O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
DS - Você ten usado constantemente a imagem de Eisenstein
como base e tem feito o mesmo com o Inocêncio X de Velázquez,
e tudo por meio de fotos e reproduções. Mas tem trabalhado também
em cima de reproduções de outros quadros de velhos mestres. Há
muita diferença entre trabalhar em cima da fotografia de um quadro
e trabalhar em cima de fotos instantâneas?
como base e tem feito o mesmo com o Inocêncio X de Velázquez,
e tudo por meio de fotos e reproduções. Mas tem trabalhado também
em cima de reproduções de outros quadros de velhos mestres. Há
muita diferença entre trabalhar em cima da fotografia de um quadro
e trabalhar em cima de fotos instantâneas?
FB - Olho sim, constantemente. Por exemplo,
estou procurando usar uma imagem que fiz mais ou menos em 1952 (83),
tentando colocá-la num espelho para que a figura apareça agachada
diante da própria imagem. Ainda não acertei, mas sempre acho que posso
trabalhar em cima de fotos de obras que fiz anos atrás, e não está ficando mau.
estou procurando usar uma imagem que fiz mais ou menos em 1952 (83),
tentando colocá-la num espelho para que a figura apareça agachada
diante da própria imagem. Ainda não acertei, mas sempre acho que posso
trabalhar em cima de fotos de obras que fiz anos atrás, e não está ficando mau.
FB - Bom, obviamente é muito mais confortável
pegá-las na sala de sua casa do que tirar um dia para ir à
National Gallery; mas assim mesmo estou sempre indo à
National Gallery; uma das razões é que quero ver a cor.
Mas se eu conseguisse ter Rembrandts espalhados pela sala,
não iria à National Gallery.
pegá-las na sala de sua casa do que tirar um dia para ir à
National Gallery; mas assim mesmo estou sempre indo à
National Gallery; uma das razões é que quero ver a cor.
Mas se eu conseguisse ter Rembrandts espalhados pela sala,
não iria à National Gallery.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
FB - É verdade. Mas também é verdade que naquela época
eu atravessava emocionalmente uma fase de extrema infelicidade.
E, apesar de abominar igrejas, passava a maior parte do tempo
na basílica de São Pedro, onde ficava simplesmente perambulando.
Mas a razão provável tal vez fosse o medo de ver a realidade do
Velázquez depois de ter remexido tanto nele, o medo de ver
aquele quadro maravilhoso e pensar nas besteiras que havia feito com ele.
eu atravessava emocionalmente uma fase de extrema infelicidade.
E, apesar de abominar igrejas, passava a maior parte do tempo
na basílica de São Pedro, onde ficava simplesmente perambulando.
Mas a razão provável tal vez fosse o medo de ver a realidade do
Velázquez depois de ter remexido tanto nele, o medo de ver
aquele quadro maravilhoso e pensar nas besteiras que havia feito com ele.
DS - Até agora só falamos de seu trabalho em cima
de fotografias que já existiam e que você escolheu.
No meio dessas havia instantáneos antigos que você usava
enquanto pintava o retrato de alguém que conhecia.
Mas nos últimos anos, quando você planeja fazer o retrato
de uma pessoa, me dá a impressão de que prefere usar um
jogo de fotografias tiradas especialmente para o que tenciona fazer.
de fotografias que já existiam e que você escolheu.
No meio dessas havia instantáneos antigos que você usava
enquanto pintava o retrato de alguém que conhecia.
Mas nos últimos anos, quando você planeja fazer o retrato
de uma pessoa, me dá a impressão de que prefere usar um
jogo de fotografias tiradas especialmente para o que tenciona fazer.
FB - Tem razão. Mesmo no caso dos amigos
que vem ao estúdio e posam, eu tiro fotos suas para os retratos,
porque prefiro trabalhar muito mais em cima delas do que
olhando para eles. Verdade seja dita: eu não poderia tentar fazer o retrato
em cima da fotografia de alguém que não conhecesse. Mas se eu conhecer,
e ainda por cima tiver a fotografia, acho que fica mais fácil trabalhar assim, mais do que com eles presentes no estúdio. Creio que, se eu estiver na presença da imagem,
não consigo me soltar tanto quanto se trabalhasse somente com a imagem
fotográfica. Pode ser simplesmente que isso se deva ao meu lado neurótico,
mas acho menos inibidor pintá-los de memória e de suas fotografias do que com
eles sentados diante de mim.
