O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
sábado, 5 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
DAVID HOCKNEY - Inglaterra 1937
Pintor - gravador e fotógrafo.
Importante integrante da Pop-Art inglesa.
É tambén ilustrador literário.
Na sua pintura emprega imagens
e soluções visuais das artes gráficas.
Ainda estudante, em Londres, conhece Ronald Kitaj.
Em 1963 visita Nova Iorque e faz contato com Andy Warhol.
A Pop-Art inglesa se diferencia da norteamericana, por ser
menos agressiva que aquela.
Hockney foi o pintor da vida domestica burguesa da California
dos anos 70. onde viveu por muitos anos.
Pintor - gravador e fotógrafo.
Importante integrante da Pop-Art inglesa.
É tambén ilustrador literário.
Na sua pintura emprega imagens
e soluções visuais das artes gráficas.
Ainda estudante, em Londres, conhece Ronald Kitaj.
Em 1963 visita Nova Iorque e faz contato com Andy Warhol.
A Pop-Art inglesa se diferencia da norteamericana, por ser
menos agressiva que aquela.
Hockney foi o pintor da vida domestica burguesa da California
dos anos 70. onde viveu por muitos anos.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
A tese que apresento aquí e de que, a partir do inicio do século XV,
muitos artistas ocidentais usaram a óptica - com o que me refiro
a espelhos e lentes (ou uma combinação dos dois) - para criar
projeções fieis. Alguns dos artistas usavam essas imagens projetadas
diretamente para produzir desenhos e pinturas, e cedo esse novo modo
de retratar o mundo - esse novo modo de ver - disseminou-se. Muitos
historiadores da arte sustentaram que certos pintores usavam a câmara
escura em sua obra - Canaletto e Vermeer, em particular, são muitas
vezes citados - mas, que eu saiba, ninguém sugeriu que a óptica foi
usada tão amplamente ou tão cedo quanto sustento aquí.
Peço licença aquí para dizer que a óptica não faz marcas, somente
a mão do artista pode faze-lo, e exige-se grande habilidade. E a óptica
também não facilita nem um pouco o desenho, longe disso - eu sei,
eu a usei. Mas para um artista, 600 anos atrás, as projeções opticas
hão de ter demonstrado um novo modo fiel de observar e representar
o mundo material. A óptica conferiu aos artistas uma nova ferramenta
com que fazer imagens mais imediatas, mais poderosas. Sugerir que
os artistas usaram dispositivos opticos, como sugiro aquí, não é
diminuir seus feitos. Para mim, isso os torna ainda mais impressionantes.
extraído de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney
muitos artistas ocidentais usaram a óptica - com o que me refiro
a espelhos e lentes (ou uma combinação dos dois) - para criar
projeções fieis. Alguns dos artistas usavam essas imagens projetadas
diretamente para produzir desenhos e pinturas, e cedo esse novo modo
de retratar o mundo - esse novo modo de ver - disseminou-se. Muitos
historiadores da arte sustentaram que certos pintores usavam a câmara
escura em sua obra - Canaletto e Vermeer, em particular, são muitas
vezes citados - mas, que eu saiba, ninguém sugeriu que a óptica foi
usada tão amplamente ou tão cedo quanto sustento aquí.
Peço licença aquí para dizer que a óptica não faz marcas, somente
a mão do artista pode faze-lo, e exige-se grande habilidade. E a óptica
também não facilita nem um pouco o desenho, longe disso - eu sei,
eu a usei. Mas para um artista, 600 anos atrás, as projeções opticas
hão de ter demonstrado um novo modo fiel de observar e representar
o mundo material. A óptica conferiu aos artistas uma nova ferramenta
com que fazer imagens mais imediatas, mais poderosas. Sugerir que
os artistas usaram dispositivos opticos, como sugiro aquí, não é
diminuir seus feitos. Para mim, isso os torna ainda mais impressionantes.
extraído de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney
Essas fotografias mostram o processo em maior detalhe.
No canto superior esquerdo, pode-se ver a projeção no
papel à medida que faço minhas marcas iniciais, dois
estágios das quais podem ser vistos no canto superior
direito. Após tomar as medidas, retiro o papel e completo
o desenho do natural. A pessoa, sentada todo ese tempo
lá fora, é capaz de ver muito pouco do que se passa no
interior do quarto. Nem se dá conta de que o espelho
está alí. Alguns historiadores da arte me disseram que há
relatos escritos de arranjos análogos nos séculos XV e XVI.
extraído de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney
No canto superior esquerdo, pode-se ver a projeção no
papel à medida que faço minhas marcas iniciais, dois
estágios das quais podem ser vistos no canto superior
direito. Após tomar as medidas, retiro o papel e completo
o desenho do natural. A pessoa, sentada todo ese tempo
lá fora, é capaz de ver muito pouco do que se passa no
interior do quarto. Nem se dá conta de que o espelho
está alí. Alguns historiadores da arte me disseram que há
relatos escritos de arranjos análogos nos séculos XV e XVI.
extraído de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney
domingo, 30 de dezembro de 2012
Tal como a maioria dos pintores, imagino, quando observo pinturas
estou tão interessado em "como" foram pintadas quanto em "o que"
dizem ou "por que" foram pintadas (essas questões, é claro,
são relacionadas). Tenho eu proprio pelejado para usar a óptica,
descobrí que estava agora observando as pinturas de um novo modo.
