segunda-feira, 10 de maio de 2010

Maciej Antoni Babinski - Varsóvia - Polônia 1931

Sem título, 1967 / água-forte /
17,5 x 19,9 cm

João Câmara - João Pessoa - Paraiba 1944

"Exit", 1974 - da série "Cenas da vida
brasileira / 1930 - 1954" / litografia /
56,5 x 66,5 cm

Adir Botelho - Rio de Janeiro - RJ 1932

"Canudos" 1987 xilogravura
60,5 x 47 cm

Henrique Oswald - Rio de janeiro - RJ 1918 - 1965

"A inflação", 1944 - 1950 /
ponta-seca, água-forte e água tinta /
29 x 36,5 cm

Antonio Henrique Amaral - São Paulo - SP 1935

"A mesma lingua", 1967 /
xilogravura - 61,5 x 99 cm

Renina Katz - Rio de Janeiro - RJ 1925

"Retirantes" - sem data /
xilogravura / 23 x 29 cm

Glênio Bianchetti - Bagé - RS 1928

"Jogo do osso", 1955 / Linoleogravura / 34 x 49 cm

Danúbio Gonçalves - Bagé - RS 1925

"Zorra", 1952 / da série "Xarqueada" / xilogravura /
23,6 x 30,3 cm

Leo Dexheimer - Porto Alegre - RS 1935

"Brinquedo de rua", 1958 /
xilogravura / 34 x 45 cm

Trindade Leal - Santana do Livramento - RS 1927

"O Lobisomem", 1957 /
do álbum "O Lobisomem - 8 Gravuras
de Trindade Leal / Xilogravura - 21.5 x 19 cm
Embora a apropriação das técnicas de reprodução de imagens por parte de artistas tenha se dado, muitas vezes, em contextos em que estas já haviam sido deslocadas a uma posição de relativa obsolescência funcional - vide a xilogravura moderna, desde Gauguin e Munch - isso não afasta o fato de que, em diversas ocasiões, artistas tenham-se voltado expressivamente para técnicas de reprodução de imagens então corriqueiramente utilizadas, enxergando nestas a possibilidade de uma atuação direta.

Mário Gruber - Santos - SP 1927

"Anjos da Renascença Brasileira - 5", 1981 / água-forte e água-tinta /
28,2 x 36,8 cm

Rubens Matuck - São Paulo - SP 1952

Sem título, 1999 / ponta-seca /
53,4 x 79,1 cm

Newton Cavalcanti - Bom Conselho - Pernambuco 1930 / Rio de Janeiro 2006

"Baile de máscaras"- sem data /
xilogravura / 33,5 x 43,8 cm

Hansen Bahia - Hamburgo (Alemanha) 1915 / São Félix - Bahia 1978

"Dor" 1960 / do álbum "Navio Negreiro" /
xilogravura - 29 x 42,2 cm

Henrique Leo Fuhro - Rio Grande - RS 1938

"Lance" 1969 /
buril, slpoliestireno de alta resistência /
49,2 x 37 cm

Marco Buti - Empoli - Itália 1953

Sem título, 1985 /
ponta-seca e água-tinta / 45 x 53 cm

Carlos Martins - Araçatuba - SP 1946

"Canto 6" / do álbum "10 cantos" /
gravuras realizadas de 1976 a 1981 /
água-forte e água-tinta / 27 x 27 cm

Ana Elisa Baptista - São Paulo - SP 1964

Sem título, 1998 /
buril, broca, água forte e água tinta /
39 x 53,5 cm

domingo, 9 de maio de 2010

A ARTE CORPORAL DOS POVOS DO RIO OMO / ETIÓPIA
Fotografias: Hans Sylvester / Texto: Francisco Folco

A Terra

O rio Omo, na África, atravessa a Etiópia, o Sudão e o Quênia. Foi nas suas margens que os arqueólogos encontraram os "homens de Kibish", um ancestral de 120.000 anos. Nesta região habitam algumas tribos que ainda estão na pré-história: Dassanech, Mursi, Hamar, Karo, Bume e Beshadar, no vale do Rift, onde se encontra a grande fenda africana que separa geograficamente os negros dos árabes. É uma região vulcânica que fornece uma diversidade de pigmentos com grande variação de cores.
Com estes pigmentos, alguns raros, as tribos do rio Omo praticam sua arte. No conceito ocidental, são verdadeiros genios da pintura, pois seus traços lembram muito a arte contemporânea de Picasso, Miró e Paul Klee. Pintam seus corpos na velocidade de um "action painting" de Jackson Pollock. Em poucos minutos, com uma rapidez impressionante, decoram o peito, seios, pernas e pés. Não usam pinceis, apenas uma habilidade fantástica com a ponta dos dedos.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

É uma arte ancestral praticada por todos da tribo, idosos, adultos, jovens e crianças. O aprendizado se dá apenas na observação. Integram-se na natureza fazendo parte dela, sendo como ela. A arte é praticada por ela mesma. Não há explicação, não há teoria. Por isso é arte no mais alto grau de pureza. São motivados apenas pelo desejo. O desejo de ser belo, seduzir, de exteriorizar o prazer.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O rio terá uma redução para um quinto do seu tamanho, e vai acabar com as planícies alagadas que são essenciais para a agricultura tribal destes habitantes. Esta cultura , pura, intacta, deve estar com seus dias contados. Um povo milenar pode se tornar miserável em questão de dias.
No futuro, tal vez tenhamos apenas as fotografias de Hans Sylvester para mostrar esta riqueza artistica para as geraçôes que virão.