que vem ao estúdio e posam, eu tiro fotos suas para os retratos,
porque prefiro trabalhar muito mais em cima delas do que
olhando para eles. Verdade seja dita: eu não poderia tentar fazer o retrato
em cima da fotografia de alguém que não conhecesse. Mas se eu conhecer,
e ainda por cima tiver a fotografia, acho que fica mais fácil trabalhar assim, mais do que com eles presentes no estúdio. Creio que, se eu estiver na presença da imagem,
não consigo me soltar tanto quanto se trabalhasse somente com a imagem
fotográfica. Pode ser simplesmente que isso se deva ao meu lado neurótico,
mas acho menos inibidor pintá-los de memória e de suas fotografias do que com
eles sentados diante de mim.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
FB - Pode ser. O que você está dizendo Wilde já disse: você
mata a coisa que ama. Pode ser isso, não sei. Se as distorções
que, a meu ver, às vezes imprimem maior força a uma imagem
seriam ou não uma forma de agressão, essa é uma idéia
muito questionável. Não acho que elas sejam uma agressão.
Você pode dizer que é uma agressão se considerá-las como
uma ilustração. Mas não no caso de considerá-las como aquilo
que imagino seja arte. A pessoa tem sua própria maneira de
transmitir o sentimento e a sensação da vida, e só existe uma
maneira de fazer isso. se a maneira é boa, eu não sei, mas é levada
às últimas conseqüências.
Extraido do livro "A brutalidade do Fato - Entrevistas com Francis Bacon
de DAVID SYLVESTER
mata a coisa que ama. Pode ser isso, não sei. Se as distorções
que, a meu ver, às vezes imprimem maior força a uma imagem
seriam ou não uma forma de agressão, essa é uma idéia
muito questionável. Não acho que elas sejam uma agressão.
Você pode dizer que é uma agressão se considerá-las como
uma ilustração. Mas não no caso de considerá-las como aquilo
que imagino seja arte. A pessoa tem sua própria maneira de
transmitir o sentimento e a sensação da vida, e só existe uma
maneira de fazer isso. se a maneira é boa, eu não sei, mas é levada
às últimas conseqüências.
Extraido do livro "A brutalidade do Fato - Entrevistas com Francis Bacon
de DAVID SYLVESTER
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
A VIDA E AS VIDAS DE APOLÔNIO
Álvaro Caldas
Um balanço da trajetória política e existencial de Apôlonio de Carvalho, que abrange mais de 60 anos da sangrenta e conturbada história do século passado, mostra que este velho e apaixonado militante comunista, que morreu com 93 anos, percorreu o mundo, lutou em várias frentes e experimentou diversas vidas, todas unidas pelo fio da luta pelo socialismo. Cidades como Rio, Madri, Paris, Praga, Moscou e Argélia, foram palco das andanças deste obstinado e otimista cavaleiro da Ordem dos Comunistas, armado com as teorias de Marx e as táticas de Lênin, líder da revolução soviética que marcou a ferro e fogo sua geração.
Ainda que tenha perdido algumas batalhas e não alcançado o poder, Apolônio emerge deste acerto de contas com a História, em seu centenário de nascimento, com a aura e a postura de um vencedor. A ele poderiam ser entregues as batatas, como no conto de Machado de Assis. Apolônio era antes de tudo um sonhador, sempre pronto, até os últimos dias, para reiniciar de novo, com uma invejável disposição de lutar por estas batatas que a história aproximou e afastou de suas mãos.
Seu perfil mostra que ele foi mais do que um disciplinado quadro do Partido. Tinha alma de poeta, a dimensão mítica de um revolucionário romântico, uma rara e extinta espécie que floresceu entre as guerras e morreu nos anos 70 do século passado. Viveu e se formou entre os comunistas, passou trinta anos contido dentro do PCB, do levante militar contra Vargas, em 35, que lhe valeu a primeira prisão, então jovem tenente, à opção pela luta armada, em 1967.
Junto com Mário Alves e Jacob Gorender, divergiu e rompeu com o Partido, num momento dramático de enfrentamento contra a ditadura. Esperança talvez seja a palavra para entender sua visão de mundo. Está em Hannah Arendt que "a condição humana tem como características a pluralidade, a diversidade e a esperança, que provém da permanente capacidade que têm os homens de começar algo novo.” Foi a compreensão deste fenômeno que o salvou da morte intelectual - da física ele se livrou por conta própria, graças a sua coragem e a ajuda do destino.
