O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
domingo, 20 de junho de 2010
"E para seguir o hábito de Japhy de sempre
se ajoelhar com uma perna só e fazer uma
pequena prece para o acampamento que
deixávamos, para aquele em Sierra, e para
os outros em Marin, e a pequena prece de
gratidão que ele fizera para o barraco de Sean
no dia que zarpou, quando estava descendo
a montanha com minha mochila nas costas,
voltei-me e ajoelhei na trilha e disse: "Obrigado,
barraco". E depois acrescentei: "Blá", com um
sorrisinho, porque eu sabia que aquele barraco
e aquela montanha compreenderian o que
aquilo significava, e virei e continuei seguindo
a trilha que me conduziria de volta a este mundo." /
JACK KEROUAC
Tradução de Ana Ban / final do livro "Os Vagabundos
Iluminados" - L&PM
sábado, 19 de junho de 2010
CANÇÃO / "O peso do mundo /
é o amor / Sob o fardo da solidão, /
sob o fardo da insatisfação //
o peso / o peso que carregamos /
é o amor. / Quem poderia negá-lo? /
Em sonhos / nos toca / o corpo, /
em pensamentos / constrói / um milagre, /
na imaginação / aflige-se / até tornar-se /
humano - // sai para fora do coração /
ardendo de pureza - / pois o fardo da vida /
é o amor" / ALLEN GINSBERG
Gary Snyder 1963
GARY SNYDER / São Francisco 1930 /
Poeta e tradutor associado a geração Beat.
Budista e ativista ambiental. Ficou famoso
ao ser retratado como o personagem Japhy
Ryder no livro "Os Vagabundos Iluminados"
de Jack Kerouac. Snyder durante toda a sua
vida teve estreita ligação com a natureza,
vivendo no meio selvagem, onde praticou sua
filosofia Zenpor durante longos anos, retratada
em seus poemas. É tradutor de poetas chineses.
OBRAS: "Os Velhos Caminhos" 1977 - Primeira Edição -
São Francisco - Livros "City Lights" / "Esquerda da Chuva" -
poemas inspirados no antigo provérvio chinés "Não há nada
que você próprio faça, que não possa ser deixado fora da chuva" -
Viagens 1947-1985 / "Perigo nos Picos" - poemas - ativismo -
Zen-Budismo e contracultura
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
HIERONYMUS BOCH - Flandes 1450 - 1516 /
Pseudónimo de Jeroen van Aeken. Pintor e
gravador. Mostrou nas suas pinturas, o obscurantismo
religioso que permeaba a sociedade medieval na Europa
dos séculos XV e XVI, utilizando figuras simbólicas e
caricaturais para julgar os valores impostos pela
Inquisição, em disparatadas cenas de "pecado"
e "tentação". Recebeu influência de Matthias Grunewald
e Albrecht Dürer, sendo considerado precursor do
Surrealismo e o Expressionismo. Na Espanha é também conhecido como
"El Bosco". Boch pertenceu a uma das muitas seitas
que na época se dedicavam as ciências ocultas,
adquirindo conhecimentos sobre os sonhos e a alquimia,
se dedicando profundamente a ésta ultima. Por essa
ração e pelo tom crítico das suas imagens, foi perseguido
pela Inquisição. Sua obra sofreu influência dos rumores
do "Apocalipse", que surgiram perto de 1500, expressos
na sua tela "O Juizo Final" ou (O Triunfo da Morte).
Desenhista minucioso e eximio colorista, utilizou estes
dotes para criar composições onde reina o "diabolismo",
apresentando em tom satírico e moralizante, os vicios
e temores de ordem religiosa que afligiam o homem
medieval. No quadro "Paixão de Cristo", a figura humanizada
de Jesús, contrasta com as faces animalescas dos seus
captores e carrascos, representantes do poder estabelecido.
Boch é considerado o primeiro artista fantástico da História da Arte.
Obras:
"O Jardim das Delicias" / "O Juizo Final" / "As Tentações de santo Antonio"
"Os Sete Pecados Capitais" / "A Nau dos Insensatos" e "A Morte e o Avarento"
segunda-feira, 14 de junho de 2010
ROBERTO BROULLON - Argentina 1932 /
pintor, desenhista e poeta. Faz parte de uma
geração, que, tendo passado pelos
ateliers dos mestres do realismo social
argentino, pelo rigor quase "renascentista"
dos seus ensinamentos,
foi influenciada pela linha que
o Expressionismo adotou em Buenos Aires no inicio
dos anos 60, chamada de "Nova Figuração".
Mesmo utilizando os comentários filosóficos e políticos
carateristicos da figuração argentina, Broullon trabalhou,
desde o inicio, a forma de maneira experimental, rompendo
moldes e chegando ao abstracionismo.
Nestes desenhos, que lembram os trabalhos dos
integrantes do grupo holandés "Cobra",
não descarta o humor "caricato",
tradicional no Expressionismo.
Entre 2000 e 2004 fundou e publica
o boletim de arte "La Boca del Caballo"
É casado com a poeta francesa Danielle
Camus, com quem tem realizado trabalhos
de poesia coletivos.
Mora e trabalha em Buenos Aires.
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