O propósito deste blog é o de mostrar o trabalho do ilustrador,independente das regras impostas pelo mercado,nas quatro disciplinas praticadas por mim, em diferentes momentos e veículos: A Caricatura na Imprensa,A Ilustração na Imprensa,A Ilustração Editorial e O Poema Ilustrado. Também são mostradas modalidades diferentes das mesmas propostas como: Montagens das exposições e a revalorização do painel mural, através das técnicas de reprodução digital em baner.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
HIERONYMUS BOCH - Flandes 1450 - 1516 /
Pseudónimo de Jeroen van Aeken. Pintor e
gravador. Mostrou nas suas pinturas, o obscurantismo
religioso que permeaba a sociedade medieval na Europa
dos séculos XV e XVI, utilizando figuras simbólicas e
caricaturais para julgar os valores impostos pela
Inquisição, em disparatadas cenas de "pecado"
e "tentação". Recebeu influência de Matthias Grunewald
e Albrecht Dürer, sendo considerado precursor do
Surrealismo e o Expressionismo. Na Espanha é também conhecido como
"El Bosco". Boch pertenceu a uma das muitas seitas
que na época se dedicavam as ciências ocultas,
adquirindo conhecimentos sobre os sonhos e a alquimia,
se dedicando profundamente a ésta ultima. Por essa
ração e pelo tom crítico das suas imagens, foi perseguido
pela Inquisição. Sua obra sofreu influência dos rumores
do "Apocalipse", que surgiram perto de 1500, expressos
na sua tela "O Juizo Final" ou (O Triunfo da Morte).
Desenhista minucioso e eximio colorista, utilizou estes
dotes para criar composições onde reina o "diabolismo",
apresentando em tom satírico e moralizante, os vicios
e temores de ordem religiosa que afligiam o homem
medieval. No quadro "Paixão de Cristo", a figura humanizada
de Jesús, contrasta com as faces animalescas dos seus
captores e carrascos, representantes do poder estabelecido.
Boch é considerado o primeiro artista fantástico da História da Arte.
Obras:
"O Jardim das Delicias" / "O Juizo Final" / "As Tentações de santo Antonio"
"Os Sete Pecados Capitais" / "A Nau dos Insensatos" e "A Morte e o Avarento"
segunda-feira, 14 de junho de 2010
ROBERTO BROULLON - Argentina 1932 /
pintor, desenhista e poeta. Faz parte de uma
geração, que, tendo passado pelos
ateliers dos mestres do realismo social
argentino, pelo rigor quase "renascentista"
dos seus ensinamentos,
foi influenciada pela linha que
o Expressionismo adotou em Buenos Aires no inicio
dos anos 60, chamada de "Nova Figuração".
Mesmo utilizando os comentários filosóficos e políticos
carateristicos da figuração argentina, Broullon trabalhou,
desde o inicio, a forma de maneira experimental, rompendo
moldes e chegando ao abstracionismo.
Nestes desenhos, que lembram os trabalhos dos
integrantes do grupo holandés "Cobra",
não descarta o humor "caricato",
tradicional no Expressionismo.
Entre 2000 e 2004 fundou e publica
o boletim de arte "La Boca del Caballo"
É casado com a poeta francesa Danielle
Camus, com quem tem realizado trabalhos
de poesia coletivos.
Mora e trabalha em Buenos Aires.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Acreditando no desenvolvimento de uma nova geração,
como jovens que traziam em si o futuro, reclamando
liberdade para os seus gestos, para as suas vidas, Kirchner,
Fritz Bleyl, Heckel e Schmidt-Rottluff, cheios de emoção e
de fé, criaram a Brücke (A Ponte). "Éramos moços e essa
idéia nos empolgava, como se tratasse da criação do mundo",
disse Schmidt-Rottliff. O renascimento da gravura em madeira
foi uma das mais importantes contribuições de Die Brücke
para a arte moderna. Munch, Gauguin, Van Gogh, a escultura
africana, os Fauves e as primitivas gravuras alemãs em
madeira, contribuiram para o Die Brücke em geral. Para Otto
Maria Carpeaux, "o expressionismo foi e é uma manifestação
universal, artística, literária, filosófica: um estilo de vida e de
cultura". João Sánchez estudou a obra dos mestres do
Expressionismo com o qual, segundo Hélio Jesuíno,
"estabeleceu vínculos profundos. A esta influência acrescentou
elementos plásticos e temáticos do cordel nordestino. Fundindo
o traço refinado dos primeiros à força telúrica dos segundos,
João Sánchez criou uma estética própria que passa ainda pelo
universo pop dos quadrinhos". J. Sánchez concebe a gravura
como criação original; conversa acerca da vida - dos seus
aspectos: futebol, crianças, e pássaros, guerreiros e retratos,
discorre sobre a vida do mundo do homem comum - que por
qualquer motivo é centro de atenções e, por fim, transforma
em obra de arte a concepção sensível da sua experiência. /
ADIR BOTELHO
domingo, 23 de maio de 2010
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