É claro que foi também a Renée, uma jovem de 17 anos que ele conheceu num hospital que cuidava de combatentes feridos em Marselha. Uma noite lhe coube a missão de levar em casa a bela e improvisada enfermeira. O jovem e galante Apolônio entrou num café, pediu duas taças de vinho e declarou sua paixão à tímida Renée, que sorriu desconfiada e foi sua mulher a vida inteira
Em seu livro “Um belo domingo”, (Nova Fronteira, 1982),em que intercala a narrração de sua passagem pelo campo de Buchenwald comuma devastadora crítica dos seus anos de militância partidária, o espanhol Jorge Semprun, que foi “Federico Sanchez”, destaca o relevante papel de um grupo de veteranos comunistas que combateram na Espanha e na resistência francesa. “Foi no campo da guerra, civil ou não, que os comunistas se mostraram mais eficientes. Chegaram mesmo a ser brilhantes.”O gauche Apolônio, que foi “Lima”, “tenente-coronel Edmond” e “Jean Pierre Casal” num de seus passaportes, pertence a esta geração de veteranos comunistas.
No verão de 1970, aos 58 anos, então dirigente do PCBR, quando entrou na ofi-cina de torturas do DOI-Codi, na rua Barão de Mesquita, tinha clara consciência de que poderia morrer. Suportou três dias de tortura, nu, de capuz, algemado, deitado e amarrado, submetido a choques elétricos e pancadas. Houve um momento em que respirou e pediu para chamar o comandante. Pensaram que ele fosse falar. Entrou na sala o coronel Nei Antunes, comandante da PE. E Apolônio fez uma digressão sobre a Convenção de Genebra, o respeito devido aos prisioneiros de guerra,sustentando que se encontrava nesta condição. O oficial se irritou, saiu e a sessão continuou,com a aplicação de Pentotal, o chamado soro da verdade, droga introjetada por via endovenosa.
Depois de longos momentos de flutuação de consciência e perda da memória, salvou-se graças a uma imensa vontade de viver,conforme deixou gravado em depoi-mento .Preso no mesmo janeiro de 70, Mário Alves, secretário-geral do PCBR, foi empalado e assasssinado na mesma salada oficina de torturas do DOI Codi. A localização de seu corpo constitui um dos desafios para testar o verdadeiro alcance da Comissão da Verdade.
Banido para a Argélia em junho de 70, Apolônio retornou com a anistia e participou da criação do PT. No centenário do personagem, sua vida está à disposição para novos livros e para roteiristas de cinema. O velho comunista Apolônio possuía o dom da sedução, uma face humana e suave, e foi uma das figuras mais marcantes da esquerda brasileira.
Álvaro Caldas é escritor, professor da PUC Rio e autor de Tirando o Capuz e Balé da Utopia.
Álvaro Caldas
Um balanço da trajetória política e existencial de Apôlonio de Carvalho, que abrange mais de 60 anos da sangrenta e conturbada história do século passado, mostra que este velho e apaixonado militante comunista, que morreu com 93 anos, percorreu o mundo, lutou em várias frentes e experimentou diversas vidas, todas unidas pelo fio da luta pelo socialismo. Cidades como Rio, Madri, Paris, Praga, Moscou e Argélia, foram palco das andanças deste obstinado e otimista cavaleiro da Ordem dos Comunistas, armado com as teorias de Marx e as táticas de Lênin, líder da revolução soviética que marcou a ferro e fogo sua geração.
Ainda que tenha perdido algumas batalhas e não alcançado o poder, Apolônio emerge deste acerto de contas com a História, em seu centenário de nascimento, com a aura e a postura de um vencedor. A ele poderiam ser entregues as batatas, como no conto de Machado de Assis. Apolônio era antes de tudo um sonhador, sempre pronto, até os últimos dias, para reiniciar de novo, com uma invejável disposição de lutar por estas batatas que a história aproximou e afastou de suas mãos.
Seu perfil mostra que ele foi mais do que um disciplinado quadro do Partido. Tinha alma de poeta, a dimensão mítica de um revolucionário romântico, uma rara e extinta espécie que floresceu entre as guerras e morreu nos anos 70 do século passado. Viveu e se formou entre os comunistas, passou trinta anos contido dentro do PCB, do levante militar contra Vargas, em 35, que lhe valeu a primeira prisão, então jovem tenente, à opção pela luta armada, em 1967.
Junto com Mário Alves e Jacob Gorender, divergiu e rompeu com o Partido, num momento dramático de enfrentamento contra a ditadura. Esperança talvez seja a palavra para entender sua visão de mundo. Está em Hannah Arendt que "a condição humana tem como características a pluralidade, a diversidade e a esperança, que provém da permanente capacidade que têm os homens de começar algo novo.” Foi a compreensão deste fenômeno que o salvou da morte intelectual - da física ele se livrou por conta própria, graças a sua coragem e a ajuda do destino.