Era capaz de identificar características ópticas e, para surpresa minha,
podia vê-las na obra de outros artistas - e a coisa remontava aos anos
1430, ao que parecia! Creio que foi somente no fim do século XX
que isso se tornou evidente. Foi necessária a tecnologia nova, sobretudo
o computador, para vê-lo. Os computadores deram lugar a impressões
coloridas mais baratas e de melhor qualidade, conduzindo a uma grande
melhora nos últimos 15 anos no padrão dos livros de arte (mesmo 20
anos atrás, a maioria era preto e branco). E agora com fotocopiadoras
coloridas e impressoras pessoais qualquer um pode ter acesso a
reproduções baratas mas de boa qualidade em casa, e assim pôr lado
a lado obras que estavam antes separadas por imensas distâncias.
Foi isso o que fiz em meu estúdio e o que me permitiu ver a coisa em
toda a sua amplitude. Somente ao reunir desse modo as imagens que
comecei a notar coisas; e tenho certeza de que essas coisas só poderiam
ser vistas por um artista, um fazedor de marcas, que não está tão
afastado da prática, ou da ciência, quanto um historiador de arte.
Afinal, estou dizendo apenas que os artistas sabiam em outro tempo usar
uma ferramenta, e que esse conhecimento se perdeu.
extraido de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney
estou tão interessado em "como" foram pintadas quanto em "o que"
dizem ou "por que" foram pintadas (essas questões, é claro,
são relacionadas). Tenho eu proprio pelejado para usar a óptica,
descobrí que estava agora observando as pinturas de um novo modo.
Era capaz de identificar características ópticas e, para surpresa minha,
podia vê-las na obra de outros artistas - e a coisa remontava aos anos
1430, ao que parecia! Creio que foi somente no fim do século XX
que isso se tornou evidente. Foi necessária a tecnologia nova, sobretudo
o computador, para vê-lo. Os computadores deram lugar a impressões
coloridas mais baratas e de melhor qualidade, conduzindo a uma grande
melhora nos últimos 15 anos no padrão dos livros de arte (mesmo 20
anos atrás, a maioria era preto e branco). E agora com fotocopiadoras
coloridas e impressoras pessoais qualquer um pode ter acesso a
reproduções baratas mas de boa qualidade em casa, e assim pôr lado
a lado obras que estavam antes separadas por imensas distâncias.
Foi isso o que fiz em meu estúdio e o que me permitiu ver a coisa em
toda a sua amplitude. Somente ao reunir desse modo as imagens que
comecei a notar coisas; e tenho certeza de que essas coisas só poderiam
ser vistas por um artista, um fazedor de marcas, que não está tão
afastado da prática, ou da ciência, quanto um historiador de arte.
Afinal, estou dizendo apenas que os artistas sabiam em outro tempo usar
uma ferramenta, e que esse conhecimento se perdeu.
extraido de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney
No começo de 1999 fiz um desenho usando
uma câmara lúcida. Era um experimento
baseado no palpite de que Ingres, nas primeiras
décadas do século XIX, tivesse usado esse pequeno
dispositivo óptico, então recém inventado. Minha
curiosidade foi despertada quando fuí a uma exposição
de seus retratos na National Gallery de Londres e fiquei
surpresso como eram pequenos os desenhos, embora
tão misteriosamente "precisos". Sei como e difícil
alcançar tal precissão, e imaginei como ele teria feito.
O que se seguiu levou-me a esse livro.
extraido de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney
uma câmara lúcida. Era um experimento
baseado no palpite de que Ingres, nas primeiras
décadas do século XIX, tivesse usado esse pequeno
dispositivo óptico, então recém inventado. Minha
curiosidade foi despertada quando fuí a uma exposição
de seus retratos na National Gallery de Londres e fiquei
surpresso como eram pequenos os desenhos, embora
tão misteriosamente "precisos". Sei como e difícil
alcançar tal precissão, e imaginei como ele teria feito.
O que se seguiu levou-me a esse livro.
extraido de "O Conhecimento Secreto" de David Hockney
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