Academia Nacional de Bellas Artes de Mendoza.
Morre em 1973
1968 - Bienal de gravura organizada  pelo Club de la Estampa, en homenagem à
obra de Audibert, Bellocq, Rebuffo, Zapata Gollán e Sergio Sergi na galeria "Art
Gallery Internacional" de Buenos Aires.
Durante os anos em que lecionou em Mendoza, Sergi teve entre seus alunos, dois que se destacaram mais tarde: o pintor Carlos Alonso e o humorista Joaquin Lavado, o Quino.
As gravuras de Sergi, próximas da charge e influenciadas pelo Expressionismo Alemão,, se caracterizam pelo humor negro, "goyesco" e os climas "kafkianos"
citados por ele.    

Sergio Sergi


Sergio Sergi - "O sacarrolhas" - xilogravura


Sergio Sergi - "Conferência" - xilogravura


Sergio Sergi - "Cabeça de gaúcho" - xilogravura colorida


Sergio Sergi - "O catálogo" - xilogravura


Sergio sergi - "O chapeu novo" - xilogravura


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Sergio Sergi - Retrato - xilogravura


Sergio Sergi - "A foto" - xilogravura


Sergio Sergi - "O desjejum" - xilogravura


Sergio Sergi - xilogravura


Sergio sergi - "O coche" - xilogravura


Sergio Sergi - "O bar" - xilogravura


Sergio sergi - "O expert" - xilogravura


Sergio Sergi - "O equilibrista" - xilogravura