É claro que foi também a Renée, uma jovem de 17 anos que ele conheceu num hospital que cuidava de combatentes feridos em Marselha. Uma noite lhe coube a missão de levar em casa a bela e improvisada enfermeira. O jovem e galante Apolônio entrou num café, pediu duas taças de vinho e declarou sua paixão à tímida Renée, que sorriu desconfiada e foi sua mulher a vida inteira
Em seu livro “Um belo domingo”, (Nova Fronteira, 1982),em que intercala a narrração de sua passagem pelo campo de Buchenwald comuma devastadora crítica dos seus anos de militância partidária, o espanhol Jorge Semprun, que foi “Federico Sanchez”, destaca o relevante papel de um grupo de veteranos comunistas que combateram na Espanha e na resistência francesa. “Foi no campo da guerra, civil ou não, que os comunistas se mostraram mais eficientes. Chegaram mesmo a ser brilhantes.”O gauche Apolônio, que foi “Lima”, “tenente-coronel Edmond” e “Jean Pierre Casal” num de seus passaportes, pertence a esta geração de veteranos comunistas.
No verão de 1970, aos 58 anos, então dirigente do PCBR, quando entrou na ofi-cina de torturas do DOI-Codi, na rua Barão de Mesquita, tinha clara consciência de que poderia morrer. Suportou três dias de tortura, nu, de capuz, algemado, deitado e amarrado, submetido a choques elétricos e pancadas. Houve um momento em que respirou e pediu para chamar o comandante. Pensaram que ele fosse falar. Entrou na sala o coronel Nei Antunes, comandante da PE. E Apolônio fez uma digressão sobre a Convenção de Genebra, o respeito devido aos prisioneiros de guerra,sustentando que se encontrava nesta condição. O oficial se irritou, saiu e a sessão continuou,com a aplicação de Pentotal, o chamado soro da verdade, droga introjetada por via endovenosa.
Depois de longos momentos de flutuação de consciência e perda da memória, salvou-se graças a uma imensa vontade de viver,conforme deixou gravado em depoi-mento .Preso no mesmo janeiro de 70, Mário Alves, secretário-geral do PCBR, foi empalado e assasssinado na mesma salada oficina de torturas do DOI Codi. A localização de seu corpo constitui um dos desafios para testar o verdadeiro alcance da Comissão da Verdade.
Banido para a Argélia em junho de 70, Apolônio retornou com a anistia e participou da criação do PT. No centenário do personagem, sua vida está à disposição para novos livros e para roteiristas de cinema. O velho comunista Apolônio possuía o dom da sedução, uma face humana e suave, e foi uma das figuras mais marcantes da esquerda brasileira.
Álvaro Caldas é escritor, professor da PUC Rio e autor de Tirando o Capuz e Balé da Utopia.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
LASAR SEGAL - Vilna, Lituania - Russia 1891 /
São Paulo, Brasil 1957. Pintor, gravador e escultor
de origem judaica. Entre 1905 e 1910 cursa estudos
nas escolas de arte de Berlim e Dresden. Em 1912,faz a sua primeira viagem ao Brasil. Expõe em São Paulo e Campinas. Retorna a Europa. Em 1914 passa a interessarse pelo Expressionismo. Em 1919, em Dresden, funda com Otto Dix (1891-1969),e outros artistas, o "Dresdner Sezessione Gruppe". Volta ao Brasil. Em 1923 fixa residência em São Paulo. Considerado como um representante das vanguardas auropeias, teve papel de destaque na Semana de Arte Moderna de 1922. A sua pintura mostra duas fases definidas. No período europeu,
e mais tarde, já morando no Brasil, as lembranças sombrias dos tempos de guerra, éxodos e navios de imigrantes, é tratada em tons cinzas, azuis, ocres. Na fase brasileira aparece a cor de forma vibrante,
e a temática passa a ser a paisagem de São Paulo, e os retratos,
muitos deles a lápiz, virtuosos.
São Paulo, Brasil 1957. Pintor, gravador e escultor
de origem judaica. Entre 1905 e 1910 cursa estudos
nas escolas de arte de Berlim e Dresden. Em 1912,faz a sua primeira viagem ao Brasil. Expõe em São Paulo e Campinas. Retorna a Europa. Em 1914 passa a interessarse pelo Expressionismo. Em 1919, em Dresden, funda com Otto Dix (1891-1969),e outros artistas, o "Dresdner Sezessione Gruppe". Volta ao Brasil. Em 1923 fixa residência em São Paulo. Considerado como um representante das vanguardas auropeias, teve papel de destaque na Semana de Arte Moderna de 1922. A sua pintura mostra duas fases definidas. No período europeu,
e mais tarde, já morando no Brasil, as lembranças sombrias dos tempos de guerra, éxodos e navios de imigrantes, é tratada em tons cinzas, azuis, ocres. Na fase brasileira aparece a cor de forma vibrante,
e a temática passa a ser a paisagem de São Paulo, e os retratos,
muitos deles a lápiz, virtuosos.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
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